Hot Cold Blood - Klaroline.
11 Capítulo 11 - Surpresa, Caroline.
POV CAROLINE
— E se eu também pedisse para você ficar?
— Eu não aceitaria. Você sabe que corre o risco de Klaus te obrigar a perder a humanidade. E os Originais são os únicos que podem compelir vampiros.
— É, eu sei. E se eu for aí me despedir corre o risco de eu não deixar você ir. Mas quando olho para Elena e Damon a minha vontade é de sentir nada. As vezes penso que isso seria um favor que Klaus faria a mim.
— STEFAN! Quer que eu vá aí te bater agora ou daqui a pouco? — E finalmente escutei sua risada. Já estava preocupada com o tom fúnebre da voz do meu amigo desolado. – Também me sinto assim a respeito do Tyler. Por falar nisso, ele já deu alguma notícia depois de avisá-lo que pode retornar para casa?
— Ainda não. — Ficamos em silêncio por uns segundos e ele continuou. – OK, Caroline. Demonstrou seu ponto de vista. Somos dois miseráveis largados pelas pessoas que amamos. Simples assim. — Ele riu novamente e eu comecei a ficar menos preocupada. – Tente ao menos se divertir.
— Se Klaus deixar...
— Você pode até não gostar dele, o que eu acho meio forçado da sua parte...
— Ei!!! — Exclamei divertida o interrompendo, só pelo abuso.
— ... mas o conheço bem suficiente para saber que ele é um cara que sabe como se divertir, vai por mim. Apesar de ser uma época sombria da minha vida, essa é a parte da qual não consigo me arrepender. Se pôr uma saia, um batom e um salto 15 nele, ficaria um tanto parecido com você, só que com “surpresinha”. — Stefan falou e eu ri tanto e tão alto que Klaus ouviu e apareceu na porta como um fantasma.
— Bom dia, amor. Pelo jeito está animada. — Ele recostou no vão da porta.
— Cuide bem dela, Klaus! — Stefan gritou ao telefone.
— Tão bem quanto cuidei de você das vezes que estivemos juntos. — Klaus se aproximou.
— Então você estará segura, Caroline. E não faça besteiras.
— Por que vocês agem como se fossem a Super Nanny e eu a criança rebelde? — Stefan riu e Klaus idem.
— Se cuide, Car. Te amo. Espero que dê tudo certo se finalmente o Mikaelson aí está agindo por uma boa causa.
— Também te amo, Stefan e nunca perca as esperanças! — Disse tão animada como a minha antiga treinadora quando eu era líder de torcida.
Desliguei o celular ainda rindo dos comentários de Stefan. Nós podemos estar na merda, mas sempre divertimos um ao outro.
Klaus se aproximou mais e me indagou.
— O que há entre você e Stefan?
— Ele é meu melhor amigo e eu sempre que tenho oportunidade tento fazer ele e Elena, o grande amor da sua vida, voltarem.
— Não acha isso um tanto forçado da sua parte? — Klaus se inclinou na minha direção.
— Eu já ouvi essa frase antes. — E me desvencilhei dele. – Então, para onde vamos? — Ainda estava curiosa.
— Ainda isso, Caroline? Espere e verá.
Chegamos ao aeroporto e Klaus entregou as chaves a um homem que nos guiou até o pátio, onde vi um jatinho nos esperando. Ele percebeu a cara que fiz diante daquele absurdo e soltou aquele mesmo sorrisinho de sempre.
— O lado bom de ser vilão é que você sempre tem uns capangas para fazer coisas por você, como você mesma me disse uma vez. — E fez sinal para que eu andasse.
POV KLAUS
Depois de passadas três horas de total silêncio, Caroline dormiu todo o tempo, o que me deu uma sensação de conforto eterno já que passei essas sete horas de voo sem escutá-la um segundo, além de conseguir ler um livro pendente e ter tempo suficiente para elaborar meus próximos passos.
