Hospedeiro da Mente
3 Um novo passado
Notas iniciais
Híbrio povs on
flash back on
Eu estava ali. Escutando aquelas nuas letras de pobres e ingênuas pessoas inutéis cantando a mais bem-sucedida pior música do ano! Era ruim a música. Só que todos cantavam. Não sei por que, mas acho que talvez seja por causa de um simples contagiante seleto grupo de pessoas ricas, populares e de má coração que também a cantavam... Por causa de um ruim gosto para a seletividade de músicas, esse "povo", a burguesia, em outras palavras, ahhh, como posso de dizer, fez tanto gosto em minha família, que... Os motivaram a cantar a mesma, chata, agoniante péssima música que eu teria que ficar ouvindo até a chegada na cidade de meu avô. Em outras palavras... Meu pai e minha mãe, gostavam de imitar gente rica, mas na verdade eram pobres...
A estrada de curvas perigosas parecia não ter fim, os caminhos eram vários, e só enchergavámos um pedaço dela, mas ai, aparecia outro, e mais outro e outro! E não acabava mais! Sem falar que era alta, a distância do chão até ela se estendia por mais ou menos uns onze metros. Chegamos àquele lugar. Eu sinceramente não gostava de lá. Era frio! Extremamente frio... Mas da hora que acordava até as seis e meia da noite, em ponto, era sol! Era o lugar de quilômetros maiores, de sol mais frio de gente esquisita, o pior, que eu já havia conhecido. A chegada a casa dos meus avós até que foi legal! Eu, um adolescente aborrecente gostando de um passeio com os pais para a casa dos avós... Se eu contar isso pra algum de meus colegas... Ai, ai, é o fim da minha reputação de mauricinho! Mas então... Quando chegamos lá, eles nos receberam muito bem! Eu tinha até estranhado! Mas depois do jantar, voltamos a velha rotina de sempre! Vô com o pai, vovó com a mamãe, se davam tão bem como cão e gato! Eram xingos indiscretos dia e noite! Tanto vô como o pai, tanto vó como a mamãe! Eles literalmente não se davam bem! Fomos dormir. Meu pai sempre dizia "por que viemos pra cá?" e minha mãe sempre respondia "para talvez nos concilhiarmos com seus pais, mas já vi que é impossível!!" E eu e meu irmãozinho de onze anos nos falávamos pela última vez naquela noite "boa noite!" "boa noite" pelo menos foi o que imaginei...
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