Hora De Dormir
1 Capítulo 1: Noites insones.
Notas iniciais
Quinta feira à noite... E ele estava muito animado. A sua esposa havia dado sinais durante o jantar todo que queria uma noite inesquecível e ele, como um bom italiano não negaria isso a sua bela Maeve.
Uma última olhada no espelho sorriu. Namoraria na varanda, depois colocaria Ângela para dormir e então...
—Papai... -uma garotinha de cabelos loiros em seus quatro anos de idade apareceu na porta, abraçada a um escorpião de pelúcia. Máscara da Morte ainda achava o presente que Milo havia dado a sua filha de mau gosto, mas a menina adorava o "Puppy" dela. -Posso ver televisão?
—Só se for os seus desenhos. Não tem nada de bom na televisão para você, anjinho. -ele a pega no colo.
—Desenho! –ela ri.
—Tá. Você escolhe o filme. –e a leva para o quarto, onde havia uma pequena TV e um aparelho de DVD. -Uma hora de filme e cama, mocinha.
—Tá. –ela concordou, pulando na cama abraçada ao Puppy. -Quelo...hmmm...-pensativa. –Princesa Sofia!
Giovanni procura entre os DVDs da menina o que ela pediu e coloca no aparelho, depois dá um beijo na filha e sai para poder namorar um pouco a esposa na varanda da Casa.
Dez minutos depois, Ângela já estava entediada e resolve procurar outro filme. Achou os de seu pai, que dizia que ela não deveria assistir, pegou o primeiro e colocou no aparelho. Logo apareceu o nome "Brinquedo Assassino" nos créditos e Ângela sentou no tapete para assistir.
Na varanda...
O casal estava sentado nas escadarias, se beijando e aproveitando os momentos de paz que vivenciavam, quando de repente...
—Oi. –um cavaleiro de Escorpião sorridente apareceu entre eles.
—Inseto! Está querendo morrer?
—Não... queria açúcar mesmo. –respondeu com uma xícara na mão.
—Veio na minha casa às dez da noite para pegar açúcar? –Máscara da Morte não acreditava. –Não tem Casa mais perto da sua, não? Cadê sua mulher?
—Ah, não. Pessoal saiu. Dione tá visitando os pais com a Alice. Tô sozinho e solitário em casa... o bebedouro estragou...
—Que merda precisava falar de um bebedouro?
—Aí estou um pouco solitário... olhando para os brinquedos da Alice pela casa, me deu vontade de fazer um bolo de chocolate, e não tinha açúcar em casa.
—Precisa dar um relatório? –Máscara impaciente.
—Aí não tinha chocolate em pó em casa. –Máscara suspirou ruidosamente, contando mentalmente até dez. -Vim ver se tinha chocolate em pó. Acabou o pó lá em casa.
—Já falou do pó!
—E eu queria fazer um bolo de chocolate, já que estava com vontade de comer um e... hummm... Maeve, você fez bolo de chocolate? Estou sentindo um aroma delicioso...
—Fiz sim Milo, você quer?
—Ele não quer. Fora da minha casa, inseto!
—Aquele que tem cobertura? –olhos do escorpião brilhando, ignorando prontamente o Cavaleiro de Câncer.
—Sim. –a loira respondeu sorrindo.
—Ei, não me ouviu te expulsando da minha casa?
Então, ouviram um grito de criança vindo da casa. Máscara da Morte e Milo foram os primeiros a entrar, indo diretamente para o quarto de Ângela, que estava debaixo dos cobertores, chorando.
—Ângela, figllia. -sentou na cama, puxando o cobertor. -O que houve?
—O Churkie vai me pegá! -respondeu abraçando o pai.
—Churkie? -ele olha para a TV. -Quem deixou você ver este filme?
—Brinquedo Assassino, um clássico. -Milo desliga a TV. –Mas não é filme para criança.
—Tava o DVD ali e eu coloquei e assisti. -respondeu inocentemente.