Há um tempo eu sugeri a Caroline me deixar mostrar o que o mundo tem a oferecê-la e por ironia ou não, ela está aqui na poltrona da frente indo para um dos meus lugares favoritos e ao qual eu gostaria de mostrá-la. Infelizmente o destino sempre nos prega coisas do qual por mais que você se esforce, foge ao controle e nos colocou em lados diferentes numa constante na qual eu tento, torturo e mato todos que ela ama e ela tenta os salvar ou consegue. Eu seria sempre o vilão, sádico, insano e que faz coisas intragáveis para obter poder e ela sempre seria assim, corajosa, leal e companheira.
Eu me peguei tempo demais observando o semblante calmo de Caroline quando pousamos.
— Ahnn? Chegamos? — Caroline perguntou ainda sonolenta quando eu a pus no meu colo e me dirigi a um carro que nos esperava na saída do aeroporto.
Passei direto pelo hall do hotel e subi para o nosso quarto. Minha presença dispensa apresentações ou qualquer burocracia do tipo.
Depositei Caroline com cuidado na cama para que não acordasse e fui cuidar de alguns afazeres, deixando algo que seria de grande valia para ela quando acordasse.
Depois de cerca de uma hora ouço passos na pequena escada que liga o quarto ao terraço. Não pude deixar de admirar o quanto ela estava linda e o azul dos seus olhos brilhavam.
— Klaus, isso é... — Ela juntou as palmas das mãos e as elevou até seu rosto, surpresa. – Isso é...

— Espetacular? — E ela acenou concordando comigo. Estendi minha mão a ela que a pegou prontamente e a dirigi até a mesa, onde Caroline se sentou e sorriu admirando todo o lugar. – Sabia que ia gostar. A vista do Four Seasons George V sempre foi incrível.
— Então o Mikaelson tem bom gosto. — Ela disse sorrindo para mim.
— Começando pelo vestido. — Ela ficou corada. – Espero que tenha gostado dele, já que não teve muito tempo para escolher algo apropriado para a ocasião. — Ela falaria algo malcriado ou não, não deu tempo de saber. Um rapaz nos entregou o cardápio e Caroline o olhou com estranheza.
— A última vez que vi francês foi quando tive balé aos nove anos e minha professora não falava nossa língua.
Eu sorri porque não conseguia imaginar Caroline aos nove, ansiosa e abusada tendo paciência para aprender todos aqueles movimentos sincronizados e talvez seja por isso que ela ficou tão encantada com a performance dos dançarinos na Ópera.
— Você confia em mim? — Ela me olhou com os olhos cerrados como quem diz “sério mesmo que você está me perguntando isso?” e eu dei uma risada. – Estou falando sobre a comida, Caroline.
— Eu tenho outra opção?
— Vampiros não morrem de intoxicação.
— Então eu confio.
Ela depositou o cardápio na mesa e eu ri.
Pedi dois Boeuf Bourguignonne e um Le Montrachet. Caroline olhou para a Torre Eiffel ainda maravilhada e depois para mim.
POV CAROLINE
Eu acordei mais cedo numa cama grande de um quarto todo clássico em tons de branco, bege e dourado. Tudo era lindo demais e eu realmente mais que nunca estava curiosa para saber onde estávamos. Procurei Klaus pelo ambiente mas ele não estava. Olhei para o meu lado na cama e vi um bilhete com uma caixa. Era um vestido, mas não no estilo daqueles de baile. Ele era na altura dos joelhos, com alças um pouco mais grossas e um decote ideal que valorizava cada medida num branco pérola também da cor da sandália que combinava com toda a decoração do quarto e um papel escrito “Ainda quero te mostrar o que o mundo tem a oferecê-la, apesar das nossas diferenças. Espero que dessa vez você me permita. K.”.
