Hopeless Love
13 Meu Herói Disfarçado de Vilão.
Notas iniciais
“Caí.
A terra abaixo de meu corpo está úmida, com um cheiro forte, esquisito e desconfortante, cheira a morte. Levanto-me e corro. Não sei de quem estou fugindo. Mas não quero parar para descobrir.
Toco minha barriga, sinto em seguida algo me chutar. Isso faz com que eu corra ainda mais rápido, tanto para salvar minha vida quanto a do bebê que eu carregava em meu ventre.
Com o joelho ferido por conta da queda, desço correndo o que me parecia ser uma trilha, com a mão ainda em meu ventre. Um som agonizante e estridente é ouvido por mim. Parecia mais um rugido de alguma besta feroz.
Corro ainda mais rápido ainda. Meu pulmão implora por descanso, assim como minhas pernas.
Algo perfura minhas costas, grito e caiu no chão só que dessa vez não foi só um joelho que ficou machucado, mas também minhas costas. Elas foram arranhadas por garras. Viro-me rapidamente e me deparo com um par de olhos verdes, meio distorcidos.
– Pronta para morre, Saky ? O bastardo que você carrega no ventre não vai nascer.”
Meu coração está disparado. Estou ofegante também. Meu corpo todo treme um pouco.
Abro meus olhos, um pouco atordoada com a mudança de cenário. O sonho que tive me desestabilizou. Acorda em um quarto desconhecido não e a melhor coisa para quem acorda com um sonho desses.
A única luz presente naquele cômodo era a que saia preguiçosamente de algumas poucas lenhas na lareira.
Quando tento me mover percebo que estou presa a alguém, por braços fortes que rodeavam minha cintura.
Procura em minha mente algumas respostas.
Sasuke... Estou em seu quarto... Na sua cama... Eu transei com ele ? Vasculho em minha mente uma resposta, os fleches da noite passada vem a minha mente. Sim transei. Minha nossa, eu aceitei me casar com ele. MINHA NOSSA.
Gemo baixinho, receosa.
Ele se move e seu corpo nu se esfrega no meu, igualmente nu.
Um gruindo escapa de sua boca. Isso tem um efeito muito erótico, fazendo todo o meu corpo se acender de repente.
Mesmo excitada, acabo saindo da cama, saindo de perto dele. Quando me ponho em pé, quase desabo no chão, por conta da dor aguda que da entre minhas pernas. Isso faz com que eu reviva nitidamente cada estocada desesperada que ele me deu.
Minha nossa... O que ele fez comigo ? Por Kami !
Olho para o mesmo, mas o que chama minha atenção é a mancha de sangue estampada nos lençóis. Prova inegável da perda de minha virgindade.
Caminho lentamente até o banheiro. A dor só se fez presente quando eu me levantei, mas depois disso ela desapareceu. Acho que foi só um aviso de que eu não era mais a donzela que antes era.
Encaro meu reflexo no espelho. Meu cabelo estava horrível, meu colo e pescoço estavam com marcas de chupões e meus olhos continham um brilho diferente. Mas fora isso, eu me sentia viva. Bem.
Me abaixo para lavar meu rosto, a água gelada espanta o pouco que restou de meu sono. Quando volto a me endireita, quase sinto meu coração sair pela boca. Sasuke estava parado bem atrás de mim, olhando-me com desejo. Posso notar, claramente, sua nudez.
Viro-me ficando cara a cara com o mesmo. Mas antes pego uma toalha, para cobrir a minha nudez. Sinto-me retraída e envergonhada. Muito acanhada.
Ele puxa a toalha de minhas mãos e a joga longe.
Minha respiração fica audível.
– Minha nossa, Sasuke. Que susto – Uso um tom repreendedor, apesar de minha condição envergonhada.
Ele agarra minha cintura e me puxa para junto de si. Só ai percebo o quão com desejo ele está.
Sua boca se une a minha. Minha pulsação se acelera ainda mais quando sua língua invade minha boca.
Sexo de manhã com Uchiha Sasuke ? Quem diria !
Sorriu contra seus lábios.
[...]
Estou aconchegada em seu peito, ouvindo seus batimentos cardíacos irem se estabilizando.