—Ahhhh, caspista... Não devia ter deixado isso perto dos seus desenhos.
—Também concordo Giovanni. -a esposa apareceu na porta, com uma expressão nada satisfeita. -Agora ela vai ter pesadelos.
—Ela não vai ter pesadelos. Ângela não é impressionável. -respondeu o cavaleiro de Câncer. –É uma futura amazona de Atena!
—É. É filha dele e sobreviveu a isso! — Milo comentou, apontando com o polegar para o Máscara da Morte que o olhou de maneira assassina.
—Num vou tê pesadelo, mamãe. –a menina confirmou. –Sou uma amazona!
—Quero só ver. -disse a mulher. –E se ela tiver... Você que vai cuidar disso, Giovanni Pierino!
—Mamãe tá braba! –Ângela olhou para o pai.
—Tá braba mesmo! –Máscara bagunçou os cabelos da filha e olhou para Milo. –Xispa da minha casa que não tem bolo pra você, Sanguessuga! Fala pra sua mulher fazer um bolo pra você!
—A Dione não sabe cozinhar e...
—FORA!
Milo saiu correndo rapidamente da Casa de Câncer.
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Três horas mais tarde...
Primeira noite, Ângela já estava na cama, dormindo.
No quarto de seus pais, eles estavam ocupados entre beijos e carícias, o calor no local aumenta, bem como a intensidade dos beijos trocados...
—Papai, tô com medo.
Máscara da Morte assustado, cai da cama.
—Ângela. Já deveria estar dormindo!
—Mas... Mas... O Churkie vai me pegá! -olhos marejados, abraçando o escorpião de pelúcia.
—Não vai não. –ele vai até ela e a pega no colo, levando-a para o quarto. –Hora de dormir, princesa!
Ele a coloca na cama, e a faz abraçar o “Puppy”, mas a menina o fita com os olhos marejados e lábios trêmulos.
—Olha, deixa seu pai te contar uma coisa. Filmes não são reais! Aquele boneco não existe! Aqueles atores aparecem em vários outros filmes! Tá?
—Tá. –abraça o escorpião de pelúcia com força.
—Hora de dormir. –beija a testa dela e sai deixando a luz do corredor acesa. –Boa noite. Te amo!
—Te amo, papai.
Máscara volta correndo para o quarto e vê a esposa ainda o esperando com um sorriso convidativo nos lábios. O italiano fica animado com a visão, começa a tirar a calça do pijama, se equilibrando em uma perna só.
“—É hoje que me acabo!”
—Papai! –a voz de Ângela atrás de si o assusta e ele cai de cara no chão. –Tô com medo. Posso dormir aqui?
—Pode dormir aqui com a mamãe, amor. -responde a mãe, dando espaço na cama para a menina, que prontamente aceitou.
—Não, não pode não.
—Giovanni! –Maeve o repreendeu com o olhar.
Máscara da Morte suspirou ruidosamente, sua noite de quinta estava arruinada e foi para a cama. Alguns minutos depois, parecia que a paz voltava a reinar naquele lar, o Cavaleiro de Câncer estava adormecido, quando sentiu que um chute o atingira no estômago. Abriu um dos olhos e viu a perna de Ângela colocada em cima de sua barriga.
Com jeito, ele retirou a perna e de repente, levou um "soco" da mãozinha da menina no rosto. Sorriu e tirou a mão. Ângela moveu-se e voltou a chutá-lo, ainda adormecida, em uma região delicada de seu baixo ventre.
O cavaleiro segurou um gemido de dor, se encolhendo na cama.
—O chute... Puxou a mim... -gemeu, levantando da cama, e pegando o travesseiro, indo se deitar no quarto da filha.
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Manhã seguinte...
Um mal humorado cavaleiro de câncer, por ter dormido encolhido em uma cama de criança e por não ter tido sua noite com a esposa, chegava ao salão do Grande mestre para uma reunião.
