Hopeless.
5 Ocean
— O que quer dizer com paralisada? – Eddie sufocou um grito. – Ela não pode mais andar?
— Eles não têm certeza. – Uma lágrima escapou de Emily. – Não até ela sair do coma.
— Essa uma semana é para algo bom? – Eddie tinha esperanças. – Uma semana de coma?
— Ela teve concussões. E feridas. – Emily tomou outro gole de café. – E uma concussão.
Eddie olhou direto para a direção que eles vieram, desejando estar ao lado dela agora.
— Preciso avisar Carlos, Manny e Rafe. – Eddie se levantou de repente. – Eles precisam vir e ver a irmã deles.
— Sabe que Carlos ainda está magoado com ela, não é? – Emily sabia a história. – O que você vai dizer a ele?
— Que é hora de deixar de ser criança. – Eddie pegou o celular. – E ver que a irmã dele precisa dele. E se ele insistir em fazer o jogo da culpa, ele nunca mais vai poder ver como ela realmente é.
Emily sorriu, voltando ao quarto de Penelope. Parando na janela, ela pode ver Luke conversando com ela. Qualquer coisa que fosse, ele tinha lágrimas nos olhos. Então, ele se inclinou sobre ela e beijou sua testa.
Emily não estava com ciúmes. Ela desejou alguém tão atencioso quanto Luke para ela também. Por anos ela escondeu uma paixão por Hotch e eles nunca conseguiram ficar juntos.
— Posso entrar? – Ela abriu a porta lentamente. – Eu gostaria de falar com você, Luke.
— Sim. – Ele cruzou a mão dele com a de Penelope. – Estou ouvindo.
— Eu vou deixar você aqui com ela. – Emily foi direta. – Estou dando uma licença para você.
— Obrigado. – Luke deu um sorriso grande. – Eu ia pedir, mas eu não tive coragem.
— Cuide dela por nós. – Emily colocou uma mão sobre o ombro dele. – E proteja ela de todo jeito. Ele ainda está por aí.
— Prentiss. – Luke a chamou. – Talvez você precise tentar encontrar alguém chamado Charles. Ele pode ser do passado dela. Ela mencionou que ele estava morto, mas...
— Ele pode ter falsificado a própria morte. – Ela concluiu. – Obrigada pela dica.
Luke voltou sua atenção para Penelope depois que Emily sorriu.
Pegando o celular outra vez, ele colocou os fones e colocou a mesma lista de músicas. Ele pediu a JJ mais cedo para fazer oura lista de músicas, com algumas românticas.
Ele deixou os fones de lado depois de quase duas horas e colocou no alto falante, alto o suficiente para ambos ouvirem, porém baixo para não incomodarem ninguém ao redor.
Emily se reuniu com Dave na delegacia. Jones parecia um lixo logo de manhã. Círculos roxos embaixo dos olhos, olhos vermelhos de provavelmente chorar. Ele estava acabado.
— Bom dia Jones. – Emily lhe entregou um Muffin. – Talvez hoje seja um bom dia.
— Como ela está? – Jones perguntou preocupado. – Michelle quer ir ao hospital ver ela.
— Será ótimo. – Emily respondeu. – Penelope vai ficar bem. Se deus quiser ela vai andar de novo.
Eddie fez sua primeira parada da manhã. Ele pediu o dia de folga para Jones. Ele iria fazer Carlos, Manny e Rafe tomarem ao menos vergonha nacara.
Batendo na porta da casa de Carlos, ele esperou. – Seus pais moraram aqui até a morte deles. Calos obviamente ficou com a casa depois que Penelope foi embora.
Ele tinha treze anos na época, porém ele ficou com seu irmão até completar dezoito.
— Eddie? – Carlos abriu a porta o tirando de sua fantasia. – Recebi seu recado. Entre.
A casa decorada com fotos de seus pais e uma de Penelope quando criança davam seus toques pessoais.
— Cinthia saiu. – Carlos começou. – O que é tão importante?
— Penelope. – Eddie viu a carranca se formando. – Ela está na cidade.
— E por que eu gostaria de ver ela? – Era infantil, até ele sabia. – Da última vez que a vimos ela fugiu daqui.
— Ela está na UTI. – Eddie disse. – Alguém tentou matar ela ontem.
Carlos se virou assustado. Parecendo um filhote chutado. Ele obviamente estava absorvendo a notícia.
— Alguém tentou matar Pen? – Carlos estava chateado. – Alguma notícia sobre ela?
