Honey

28 Aprendizagem e confiança


Notas iniciais
Olá, boa noite, meus amores! Demorei porque tive um bloqueio criativo brutal em relação a esse capítulo, mas antes de dizer qualquer coisa vou deixar vocês lerem, ok? Muito obrigada aos novos favoritos e comentários, um grande beijo e espero que gostem. Grande beijo e agradecimento a Kira Hasvan por me incentivar a escrever e por sempre me dizer coisas lindas! É dedicado a você! Aproveite e obrigada!!

Durante o passeio de carro, o albino se deu conta que era naquele veículo que ele e Kanda tinham as maiores evoluções. Naquele momento, enquanto enfrentavam o trânsito de dia de namorados de Paris, Yuu deixava que o pequeno dissesse suas impressões sobre a apresentação, seus sentimentos na hora da dança e até ajudou a organizar um provável plano para Allen tentar uma vaga em uma famosa academia de Ballet que o albino citou umas vinte vezes mas que Kanda ainda não lembrava o nome.

Allen também perguntou como Yuu tinha conseguido entrar no teatro e o moreno omitiu a parte do suborno para evitar sermão. Ele também viu os olhos prateados brilharem com a decoração da cidade e não se importou de ter deixado trabalho para depois se fosse para vê-lo sorrir.

Quando Kanda estacionou o carro, Allen olhou através do vidro com a expressão confusa.

—Eu achei que fôssemos para um jantar romântico? — Perguntou, soando meio incerto.

—Tipo o quê, Moyashi? — O outro perguntou, tirando o cinto e se preparando para enfrentar o frio que tomava Paris naquela noite.

—Tipo um jantar parisiense no restaurante da Torre Eiffel, a luz de vela e com flores? — Virou para ele, sobrancelhas arqueadas.

Kanda parou por um segundo, olhou para o rosto de Allen como se pensasse em algo muito importante e, por fim, fechou a cara.

—Não enche, Moyashi, vamos. — Respondeu, deixando o albino ainda mais confuso quando abriu a porta do carro e saiu.

Ele quis revirar os olhos, bufar e implicar, ainda que tivessem feito juras de amor há meia hora, porém, ao ver Kanda, vestindo sobretudo, passar pela frente do carro e abrir a porta para si, bem...

—Obrigado, Bakanda, você está sendo um rapaz muito gentil e bonitinho! — Exclamou ao sair do carro, com um sorriso grande que era o reflexo da felicidade mascarada por implicância.

Kanda bufou, fechando o carro e ligando o alarme, e foi até Allen, que o esperava na porta do restaurante de comida japonesa.

—Ainda me pergunto por que estou com alguém tão irritante e petulante. — O moreno sussurrou, colocando a mão na base da coluna de Allen e o guiando para dentro.

O albino, por sua vez, riu baixinho, o rosto todo iluminado, enquanto se deixava ser levado para um lugar mais reservado.

—Porque você me ama. É só olhar para mim e saber o motivo! — Brincou, olhando para cima rapidamente e dando um sorriso que fez Kanda querer morrer.

De toda forma, era bem verdade o que ele havia dito, então o moreno logo desviou o olhar porque não aguentava mais o coração batendo descompassado só por estar com a mão no corpo dele.

—Vá em frente, Moyashi. — Mudou de assunto, gesticulando para uma mesinha bem baixa que tinha dois tatames de frente um para o outro.

Diferente das mesas que estavam espalhadas pela parte principal do restaurante, aquele espaço parecia realmente recriar um ar nipônico e, apesar de brincar sobre o encontro romântico, Allen estava muito surpreso com a escolha que Yuu havia feito.

Ele sempre surpreendia.

—Nós temos que nos sentar aqui? — Perguntou, parecendo muito animado enquanto sentava em posição borboleta.

—Tire o seu casaco primeiro e é melhor ficar de joelhos. — Kanda disse, enquanto deslizava o casaco pelos braços e observava o albino fazer o mesmo.

