Hope's End
2 Capítulo 1 - O Inicio
Notas iniciais
Delwyn não podia acreditar no que ouvia, toda a praça estava em pânico, o que queriam dizer exatamente aquelas palavras? Porque não havia botão de deslogar? O que estava a acontecer?
A voz continuou: — Neste momento vocês estão presos em Aincrad, presos dentro deste mundo, nesta titânica fortaleza flutuante. Como já devem ter reparado, não existe um botão de deslogar, vocês são incapazes de sair do jogo, e qualquer tentativa externa de remover o NerveGear fará com que o mesmo utilize micro-ondas, causando assim a vossa morte cerebral, neste momento pelo menos 800 jogadores já pereceram devido ao facto de as suas familias terem ignorado o meu anúncio, o mesmo acontecerá se morrerem dentro do jogo. Basicamente, se morrerem aqui, morrem também na vida real.
A multidão começou aos berros, ouvia-se gritos e choros por todo o lado.
—Só há uma maneira de sairem.- A multidão acalmou-se... — Aincrad possui 100 andares, ou niveis, neste momento estamos apenas no primeiro ,para passarem para o próximo têm de derrotar o chefe do andar onde se encontram, este estará à vossa espera dentro de uma sala, numa localização desconhecida na masmorra. Ao derrotarem o chefe do centésimo andar, poderão deslogar outravez. Bem Vindos, ao Sword Art Online.
Dito isto a voz desvaneceu até ter desaparecido por completo, um silêncio de morte instalou-se na praça principal, silêncio esse que não durou muito tempo. A praça foi invadida pelo desespero, uns choravam, outros caiam de joelhos, olhando para o chão, totalmente desamparados, sem saberem mais o que fazer.
Tudo estava um completo caos, e Delwyn não era excepção, ele estava em estado de choque, totalmente imóvel, como uma estátua. Milhões de perguntas lhe surgiam à cabeça, tentando entender o porquê de tal ato, o porquê de colocar tantas vidas em risco, pensou em desistir ali, mas algo não o deixou, ele não sabia muito bem a razão, mas não consegui para de pensar na rapariga de cabelo Azul que tinha visto mais cedo.
—Será que ela está bem? — Pensou para consigo — E o James? Onde está o James? Tenho de o encontrar.
Exatamente, ele tinha tomado a decisão correta, não valia a pena deixar os sentimentos dominarem agora, era necessário agir racionalmente e tentar sobreviver.
Delwyn recuperou-se rapidamente e começou a correr à procura de James, queria ajudar todos, mas não era possivel, era preciso manter-se vivo se quisesse algum dia sair dali, a esperança não estava perdida.
Ao procurar por toda a praça, finalmente, encontrou James num dos cantos da mesma, ele estava com Edil, esta encontrava-se abraçada a ele a chorar.
Sem perder tempo, Delwyn agarrou-os aos dois e puxou-os para uma pequena rua paralela à praça.
—Temos de sair daqui o mais rápido possível.- Disse Delwyn. — Mais tarde ou mais cedo os melhores campos de farm vão estar cheios, temos de chegar lá antes dos outros e.....
—EU NÃO VOU A LADO NENHUM! — Interrompeu-o James gritando — Eu tenho amigos meus aqui — disse já um pouco mais calmo — Como me falaste tanto do jogo eu convenci-os a jogar, é culpa minha eles estarem aqui....
— Deixa-te de culpas James, tu não sabias que isto ia acontecer, a culpa não é tua- disse Delwyn um pouco impaciente. — Eu não posso salvar toda a gente James, temos de nos manter vivos.
—Então os nossos caminhos separam-se aqui — Disse James, q subitamente abraçou o irmão — Não te preocupes, eu li tudo o que escreveste sobre o jogo e ouvi todas as tuas histórias, eu vou ser capaz de sobreviver, adiciona-me na tua lista de amigos, assim serás capaz de falar comigo a qualquer altura.
Delwyn adicionou-o, mas ficou um pouco relutante.
—Tens a certeza disto James? — Perguntou Delwyn.
—Tenho.
Eles abraçaram-se mais uma vez e enquanto se abraçavam, Delwyn olhou para Edil e perguntou:
— Tomas conta dele?
Edil sorriu, e acenou com a cabeça em forma de confirmação.
Delwyn Sorriu. — Fica bem, meu irmão — Exclamou ele em forma de despedida. Tendo dito isto começou a correr, e não parou enquanto a imagem do seu irmão não se transformou numa ténue lembrança deixada no horizonte.
Ao chegar à porta da cidade, Delwyn parou, olhou para trás, ainda tentando perceber tudo o que se tinha passado naquele dia.
— Tenho de sobreviver — disse para consigo próprio. E desapareceu a correr na escuridão exterior.
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