Quando Stefan me falou que viajar com Klaus era uma das coisas da qual nunca se arrependeu eu percebi que era sério quando todo aquele suspense valeu a pena numa incrível surpresa. E agora estou aqui sentada com Klaus no terraço do quarto que ele escolheu de frente para a Torre Eiffel com ele usando todo seu francês, o que deixou seu sotaque ainda mais sexy, para pedir uma comida que não faço a mínima ideia do que seja e uma bebida que aparenta ser vinho.
Não teve como deixar de admirar todo o local com a Torre logo de frente para nós, linda e iluminada. Só saí do devaneio quando o prato chegou junto com a bebida.
— Caroline. — Klaus me chamou a atenção de volta para a terra suspendendo a taça em um brinde. Brinde a que mesmo?
— Você não está aqui para pegar o bandido? E desde quando estamos de bem?
— O único bandido que tem aqui sou eu, Caroline. Eu vim para saber como devolver a vida de uma bruxa poderosa que morreu jovem demais, apenas. E mesmo não nos suportando isso não me impede de te encantar com um dos meus lugares favoritos no mundo. — Brindamos. Ele deu o primeiro gole e eu o fiz logo em seguida.
De fato era um excelente vinho, a comida estava maravilhosa e o lugar, o clima, sensacional. Se não fosse pela companhia talvez eu apreciasse ainda mais o momento. Mas se também não fosse pela companhia eu não estaria aqui.
Era começo de noite e o jantar seguiu agradável, o que é estranho devido a personalidade na minha frente. Mas não dava para reclamar. Estava tudo tão bem que se congelassem o momento eu poderia dizer que era perfeito. Klaus contou alguns detalhes da sua vida que passaram despercebidos por todos que sinceramente, não fazíamos questão de saber com ele nos caçando. Ele é formado em História da Arte, o que explica a sua paixão e, foi assim que ele conheceu a França e toda a Europa.
— Vamos, amor. — Ele disse se levantando da cadeira e estendendo a mão para mim. – Quero lhe mostrar algo.
Ao descermos um senhorzinho nos parou no saguão do hotel, próximo a saída.
— Sr. Mikaelson, sempre um prazer tê-lo conosco. — Ele nos entregou um convite. Era um baile de aniversário. – Espero que vá e leve esta linda Senhorita contigo, Niklaus. — Ele deu dois tapinhas no ombro de Klaus, que retribuiu o gesto e com um sorriso.
— Parece que temos outros planos para esta noite, Caroline. — O olhei com estranhamento e ele se explicou. – Louis George, o dono do hotel. O conheço desde sempre, não posso deixar de ir a sua festa. — Ele abriu a porta e pediu um táxi.
— 89° aniversário. — Eu disse olhando o convite. – Ele nunca desconfiou do seu não envelhecimento?
— Na verdade ele sabe. E nunca se importou em nos ter aqui, desde que não baguncemos a sua cidade. E nunca tivemos sequer a intenção de fazer.
Aquilo era estranho demais.
— Qual o seu problema, Klaus? — Eu parei de frente para ele e cruzei os braços. Ele me olhou com estranheza e cerrou os olhos. – Você está doente? Primeiro me expulsa de New Orleans, depois aparece na Withmore e nem venha me dizer que era para ver se Elena seguiu a vida porque não caio nessa! E agora tá aí... Todo... lindo... sexy... falando francês fluente e querendo me levar a lugares estranhos. — Continuei.
— O que quer dizer, amor? — Todo seu sotaque ficou evidente com a irritação entre as palavras.
— Todo esse comportamento sereno, sutil e não psicopata. Isso não é digno de você. Confesso que estou com mais medo do que se você estivesse tentando matar meus amigos, eu e mais meio mundo. — Falei alto e me aproximei dele ficando a poucos centímetros do seu rosto. Ele molhou os lábios e sorriu.
— Amor, não comece. Só aproveite a estadia ou terei que mandá-la para casa mais cedo mesmo contra a sua vontade. Você deve achar estranho, mas não me importo. Já disse. Você não cospe no prato que come. — Klaus sorriu de canto de boca.