Allen parecia radiante, fora o nariz avermelhado e os olhos um pouco inchados do choro anterior. Apesar disso, ter falado o que sentia para Kanda, tanto em relação ao futuro quanto em relação aos dois, pareceu deixá-lo mais leve e agora o albino parecia uma nuvenzinha feliz.

Uma nuvenzinha irritante e iluminada que Yuu amava mas que às vezes queria esmagar. Ele revirou os olhos quando o menino se pôs de joelhos e colocou as mãozinhas sobre a mesa parecendo uma criança animada.

—O que nós vamos pedir? — Perguntou assim que o moreno também se acomodou. Kanda imediatamente bateu a mão em um sininho que estava em cima da mesinha de madeira e fez um sinal de silêncio para o pequeno.

Allen tombou um pouco a cabeça, mas depois assentiu como se estivessem brincando de quem fala primeiro.

Um segundo depois uma moça vestida com uma yukata rosa e vermelha entrou por uma portinha de papel, uma decoração típica de casas japonesas. Assim como Kanda, ela tinha olhos orientais, mas aparentava ter uma descendência muito mais forte. Fazendo uma reverência, a mulher deixou dois cardápios na mesinha e se retirou.

Imediatamente Allen falou.

—Que legal!! Aqui é tipo recriar o Japão? — Perguntou, olhando para as paredes e para a iluminação de lanterna de papel. — Tipo, as lanternas e a cor vermelha, juntos desses tapetinhos...

—Sim, essa é a intenção. Os donos daqui são do Japão então quiseram manter a tradição. — Ele disse, pegando o cardápio e olhando as opções rapidamente, como quem já sabia o que queria.

—Você já veio aqui outras vezes? — Questionou enquanto pegava o cardápio e franzia o cenho para alguns nomes. Kanda notou a confusão dele mas não disse nada.

—Já vim algumas vezes, eles fazem um prato que eu gosto.

—Ah! — O rosto de Allen voltou a se iluminar e ele largou o cardápio na mesa. — Então eu vou querer o mesmo que você. — E sorriu tão inocente que Kanda não pode se segurar.

Aproveitando a pequenez da mesa, ele ergueu o tronco até estar a centímetros de Allen, os lábios se roçando e a respiração do albino presa. Sua vontade era tomar os lábios dele ali mesmo, mas então teve uma outra ideia. Foi então que moveu a cabeça de um lado para o outro, roçando os lábios de propósito e vendo Allen ansiar um beijo.

No entanto, antes de seguir em frente, o moreno bateu a mão com um pouco mais de força que o necessário no sino e afastou-se rapidamente, deixando o pequeno com olhos arregalados e lábios molhados. Ele até abriu a boca para reclamar do sorriso sacana que agora adornava o rosto de Yuu, mas a moça entrou novamente no recinto.

—Dois sobá. — Disse simplesmente, entregando os dois cardápios para a atendente.

—Obrigado. — Allen acrescentou, sorrindo gentil para ela e depois voltando-se para o moreno quando estavam sozinhos. — Peça por favor para as pessoas, Bakanda, seu estúpido! E não deixe os outros esperando por um beijo! — Sussurrou de forma gritada, revirando os olhos quando Kanda arqueou as sobrancelhas como quem não liga.

—Por que? Você está esperando por um?

—Ora, por que! P-porque... — E então começou a se enrolar todo, o rosto sendo tomado por uma vermelhidão fofa até que ele desistisse de gaguejar e mudasse de assunto descaradamente, tentando não reagir à forma como Kanda o encarava. — Ugh! Podemos voltar ao clima que estava no teatro?? — Revirou os olhos, determinado a não encarar o rosto de convencido do outro.

—Claro, Moyashi. Pode mostrar a sua vulnerabilidade. — Ele sorriu mostrando os dentes, numa provocação tão pura que o queixo de Allen caiu.

—Eu fui vulnerável?! — Perguntou, incrédulo.

—A flor mais delicada. — Kanda respondeu, um cotovelo apoiado na mesa e o rosto apoiado na mão formando uma postura mais relaxada e incrivelmente sedutora.

Allen, ao contrário, ficava cada vez mais rígido, as costas eretas e as mãozinhas fechadas em punho.