— Por que a mudança? – Eddie estava intrigado. – Você acabou de se ofender só em saber que ela estava na cidade.
— Nunca quis que ela se machucasse. – Carlos reuniu documentos e seu telefone. – Eu provavelmente não mereço ver ela, Eddie, mas eu preciso.
— Vem. – Eddie o fez o acompanhar. – Ela está com o agente do FBI que gosta dela.
— A garota contra os federais se tornou uma? – Carlos sorriu ao pensar. – Eu devo desculpas para ela.
— Há outra coisa. – Eddie sabia que deveria contar. – Ela está em coma por uma semana. E provavelmente vai precisar de fisioterapia para voltar a andar.
Você podia ouvir a queda de um alfinete na rua de tão quieto que ficou.
— Mas ela vai ficar bem, certo? – Carlos implorou. – Eddie o que fizeram com ela?
— Ela foi jogada de uma escada. – Ele confessou para o irmão. – As mortes recentes foram por causa dela. Alguém queria atrair nossa irmã. E eu juro, se você disser que a culpa é dela, eu nunca mais olho na sua cara.
— Eu preciso pegar algo dentro de casa. – Carlos sabia que precisava mostrar. Eu já volto.
— Ok. – Eddie percebeu que o irmão parecia agitado agora.
Cinco minutos se passaram e Carlos surgiu com uma caixa prateada lacrada. Ele evitava tocar demais, como se a coisa queimasse.
— Entregue aos federais depois que você me deixar no hospital. – Carlos implorou. – Chegou na semana passada e eu não tive coragem de abrir outra vez.
— O que tem dentro? – Eddie viu o irmão hesitar. – Quer saber? Vou entregar a eles.
Eles não falaram nada durante o trajeto, perdidos em seus mundos pessoais.
Carlos voltou para a infância quando ele e Penelope brincavam. Ela sempre foi a irmã que ele quis ter. seus pais se casaram e ele era grato por isso.
— Você sempre vai ser a minha irmã? – Ele perguntou depois do funeral. – Eu não quero perder você também.
— Eu vou sempre estar aqui. – Penelope evitou olhar para ele, com culpa. – Mas se algo acontecer, saiba que eu vou estar sempre no seu coração.
Ela foi embora logo depois. Ele era mais velho agora, tinha percebido coisas que antes não tinha.
A ingenuidade da infância perdida e a esperteza da vida adulta o fizeram melhor. Ele precisava encontrar Penelope e pedir perdão.
Entrando na emergência, culpa e dor passaram por ele. Precisou ela estar em um lugar como esse para ele deixar o rancor de lado.
Subindo as escadas, porque ele queria pensar no que faria a seguir, ele chegou ao andar e logo viu o quarto de UTI dela. Ele achou difícil respirar à medida que chegava.
Parando finalmente na janela do quarto dela, ele viu Luke segurando a mão dela, tão tenro e preocupado nas mesmas medidas. Ele era apaixonado por sua irmã. E ela estava linda. Ela tinha seus cabelos loiros, as feições do tempo não levaram a metade do que ele se lembrava dela.
Ele abriu a porta e começou a chorar. Foi demais para ele finalmente estar com ela.
— Posso ajudar? – Luke se colocou entre ele e Penelope. – Agente Luke Alvez e você é?
— Carlos. – Ele estendeu a mão para ele. – Carlos Garcia.
— Veio ver sua irmã, certo? – Luke estava em modo proteção. – Entre por favor.
— Eu já estou. – Ele estava nervoso. – Posso me aproximar dela?
— Por favor. – Luke relaxou. – Desculpe pela proteção. Quando se trata de Pen, eu e minha equipe somos especialistas nisso.
— Você é do FBI, certo? – Carlos estava orgulhoso de Penelope. – Isso quer dizer que Pen também é uma agente?
— Ela é uma analista técnica. – Luke respondeu. – A melhor que existe.
— Você a ama. – Carlos logo entendeu. – Acho que eu pareço alguém estranho. Ela nunca falou sobre nós?
— Nosso trabalho é complicado. – Ele fez Carlos ir até Penelope. – Ela sabe que quaisquer palavras sobre membros da família com as pessoas erradas podem ser fatais.
Ele se sentou na cadeira ao lado dela e pegou a mão dela. Por alguns minutos, eles não falaram nada. Luke sabia que ele precisava de contato, só para saber que ela estava lá.
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