POV KLAUS
A noite estava apenas começando e apesar de nesse momento querer quebrar seu pescoço e aproveitar o passeio sozinho, eu fazia questão de mostrar a Caroline um dos locais ao qual eu passava mais tempo quando vinha para cá.
Eu explicava arte por arte para Caroline que me olhava séria, mas não conseguia disfarçar seu interesse e me senti um guia turístico quando algumas pessoas começaram a se juntar a nossa volta para me ouvir compartilhar tudo o que eu sei sobre as obras. Rodamos o salão inteiro e Caroline finalmente parecia se divertir. Quando chegamos quase ao final, o verdadeiro guia se apresentou e a multidão se dispersou aos poucos, então percebi que Caroline se fixava em um único quadro.
— O que achou desse? — Me aproximei ficando ao seu lado.
— Eu não sei. Não entendo de arte como você, Dr. Klaus. — Ela ironizou e deu de ombros.
— Vamos lá, amor. Uma opinião. — A encorajei e ela olhou para mim.
— É um belo bloco de neve.
— Sério que é assim tão literal?
— Não. — Ela riu. – Tem algo de solitário nele.
— Vou tomar como um elogio.
— Isso é... — Ela se virou na minha direção e apontou com o indicador para a tela. – seu? — Ela disse realmente surpresa. – Acredito que os curadores do Louvre não usem verbena. — Ela sorriu, voltou a encarar a tela e ficou assim tempo demais.
Me fez lembrar Cami quando cheguei a Nola e o pintor da praça. Ela pode decifrar tudo que ele é através da sua pintura e sei que Caroline possui a mesma sensibilidade. Comecei a me sentir incomodado suficiente para distraí-la com o resto do Museu.
— Então... — Caroline me olhou enquanto saíamos do Louvre.
— Então... — Dei um sorriso e um sinal para ela prosseguir, apesar de temer o que ela falaria.
— E então que eu não posso estar em Paris e não fazer compras! — Ela disse animada. – Mas nada de sumir da loja e parar dentro de um depósito com uma atendente, Sr. Klaus! — Ela levantou um dedo me repreendendo e eu ri.
— Infelizmente não haverá a possibilidade de eu me divertir dessa forma e acompanhá-la pela Champs-Elysées, Caroline. Tenho coisas para fazer e não pretendo te ocupar com os meus problemas.
Eu a coloquei em um táxi e segui em outro para Pigalle, um bairro conhecido pelas suas casas de prostituição, sex shops e uma vida noturna agitada com muitos turistas. O clima perfeito para mim. Nada como me misturar na multidão e conseguir algo decente para me alimentar.
Depois de saciar minha vontade entre uma casa noturna e um bar e outro com todas aquelas luzes vermelhas e roxas, adentrei em um beco onde nos fundos ficava o lugar ao qual eu pretendia vir desde o princípio.
Bati na porta e prontamente fui atendido.
— A essa hora não era para você estar em alguma ópera na Bastille ou pintando algo em Montparnasse?
— Olá para você também, Bastiana. — Ela deu espaço para eu entrar, me cumprimentou com um beijo no rosto e um sorriso, do qual retribuí.
— O que te traz aqui, Niklaus? Algum problema no paraíso? — Ela foi para a cozinha e voltou com algo em mãos. – Tome, é chá. Acabei de fazer. — E me entregou uma xícara apontando para que eu me sentasse no sofá.
— Era para ela ressuscitar. Você é uma das anciãs, Bastiana. Tem que me ajudar a entender o que aconteceu.
— E eu o farei. — Ela deu um gole e fiz o mesmo. – A propósito, parabéns pela sua menina.
— Parabéns? Não é o que diriam as bruxas de New Orleans.
— O balanço da natureza vive nos pregando peças, mas isso é uma maneira de estabilizar as coisas. Talvez todo o movimento e agitação seja para protegê-la, e não outra coisa. — Ela parou por um momento e continuou. – Mas tem razão, existe os dois lados, é sempre bom prevenir. — Ela se levantou e me encheu novamente meu copo. – Sobre a bruxa da Colheita... Vocês foram tolos. A Colheita é real.