– Preciso ir para casa – Digo com a voz um pouco embargada, por conta do sexo recente e cansativo. Mas muito prazeroso.
– Hum...
– Estou falando serio, Sasuke. Não posso fica usando suas camisas.
– Você fica linda com minhas camisas – Diz, para logo acariciar o meio de minhas costas.
Coro instantaneamente.
– Mas mesmo assim... Preciso de roupas. Que por sinal, estão na minha casa.
– Eu vou buscá-las. E agora essa é SUA casa – Diz, deixando bem claro suas intenções.
Nem vem... Isso não.
– Não e preciso, eu posso ir buscá-las. E ainda não nos casamos, então essa ainda NÃO É minha casa – Deixo bem claro meu ponto de vista.
Ele me olha friamente.
– Sakura, não sou romântico, mas sim possessivo. O que é meu É meu. MEU certo. Não divido, nem empresto.
Um calafrio gostoso passa por minha espinha.
– Hum... Bem... Não posso vim morar aqui.
Ele se endireita na cama, faço menção de me afastar, mas ele me impede, envolvendo minha cintura com seus braços.
– Por quê não ?
– Sou das antigas, Uchiha. Não moro com um homem antes do casamento.
– Mas transar pode é ? – Pergunta com deboche.
Fico vermelha e enrijeço meu corpo.
– Você me seduziu – Digo amarga.
– Tenho que dizer que foi muito prazeroso te seduzir.
Ele ri calmamente. Isso me faz sorri e cora ao mesmo tempo.
– Vamos tomar banho – Diz, com a voz cheia de malicia.
De novo ? Ele é insaciável.
[...]
Troco os lençóis da cama de casal, já de banho tomado e de cabelos secos. Eu trajava uma de suas blusas, só que essa era cinza, de mangas longas e com zíper, mas o comprimento era o mesmo da outra da noite passada. Curto demais pro meu gosto. O que mais me incomodava era a falta de uma calcinha, já que o mesmo havia rasgado a minha noite passada.
– Não devia fazer isso, tenho uma empregada que é paga para isso – Me repreende pela décima vez.
– Não gosto de empregados. Prefiro cuidar da minha casa eu mesma.
Ele sorri, um sorriso luminoso.
– Ainda bem que assumiu que essa é sua casa. Agora já posso ir busca suas roupas ?
– Não foi isso que quis dizer, Sasuke – Olho irada para o mesmo – Não vamos nós apressar. Tudo há seu tempo.
Ele da de ombros.
– Tudo há nosso tempo. E eu decidi que quero apressa as coisas.
– Como assim ? Para onde vai ? – Pergunto, seguindo o mesmo até a sala.
– Vou busca suas coisas, me espera aqui.
Antes que possa protesta, ele deixa a casa. Tenho vontade de ir atrás do mesmo, mas vestida do jeito que eu estava, isso não ia ser uma coisa muito boa. Na verdade, seria algo muito traumatizante para mim sair na rua semi-nua.
Respiro fundo, muito irritada mesmo.
Quem ele pensa que é ? Vou arrancar sua cabeça quando ele chegar. Mas que cretino. Ele me paga.
Ando de um lado para outro, três minutos depois acabo me cansando de fazer isso e me sento no sofá pequeno. Quatro minutos depois me canso de ficar sentada e descido ajeitar a sala. Após dois minutos de arrumação ouso alguém bater na porta.
Fico em silencio e paralisada. As batidas continuam, a pessoa por trás dessas batidas parecia não querer ir embora de jeito nenhum.
Respiro fundo e abro um pouco a porta, só para poder colocar minha cabeça para fora.
Suigetsu me olha um pouco surpreso e embasbacado.
– Oi ! – Cumprimento-o um pouco tímida.
– Oi. Hum... O que faz aqui ? Onde esta o Sasuke ?
Nossa, ele é direto.
Fico vermelha, depois sorri timidamente.
– Eu... hum... Eu e o Sasuke, nós estamos... Hum... Ficando. E ele saiu, mas logo volta.
Ele arqueia a sobrancelha, desconfiado e achando graça em minha afirmação sobre nosso relacionamento.
