Hopeless
18 Descontrole.
Notas iniciais
Beijokas
POV Blaise
Eu confiava no meu filho. Com a minha vida. Mas depois de quase três semanas sem notícias eu já estava enlouquecendo. E, por mais incrível que vocês possam achar, eu precisava dela, da minha loira meio avoada. Só ela saberia como me colocar no rumo de novo, sem medo de seguir em frente, de ver o que acontecia.
– Luna? – chamei baixinho quando percebi que o telefone parara de chamar
– Oi Blaise. – eu sabia que ela estava sorrindo, podia sentir isso mesmo estando do outro lado do oceano
– Está muito brava comigo? – perguntei ainda sem conseguir encontrar o tom certo da minha voz
– Estou, mas quero você em casa de qualquer maneira. – ela suspirou – Conseguiu algo?
– Bastante coisa já, penso que sabemos onde eles estão, mas vai ser difícil chegar até lá. – agora fui eu quem suspirou – Sinto sua falta.
– A cama está fria Blaise, você precisa voltar. – ela disse simplesmente, mas eu sabia que isso era como um “Eu também sinto sua falta!”
– Não posso, não sem o Luke. Não posso perder nosso filho. – eu a queria tão perto, queria poder tocá-la
– Blaise, você vai encontrá-lo. Não há pai melhor no mundo todo. Luke se espelha em você e você o ensinou a sobreviver. E eu sei que só voltará para casa com ele junto, então eu só peço que tome cuidado. Não vou conseguir viver sem meu filho, mas também não vou conseguir viver sem você.
E quando ela disse isso, eu sabia que Luna tinha toda a razão do mundo ao lado dela. Eu iria conseguir, não por mim, mas por ela. Porque Luna Lovegood era minha razão de viver.
– Eu te amo. – agora minha voz estava confiante e forte
– Eu te amo.
Então eu desliguei e olhei a frente onde Harry estava explicando a Draco e Rony sua teoria sobre as brechas no tempo. Pelo que eu havia entendido, não era a ilha que escolhia a quem aparecer, mas sim o tempo ou espaço que abria um portal em um determinado tempo e lugar. Nós só teríamos que verificar condições do tempo, vento e água no momento exato quando o avião desapareceu e de quando o navio de piratas avistou a ilha. E então, quando houvesse essas condições novamente, nós estaríamos lá.
***
POV Rose
Há algum tempo eu havia descoberto algo na cachoeira, um lugar bonito e confortável e esperei para que se vivêssemos ali para sempre, algum dia eu pudesse levá-lo até lá. E agora, depois de tudo o que havia acontecido eu não podia esperar mais. Não havia sentido ficar sem ele quando nós nos amávamos. Ou não.
– Scorpius? – chamei baixinho, ele ainda dormia ao meu lado sobre um banco que havíamos tirado do avião depois de mais um dia sem surpresas
– Hum? – ele resmungou e se voltou para mim, ainda de olhos fechados
– Você me ama mesmo? – eu toquei seu rosto
– Amo. Não sei como ainda duvida. – ele beijou a palma da minha mão e passou um braço seu pela minha cintura me trazendo para perto
– Já me amava antes? – ele abriu os olhos e me encarou
Havia saudade e desejo em seu olhar. Parece que há muito tempo ele sonhava em estar ali, naquele exato momento.
– Sim. Não sei quando começou, mas eu gostava cada vez mais de você quando estávamos juntos. – ele sorriu – Ainda não entendi porque terminou tudo comigo, eu não fiz nada, ou fiz?
– Não que eu saiba. – eu me sentei, falar sobre aquilo era difícil ainda, mas eu conseguiria – Eu só achava que não estávamos indo a lugar algum. Ninguém sabia sobre nós e o modo como estávamos nos envolvendo...eu pensei que só iria sofrer quando acabasse o nosso tempo em Hogwarts.
– Achou que não ficaríamos mais só porque iríamos sair da escola? – ele sentou ao meu lado, eu sabia que estava me encardo e não conseguia olhar para ele
– Eu não sabia se você iria querer enfrentar seus pais e os meus e então preferi sofrer enquanto ainda fazia só um ano que estávamos juntos. – eu dei de ombros
– Você não me amava então? – ele segurou meu rosto e virou para ele, meus olhos encheram-se de lágrimas
– Amava. E doía ver o modo como me desprezava e como agia com outras garotas, mas parecia que só confirmava o que eu pensava. – eu sentia uma lágrima escapar e descer pela minha bochecha
– Eu não fiquei com ninguém se isso te conforta. – ele sorriu de leve e limpou a lágrima com o polegar – Eu quero te contar uma coisa que eu já deveria ter contado faz tempo.
– O que? – eu franzi o cenho sem compreender
– Eu contei ao meu pai. – ele baixou o olhar, mas logo voltou a me encarar – Foi um pouco antes dessa viajem, e ele não aceitou muito bem. A briga foi feia, mas eu não dei o braço a torcer e disse que eu iria conseguir você de volta.
Eu não sabia o que dizer naquela hora, só sabia que eu precisava demonstrar o quanto ele era importante para mim. E foi ali que eu decidi o que eu faria.
– Você pode se encontrar comigo quando estiver anoitecendo? – pedi, vi a confusão em seu rosto antes mesmo de eu terminar de falar
– O que vai fazer? – sua mão ficou mais forte em meu rosto, como se estivesse com medo que eu fugisse
– Nada demais, só quero te mostrar um lugar, mas preciso ir até lá antes com as meninas. – eu sorri para ele
Scorpius pareceu mais aliviado e me beijou com carinho, agora era só esperar mais um pouco.