Passou por todos, resmungando coisas incompreensíveis e sentando em seu lugar a mesa de reunião.
—Nossa! Dormiu comigo ontem, Máscara? -Afrodite o provocou. -Nem me cumprimentou.
—Sem piadas. Tive uma noite péssima! Ângela teve pesadelos a noite toda! Tive que dormir na cama dela!
—Quem manda deixar uma menina assistir um filme de terror? –Milo o repreendeu com ares de sábio. –Alice só vê a Peppa Pig... se bem que esse desenho é de dar medo...
—Eu não deixei porra nenhuma! Ela estava assistindo ao filme da Barbie quando a deixei no quarto! Não sabia que ela ia colocar um DVD de terror!
—Eu ouvi os gritos dela na casa de Touro. — comentou Aldebaran. -Fiquei preocupado.
—Lembro-me de ter assistido ao meu primeiro filme de terror aos dez anos. –Milo comentou. -A noite dos Mortos Vivos de Malibu! Tive pesadelos por uma semana com o surfista zumbi de duas cabeças!
Todos o olharam sem entender.
—É um clássico! Junto com O ataque dos tomates mutantes dos palhaços assassinos do Espaço Sideral! -defendeu-se.
—Ignorem ele. –Pediu Camus. –Talvez Ângela tenha pesadelos por mais alguns dias, mas deve passar.
—Ângela só ficou impressionada, Camus. -Máscara falou. -Hoje ela deve dormir tranquila e eu também.
—Crianças pequenas costumam ter pesadelos até mesmo com desenhos animados. É natural ter medo. -comentou Shaka.
—E os Caçadores de Vampiras Lésbicas da Chechênia... Nunca mais olhei para os vampiros da mesma maneira! -Milo ainda comentava. –Nem para as lésbicas. Mas o clássico o ataque dos Coelhos Carnívoros Gigantes...
—Alguém cala a boca dele? -pediu Shaka.
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Segunda noite...
Máscara da Morte olhou para o relógio, hora de colocar Ângela na cama. Mas a menina parecia relutar.
—Mas é hora de mocinhas dormirem. -avisou.
—Não tô com sono... uuuuáááááá... -bocejando. -Não quero dormir, ou o Boneco Assassino me pegá!
—Se algum boneco assassino apareceu seu pai o manda pro Yomotsu.
—Não quero dormir. –emburrada.
—E se eu contar uma história?
—Não.
—Contar carneirinhos?
—Não.
—Te dar um cavalo?
—Hmmm... –quase concordando. -Não. Titio Erik me deu um de aniversário!
—Esqueci disso. O que você quer para dormir, Ângela?
—Quero... hmmmm... você canta?
—Eu detesto cantar!
—Então... Não vou dormir. -cruza os braços, fazendo bico.
—De quem puxou essa teimosia? Da sua mãe? Vamos fazer assim... Vou assistir um filminho com você, e depois você vai dormir, certo?
—Tá.
Máscara da Morte colocou um dos desenhos de Ângela no DVD e ficou sentado com a menina, assistindo a abertura de algum desenho animado, logo estava dormindo.
—Papai... -Ângela abrindo a pálpebra de seu olho. -Acorda pra vê o desenho cumigo!
—Papai não tava dormindo.
—Tá sim.
—Tava descansando os olhos.
—Mas tava roncando! Fica acordado cumigo que tô com medo...
—Medo do que?
—Do filme...
—É Bambi! Não tem nada neste filme para ter medo e te ...
“BANG!
—Mamãe? Mamãe? Cadê você?”
—Droga...
—A mãe do Bambi morreu? –lágrimas nos olhos.
—Não! Ela foi... Passear no céu e...
—Buuuuuáááááááááááá!
Ângela chorava e Máscara da Morte estava se desesperando.
—Qual o problema? Estou ouvindo esta menina chorando na minha casa! -saga entrou com cara de poucos amigos, acompanhado de Kanon.