Ficando ? Estamos ficando ? Que mentira mais louca.
– Até que fim ele deu um pé na bunda da Karin – Ele se lembra de algo que o faz sorri – Então era por isso... Interessante.
Olho-o confusa.
– Era por isso o que ?
Ele da de ombros sorrindo.
– Ontem eu vi a Karin, ela tava horrível. Não entendi na hora o porquê, mas agora entendo.
Deve ter sido por conta do termino dos dois, esqueço minha raiva. Só em saber que ele tinha terminado com ela por minha causa, já era motivo para eu aceitar pacificamente sua proposta sobre morramos juntos. Bem que ele disse que tinha realmente terminado. Se bem que eu nunca desconfiei disso. Ele não mentira sobre isso.
– Que entre, Suigetsu ?
– Não quero atrapalhar. Posso esperar aqui fora mesmo.
– Não, não mesmo. Ele saiu mais logo volta, mas mesmo assim não e motivo para você torra no sol, então você pode esperá-lo aqui dentro. Vamos, entre.
Abro um pouco mais a porta, esquecendo-me de minha quase nudez. Assim que ele entra eu escorro a porta. Ele senta-se no sofá pequeno e só ai nota minhas vestes. Seu olhar e malicioso.
Engulo em seco e caminho rapidamente até o sofá grande, me sento no mesmo e coloco um monte de almofadas ao meu redor, para esconder minhas pernas e tudo mais que possa ser visto.
– A noite de vocês foi intensa, não é ? – Pergunta, para logo apontar para a mesa repleta de comidas e a garrafa de vinho.
Coro mais uma vez.
– Você é diferente da Karin, Sakura – Diz despreocupadamente.
– Como assim ?
– Se fosse ela a me atender agora e o Sasuke não estivesse, ela com certeza preferiria me deixar torrando no sol a me convidar para entrar. Sem contar que você me parece ser mais afetuosa. E muito mais linda também. Agora sim, Sasuke faz a escolha certa.
Olho para meus pés descalços completamente envergonhada.
– Hum... Obrigada, eu acho.
Ele ri de minha timidez.
A porta e aberta com uma fúria tremenda. Olho para a figura ruiva que me encarava de volta, com seus olhos vermelhos de tanto chorar e seu rosto macabro. Por uma fração de segundos relembro de meu sonho, mas a única diferença era que em meu sonho a pessoa que me atacou tinha olhos verdes.
Suigetsu se põe em pé, meio surpreso por sua aparição repentina.
– O que faz aqui, Karin ? – Pergunta a ela.
Ela o ignora e continua a me encarar. Levanto-me um tanto tonta com as emoções que me invadem. Meu coração estava acelerado. Eu estava com raiva da mesma. Muita.
– Você tirou ele de mim... Sua vaca... VOCÊ VAI MORRE.
Em um minuto ela estava na entrada, me encarando com fúria, já no outro ela me empurra com tudo contra a estante de livros, que caem em cima de nós duas, mas ela não estava nem ai. E em outro suas mãos vão até meu pescoço, onde ela aperta com tanta força que quase sinto os ossos que tinha ali se partirem.
– KARIN, PARÁ, MERDA. LARGA ELA SUA LOCA.
Suigetsu segura às mãos dela que estavam em meu pescoço, mas mesmo assim ela não solta. O ar ia me faltando a cada segundo. Fecho meus olhos com força. Assim que abro os mesmos me foco nos olhos dela, que estavam transbordando lágrimas, mas que mesmo assim estavam com muito ódio.
Algo cai no chão, pareciam sacolas, não sei. Suigetsu e jogado para o lado, com muita força. Não sei o que a atinge, se foi um soco ou chute, só sei que Karin voa longe, bate com tudo em uma parede e cai desacordada.
Antes que meu corpo cai no chão, sou amparada por seus braços fortes. Seu cheiro invade minhas narinas, me dando paz e tranqüilidade. Seu peito subia e descia assim como o meu. Só que no meu caso eu tentava recuperar o ar que ela quase havia me tira por completo, já no caso dele, o mesmo estava assim por conta da raiva e ódio que sentia.

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