Notas iniciais
Wolverine e Jean Grey têm um pequeno encontro nos jardins da Mansão X!
Encontro real ou desejado, que diferença faz quando tudo existe mesmo na mente?

Tempo ameno; nada a se fazer. Jean está numa daquelas pausas que antecedem o "fazer tudo de uma vez"; ela sabe disso, porém, resolve aproveitar esse tempo livre.

Sai, dirige-se ao jardim da mansão, senta-se, meio que distante de tudo, num banco bem próximo à vasta vegetação. Nenhum pensamento por perto, somente os pássaros e insetos entre a explosão de flores e cheiros da primavera.

Autocontrole. Como Jean gostaria de esquecer-se dele, às vezes... A ruiva começa a deixar-se levar pelas sensações visuais e olfativas do lugar. Silêncio... Ela vê o céu azul e, quando se dá conta, ele também está lá. Não muito longe, provavelmente saído de dentro da mata próxima. Deveria estar exercitando-se, a julgar pelo retesamento de seus músculos e o suor de sua pele. Correndo... Era isso que ele devia estar fazendo... Cada um aproveita o tempo ameno e as horas livres como quer...

A telepata contempla. Logan age. Eles sempre foram assim: opostos. Quantas vezes Jean não queria ter agido? Ter deixado seus sentimentos manifestarem-se? Ela espera.

Ele para, a alguns passos de distância, como que esperando a reação da ruiva para agir; como um predador esperaria sua presa. Ela deita-se no banco, esse é seu único movimento. Jean sabe o que ele quer e, do modo como as coisas vão com Scott, ela também quer. Mesmo que isso signifique um caminho sem volta; mesmo que a tênue linha quebre-se para sempre. Isso não importa! Não agora.

Nunca sua mente pareceu tão liberta! Jamais teve tão pouco com o que se preocupar. O calor do sol em seu rosto, a leve brisa movendo seus cabelos. Essas eram as maravilhas do mundo, eram suas preocupações naquele instante. Nada de salvar o mundo, viajar para outros universos. Somente a vida, como ela deveria sempre ser.

O canadense aproxima-se, calmamente, estranhando -por que não?- a cena à sua frente; ajoelha-se perto da cabeça dela. Nada a dizer. Frases, sons, qualquer coisa poderia arruinar para sempre aquele momento.

Toque. Ele a toca no rosto. Os olhos de Jean fecham-se e seus lábios beijam, descuidadamente, aquela forte mão.

Toque. Ela põe a mão em seu ombro e desce pelo seu peito, a camisa desabotoada faz com que ele sinta sua mão suave; bem diferente do restante de sua vida: difícil, árdua, seca... Logan fecha os olhos, extasiado.

Quando os abre, seus lábios aproximam-se e, no ápice do beijo e do desejo, bem ao longe, Jean ouve uma voz grave, firme e preocupada:

— Jeannie, cê tá bem?

A ruiva abre os olhos e vê Logan na posição de antes, músculos retesados, corpo suado a mesma camisa.

— Tô te chamando a algum tempo, ruiva.... Tá tudo certo?

Sonho. Será? Ela queria que não, mas todas as evidências levam ao óbvio...

Tempo ameno, nada melhor para uma telepata do que descansar a mente... Horas livres: momento certo para alguns sonhos tornarem-se realidade...

Ele a acompanha até a mansão, estranhando seu silêncio e sentindo no ar que havia estado fora de algo muito bom...

Notas finais
Espero que tenham gostado ;)
Estou super aberta a sugestões e críticas!
Muito obrigada!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!