Hopeless Love

18 A Médica Rosada e a Meretriz do Bordel.


Notas iniciais
Desculpem a demora. Essa minha semana está muito corrida, já que é final de provas e tudo mais. Bom espero que gostem. Desculpem qualquer coisa. Boa Leitura.

Tento prender meus soluços, mas eles estavam incontroláveis. Assim como meus batimentos cardíacos. Audíveis e caóticos.

Sasuke permanece em silencio por um tempo, até que finalmente sua voz surge, do nada. Como um lampejo forte, me tirando o chão.

– Você nunca desconfiou de nada ? Que não era filha deles ? – Sua voz estava vaga e distante, como se ele estivesse se controlando para não fazer algo impensado.

Minha garganta se fecha e minha voz some.

Sasuke me olha, de modo intenso e avaliativo. Magneticamente me impossibilitando de desviar minha atenção para outro ponto qualquer daquele cômodo.

– Nunca. Os dois nunca discutiam. Ou brigavam comigo. Eram implacavelmente amorosos. Sempre resolvemos nossos problemas conversando. Quando ela me disse, quase não acreditei. Mas ela tinha provas incontestáveis – Sussurro a ultima parte rezando para que ele não escute.

– Quem é ela, Sakura ? – Sua voz transbordava curiosidade.

Fico quieta, mas vejo que o mesmo não estava disposto a escutar uma recusa minha há sua pergunta.

– Vamos, Sakura. Conte-me. Não quero segredos entre nós.

– Ainda existe um nós, Sasuke ? – Pergunto com a voz tremula.

Ele arqueia as sobrancelhas um tanto exasperado.

– Por que não existiria ? – Pergunta, enrugando a nariz com desdém.

– Depois de tudo o que você ouviu... Você ainda vai querer casar comigo ? Fazer-me a mãe dos seus filhos ? Eu ainda sou a mulher que toda mãe ia querer ter como nora ?

Ele se levanta abruptamente. Saindo de perto de mim e sentando-se na cama. Estava verdadeiramente perdido com minhas perguntas.

Sasuke segurou a cabeça entre as mãos e fecha os olhos fortemente, quase consigo escutar seus batimentos cardíacos. Quando me olha, meu coração se despedaça ainda mais. Partindo-se em mil pedaços, como um cristal delicado que acabara de atinge o chão em alta velocidade.

Seu olhar de nojo, repulsa e negação não era dirigido a mim. Mas mesmo assim me faz chorar.

Minha boca treme, tenho que morde-lhe para vê se consigo fazer com que ela pare de tremer tão violentamente assim.

– Sakura, nada do que aconteceu foi sua culpa. Muito menos da sua irmã. Vocês são as vítimas. Assim como Noah foi. Eu quero sim você como minha mulher, mãe dos meus filhos – Sua voz estava rouca, não de um jeito bom, mas sim de um jeito raivoso. Bruto.

Ele se ofendeu por minhas perguntas nada boas.

– Sakura, ele te tocou alguma vez ? Ele chegou a encostar um dedo em você ? Sakura, me responda francamente, porque se você mentir... – Ele não termina a suposta ameaça, acho que porque percebeu que eu estava em prantos.

Respiro um pouco mais lentamente, com medo de que qualquer movimento brusco meu, ele possa ficar ainda mais irado.

– Não... Nunca. Só com ela... Noah. M-minha... Minha m-mãe. Porque é tão difícil eu chamá-la de mãe ? – Pergunto-me, para logo me encolher e chorando fortemente, de um jeito nada sexy, muito menos feminino.

Ele se põe em pé tão bruscamente que meu corpo reagiu na defensiva. Recuo ainda mais, querendo me fundir com a parede.

– Eles têm que pagar pelo que fizeram. Não podem andar livremente como se nada tivesse acontecido. Como se fossem pessoas de bem – diz, andando de um lado para outro.

Exalava um ar frio, não era o Sasuke sedutor que eu conheci. Muito menos o Sasuke metido e egoísta que predomina na infância. Esse novo Sasuke que eu estava vendo era um homem frio, cruel e calculista. Um verdadeiro vingador sanguinário.

Suspiro inquieta.

– Se Tsunade sabe e nunca fez nada. O que podemos fazer ? Matá-los ?

Ele me olha de modo ainda mais frio e raivoso, me encolho. Assustada.