***
POV Alvo
Demorei para encontrá-la aquela manhã e quando a vi parada no meio do nada olhando para o chão, eu sabia que tinha acontecido algo errado.
– Eu virei sonâmbula. – ela disse de repente como se soubesse que eu estava ali o tempo todo
– E como acordou? – perguntei me aproximando com passos lentos
– Com a luz do sol eu acho. Ofuscou minha visão. – ela deu de ombros e se voltou para mim
Eu parei de andar e fiquei apenas a observando, se eu tivesse um espelho ali e ela se visse, provavelmente surtaria.
– Alyss, há quanto tempo está acontecendo isso? – eu não me lembrava de ter passado muito tempo com ela nos últimos dias de noite e quando a encontrava seus olhos sempre estavam se fechando de cansaço
– Eu não sei. Por quê? – ela franziu o cenho, confusa
– Parece que você não dorme há dias. Seus olhos estão vermelhos, Alyss. – eu me aproximei e a segurei pelos braços, ela pareceu desmoronar ao meu toque – Está tudo bem?
– Você pode me beijar, Al? Sinto falta do seu beijo. – ela disse baixinho, quase chorando
Eu estranhei seu comportamento, mas me aproximei e tomei seus lábios com os meus como ela havia pedido. Ela tinha um gosto doce e intenso, fazia minha cabeça girar e sempre querer mais. Mas naquele momento, tudo o que eu pensava era em protegê-la. Até de mim.
– Você precisa descansar. – eu continuei falando, mas com ela bem próxima a mim
– Não. – ela estava quase desesperada, suas mãos seguraram fortemente minha camisa quase a rasgando – Quero você, só você! Por favor, Al.
– Alyss, eu estou aqui e vou continuar do seu lado! Acalme-se. – eu beijei sua testa
– Você não entende. Não entende! – ela bateu com força em meu peito – Eu vou te perder. Não vai mais haver volta, Al. Não vai...
Eu não esperei ela falar muito mais, só levantei seu rosto e a beijei com ferocidade, quase como um animal atacando sua presa. Eu não conseguia entender o que ela queria e não sabia como ajudá-la, então fiz a única coisa que eu mais queria além disso tudo.
Pensei que pelo modo como estava ela se assustaria, mas suas reações sempre são uma incógnita para mim. Ela apenas me beijou de volta com a mesma fúria, com a mesma vontade.
Senti suas unhas se cravarem em minhas costas me arranhando de cima a baixo, logo depois ela puxava minha camisa com força para cima e jogava-a longe. Eu estava me controlando, apenas segurando com firmeza em seus cabelos e deixando aqueles lábios vermelhos de tanto beijá-los, mas meu limite havia estourado quando ela fez isso.
Eu arranquei a blusa dela com a mesma voracidade que ela fez comigo e juntei ainda mais nossos corpos, como se fosse possível. Não esperava encontrá-la sem mais nada por baixo da blusa, então gemi alto quando seus seios nus foram de encontro ao meu peito. Senti ela arfar e então voltei a beijá-la enquanto minhas mãos escorregavam pelo seu corpo e tratavam de tirar seu short e sua calcinha de uma vez só.
Estávamos queimando por dentro, extravasando tudo o que sentíamos. Eu sabia que era errado. Eu sabia que estava errado, mas não conseguia mudar nada. Não conseguia mais parar. Eu precisava ouvi-la pedir que parasse e eu duvidava que fizesse.
Deitei-a no chão com cuidado e me deitei sobre seu corpo enquanto ainda beijava seus lábios, desci minha mão de seu rosto, passando pelos seus seios e ventre, até atingir o ponto que eu mais queria. Queria brincar, fazê-la se contorcer sobre mim, mas meu autocontrole estava acabando. Mas eu não precisava fazer muito porque o que eu sentia era que ela estava pronta para mim, só esperando, ansiando que eu deslizasse dentro dela.
Só que doía. Doía não ver seus olhos porque ela os mantinha fortemente fechados.
Suas mãos pequenas arranharam meu peito e desceram abaixando minha calça, ela sabia como conseguir o que queria de mim, sabia como fazer eu perder meu controle e foi o que aconteceu quando ela me tocou e apertou com vontade. Eu me lancei contra ela, com vontade, com segurança. Senti sua barreira se romper contra mim e ela gemer baixinho e foi aí que meu mundo inteiro parou.
Eu era um idiota. E isso nunca mudaria. Alyss merecia mais.
– Está tudo bem, Al. – ouvi sua voz baixinha, suas mãos acariciaram minha nuca com carinho – Olhe para mim.
Eu levantei meu rosto o suficiente para encontrar seus olhos brilhando, não mais vermelhos, mas intensos e escuros de desejo.
– Eu amo você. – ela sussurrou baixinho – Amo você desde sempre.
Abaixei-me para tocar seus lábios inchados com leveza.
– Eu nunca mais vou deixar que saia da minha vida. – sussurrei contra seus lábios enquanto me movimentava devagar
Não voltei a beijá-la, não quis perder seus olhos, aquela conexão entre a gente, eu queria ver ela chegar ao ápice e faria de tudo para isso acontecer. Acariciei seu corpo, beijei sua pele, conduzi-a devagar até o limiar do prazer e então a soltei para que atingisse o orgasmo junto comigo, para que percebesse o que eu percebia. Que nunca mais seriamos os mesmos depois disso, que estaríamos ligados para sempre.
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