Hope Mikaelson
5 Capítulo V — Semente de duvida.
Quando Elizabeth abriu os olhos sentiu seus pulsos doerem e seu sangue não circulava direito graças as amarras apertadas. Recuperou aos poucos seus sentidos, olhou ao redor tentando manter seus olhos abertos sentia se como se tivesse sido dopada mas se lembrava o suficiente para saber que aquilo não tinha acontecido, apesar do gosto amargo na ponta da língua.
Seu coração começou a bater rapido e Elizabeth começou a pensar que deveria ter ponderado o que Joanne lhe dissera. E por mais que não quisesse admitir até mesmo o Kol tinha razão.
Um cheiro terrível tomou conta do lugar, e conforme Elizabeth recupera melhor a consciência o cheiro impregnava ainda mais o lugar. Fechou os olhos com força como se aquilo fosse fazer desaparecer aquela sensação que tinha, como se ajudasse aquele embrulho em seu estomago passar.
Uma lagrima silenciosa escorreu pela sua face, e sentira um arrepio por todo seu corpo ao notar um peso ao seu lado no colchão e sentir que havia um braço jogado sobre sua cintura. Elizabeth evitara se locomover ou fazer qualquer som, e nem voltou a abrir os olhos principalmente ao sentir uma pele áspera e gelada raspar em sua orelha. Ela tinha certeza que aquilo eram dedos.
Aquele odor terrível denunciava que aquele peso ao lado dela no colchão e os dedos que tocavam de raspão sua face eram de pessoas, pessoas mortas.
— Me tira daqui! — gritara como em um filme bobo em que a vítima implora ao assassino para poupa lá.
A porta se abriu fazendo um rangido. Elizabeth abriu os olhos ansiosa e assustada para ver quem era.
— Eu consigo ouvir seus gritos lá de fora. — Um homem com roupas normais para a época atual entrou. — Céus, Dianna é realmente terrível.— ele franziu as sobrancelhas se aproximando de Elizabeth e desfazendo os nós das amarras.
— Quem é você? — perguntou mais baixo do que gostaria.
— Meus amigos me chamam de Tommy. — Respondeu brandamente. — Escute, minha irmã Dianna tem um senso de humor terrível. — Ele empurrou o corpo para fora da cama. — Mas não se engane não somos os vilões.
— Então por que tem tantos corpos aqui? Isso pra mim é a cara de um vilão Tommy. — Ela estreitou os olhos para ele.
Tommy suspirou e desembuchou:
— Eles são vampiros. — Elizabeth arregalou os olhos e lembrou se imediatamente de Joanne sua amiga vampira que estava ali perto, provavelmente. — Nós somos membros de um clã de bruxos, e precisamos fazer uma oferenda para nossas ancestrais. Isso que você viu, esses corpos, foi resultado de um massacre de vampiros. Ou fazemos a oferenda ou perdemos nossos poderes.
— E como você sabe que nenhum deles eram bons? — Indagou Elizabeth surpreendendo Tommy que arregalou seus grandes olhos azuis por um breve momento antes de dar um sorriso minimo.
— Por que são vampiros. Eles só se parecem com humanos, eles brincam conosco, fingem ser nossos amigos mas no fundo eles só querem se divertir e arruinar as nossas vidas, são todos iguais eles não mudam. — Respondeu como se lembrasse de um acontecimento passado.
— E eu devo confiar em você por que...?
— Por que eu não quero lhe fazer mal, um moça como você não merece sofrer. — As bochechas de Elizabeth assumiram uma coloração avermelhada e a mesma nem percebeu que estava prendendo a respiração até soltá-la e puxar novamente o ar para seus pulmões.
— Vai me deixar ir... embora? — pergunta hesitante. E ele assentiu. Estendeu a mão para ela e a puxando para fora da cama brandamente. A delicadeza dele a surpreendia e a deixava encantada… Elizabeth se deu um tapa mentalmente, ela tinha um péssimo histórico com rapazes, sempre via o melhor em todos eles, cavalheiros não existem e esse tal de Tommy deve estar sendo gentil e cavalheiro por que é isso que todos os caras fazem no inicio se passam por bonzinhos, ou ele estava tentando engana la de alguma forma.