—B-bem... — Começou, mexendo no cabelo como se não se importasse com o que ouvia. — Se é tão incômodo assim, eu vou ser mais contido. — Afirmou, o nariz arrebitado e as bochechas infladas.

Normalmente, o albino só teria devolvido a provocação e eles teriam levado aquilo pelo resto da noite. No entanto, naquele dia em especial, apesar de brincar com Kanda, Allen queria ser segurado, ter alguém para dizer que tudo bem não ser um garoto perfeito o tempo todo. Então, apesar de arrebitar o queixo e fingir não estar envergonhado, ele se preocupava se estava realmente sendo dramático.

Da mesma forma, normalmente Yuu teria apenas arqueado as sobrancelhas e feito outro comentário sarcástico, porém ele conseguia ver o quanto o seu garoto ainda estava sensível com tudo o que aconteceu e, apesar de querer provocá-lo, Kanda jamais queria vê-lo desconfortável.

Então se Allen não estava bem, ele não iria fazer nada que o deixasse acanhado. Allen era o mais lindo sorrindo, muito fofo quando ficava irritado e uma gracinha envergonhado e Kanda nunca iria querer deixá-lo mal.

As coisas haviam tomado um rumo tão distinto desde que se conheceram e agora Yuu só queria dar o mundo para o pequeno. Talvez um pouco de aborrecimento e algumas brigas seria legal, até porque a expressão dele era sempre maravilhosa. Mas ele merecia tudo.

Pensar assim era novo, porque o moreno nunca tinha visto alguém com tamanha prioridade assim, e ainda seria estranho pensar que aquela criatura branca era a responsável pelo impulso de falar as três temidas palavrinhas, mas olhar para ele tentando não ficar cabisbaixo fazia o coração de Kanda expandir, o que era tão anormal quanto o sorriso que ele dera.

Allen sentiu o mundo parar ao seu redor quando ouviu uma risadinha contida vir da frente. Seu primeiro impulso foi olhar assustado para Kanda, que tentava cobrir um sorriso com a mão e tinha os olhos límpidos enquanto se perdia em pensamentos.

Apesar de tudo que haviam feitos nos últimos meses, aquela foi verdadeiramente a primeira vez que Kanda parecia tão feliz, tão iluminado e só por vê-lo assim, Allen quis rir de felicidade.

—Você é um idiota, Bakanda. — Allen sussurrou enquanto o mordia os lábios e tentava, falhamente, conter um sorriso. Yuu olhou para ele a ponto de vê-lo com um sorriso pequeno e envergonhado, as bochechas coradas e os olhos mais brilhantes do que nunca.

Eram dois garotos que nada sabiam da vida, mas que naquele momento estavam certos de que gostariam de aprender juntos.

—--YK&AW---

—Ok, eu não aprendi isso! — Allen disse e teria batido o pé em frustração se não estivesse sentado. Ele largou os hashis ao lado da tigela de sobá e desistiu da bagunça que era tentar comer macarrão com aqueles palitinhos. Kanda, que havia feito um coque no cabelo, apenas o encarava com as sobrancelhas arqueadas e a expressão divertida enquanto comida com tranquilidade.

Allen bufou quando viu a diversão nos olhos dele.

—Você fez de propósito!! — Acusou. — Kanda, seu bastardo, você sabia que eu não ia conseguir comer com esses pauzinhos!

Yuu o olhou com uma expressão indignada tão falsa que Allen quis pular no pescoço dele.

—Claro que não, Moyashi. Você quem quis comer a mesma coisa que eu. — Deu de ombros e voltou a pegar o macarrão com tamanha agilidade que o albino ficou incrédulo. — A propósito, isso está muito bom. — Disse, e toda a fúria do pequeno se transformou em pessimismo porque ele estava realmente, veja, realmente com fome.

—Maldoso! Quero comer! — Choramingou, deitando o rosto na mesa e olhando para Kanda com cara de cachorrinho.

O moreno fez um esforço para manter o rosto neutro.

—Apenas segure com os dedos, abra e pegue uma porção grande de macarrão. — Ele demonstrou e, sabendo que não iria aprender daquele jeito, o albino apenas encarou a boca dele, o que lhe lembrou de algumas coisas.

