Hopeland

14 Capitulo 14


Notas iniciais
Gente, me desculpem o mega atraso... Mas final de ano e ainda mais ano de formatura complica um pouco kkk Sem contar a criatividade que ta indo embora... Mas aqui esta o capitulo! Vou aumentar o tempo pra postar cada capitulo... Desculpem novamente.

Acordei no meio da noite sufocada... Após ter tido mais um sonho ou pesadelo não sei.

Começou dentro da gruta, minha avó me dizendo que está chegando o dia e que tenho que ser forte. Ainda não sei que dia é esse que ela tanto fala, dia do que?

Depois apareci dentro do castelo, no meu quarto para ser exata... Olhava pela janela e via o reino totalmente destruído.

Não sobrara nada, uma árvore ou casa se quer. Estava tudo acinzentado e via um exército de vermelho vindo em direção ao castelo. Enquanto ouvia uma voz na minha mente que dizia: Vai fugir de novo?

Como assim fugir de novo? Porque isso é comigo? Não consigo entender.

Coloco meus pensamentos no lugar e depois de muito pensar... Chego à conclusão de que na verdade não sei de nada mesmo, apenas o que minha avó me diz nos sonhos, e que estou predestinada. Mas nada faz sentido... Nada parece se encaixar na minha mente.

Pego um pouco de água na jarra em cima da cabeceira e bebo.

Penso na floresta... O quanto ela é linda. Na minha mãe que tem sido mais carinhosa comigo. Penso em o quanto me aproximei de Julian. E com todos esses pensamentos adormeço novamente...

Julian

É bem cedo... Decido sair do castelo e ir até a floresta.

Vou pela estrada normalmente e chego à cidade. Estou observando as pessoas a minha volta quando um menino aparece com um bilhete e diz que mandaram me entregar. Agradeço e lhe dou uma moeda de ouro.

Estranho... Um bilhete para mim?

Olho ao meu redor e tento ver se alguém olha em minha direção. Mas todos a minha volta parecem estar atarefados. Então abro o bilhete e me surpreendo com a caligrafia e seu conteúdo:

“Julian, sou eu Andrew, seu irmão. Papai me mandou aqui para conversar com você. Meu tio e eu estamos a sua espera na Capela da cidade, na sacristia. São assuntos de seu interesse.

Ass.: Andrew”

Andrew me mandou este bilhete? Então ele e meu pai sabiam o tempo inteiro onde eu estava e não me procuraram? Porque estou surpreso se sempre fui o rejeitado do meu pai?

Por mais que ache que isso não deve ser coisa boa, vou até lá averiguar.

Caminho em direção à Capela, olhando para os lados atentamente para ver se ninguém me segue. Então entro e vou direto para onde foi me indicado. A sacristia.

Entrando lá me deparo com dois homens de capuz. Eles abaixam o capuz e um deles começa:

– Ora, ora vejam só como está crescido Julian... — Um deles diz.

– Venha cá abraçar seu irmão! — Diz e ainda estou parado no mesmo lugar — Não se lembra de mim Julian? Sou eu Andrew.

– O que quer Andrew? — Digo firme.

– Hum... Então você gosta ir direto ao ponto? — Pergunta incrédulo — Então vou ser direto também...

– Apenas diga o que quer e me deixe. Vocês sempre souberam onde eu estive e nunca vieram atrás de mim. Se vieram agora é porque querem alguma coisa! — Digo o encarando.

– Calma irmãozinho, reclame isso com nosso pai não comigo. — Ele diz sério enquanto me fita — O negócio é o seguinte, eu soube que está no castelo... Deve ter chego no dia que fui embora. Pois bem, saiba que eu estava noivo de Clara, só que eu dei um pequeno deslize e acabei sendo expulso do palácio...

Então ele é o ex-noivo de Clara. Eu não cheguei a vê-lo porque assim que cheguei ele tinha sido expulso então nem me preocupei em conhecer o mau caráter.

– Então foi você? Como pôde fazer isso? — Digo e vejo abrir um sorriso.

– A amiguinha dela deu em cima de mim, a culpa não foi só minha está bem? E além do mais eu não te chamei aqui para falar sobre isso. — Ele diz se levantando da cadeira.

– Então fale logo — Digo já sem paciência.

– Eu sei quem está comandando os ataques aos outros reinos. E também posso o impedir de atacar Hopeland. Mas com algumas condições... — Ele diz se aproximando.

– Que condições seriam essas? — Pergunto interessado.

– Eu sei que você gosta dela Julian e que tem passado muito tempo com a mesma... E ela deve ter algum sentimento por você e não posso deixar que isso aconteça. Eu a amo. E posso garantir a segurança dela. Melhor que você até... Você sabe que não pode proteger ela se caso acontecesse o que aconteceu com os outros reinos. — Ele diz e permaneço calado — Minha condição e que você invente qualquer coisa para ela e vá embora do castelo. Se você for não vai ter ataque e todos ficam felizes. — Ele me disse enquanto andava a minha volta.

– Se você gostasse dela de verdade não teria a traído, se eu aceitasse sua proposta seria apenas para manter ela segura. Você não pode apenas impedir que não aconteça? O que você ganha com isso? — Digo e o vejo revirar os olhos.

– Já disse minha condição... Ou aceita ou coloca a vida dela em risco... E não poderá fazer nada para impedir. Você escolhe! — Ele diz me fitando.

– Você pode me dar alguns dias? — Digo tentando um tempo para pensar.

– Segundo o meu cálculo o ataque seria daqui a uma semana. Você tem um dia, apenas um dia! Não tente passar por cima de mim, a vida dela que está em jogo. Assim como você, eu só quero o melhor para ela... Não me decepcione irmão! — Andrew diz e sai da sala com o outro homem que imagino ser meu tio.

Apenas um dia...

Clara

Depois de arrumada, desço para tomar café e sinto falta de Julian.

Ele deve ter ido à floresta falo para mim mesma tentando não pensar o porquê dele não estar aqui.

Termino e vou para a biblioteca...

De repente me deu vontade de abrir a gaveta trancada. Depois de aberta, olho e olho a gaveta. Tento abrir, mas ela emperra, então coloco minha mão dentro dela e sinto como se fosse alguma coisa oca. Bato de um lado da gaveta e um som. Bato no outro e outro som. Aperto um dos lados. Até o que a pouco parecia a parede da gaveta é agora um compartimento secreto. Dentro vejo alguns papéis amarelados, devem ser antigos e algumas anotações...

Reconheço essa letra... É de minha avó!

Notas finais
Espero que tenham gostado... Não deixem de comentar... Até o próximo!