— Marcel pensou que... — Ela me interrompeu.
— Pensou errado. E isso poderia acabar com todos vocês. Quando acontece algo que é para acontecer, se não seguir o fluxo, as coisas tendem a desandar. É por esse motivo que eu estou te ajudando, Niklaus. A ordem é que cada garota da Colheita volte à vida, e no entanto, a energia delas foi roubada, desviando do objetivo.
— Então... — Fiz sinal para que ela prosseguisse.
— Então ela foi canalizada para outras coisas e pela minha experiência, já imagino o que seja. — Ela saiu e voltou pouco tempo depois me entregando um mapa. – Dará um pouco de trabalho, mas acredito que queira isso mais que todo mundo, certo? O que procura é dona de um cabaré de luxo isolado do centro.
— Aqui ao lado, no Moulin Rouge? — Eu disse acreditando ser lá.
— Não em Paris, Niklaus. Aqui. — Ela pontou no mapa e eu sorri em agradecimento, levantei e dei um beijo em seu rosto me despedindo dela.
— Sabe... Talvez haja salvação, afinal. — Ela disse e eu voltei a olhar para ela.
— Do que está falando, Bastiana?
— Nós soubemos o que fez em Vegas. — Ela falou e minha garganta travou. – Tem bruxas que ainda gostam de você. Mas a maioria não te suporta. — Ela riu e eu ri junto, mas não pelo fato de ter cerca de noventa porcento de bruxas que me odeiam, mas pelo alívio dela não ter se referido ao pequeno incidente no camarim e loira que agora me acompanha nessa viajem. – Você agora tem a lealdade desse coven. — Ela falou e eu me dirigi para fora.
Estava quase na rua quando ela falou um pouco alto.
— A mãe de vocês cometeu um equívoco em concebê-los, se me entende. — Ela se aproximou de mim. – Mas ela se equivocou mais ainda quando tentou se livrar do dom que ela mesma concedeu a vocês. — Bastiana colocou algo na minha mão e olhei para saber. – Isso pertencia a mãe de vocês e o mantive comigo todo tempo. Mas acredito que deva ficar com ele. E sobre a garota, Niklaus. A trate bem. Não deixe essa ingenuidade dela esvair.
— Caroline? — Perguntei curioso e lembrei que a essa altura ela voltaria com mais sacolas do que consegue carregar para o hotel, reclamando de tudo e sorrindo em seguida. Foi impossível segurar o riso.
— Niklaus, Niklaus... Ela é forte, guerreira, intuitiva e muito melhor que você. Eu espero que não a subestime.
— Eu sei, eu sei. — Continuei rindo e Bastiana compreendeu.
— Se cuide Niklaus, mande lembranças aos seus irmãos. — E entrou na casa fechando a porta em seguida.
Cheguei um pouco atrasado para a festa de Louis e imaginei que Caroline estaria sem paciência, mas quando entrei no salão ela se distraiu interagindo com os convidados e era a dona da atenção em uma roda de pessoas que ela mal sabia que eram as mais influentes da cidade.
Ela olhou para mim, se retirou e caminhou em minha direção.
POV CAROLINE
— Como estou?
— Você está... Perfeito. — E de fato ele estava. – Mas é tão irritante que mal consigo olhar para você. — Disse divertida.
Klaus riu e me puxou para o meio da pista de dança.
— Vermelho. Muito apropriado. — Klaus me fitou de acima abaixo antes de me puxar mais ainda para perto de si e encarar minha boca que brilhava num batom tão chamativo na cor quanto o vestido. – Você adoraria os anos 20, Caroline. As mulheres eram sexys, imprudentes e dançavam até cair.
— Imagino que o par delas não caía.
— Você deveria ser mais boazinha comigo ou eu posso arranjar outra para me acompanhar essa noite.