– Sua mãe... Que dizer... Hum... Mebuki não deve ter contado tudo. Duvido muito que Tsunade os deixassem sem punição, ainda mais porque o que eles fizeram foi uma abominação. Temos que falar com ela, Sakura. Mesmo que eu não goste muito do modo arrogante dela...

– Não... Não temos que falar com ela. Eu não quero falar. Só esquecer que sou fruto de uma atrocidade dessas – Sussurro baixinho.

Ele se aproxima de modo cauteloso, como se eu fosse uma animal ferido e raivoso.

Seus braços envolvem minha cintura e ele me põe em pé. Abraço o mesmo com força, ele se retrai um pouco, não esperando essa reação minha. Logo sinto o mesmo me abraçar.

– Você é perfeita, independentemente do modo como você veio ao mundo. Nunca duvide disso. Você. É. Perfeita – Diz, para logo me puxar para seus braços e me carregar no colo até a cama.

Sou depositada na cama com gentileza, depois ele cobre meu corpo com o seu, ficando entre minhas pernas.

Envolvo sua cintura com minhas pernas, para logo unir nossos lábios. Ele tenta comanda o beijo de modo calmo e lento. Mas me nego a deixar aquele beijo ser calmo. Algo dentro de mim explode. Um desejo carnal e animalesco. Nunca me senti tão tomada por uma emoção como eu estava sendo.

– Preciso de você... Mas do que nunca... Mas que antes e sempre vou precisar... Preciso de você agora – Digo um pouco ofegante pelo nosso beijo recém trocado.

Ele cobre mais uma vez minha boca com a sua. Suas mãos vagam para minhas costas e o mesmo me ajuda a retirar o vestido. Ele entendia a minha urgência em ser dele.

Só assim eu vou conseguir me sentir aceita. Deixa meu segredo de lado.

Retiro sua camisa, enquanto ele joga meu vestido longe. Eu fico só de calcinha, já que não coloquei sutiã, enquanto o mesmo fica com a calça e a box azul-escura que eu o bi colocando hoje mais cedo.

[...]

Tento tomar as rédeas de minha respiração, mas estava sendo difícil. Três vezes seguidas de sexo podem fazer você enlouquecer.

Ele acaricia meus cabelos, já que eu estava deitada de bruços com o mesmo quase por cima de mim. Sua respiração batia contra meu rosto. Isso me tranqüiliza.

– Eu sei que você não quer falar, mas... Eu preciso perguntar. Quem foi que te contou sobre a questão de você não ser filha de Mebuki.

Fico um pouco tensa, mas por conta do sexo e de minha indisposição é cansaço, descido contar de uma vez.

– Hanna me contou.

– Quem é Hanna ?

– Minha irmã.

– Mas, eu pensei que ela não estivesse em Konoha. Que vocês não tivessem contato.

– E não temos, Sasuke-kun. Eu só vi ela uma vez na minha vida toda. E tenho que dizer que nosso encontro não foi nada agradável. Ela não é uma mulher agradável. Bem, pelo menos não comigo. Mas eu aposto que se ela tivesse, ia correndo para cima de você. Como todas.

– Como assim ? – Ele se meche um pouco, e então eu acabo sentindo seu pênis roça contra minha bunda. Isso me faz gemer baixinho – Não gema. Responda-me – Diz rispidamente, mas sei que ele gostou. Pois seu amiguinho da sinais evidentes de que quer brincar mais um pouco.

– Ela é promiscua.

Ele sorri de lado.

– Quando se trata de mim, a maioria das shinobis e promiscua, Sakura – Diz de modo galanteador.

Reviro meus olhos e sorriu um pouco.

– Eu concordo com você a respeito disso, mas é que... Bem, eu não me dei bem com ela porque Hanna não é uma shinobi... Ela é uma meretriz. Prostituta.

Ele fica boquiaberto.

– Sua irmã e bem... Hum... Diferente de você – Diz sem graça.

– Ela é do país da água, e tem um bordel lá. Bem, foi o que ela falou.

– Você é uma ótima médica e ela uma meretriz dona de um bordel... São completamente diferentes. Duvido muito que vocês tenham algo em comum.

– Que Kami te ouça, não quero ter nada em comum com ela. Pois não quero vê-la nunca mais na minha vida.

Notas finais
Gostaram ?? Mereço Recomendações ?? Espero que sim