Honra (RPG Maker)
6 Epílogo
Notas iniciais
—Spectator Mode—
Com a confusão, o quarto de Aynaka ficou com um par de kaeru, que, quando Rinuti e Sam chegaram no cômodo...
Sam: Hum?
Rinuti: Aynaka...
Um kaeru estava ao lado do outro, no centro do quarto, dentro de uma linha que, de um modo torto, formava o que parecia ser uma flor. Mas não era uma flor qualquer. Era uma wasurenagusa.
{Tomoe}
Tomoe: Então não era exagero quando o professor dizia que eu era uma excelente lutadora!
Yoshinaka: Então ele já tinha lhe contado sobre isso.
Tomoe: Sim. Meu professor de história não para de falar da idade medieval e dos samurais daquela época.
Yoshinaka: Se der sorte, ele pode ser algum soldado que lutou naquele tempo. Haha!
Tomoe: Se dermos mais sorte ainda, ele devia ser do nosso exército.
Tomoe: Isso vai explicar o por quê ele me ajudar tanto a passar de ano inúmeras vezes. Hehehe.
A garota, que antes sorria, ficou séria. E isso foi notado por Yoshinaka.
Yoshinaka: O que a preocupa?
Ao lado de Tomoe estava, fora Yoshinaka, Kibu. Ela o acaricia e suspira antes de responder.
Tomoe: Só... Penso como deve estar minha família. Quando ela descobrir isso...
Yoshinaka: Podemos fazer uma visita. Mas... Quando estiver mais escuro. Você ainda é visível para as pessoas.
Tomoe: Pensei ter saído do limbo.
Yoshinaka: Mais ou menos. Contudo, não se preocupe. Vai estar tudo bem.
Tomoe sorriu com o que Yoshinaka disse e o abraçou.
—Narrator Mode—
Os Hinushi ficaram abalados que ninguém os contatou para dar notícias de Tomoe (Aynaka). Sam ligava inúmeras vezes para o corpo de bombeiros, que diziam não ter achado a garota. Até que, de madrugada, a família recebeu um telefonema.
Um telefonema com a notícia que mais receavam de ser verdade.
...
[09.3st.1923]
A situação do terremoto tinha se acalmado por um tempo. Porém, não se podia falar o mesmo de Myaji, Sam e Rinuti.
O enterro foi realizado diante de lágrimas. Mas ela não era a única. Tony não resistira à queda.
Todos ali presentes choravam em silêncio; raríssimas são as vezes que um cemitério, num enterro, fica tão silencioso.
O dia estava nublado, porém, não chovia. O que dava uma atmosfera mais pesada ao lugar.
...
Naquela noite, Sam foi dormir extremamente triste e com uma dor no peito.
{Sam}
Sam sonhava que saía para o quintal de sua casa, que tinha um pessegueiro.
???: Eu estou bem...
Falou uma voz feminina fraca, bela e familiar.
Sam: Hum?
???: Aqui.
A voz falou, e tudo indicava que era da árvore.
Sam se virou e a viu, a dona da voz.
Sam: A... Aynaka...
A garota estava como a mãe conhecia; cabelos loiros e olhos azuis.
Tomoe: Sinto deixar você, mamãe. Mas acredite, estou feliz.
Tomoe se aproximou e tocou no rosto da mãe.
{Myaji}
A menina deitou na cama, triste pela perca da amiga.
Logo depois, deitou e dormiu.
Myaji estava caminhando numa floresta, estava tão distraída olhando para sua bússola, que não viu uma garota loira na sua frente.
Myaji: Opa! Me desculpe. Eu... Só...
Tomoe: Tudo bem, você não fez por mal!
Tomoe riu. Já Myaji ficou surpresa.
Myaji: A-A-Ayna...
Tomoe: Hahaha! Sim!
Tomoe: Sabe que eu nunca vou te abandonar não é?
Myaji sorri e abraça a amiga. Que retribui.
{Rinuti}
Dois dias depois de Sam e Myaji afirmarem ter falado com Aynaka nos seus sonhos, e ao disserem o quão feliz ela estava, foi a vez de Rinuti.
Ele estava sentado na frente de casa, olhando o movimento, vendo alguns filhos de seus vizinhos brincarem de bola, peão... Entre outros. Dentre algumas crianças correndo, tinha uma ali que era mais alta, comparada ao tamanho delas.
Os olhos azuis alegres encontraram o olhar confuso, surpreso e feliz do pai.
Rinuti: Aynaka...
Tomoe: Achou que fosse ter te esquecido, papai?
A garota o sentiu trêmulo e o sentiu emocionado quando o abraçou.
Tomoe: Está tudo bem, papai. Sua garotinha está aqui.
Tomoe: E sempre vai estar.
Ela beijou a testa dele.
—Narrator Mode—
Em todos os sonhos que Tomoe visitou, lá trás, não visto por nenhum dos três visitados, estava Minamoto no Yoshinaka. Ele se escondida nas sombras e sorria com cada reencontro que a garota tinha tido.
[12.18th.2015]
???: Você consegue!
Falou o médico.
???: Respire fundo.
Disse a enfermeira, calmamente.
???: Querida, segura minha mão e relaxa.
Disse o marido. A mulher logo segurou a mão dele e continuou a gritar.
???: AAAAAAAAHH!!!
Enfermeira: Calma... Calma...
Médico: Já está quase...
A mulher inspirou e respirou diversas vezes, arfante. E então, soltou um grito contínuo.
???: GYAAAAAAAAAHHH...
Depois de cerca de trinta minutos, nasceu um menino de olhos verdes como a mãe e cabelos castanhos como o pai.
A mulher não pôde ter vinte minutos de paz que veio outras contrações. Era o outro bebê. Então o processo se repetiu por 22 minutos.
Desta vez, uma menina. Ela tinha olhos roxos como os do pai e cabelos negros como os da mãe.
Após horas, a situação se acalmou naquele quarto de hospital. A mulher, mãe dos gêmeos, foi até o encontro do marido, que brincava com ambos.
???: Querido... Estive pensando...
???: Em quê, querida?
???: Nos nomes, é claro! Bem... Acho que tenho nomes perfeitos para eles...
A mulher olhou para os bebês; um estava abraçado ao outro, ao mesmo tempo que, curiosos, olhavam para seus pais, que sorriam.

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