— Não! Você não faria isso!
— Por que o desespero, amor? Não fugirei. Por enquanto...
— Não. Enquanto você estava fora fazendo não sei o que eu conheci quase todos os presentes na festa e no meio deles estava o Jean, genro do Sr. George, que descaradamente deu em cima de mim na parte superior e agora não para de me seguir mesmo eu batendo com sua cabeça na pia e quase quebrando seu crânio quando ele tentou me agarrar no banheiro. Não sei quantos deles sabem sobre sermos vampiros então não queria me expor dessa maneira ou teria que ir além e se eu fosse além eu o morderia, tomaria o sangue dele, aí não ia querer parar até seu coração parar de bater, eu ficaria “do mau” e seria tipo você. Não, não é uma opção. Então desci e estou fazendo de tudo para ele não se aproximar de mim ou então não responderei como uma dama. — Falei tão nervosa que eu sequer dei pausa entre as palavras.
Eu pensei que Klaus riria eternamente da minha situação, mas ele imediatamente fechou o sorriso quando completei a fala e observou todo o local minuciosamente.
— Klaus. — O chamei e ele não respondeu. – Klaus?!
— O problema não é você se meter com qualquer um porque faz isso sempre que quer... Quando quer. E claramente esse não foi o caso. O sempre idiota e mulherengo Jean, casado com a filha de Louis apenas pela sua herança. Até Rebekah que é Rebekah nunca caiu em seus encantos, então não seria você que o faria. — Ele bufou as palavras.
— Eu sei defender a minha honra.
— Não da mesma forma que eu.
Klaus se afastou de mim e sumiu por um momento. Eu o procurei em todo lugar da festa, menos do lado de fora e foi para lá que eu me dirigi.
— Posso lhe oferecer uma bebida? — Ele apareceu do meu lado e levei um susto.
— Posso quebrar a sua cara e te deixar sangrando um mês seguido? — Respondi Jean áspera e ele riu.
— Eu gosto assim, estressadinha. — Ele falou se aproximando de mim e eu me preparava para cumprir a ameaça.
— Primeiro Rebekah e agora ela? Você realmente acha que conseguirá alguma coisa? Você não a conhece. E não darei oportunidade para que aconteça. — Klaus apareceu indo em sua direção de forma ameaçadora.
Se eu soubesse que ele conhecia Klaus, falaria seu nome e o veria tremer na base antes disso acontecer. Esse é um lado bom de andar com alguém como Klaus no recreio.
— Mas que droga é essa? — Louis falou quando viu Klaus agarrando seu genro pelo pescoço o imprensando contra a parede. – Niklaus?! — Ele exigiu uma explicação.
— Da próxima vez que eu o ver perto de dela ou de qualquer outro Mikaelson, eu arrancarei sua cabeça com a medula e não me importarei no caos que isso causará a este lado da cidade. Entendeu bem, Jean? — Ele olhou para Louis que apenas observava a cena. – Louis...? — E ele espertamente concordou.
O Sr. George se retirou junto com seu genro, que provavelmente ele já sabia ser babaca e voltou para a festa.
— Sempre atraindo os lobos, Caroline. — Esperou que eles se afastassem e olhou para mim.
— Espera... ele é um...? — Engoli seco.
— Sim. Todos eles. Por que acha que Louis não se importa com os Mikaelson? Por boa vontade? Todos temos nossos segredos, Caroline.
— Mas que merda, Klaus! — Eu o empurrei um pouco mais forte do que realmente deveria. – Agora seremos expulsos da cidade por sua causa! — Eu gritei enquanto esperava o elevador descer.
Ele me virou de costas me encostando no metal frio da porta, torcendo meu braço para trás e falando em meu ouvido assustadoramente.
— Você sabe que mordida de lobos são fatais para vampiros, certo? Todo o lugar está cercado deles. Não é só porque eu estou aqui que deixaria algo acontecer, entendeu, Caroline? Então haja como uma menina boazinha e me agradeça depois. — O elevador apitou e a porta abriu.
