Hopeless Love
31 Você Será A Próxima.
Notas iniciais
Atrasamo-nos para minha primeira consulta com Tsunade graças a Sasuke, que me fez voltar para a cama, para que assim eu descansa-se um pouco mais. E como era de se esperar, Tsunade não gostou nem um pouco de nosso atraso, mas também não disse nada, apenas lançou-nos um claro olhar zangado.
Assim que ela ordena que Shizune fique em seu escritório até ela voltar, a mesma faz sinal para que a acompanhemos. Seguimos ela de mãos dadas e em silencio, pois seu humor estava ácido demais para puxarmos assunto e Sasuke estava claramente inquieto, acho eu, que o mesmo estava nervoso com minha consulta.
Paramos em frente a uma porta simples e entramos em sua sala particular, que era de tamanho médio, com as paredes em um tom verde bebe. A sala era simples e sem nenhum requinte: com uma mesa em um canto do cômodo, uma cama de solteiro no lado oposto ao da mesa e com uma poltrona ao seu lado. E também com uma pequena estante cheia de remédios e pergaminhos, que ficava ao lado da mesa.
Nem janela aquele cômodo tinha, o que o tornava privado e aconchegante. Muito apropriado para uma consulta pré-natal.
– Sakura, deite-se na cama e retire a blusa, por favor – Pede ela, indo até a estante e começando a analisar uns vidrinhos e pergaminhos, ficando assim de costas para nós dois.
Sasuke solta minha mão e senta-se na poltrona ao lado da cama de solteiro, fitando cada canto daquela sala com curiosidade.
Nosso trajeto de casa até o hospital fora silencioso e por isso eu tinha plena certeza que o mesmo estava apreensivo e nervoso com essa consulta, apesar de que ele tentava a todo custo transparecer calma.
Retiro minha blusa transparente e com renda, para logo retirar a regada branca que eu havia colocado por baixo, deixando amostra meu sutiã preto e alguns chupões ao redor de meus seios em lugares que o sutiã não podia esconder.
http://fashioniscool.files.wordpress.com/2011/06/selena-gomez-santa-monica-place-02.jpg
Percebo que Sasuke remexe-se vagarosamente na poltrona e foca-se em meus seios encobertos pelo sutiã.
Um pouco tímida por vê o mesmo tão focado em meus seios, caminho e me deito na pequena cama de solteiro, ao lado da poltrona onde o mesmo estava sentado. Não sei o motivo de meu acanhamento, afinal, o mesmo conhecia cada mini-pedacinho de meu corpo.
Tsunade se aproxima da cama e olha-me, vejo que a mesma retorce o nariz ao ver os chupões envolta de meus seios, mas como sou casada e maior de idade, ela não pode falar nada.
– Quero que você relaxe, Sakura. Tudo bem ?
– Sim – Respondo, com um fio de voz.
Sasuke encara-me, com seus olhos negros fitando cada traço de meu rosto.
Ela espalha algo gelado sobre minha barriga, enquanto eu encaro o moreno ao meu lado, tentando relaxar. Em um ato protetor, Sasuke envolve minha mão direita com uma das suas, tentando transpassa confiança.
Sorriu, encantada com seu ato afetivo.
– Vou fazer exames simples, só para saber se o bebê está se formando saudavelmente e se seu fluxo de chakra está se desenvolvendo bem. Depois, eu vou querer que você faça exames sanguíneos e ultrassonográficos. E também vou fazer perguntas rotineiras.
– Que tipo de perguntas ? – Quer saber Sasuke, encarando Tsunade.
Ela lança um olhar censurador para o mesmo.
Eles definitivamente não se dão bem, penso, revirando meus olhos internamente.
– Perguntas sobre sexo, Uchiha – Responde ela.
Minhas bochechas se esquentam automaticamente.
Mordo meu lábio inferior, constrangida.
– Certo – Resmunga ele, nem um pouco abalado.
Que constrangedor !
[...]
Minhas bochechas queimam de tão quentes que as mesmas estavam, tudo por contar das perguntas constrangedor que Tsunade nos fez.
– Bem, está tudo ótimo com o desenvolvimento do bebê, só acho que você precisa comer mais comidas com ferro e vitaminas A, B, C e D – Diz ela, diretamente para mim.
– Certo – Concordo.
Sento-me na cama e começo a vestir a regata branca e depois a blusa rendada transparente, tudo sobe o olhar vigilante de Sasuke.
