Hora Errada!

4 Confissões


Notas iniciais
Oi pessoal! Como estão? Eis o último capítulo! Espero que gostem!

Deixei passar alguns dias para ver se ela voltava ao normal. Passaram-se um... Dois... Três... Quatro dias e nada. Resolvi esperar por mais uma semana, mas ela nunca voltava ao normal. Comecei a ficar realmente preocupado. Não gosto de vê-la nesse estado, mas decidi não arriscar.

– O que eu faço Jen? Ela nunca volta ao normal! – Perguntei ao meu melhor amigo.

– Olha Takato... Isso é uma situação muito confusa...! Não dá pra entender esse comportamento dela... As provas e os trabalhos já passaram faz uma semana! – Jen respondeu pensativo.

– Será que foi algo que fiz? – Perguntei mais para mim mesmo.

– Não sei... – Jen respondeu, olhando para o alto.

– Por que não pergunta a ela? – Uma voz conhecida soou atrás de nós.

– Porque ela vai querer me matar se eu for conversar agora! – Respondi a menina que chegava.

– Não podem ficam nesse impasse para sempre. Alguém tem que tomar uma atitude! – Ruki exclamou cruzando os braços.

– Eu sei, mas... – Tentei argumentar, mas aquele olhar dela é muito convincente.

– Resolva essa situação Takato Matsuda. Não aguento mais ver os dois desse jeito. Será que eu vou ter que intervir? – Ruki perguntou ameaçadoramente.

– N-não! Eu vou falar com ela...! – Respondi e no mesmo instante sai andando.

Quero resolver essa situação por mim mesmo. Não quero interferência de ninguém, principalmente da Ruki. Quando quer, ela é assustadora!

Fui andando vagarosamente até encontrar Katou-san. Esta estava sentada debaixo de uma árvore, com alguns livros no colo. Era pra ser uma cena muito bonita, se não fosse a carranca que ela carregava no rosto. Pude concluir que ela ainda estava furiosa. Respirei fundo e fui a sua direção.

– Ahn... Oi Katou-san...! – Falei meio temeroso.

– Oi Takato-kun. O que quer? – Ela perguntou, sem ao menos me olhar.

– Ahn... Queria saber se está tudo bem agora...! Precisa de ajuda? – Ok, essa foi a frase mais estúpida de todas.

– Takato-kun, só quero ficar sozinha. Não quero conversar com ninguém. – Ela respondeu e continuou lendo.

– Katou-san... Tudo bem, te deixarei sozinha. Só quero que saiba que, quando precisar de mim, estarei aqui... – Murmurei para que só ela ouvisse.

– ... – Ela nada disse. Só continuou passeando os lindos olhos castanhos pelo livro.

Não havia mais nada a fazer ali. Ela me ignorou completamente, como na última vez. Será que ela nunca irá voltar ao normal? Será que fiz alguma coisa pra ela? Será que a culpa dessa raiva toda é minha? Estou confuso e queria uma resposta, mas não posso falar com ela. Não com ela me tratando desse jeito. Enquanto me afastava, senti que estava sendo observado.

– Sabe... A culpa não é sua, Takato... – Ouvi uma voz fraca vindo de Katou-san.

– Então... Pode me dizer o que aconteceu? – Perguntei receoso, com medo de levar patada de novo.

– É que meu pai cobra muito de mim. Acabei ficando nervosa com aquele maldito “C” que ganhei naquele maldito trabalho em dupla... O Hirokazu não me ajudou em quase nada! Não tinha feito a droga da parte dele! Tive que entregar incompleto! – Katou-san exclamava cada vez mais alto.

– O-olha... Ele não faz por mal, sabe? Eu mesmo já me encrenquei por causa dele... – Falei o mais calmo possível.

– A partir daquele dia eu JUREI que nunca mais faço trabalhos com meninos! Eles nunca completam nada! – Katou-san explodiu de vez.

– Fique calma. Não é o fim do mundo... Você recupera essa nota rapidinho! Você é a melhor aluna da classe! – Falei, na tentativa de fazê-la melhorar.

– Obrigada pela força, mas eu vou carregar essa nota pro resto da minha vida! – Ok, quando ela quer, consegue exagerar horrores.

– Não vai! Isso é somado às outras notas! Ninguém vai perceber esse maldito “C”!! – Ergui um pouco o meu tom de voz. Nisso, ela parou de falar por um momento. Parecia pensar.

– Tem razão... Estou fazendo tempestade em um copo d’água... É que... Ver meu pai pegando tanto no meu pé enche as paciências. Até parece que ele não confia em mim. – Katou-san respondeu. Parecia mais calma.

– Não é isso. Ele só está preocupado com seu futuro. Vamos esquecer esse trabalho em grupo, certo? – Perguntei sorrindo.

– Ok...! Mas, dupla com o Hirokazu eu nunca mais faço! – Ella exclamou, cruzando os braços.

– Ok, ok! Aí você relata o ocorrido pra professora. – Falei.

– Da próxima vez, quero fazer dupla com você! – Ela falou sorridente.

– Mas você mesma disse que não faria dupla com um menino nunca mais! – Falei não entendendo nada.

– Bom... Você é a exceção da regra... — Katou-san respondeu. Juro que vi um tom mais avermelhado no rosto dela. Acabei corando junto.

– T-tudo bem! Vou amar fazer dupla com você! – Exclamei sem jeito.

– Muito obrigada por me animar, Takato-kun! Por isso gosto tanto de você! – Katou-san exclamou sem jeito.

– C-como...? – Não sei se entendi direito mas, ela disse que gostava de mim?

– B-bom... É isso... Também gosto de você Takato-kun... Mas, ainda acho muito cedo para tentarmos algo sabe... Somos crianças ainda...! – Ela falou, com um tom de vermelho mais forte no rosto.

– Ok... Irei esperar por você até que esteja segura. – Falei seriamente, com a face queimando.

– Você é mesmo muito gentil Takato-kun...! – Ela exclamou, beijando minha bochecha e, logo em seguida, levantou-se e foi embora.

Realmente não importa quanto tempo leve. Sempre que ela precisar de mim, estarei por perto para ajudá-la. Afinal, é isso que fazemos quando amamos: Cuidamos da pessoa, dona desse amor.

Notas finais
Esse saiu mais longo que os outros...! E então, mereço reviews? =)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!