Hospital Stay

2 Retorno ao Grupo de Apoio


Notas iniciais
Nem demorei,não é?Eu disse que ia postar semana passada,mas realmente não deu.Sou muito enrolada e preciso escrever alguns capítulos bem antes de dar os 45 dias.O motivo principal da demora foi que eu já havia digitado todo o capítulo e quando fui salvar,minha burrice falou mais alto e eu apertei Não Salvar sem querer.Isso se deve ao fim do sistema Docs!Thanks Nyah!Não vou abandonar a fic,fiquem sussa,eu só sou enrolada mesmo.Quando fui reescrever o capítulo,muita coisa que eu havia digitado anteriormente se perdeu(falta-me uma memória eidética) mas eu tentei aproximar o máximo possível do que estava escrito.Obrigada pelos reviews!Desculpem-me os erros e boa leitura!

Mais um dia frustrante naquele lugar.Eram sempre os mesmos passeios pelo jardim do hospital,diferentes pessoas,os mesmos problemas.

—Kate!

Olhei desanimada para a enfermeira que se aproximava.Era Gisele,uma das minhas melhores amigas por lá.Surpreendentemente,a única que não me dava nervosismo quando chegava a hora da minha medicação.Ela também ia com a minha cara,conversávamos bastante quando o turno dela acabava e ela não queria voltar pra casa e ter de encontrar o marido.Ser detestável era aquele.

Apesar de tudo,ela era muito simpática e eu admirava muito.Sorri para ela e tentei puxar assunto:

—Olá Gisele,não havia visto você hoje!

—Ótimo,ótimo – disse um tanto afobada – onde está Tyler hoje?

—Saiu com uma garota nova.

—Estão namorando?

—Creio que ainda não – disse a conduzindo para uma caminhada – e seu marido,como está?

Levantou a manga da blusa e então pude ver o imenso hematoma em seu braço.Um sentimento de raiva ardia em mim e a vontade de mata-lo pelo que fazia com alguém tão dócil só aumentava.Segurei-me para não gritar.Já mais calma tentei mudar o rumo da conversa.

—Algum paciente novo?

—Vários.

—Algum caso interessante?

—Alguns.

Gisele estava um tanto fria e chateada.Caminhamos um pouco pelo jardim com algumas tentativas frustradas de assunto.Nos sentamos em um banco de praça sob uma árvore frutífera.Não consegui identificar se havia frutas,porém algumas flores brancas caíram sobre nós.Estava lá eu,entrando em mais um de meus devaneios.Flores brancas,paz.

—Tenho que ir – disse a loira já se levantando – Se tiver alguma notícia de seu irmão me avise.

Acenei com a cabeça vendo Gisele ir se retirando do jardim.Enrolei mais um pouco por lá até ir para o quarto.Nada de novo.De novo.

Creio que naquela noite acabei não jantando.A falta do que fazer era exaustiva e acabei adormecendo na tentativa de assistir à televisão.Tive sonhos estranhos novamente.Desta vez mais sombrios.Sonhei que estava em uma minúscula jaula e todos ao meu redor riam de mim.Acordei para rir de mim mesma.Só eu consigo sonhar com coisas tão fúteis.

Desta vez,sem sono,permaneci no quarto tentando tricotar algo que em minha mente era uma blusa,para quem visse,um emaranhado de linhas de lã.

No hospital,três vezes por semana temos o Tricote Para A Esperança,que é um programa beneficente que alguns voluntários e alguns pacientes realizam no hospital.Somos um grupo consideravelmente grande,assim nos dividindo em três partes.Faço parte dos que tricotam para os recém nascidos,apenas porque acho uma graça roupas tão pequeninas.

Várias tentativas frustradas até que o que antes era para ser uma blusa se tornou um par de meias.Contente com o serviço mal feito,levantei-me e fui observar o movimento pela janela.Não tardou para que o grupo chegasse carregando caixas e mais caixas repletas de novelos dos mais variados tipos e cores,com os mais macios e adoráveis fios de lã.

Olhei-me no espelho.Que expressão horrível pertencente aos cabelos rubros mais bagunçados existentes.Penteei-os para trás e prendi.Peguei meus fones e as agulhas e parti para o saguão em que tricotávamos.

—Katherine!Quanto tempo! – gritava a morena correndo em minha direção – Achei que havia desistido...

—Olá Melanie,ainda vou te atormentar tempo o suficiente,não se preocupe – disse abraçando-a.

