Honey & Poison
2 Capítulo II - Honey
Mais perigoso que o veneno chamado amor que corria nas veias de Stinger só a maldita esperança que encontrou lugar em seu coração – doce e, ao mesmo tempo, azeda como o mel. É, todas aquelas antíteses só podiam ser mel: um sabor tão forte e fraco; tão puro e corrompido; tão único e banal – tão Champ e Stinger, arriscaria dizer o rapaz.
Foi a falta daquela doce amargura que fez com que o homem-escorpião abandonasse seu clamado banco de espera porta à fora da sala de conserto de Champ e fugisse atrás de vingança com quem destruíra seu parceiro para início de conversa – Scorpio, seu irmão. Todos os anos que passara com a maldita esperança que o mesmo não tivesse realmente o abandonado sumiram em um instante, nada daquilo importava mais; a única coisa sempre presente na cabeça e coração de Stinger era a carcaça fria e sem vida de Champ, os fios expostos e partes faltando, os olhos sem o brilho costumeiro, a falta que sentia da risada bradada e palavras brutalmente fortes...
Ele não conseguia parar de pensar em Champ por segundo algum enquanto lutava com seu irmão e aquilo lhe deixava mais forte. Mas, ainda assim, não forte o suficiente.
Lá estava Stinger com ferimentos incontáveis e lágrimas nos olhos tentando se levantar do chão e, ao mesmo tempo, lá estava o touro robótico em toda sua glória o colocando de pé com facilidade.
"Que mel não deixa para trás um leve amargor de veneno, parceiro?"
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