– E em relação ao sexo, desde que não doa e nem sangre vocês podem continuar a fazendo – Diz por fim.
– Quando será a próxima consulta ? – Sasuke pergunta a ela.
– Daqui a um mês – Responde, ainda carrancuda – Sakura, vou lhe prescreve alguns remédios, certo. São só para conter as ânsias e ajudar na formação do chakra e do corpinho do bebê, apesar de que o chakra está se desenvolvendo perfeitamente bem. Bem, como você só tem dois meses e duas semanas de gestação, eu só poderei informá-los o sexo do bebê na nossa próxima consulta.
– Certo – Concordamos juntos.
Ela solta um riso disfarçado, para logo começar a rabiscar em uma folha os nomes dos remédios que eu deveria tomar.
– Prontinho, aqui está – Diz, entregando-me o papel com os nomes dos remédios.
Leio tudo superficialmente e percebo que tenho tudo em minha sala, aqui no hospital.
Hum... Darei uma passadinha em minha sala para pegar os remédios e alguns relatórios, afinal, tenho que começar a me reintegrar a rotina dos meus pacientes, já que logo voltarei a minha velha rotina aqui no hospital.
Sasuke pega o papel de minhas mãos e começa a ler o que Tsunade prescreveu, percebo que o mesmo não tem dificuldade alguma em entender o que ela escreveu. E isso me intriga um pouco, afinal, nem todos entendem o que um médico escreve.
– A consulta está encerrada – Avisa-nos
– Obrigada, Godaime – Agradece Sasuke, para a surpresa tanto minha quanto dela.
Ela não fala nada, apenas faz um pequeno gesto amigável.
Sorriu em agradecimento e abandonamos a sala da mesma.
– Que tal pegarmos os remédios que ela prescreveu em minha sala ?
– Tudo bem – Responde, segurando minha mão em seguida.
Por onde passávamos as pessoas encaravam-nos e acenavam cordialmente. E algumas enfermeiras muito ousadas só faltavam pular em cima do meu marido.
Fecho a cara para elas, xingando-as mentalmente.
Paramos na recepção, já que eu precisava pegar as chaves reservas da minha sala, afinal, as minhas eu havia deixado em casa.
Para nossa surpresa absoluta, enquanto eu falava com a recepcionista e ela procurava as chaves reservas, alguns anbus se aproximaram querendo falar com Sasuke sobre o caso “Karin Uzumaki”.
– Já volto. Espere-me aqui – Pede ele, levando os anbus com ele, para que assim eu não escutasse nada da conversa.
Bufo indignada e irritada com seu ato.
– Aqui esta as chaves de sua sala, senhora Uchiha.
– Obrigada – Agradeço pegando as chaves e indo de encontra a minha sala, ignorando o pedido de Sasuke.
Idiota, xingo-o. Por que ele tem que ser tão protetoramente idiota ? Até quanto ele vai me manter no escuro sobre o caso da Karin ?
Mecanicamente abro a porta de minha sala, encontrando uma escuridão absoluta.
Tateio a parede, irritada, procurando o interruptor. Assim que o acho aperto o botão e a luz instala e ganha vida, iluminando toda a sala.
Prendo minha respiração, abalada com o que vejo: Paredes sujas de tinta vermelha, cadeiras reviradas, papeis espalhados por todo o cômodo e minha mesa completamente destruída.
– O que aconteceu aqui ? – Pergunto-me, não reconhecendo minha própria voz, que saiu fina e estridente demais.
Me sobressalto assim que olho para um canto da sala e encontro uma grande caixa com um laço verde em cima.
Engulo em seco e caminho até a caixa, encontrando ao seu redor mais papeis rasgados e amaçados. Meus livros que eu tanto presava estavam todos destruídos.
Abaixo-me, ficando na altura da caixa.
Com as mãos tremulas e o coração a mil, rasgo o laço e abro a caixa.
Grito estridentemente, como se uma kunai estivesse atravessando meu corpo.
Ali, dentro da caixa encontro um filhotinho morto de gato, com sua cabeça decepada e ao seu lado estava escrito com o próprio sangue do mesmo, em letras grandes e visíveis:
VOCÊ SERÁ A PRÓXIMA A SER DECAPTADA, SAKURA UCHIHA.
O próximo grito que solto feri meus tímpanos e me faz desmaiar, mas antes consigo ouvir a voz rouca de Sasuke gritando meu nome em pânico.

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