Melanie era mais alta que eu,porém tínhamos a mesma idade.Seus cabelos e olhos eram escuros,contrastando com sua pele clara.Sempre andava sorridente e éramos amigas desde pequenas.Quando fui internada ela passava bastante tempo aqui no hospital,sempre em busca do que fazer.O tempo passou e ela teve também outros afazeres,assim só podendo se dedicar ao trabalho voluntário poucas horas por dia.

Apesar de tudo ela me animava simplesmente por estar ali.Adorávamos conversar sobre coisas bobas,líamos os mesmos livros e gostávamos dos mesmos filmes.Era uma amizade que sobrevivia em sincronia e ela sempre fora atenciosa,sabendo minhas fragilidades e motivos para não estar sempre presente.

Melanie e eu nos sentamos juntas e nos preparávamos para ouvir o que a coordenadora do projeto tinha a dizer quando minha atenção desviou-se completamente para o garoto que adentrava o local.

Tinha cabelos e olhos escuros,pele clara.Estava sentado numa cadeira de rodas e locomovia-se por conta própria.Parou ao lado de um pessoal que também tricotava para os recém nascidos.

—Mel,quem é esse garoto?

—Puxa Kate,não sei quem é.A coordenadora disse que hoje teríamos gente nova e acho que ele é um deles,mas não tenho certeza.Você já o viu alguma vez aqui no hospital?

Fiz que não com a cabeça.A coordenadora,Senhora Lisa Cooper,começou a dar os anúncios que eu fiz questão de não prestar tamanha atenção,o contrário de Melanie que deixou de observar o misterioso garoto para ouvi-la.

—Muito bem – pronunciou-se a Sra.Cooper – Vejo que hoje temos alguns membros novos,Gretha e Ethan,sejam bem vindos.Recebemos também uma doação grandiosa de novelos e agulhas de um novo incentivador...

Então o nome dele provavelmente era Ethan.Interessante,esse menino me chamou a atenção,falta-me saber o porquê.

Nosso grupo começa a tricotar.Enquanto eu fazia pequenas meias Mel fazia gorros.Os mais experientes do grupo faziam roupinhas mais elaboradas que eu já perdera habilidade para faze-las.A cada pausa eu o observava.Diversas perguntas brotavam em minha mente me instigando cada vez mais.

Por que ele está assim?Seu nome é mesmo Ethan?O que ele faz aqui?Por que ele chama tanto a minha atenção?O que há de diferente nele?
Qual é o meu problema?

***

Pausa apara o almoço e medicação.Havia uma sopa aparentemente deliciosa na enorme panela que o grupo trouxera.Esta também era uma das minhas paixões: a sopa da Sra.Cooper,que apesar de ser simples,era melhor do que a servida no hospital.Vez ou outra,alguém levava alguma refeição diferente para lá,tornando o dia mais alegre,diferente.

—Com licença,você poderia pegar um guardanapo para mim,fazendo o favor?

Mais uma vez eu estava navegando por meus delírios e pensamentos quando a realidade fez questão de me puxar de volta para si.Maldita.Peguei o guardanapo quase que num gesto automático e virei-me para entrega-lo,logo deparando-me com o menino novo.Entreguei o papel em suas mão,um tanto sem graça,esboçando um leve sorriso.Ia me virando novamente para pegar meu prato de sopa quando fui chamada novamente pela voz que anteriormente me tirara de minhas reflexões.

—Você tricota muito bem.Está há quanto tempo no grupo Tricote Para A Esperança?

—Desde que tinha onze anos.Não havia muito o que fazer aqui então procurei esses grupos que sempre visitavam o hospital.Na época ainda era um grupo pequeno.

—Entendo – disse pegando seu prato de sopa e dirigindo-se à mesa – Como é mesmo seu nome?

—Katherine,e o seu?

—Ethan – disse sorrindo – Muito prazer.

Eu estava certa,apesar de tudo ter sido muito óbvio.Melanie se aproximava de nós convidando a sentarmos todos numa só mesa.Ethan se locomovia com facilidade à mesa próxima.Sentei-me ao seu lado.Queria saber o que havia nele que me chamava tanta atenção.

Notas finais
Ah,respondendo à Leth que havia me perguntado se haverá romance entre os irmãos:"Por favor,não"Se tiverem qualquer pergunta,reclamação ou argumento sobre a fic podem me enviar por MP ou review :3Se gostaram deixem um review,escritores se alimentam disso :)Então,acho que por hoje é só!O próximo não tarda a sair!