Hopeless

3 Capítulo 2


Notas iniciais
Muito bem, segundo capítulo postado! Vou tentar postar sempre que possível, pelo menos deixar sempre novos capítulos já escritos pra quando eu estiver sem tempo de escrever eu postar! Será um capítulo por atualização, assim se eu não tiver muitos escritos eu posso ir postando de pouquinho em pouquinho até ter tempo de escrever mais e não ficar em dívida com ninguém. ^^ Agora sem mais delongas, espero que gostem!

O café da manhã terminou e os reis e rainhas que há pouco estavam na mesa saíam para conversar sobre a unificação dos reinos em uma sala privada, enquanto os mais jovens ficaram livres para fazerem o que tivessem vontade.

—Então... Ahn... Josep, eu vou me retirar agora e... nos vemos mais tarde, talvez. —Meredith disse se levantando da mesa e sorrindo para o futuro noivo. Não se sentia obrigada a passar o tempo todo com ele e estava morrendo de vontade de ler os livros que pegara no festival em que comparecera noite passada. Josep era interessante, tiveram uma conversa muito produtiva no café da manhã, mas queria um tempo sozinha para suas coisas.

—Certo, vejo você mais tarde, senhorita. —levantou-se e saiu pelo lado oposto da jovem.

Meredith subiu para a biblioteca onde se trancou, não gostava de pessoas entrando e saindo de lá o tempo todo. Pegou seus livros, se aconchegou em uma poltrona em frente à grande lareira no centro da biblioteca e não percebeu que algo estava errado alí. Algo ou alguém.

Era comum a princesa ir para a biblioteca pelo menos três vezes ao dia ficar no mínimo uma hora lendo seus livros, disso o reino todo sabia, só não sabiam os horários em que ela ia, com isso, era incerto dizer quando ela entrava e saía da mesma. A garota lia tranquila o livro de feitiços que encontrou em uma tenda do festival quando sentiu a presença diferente. Sem deixar isso transparecer, tentou agir normalmente e levantou de sua poltrona indo em direção à lareira abaixar o fogo, quando teve uma surpresa ao olhar o mesmo. O fogo que crepitava a madeira tomou uma tonalidade fria, como se de repente a realidade passasse a mudar, junto da temperatura que caiu gradativamente. Meredith já não podia mais fingir, virou-se para a direção da presença que sentia e se deparou com uma jovem de olhos vermelhos a encarando com uma expressão despreocupada, imediatamente a princesa concentrou magia em suas mãos, pronta pra qualquer ataque.

—Meredith Skygia, estou certa? Sou Sertse Chor, do exército sombrio e venho em paz, por enquanto —sorriu debochada— para comunicar que meu povo não vai se esconder apenas porque o seu reino se uniu ao reino dos caras cinzas para nos "derrotar", viemos acabar com essa droga de mundinho ridículo de vocês e mostrar o que é poder de verdade. Não nos leve a mal, se não interferir posso poupar seu rostinho bonito e te deixar em paz com sua família, ok? Entenda como um aviso se quiser, e poupe sua magia. —disse insinuando a mão da princesa— Porém, se nos encontrarmos novamente, espero que tenhamos uma boa batalha e que você saiba perder, querida. Revider!! —sumiu fazendo uma reverência para a princesa e deixando tudo voltar ao normal.

Meredith ficou sem reação por um momento. Certamente aquela garota era uma bruxa, e muito poderosa por sinal, sentia que estava presa por magia, não conseguia se mexer ou falar, apenas ouvir e sabia que se tentasse seria pior. Agora que seu congelamento temporário havia acabado, não sabia o que fazer.

~~

Josep caminhava pelo castelo quando encontrou o jardim. Era grande, diversificado e uma pessoa podia facilmente se perder ali. Sentou-se em baixo de uma grande árvore no centro do jardim, e tranquilamente observou a quantidade de flores e seres daquele local. Nem parecia estar dentro do castelo, sentia como se estivesse no Bosque de Nira e aquela grande árvore a qual estava escorado só fazia esse sentimento aumentar. O ambiente estava tão sereno que não viu quando caiu no sono.

Estava cansado, os reinos eram distantes e a viagem foi longa, não havia dormido ainda e apesar do café da manhã ter sido descontraído, precisava dormir. Não pôde nem lutar contra o sono já que este chegou rápido de mais e com ele, um sonho muito real. Josep estava no bosque celestial, o Bosque de Nira, aquele que só ouvira falar em histórias e vira em ilustrações.

Era grandioso, cheio de energia renovadora e uma brisa fazia com que as árvores balançassem lentamente e as flores exalassem seu perfume inebriante, seres que jamais havia visto passavam calmamente à sua frente e uma enorme árvore, como a do jardim dos Skygia porém mais viva e nobre que qualquer árvore que já tivesse visto, podia ser vista envolta por um lago cristalino. Ao lado da árvore estava ela, Nira, que não podia ser vista com tanta clareza pois como ser celestial, exalava tanta pureza a ponto de brilhar, mas pôde ser visto ela se virando em sua direção, e talvez um sorriso surgindo em seu rosto radiante. Josep sentiu um certo movimento e percebeu que estava mais próximo à arvore, onde podia ver Nira com mais nitidez. A pele era morena, os cabelos, dourados como o sol, iam até o tornozelo, seus olhos eram verdes como a grama do bosque, usava roupas leves e era possível ver as raízes da grande árvore contornarem seus pés.

—Rei Faustus. —curvou-se, mostrando atrás de si um pequeno dragão branco adormecido— Você está no meu bosque, como pode perceber, e você está e não está sonhando, mas não fique confuso, precisei trazer você aqui de alguma forma. Fisicamente você continua no castelo dos Skygia, porém o que você está vendo está acontecendo realmente. Antes que você acorde eu preciso que preste muita atenção no que vou lhe pedir, seu reino corre perigo, sua rainha precisa que você confie nela mesmo quando tudo estiver contra ela, com o tempo você vai descobrir que ela não irá mentir pra você, mas um dia ela não poderá te contar a verdade, e quando esse dia chegar você precisará estar do lado dela e confiar cegamente em seus atos, se tiver dúvidas, escute seu coração, ele responderá todas elas. Dias difíceis virão, meu rei, mas com sua coragem e a sabedoria de nossa rainha, tudo se resolverá, e no final nos encontraremos de novo. —completou sorrindo— Algo a dizer, meu rei?

— Eu... Eu ainda não sou rei. —disse confuso fazendo Nira soltar um riso divertido enquanto toda a paisagem ao redor ia se borrando conforme o jardim do castelo ficava nítido e outro sorriso, esse sem humor, aparecia na sua frente.

Notas finais
Agradeço se você leu esse capítulo e está lendo a notinha agora! Comente se encontrar qualquer erro, se quiser comentar sobre a história ou personagens ou se simplesmente quiser deixar a autora feliz. Críticas construtivas são bem vindas e também me deixam muito alegre, e qualquer erro peço desculpas, mas pode comentar que também ficarei muito agradecida! ;3