Hopeless
1 Capítulo 1: Prólogo
Notas iniciais
Essa aqui é uma fanfiction que se tratara da vida de Hope, ou Hopeless, como gosta de ser chamada. Eu sinceramente espero que vocês gostem, e que também interajam comigo, porque querendo ou não, é fundamental a opinião de vocês... Um grande beijo
-Alice
Narrador
Hope acordou sentindo-se exausta naquela manhã. Sabia que precisava ir à escola, e no fundo ela queria ir mesmo. Sentia saudades dos amigos, Maya e Tom.
--Hope, precisa levantar! Tens aula.
--Já vou me levantar, tia –a garota se esforçou para responder.
Sabendo que não adiantaria continuar deitada, Hope levantou-se e foi cuidar de sua higiene matinal. Mas antes disso, ela parou na frente de seu calendário. Em dois dias, Hope faria dezesseis anos. Claro, sua tia havia lhe permitido fazer uma grande festa. A garota chegava a pensar às vezes, que sua tia era uma adolescente ainda, pois ela parecia se divertir mais nas festas que a própria Hope. Ela tinha a vida que qualquer garota gostaria de ter. Era popular, frequentava todas as festas, não tinha uma tutora “regulada”, e também sempre tem tudo o que quer. Mas faltava algo. Seus pais. Hope não sabe o que aconteceu com eles até hoje, mas ela presumiu que eles tenham falecido. Sempre que tenta conversar sobre este assunto com quem quer que seja, mudam de assunto.
--HOPE! –gritou novamente a tutora.
--Eu já vou tia!
Depois de cuidar-se, e vestir-se, Hope desceu as escadas para tomar café da manhã.
--Bom dia, tia Caroline. Bom dia, tia Liz.
--Bom dia –elas responderam em refrão.
Hope
Tomei meu café e pedi que minha tia, Caroline, me levasse até a escola. Foi ela quem me criou, juntamente com Elizabeth, ou apenas Liz. Claro, com a ajuda de todos os outros. Stefan, Damon, Alaric, Elena, Bonnie, Jeremy... Eram uma família e tanto.
--Titia, não se esqueça de passar no supermercado –lembrei.
--Supermercado? Hope está festa irá furar meus bolsos. Já gastei um mar de dinheiro com a decoração. O que mais falta?
--As bebidas, e petiscos.
--Não tem idade para beber...
--Nem você de ir a festas do ensino médio, titia –eu disse sorrindo e saindo do carro.
Assim que cheguei à escola, cumprimentei alguns de meus amigos, e fui procurar Maya e Tom, que estavam sentados no refeitório.
--Faltam dois dias! –gritava Maya, vindo em minha direção.
A abracei, e comemoramos.
--Essa festa precisa ser a melhor, Hope. Estou deixando de ir viajar com a minha família, para o Brasil! Dizem que lá tem os melhores bofes do mundo.
--Acalme o seu coração de viado, por um momentinho só Tonzinho.
Ele revirou os olhos, mas também sorriu. E então, eu o avistei. Liam. Ele estava lindo, como sempre. Sorria junto com os amigos, e comia algumas batatinhas. Quando ele olhou para mim, sorriu e acenou. Eu retribui, e logo deixei de olhar.
--Vamos indo para a aula, Hope. Vem conosco?
--Vamos sim, minha primeira aula é de química, e a de vocês?
--Também!
A aula de química era legal, pelo menos eu tinha facilidade com a matéria. Tom não prestava nem um minuto de atenção na aula, pois estava ocupado flertando com Gabriel. Maya estava sendo minha dupla, mas também não prestava atenção.
--Então turmas não se esqueçam da entrega do trabalho amanhã! –avisou nosso professor.
Pela minha sorte, eu já tinha feito o trabalho.
O sinal tocou, e logo os alunos começaram a mudar de sala.
No horário do intervalo, pensei em procurar Gabriel. Mas Maya disse que precisava conversar comigo.
--Você está afim de alguém?
--O que? Claro que não Maya.
--Está sim. E Tom já sabe de quem.
--E quem seria?
-Gabriel.
--Pelas presas de um vampiro Maya, não!
Ela olhou-me com um olhar debochado.
--Talvez só esteja querendo ficar com ele...
--Eu sabia! –Maya praticamente gritou.
--Já entregamos os convites para todos da escola? –perguntei, tentando mudar de assunto.
--Sim, especialmente para o Gabriel.
Revirei os olhos e me retirei.
Quando cheguei a casa, Elena estava na sala de estar, conversando com Caroline.
--Oi. Está tudo bem?
Elas trocaram olhares apreensivos, e Elena fez um sinal para Caroline prosseguir.
--Sim, Hope. Está tudo bem. Mas precisamos conversar, tem um minuto?
Joguei minha bolsa no chão, e fui-me sentar com elas.
--Sabe que não gostamos de falar nos seus pais, não é mesmo?
Afirmei com a cabeça.
--Seus pais, Hope, estão vivos. Eles estão vivos, e com saudades da filha. Hope acredite você ou não, seu nascimento foi muito esperado, foi até um milagre. Você é diferente Hope, especial.
Foi à vez de Elena falar. Senti um choque percorrer meu corpo inteiro, e a surpresa era tanta, que nenhuma palavra saia de minha boca.
--E nós, pensamos que já fosse à hora de saber toda a verdade. Nova Orleans está livre, Hope. Você já pode voltar para casa. Mas a escolha é sua. Pode continuar aqui, conosco, ou dar uma chance aos seus pais. Pode ir para passar uma semana, ou menos, apenas para conhecê-los.
--Porque sou especial?
--Não acha que é muita coisa para assimilar agora? Faremos assim, você pensa se queres ir ou não conhecer seus pais, tens quatro dias. Segunda-feira, você dirá o que acha. E então, partira para Nova Orleans, se quiser.
--E minha festa?
--Sua festa vai acontecer Hope, assim como você vem planejando desde sempre.
--Porque não cresci com meus pais?
--Responderemos todas essas perguntas quando você tomar a sua decisão, tudo bem?
Assenti com a cabeça, e decidi ir para o meu quarto. Meus pais não quiseram ver-me crescer. E só agora, que tenho uma vida enraizada aqui, eles me querem de volta. Não sei o que posso fazer. Meu sonho sempre foi conhecê-los. Mas agora que posso, pergunto-me: será que é o certo?
Meu nome deveria ser Hopeless. Não Hope... Como se pode ter tudo? Mas ao mesmo tempo, não se ter nada?
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