—A mãe... Do Bambi morreu... -a menina disse, soluçando.
—Bambi é do mal. –Kanon suspirou. –Mas meus meninos adoram essa parte!
—Buuuuuáááááááááááá!
—Seus meninos são projetos de psicopatas. –suspirou Saga. -Por que não mostra outro desenho para ela?
—Tá, vou colocar o Rei Leão.
—Ah, tá... A cena da morte de Mufasa não te diz nada? -Saga perguntou.
—Que você assistiu desenhos da Disney, Saga? –Kanon zoando.
—VOCÊ TAMBÉM ASSISTE!
—Eu vejo partes quando os meninos assistem. É diferente!
—Sabe de cor as músicas de Frozen!
—Aquela música maldita entra na cabeça e não sai mais! –Kanon defendeu-se. –Você tava cantando a música do Mowgli outro dia!
—Eu estava cantando pro meu menino! Ele adora aquele desenho!
—Canta pro Kaleb sem precisar dançar então!
Os gêmeos começaram a discutir e foram interrompidos pela chegada de Shaka.
—Disney é uma péssima influência para as crianças hoje em dia! Leia um bom livro para ela. Televisão, games, rpg... influências nocivas para suas mentes!
—Tenho dó da sua filha. –Kanon com uma expressão de tédio para o cavaleiro de Virgem.
—Como vocês estão entrando na minha casa?
—Porta dos fundos aberta. -respondeu Milo, entrando na sala com uma lata de refrigerante na mão. -Ah, acabou o refrigerante e o bolo. -avisou.
—O choro da Ângela tá ameaçando acordar o Hector! –Shura apareceu, comendo uma maçã.
—Estão invadindo minha cozinha!? –Máscara da Morte estava ficando vermelho de raiva.
—Leia isso para ela. -Shaka mostra um livro.
—Mamãe Ganso? -Máscara da Morte olhou para Shaka.
—Clássicos dos clássicos da literatura infantil. -respondeu o virginiano.
—Deve ser tão tedioso que ela deve dormir. -falou Milo sentando ao lado de Ângela. -Oi, princesinha!
—Não vou ler isso! É idiotice!
—Leia os três porquinhos! -sugeriu Milo.
—Por que não canta para ela e pronto? -Camus entrou sonolento. -Está bagunça está chegando na minha casa.
—Acho que ela dormiria se todos vocês... SAISSEM DA MINHA CASA! -esbravejou Máscara da Morte.
—Usted podia gritar mais baixo!
—Quero dormir! -Aldebaran entrou, comendo batatas fritas. -Aceitam?
—Esta batata é minha! -Giovanni apontou para o brasileiro.
—Era. – Shura pegando uma das batatas oferecidas pelo Aldebaran. –Isso tá encharcado de sódio, Aldebaran está te fazendo um favor.
—Pelo jeito que ele tá nervoso, a pressão vai lá nas alturas. –comentou Milo.
—Parem com isso todos! –ordenou Aiolos entrando acompanhado pelo irmão e Mu de Áries. -Deste jeito até Hades acorda com este barulho.
—UIA! -Milo apontou para os pés do cavaleiro de leão.
—Que foi? -perguntaram Aiolos e Aiolia ao mesmo tempo
—Desde quando usa pantufas de gatinho, Aiolia? -rindo, quase as gargalhadas, deixando Aiolia vermelho.
—Desde que ganhou um par da Marin e do Liam no dia dos pais. -respondeu Aiolos com vergonha pelo irmão.
—Parece-me que Ângela está com problemas para dormir. -comentou Mu. -Que tal se nos uníssemos e o ajudássemos a fazer a menina dormir?
—Sim! -responderam ao mesmo tempo.
—Dio Mio... -suspira Máscara da Morte, prevendo que aquela noite seria a mais longa de sua vida.
E estava certo.
Continua...
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