Finalmente Klaus foi ele mesmo. Segurando meu braço com força e ameaçando quebrá-lo novamente. Mas eu era bem mais eu que nunca e dei um jeito de me desvencilhar nos pondo para dentro o acertando com um soco forte na sua boca, que arrancou um pouco de sangue. A porta se fechou.
— Droga, Klaus, eu te odeio!
Senti que peguei pesado demais depois de tudo o que aconteceu, mas não consegui enxergar alguma situação ao qual ele ouviria um pedido de desculpas sem me fazer cavar minha própria cova, mas precisava arriscar.
POV KLAUS
Eu estava estressado suficiente para estragar de forma permanente minha estadia no coração de Paris e Caroline me retribuiu com um soco na boca que me fez sangrar algumas gotas junto as suas palavras ásperas.
— Klaus... — Caroline me chamou olhando para baixo e deu um pulo quando me aproximei rapidamente, provavelmente pensando que eu faria algo a ela. Não agora, pelo menos.
— Sentimentos são ambivalentes, Caroline. Você odeia na mesma proporção com o qual deseja intensamente. Essa é a verdade da qual não encara. Não porque não quer, mas porque não pode. — Eu sussurrei essas palavras perto demais dela, que se encolheu e a olhava com seriedade. Caroline tentava dizer algo e não conseguia. – Isso é alguma mentira, amor? — Peguei em seus ombros e ela olhou para cima me fitando nos olhos.
— Não. Não é. — Caroline falou séria e eu fui pego de surpresa.
Confesso que esperava uma piadinha sarcástica ou ironia no seu tom de voz, até mesmo um outro soco e depois cada um ia para o seu canto pensando em métodos não ortodoxos de tortura que dariam conta da nossa raiva. Mas ficou uma tensão mal resolvida no ar e em menos de um segundo eu reagi de forma impulsiva.
Eu segurei em seus cabelos com um pouco de força e a beijei. Na verdade nós nos beijamos já que ela fez o mesmo, enlaçando seus dedos em meus cabelos me apertando um pouco. Quando fizemos isso em Vegas foi por conta de um encanto, mas isso... isso era real e cheio de desejo. Senti um choque quando tocamos nossas línguas a primeira vez e travamos uma batalha para saber quem deixava a boca do outro mais molhada. Caroline era mestre em sugar meu lábio e eu em fazê-la soltar um gemido toda vez que pressionava o beijo.
Eu segurava seus cabelos a levando para todos os cantos do elevador, que a essa altura parecia pequeno e quente. Muito quente. Ela respirava ofegante entre um beijo e outro. Eu a olhei por um momento e vi que estava de olhos fechados, ansiando pelo próximo toque. Subi com uma mão pelas suas coxas sentindo Caroline se arrepiar no meu deslizar lento e torturante e cheguei a sua bunda, que apertei enquanto tudo ficava mais intenso. Caroline tirou minha gravata, paletó e começou a desabotoar minha camisa. Eu a suspendi mais um pouco, usei um dedo livre o deslizando em sua já encharcada intimidade e ela estremeceu, abrindo os olhos e me encarando. Acredito que ela não esperava algo como isso em pelo elevador. Continuei com a carícia e ela lambeu minha orelha, suspirando profundamente ali. Foi a minha vez de arrepiar por completo. Me posicionei no meio das suas pernas e suspendi uma. Ela mordeu os lábios em permissão e eu a penetrei com dois dedos, fazendo-a arfar e a calando com mais beijos. Ela se movimentava de forma a sentir mais e mais e eu não estava mais aguentando. Temia não dar tempo de chegar ao quarto.
O elevador apitou e a porta se abriu. A imprensei na parede do corredor e ameacei tirar sua calcinha ali mesmo. Não me importava. Se era para ser expulso, que fosse com estilo e pelo motivo certo. Continuamos as carícias até que alcançamos a porta do quarto e Caroline a abriu, me lançando sentado na cama e indo com velocidade na minha direção.
