Notas iniciais
Depois de o que? Uns 2345318184531564 anos sem postar nada, talvez? Bom estou aqui de novo. Essa é uma oneshot bem curta, foi algo que pensei de ultima hora (:
Espero que gostem...

[TAKERU]

E daí? O que é que tem gostar da minha melhor amiga? Eu não vejo nada de errado nisso... Hm, ta, pensando melhor, eu vejo sim.

É só que... Algumas pessoas tornam o meu dia tão “sei lá”. Não. Algumas pessoas não. Ela. Só ela. Nada faz sentido. Lambuzar o queixo com sorvete. Comer pipoca na praça. O tempo fica tão diferente. O ar é outro. Tanto faz correr e se machucar. Comer e se engasgar... Ao lado dela, o dia fica sem relógio e agenda.

***

Tínhamos acabado de sair da Educação Física, os pingos de suor caiam do meu rosto. Graças a Deus aquela tinha sido a ultima aula.

– Ainda quero uma revanche no basquete – Começou a morena. Admiro o entusiasmo dela, não é qualquer um que ainda queira jogar depois de sete derrotas.

– Acho melhor não... – respondi pegando minha mochila.

– Está com medo de perder, é? – Odeio quando ela faz isso. Essas palavras desafiadoras deixam qualquer um com cara de frango.

– Não quero te humilhar mais. Só isso. – respondi sorrindo.

– Me humilhar? Eu estava quase vencend...

– Kari, será que a gente pode conversar? – Perguntou Davis a interrompendo.



Pela sua expressão, estava um pouco chateado. Kari e ele começaram a namorar havia um mês. Na certa, ele estava com ciúmes por ela estar perto de mim.

– Pode falar... – os dois recostaram em um muro que se localizava na frente da escola.

– Kari, seja sincera. Você gosta de mim? – falou um pouco chateado.

– Não estou entendendo aonde você quer chegar. Que tipo de pergunta é essa? É claro que eu gosto de você. Você é meu namorado... – respondeu ajeitando a franja.

– Aé? Tem certeza? Porque não parece. Você não demonstra nada disso. Você só fica com o Takaishi, enquanto eu aqui não recebo nada. – O garoto de cabelos arroxeados falou aos sussurros, para que ninguém prestasse atenção naquela discussão.

Sua tentativa era inútil quanto a mim. Estava prestando atenção em cada palavra daquela conversa.

– Davis, nós já conversamos sobre isso... O TK é meu amigo. Meu melhor amigo. Será que não vê isso?

– Não, não vejo nada disso. Eu sou o seu namorado. — Kari olhou para lado, como se tentasse fugir de alguma culpa, ou talvez estivesse pensando em um bom argumento. – Olha pra mim... – E com o dedo indicador e o polegar pegou o queixo da morena, e virou seu rosto de encontro a si. Seus olhos castanhos estavam lacrimejando. E uma lágrima rolou pelo seu rosto. – Não, por favor, não chora... É só que, não dá mais, entende? Eu gosto de você, mas acho que vai ser melhor a gente dar um tempo.

Ele apenas deu um abraço e saiu.

Fiquei surpreso. Para onde foi o Davis marrento que a gente conhece? Pela primeira vez na vida, o Davis aceitou que perdeu de uma forma madura. HOJE EM DIA A GENTE VÊ DE TUDO.

– Kari, o que aconteceu? – corri em sua direção. Sua expressão não era das melhores.

– Eu... Preciso ir para casa. – respondeu melancólica e saiu em direção ao seu prédio.

***

TOC TOC TOC

– Oi TK, deseja alguma coisa?

– Oi Sra. Kamiya, a Kari está? – perguntei um pouco preocupado.

– Ela está lá em cima no terraço do prédio. Não garanto que ela queira falar com você. Ela chegou da escola muito estranha. Não disse uma palavra. Parecia triste. Ficou trancada a tarde inteira no quarto...

– Ok, vou tentar fazer alguma coisa.

***

– Oi! Será que a gente pode conversar?

– Oi... – respondeu dando um sorriso sem graça. – Desculpa ter te deixado pra trás hoje.

– Tudo bem. Você tá legal?

– Vou ficar. É só que... O Davis terminou comigo hoje. – E olhou para os prédios ao redor.

O silêncio nos tomou. O céu já havia escurecido. E o trânsito seguia normalmente sete andares abaixo de nós.

Voltei a encarar seu rosto.

– Se anima, Kari. Ah, vamos... Olha pra você. É bonita, pode arrumar outra pessoa num estalar de dedos. – Consegui arrancar um sorriso de seu rosto. Era um bom começo. – Quer saber? Vamos fazer alguma coisa... Você não pode ficar tristonha assim. – tirei do meu bolso dois objetos com formato de caneta prateada. Eram dois lasers. –Que tal atentar a Mimi? – falei com cara de malícia.

Ela pegou um laser da minha mão e apontou no apartamento do prédio em frente. Felizmente Mimi estava no seu quarto.

– Rápido, acho que ela viu, se abaixa... – falei baixinho para que Mimi não percebesse a nossa presença.

Kari soltou um risinho. Levantei-me devagar e espiei com muito cuidado. Ela me seguiu.

Mimi estava em sua janela olhando tudo em volta procurando o autor daquela façanha. Pegamos o laser e apontamos no seu rosto dela novamente, enquanto esta olhava para outra direção.

Mimi tapou os olhos quando estes entraram em contado com a luz vermelha.

Abaixamos de novo.

– DESGRAÇADO, EU VOU DESCOBRIR QUEM É QUE ESTÁ FAZENDO ISSO COMIGO. EU VOU TE PROCESSAR... – Mimi gritava do seu quarto que nem uma doida.

– Essa é a Mimi que a gente conhece... Como sempre, muito discreta.

Kari sorriu. Parecíamos dois adolescentes que não tinham saído do jardim de infância.

– Você sabe mesmo como me alegrar...

– Está melhor?

– Sim... E estive pensando, sabe? Talvez o Davis não seja mesmo o cara certo pra mim. – respondeu uma pouco mais esperançosa.

– Talvez a pessoa que você está procurando esteja bem na sua frent... Hm, quero dizer, esteja bem perto. – falei um pouco nervoso. Por pouco estrago tudo.

– Talvez – respondeu pegando na minha mão. E o que eu pensei ser apenas um beijo no rosto, foi um longo e demorado selinho.

– Te vejo amanhã, certo? – perguntou a morena ajeitando os cabelos e dando as costas para mim.

Existe uma frase mais bonita do que “Te vejo amanhã”? Talvez. Tudo era indeterminado vindo dela.

– Sim. – respondi sorrindo.



THE END


Notas finais
Espero que tenham gostado. Reviews? (:
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!