Tommy a acompanhou para fora do lugar e explicou a pergunta que estava na ponta de língua de Elizabeth:
— Eles se vestem assim apenas por disfarse.
— Ahm. — murmurou. E então lembrou-se — Eu deixei meu celular cair…
— Sim, eu ia quase me esquecendo. — Ele retirou o aparelho de dentro do bolso do seu sobretudo preto. — Você recebeu uma mensagem.
— Você cheretou as minhas coisas? — Indagou ela estreitando os olhos.
— Não.— Ele riu divertido. — Eu só vi o anuncio no visor do celular. Juro que sou inocente.
— Acredito na sua inocência.
— Mas… Eu tomei a liberdade de apagar aquelas fotos macabras que tirou. Espero que não pense em chamar a policia.
— Não chamarei, você tem a minha palavra. — Falou Elizabeth, e depois perguntou pensativa — Tommy por que tem tanta certeza que todos os vampiros são ruins?
— Por que todos com que eu esbarrei eram ruins. E foram muitos. — Ao notar que Elizabeth o encarava de maneira incrédula deduziu no que a garota pensava e explicou — Quando um humano se torna um vampiro, as emoções aumentam em todos os sentidos e aumentam muito. E a maioria não consegue lidar com isso, se o vampiro ama alguem, esse amor vai virar uma obsessão. Se você sente ódio vai se tornar fúria. Se você quer vingança, quando ela acaba você sente uma vazio insuportavel.
— Isso é um fardo horrível. — comentou Elizabeth sentindo compaixão por eles.
— Os vampiros podem se desligar — continuou Tommy — eles podem parar de sentir, parar de se importar. É o que todos fazem e então se tornam monstros, matam e nem se importam em esconder os corpos.
— Qual o sentido de uma maldição assim existir Tommy?
Ele deu de ombros.
— Você não pareceu surpresa quando eu contei a você sobre os vampiros ou que eramos bruxos. — ele estreitou os olhos. — Sei que é uma pessoa boa, é um dos meus dons de bruxo. — ele sorriu e tornou a ficar sério. — Mas eles não são seus amigos. Se você acha que um vampiro pode ser seu amigo… Só pode estar compelida.
Elizabeth não poderia dizer: Tem uma vampira loira aqui perto me esperando no carro vai lá arrancar a cabeça dela.
Ela ainda tinha duvidas, Joanne pareceu ser legal. A conversa que elas tiveram fluiu naturalmente, ela se recusava em acreditar em Tommy. E ela era do tipo de pessoa que relutava em acreditar nas coisas mesmo que a verdade fosse esfregada em sua cara.
— Sei que é difícil entender, não vou obriga lá a me dizer quem é sua amiga ou amigo sanguessuga. Mas aceite um presente meu. Espere aqui mesmo. — Tommy se afastou e entrou em uma daquelas casinhas de madeira, e poucos minutos depois ele estava de volta com alguma coisa em mãos. — É um colar com verbena, vai impedi los de compelir você. — Ele falou e virou Elizabeth de costas colocando o colar em seu pescoço e colocou um papel dobrado nas mãos dela.
— Por que está me ajudando? — estranhou Elizabeth.
— Eu gosto de ajudar as pessoas. Tenho propensão a heroísmo.
— Que coisa clichê. — brincou ela arrancando uma risada dele.
— É aqui que nos despedimos. — Falou beijando o torso da mão de Elizabeth. — Tenho certeza que nos veremos de novo.
— Espero que sim. — Ela responde com um sorriso e caminha de volta para o carro.
E assim que se afastou da vila pareceu voltar para si. Balançou a cabeça rapidamente tentando por seus pensamentos em ordem. Por que tinha sido tão mole? Por que não questionou ele? Se sentia uma adolescente patética falando com o menino mais gato da escola.
Riu de si mesma indo até o carro onde encontrou Joanne e Kol que a olhavam de maneira estranha então ela tirou o sorriso bobo dos lábios.
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