Dei um suspiro rouco quando Caroline passou a mão em meu membro com desejo por cima da calça o sentindo rígido e ao ponto de explodir. Ela percebeu e soltou um sorrisinho. Rasguei o seu vestido sem esforço, o jogando em um canto qualquer do quarto. Ela deu um gritinho assustado que me excitou ainda mais e se ajoelhou a minha frente, abrindo o botão e o zíper da calça lentamente.
— Caroline... — Eu falaria algo do qual nem consigo recordar e ela expôs meu membro e sugou lentamente a ponta somente com os lábios, usando a sua língua para percorrer toda sua extensão em seguida e se dedicando a parte mais sensível.
Meu corpo pegou fogo com o toque molhado de Caroline. Os olhos dela estavam em chamas e a sensação era de tudo estar quase derretendo.
Eu gemia alto e respirava profundamente toda vez que Caroline chegava ao final e eu sentia o fundo da sua garganta. Ela me tocava e abocanhava com vontade e tudo que eu pensava é que ela poderia usar sua boca comigo somente para isso ao invés de falar besteiras. Ela intensificou o movimento e eu estava prestes a chegar ao máximo. Precisava tomar uma atitude.
POV CAROLINE
Klaus levantou se livrando da sua roupa, me empurrou contra a parede, suspendeu minhas duas pernas as enlaçando em sua cintura e rasgou minha calcinha, me penetrando com força. Gemi muito alto e segurei firme em seu pescoço, deixando uma marca por ali.
“Os bad boys são os melhores” Elena disse uma vez. E de fato era. Klaus sabia como me enlouquecer, me levar a beirada do abismo de sanidade e me fazer perder o pouco que restava dela. Eu gemia de um jeito que ele estava amando, estando no controle, me fazendo sentir vulnerável e exposta. Mas mal sabia que eu não me importava. Já estava quase perdendo os meus sentidos e Klaus disse com seu sotaque aguçado.
— Isso, amor. Goze para mim. — Se tornou impossível ignorar o pedido, vindo dele, desse jeito.
Eu o apertei com força e ele diminuiu o ritmo das estocadas, dando um sorriso safado. Eu me contorci em seu colo e o mordi no ombro sem as presas.
Meu corpo ainda estava anestesiado quando ele me pôs na cama e continuou com o movimento, me dando mordidas leves no pescoço e dizendo palavras desconexas. Senti os músculos do seu corpo enrijecem num gemido de prazer e Klaus me beijou, caindo sobre mim em seguida.
O joguei para o lado, que rolou de cima de mim e fui para o banheiro. Klaus ficou com os cotovelos apoiados na cama me observando sair. Parei na porta e dei um olhar malicioso. Imediatamente ele fez o mesmo, se levantou e me acompanhou.
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Estava de roupão no terraço do quarto olhando para a cidade e a Torre ao fundo. Demorou um pouco mais e Klaus apareceu já vestido com as roupas que comprei para ele durante meu passeio.
— Não é só você que tem bom gosto. — Falei enquanto o observava acabar de abotoar a camisa. Klaus riu e ficou ao meu lado, me entregando uma bolsa de sangue.
— Onde conseguiu isso?
— Tenho meus contatos. — Ele disse se retirando.
— Klaus. — Ele fez uma pausa antes de descer as escadas e olhou para mim. – Para onde vai a essa hora?
— Meu quarto fica do outro lado. — Respondeu meio óbvio.
— Pensei que... só tivesse esse. — A todo momento pensei que ele só tivesse reservado um quarto, como o de costume...
— Com essa vista sim. Preferi deixá-lo para você. — Ele pisou no primeiro degrau e eu o chamei novamente.
— Klaus... — Eu queria dizer algo do tipo “fique” ou “tem pudim no frigobar...”, mas ele tomou a melhor atitude que achou para nós dois.
— Boa noite, Caroline. — E desceu.
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