Imediatamente, Allen ergueu-se e resolveu se concentrar na comida.

—Tudo bem, isso é fácil. — Disse, tentando se auto encorajar. — Afinal, se até o estúpido Bakanda consegue, eu consigo. Aliás, consigo bem melhor! — Afirmou, tentando encaixar os hashis nos dedos e olhando de maneira — não tão — discreta o modo como Yuu os segurava. — Aqui e aqui... Consegui! — Sussurrou e logo comemorou por conseguir fazer o movimento de pinça com os dedinhos.

Kanda lambeu os lábios em uma tentativa de não rir do modo – errado – que ele os movimentava.

—Certo, itadamimasuu! — E pegou uma porção grande demais de macarrão, a qual escorregou toda para a tigela a meio caminho de sua boca, ocasionando molho respingando pela mesa e um albino extremamente frustrado. — Ahh! Eu não quero mais isso!! Desisto!!

Yuu, que já tinha terminado sua refeição, assistiu ao menino cruzar os braços e se emburrar do outro lado da mesa. Seu primeiro impulso foi dizer que o ajudaria se ele pedisse "por favor", apenas para fazê-lo engolir o que havia dito sobre "pedir com educação" mais cedo. Porém, ele realmente queria que Allen gostasse daquela comida e ele provavelmente odiaria se ela esfriasse ainda mais.

—Venha aqui, Moyashi. — Disse, afastando a própria tigela vazia e pegando a do albino, junto dos hashis que ele deveria ter usado.

Ao ouvir o comando, o pequeno ergueu a cabeça imediatamente, vendo-o segurar a tigela com tamanha naturalidade e modos que o fizeram engatinhar até ele sem pensar duas vezes .

—Você vai me alimentar? — Perguntou, sentando de joelhos em frente ao mais velho, mãos enfiadas juntas entre as coxas grossas e os olhos brilhando.

Kanda achou que ele fosse ficar com vergonha, mas aparentemente quando envolvia comida, nada o fazia se acanhar. No caso, quem estava enrubescido era o próprio Yuu, que apenas acenou constrangido.

—Oba! — Allen bateu as mãos duas vezes em animação e depois voltou-as para o mesmo lugar, bem quietinho e esperando a comida. Seu cabelo platinado estava todo bagunçado e ele lambia os lábios ansioso para finalmente comer.

Era demais para olhar, portanto Kanda tratou logo de pôr alguma coisa na boca dele e mantê-lo distraído.

—Abra a boca. — Disse, da forma mais rápida que conseguiu e tentando não pensar em outra coisa, enquanto Allen a abriu sem mais delongas, desinibido como Yuu jamais vira.

Um pouco zonzo com a cena, o moreno só resolveu alimentá-lo logo, fazendo um esforço enorme para não reagir às lamúrias de prazer que ele soltava cada vez que tinha macarrão na boca.

Ao mesmo tempo, a cabeça de Kanda era uma mistura de dois sentimentos: felicidade por ele ter gostado da comida – ainda que, sendo Allen, teria gostado de qualquer coisa – e arrependimento de ter que alimentá-lo e vê-lo naquela posição.

—Kanda... — Disse, assim que a tigela estava quase vazia. Agora que tinha saciado a fome e podia pensar em algo mais, ele se sentia confortável o suficiente para perguntar. Além disso, ver Kanda tão desconfortável com a situação lhe dava ousadia.

—Hm. — Ele resmungou em resposta, evitando olhar para o garoto, como vinha fazendo desde que começara a alimentar o pequeno.

—Nee, Yuu... — Allen, no entanto, queria atenção. Queria que ele prestasse atenção em si. Assim, ele aproximou-se um pouco do mais velho, colocando uma mão em cima da coxa dele e o encarando com inocência fingida.

Yuu lamentou ter erguido o olhar, porque não era forte o bastante para lidar com aquilo.

—É dia dos namorados... — O albino disse, encarando com os olhos grandes e lábios rosados. — Quando você vai me levar para a sua casa, hm? — Para a morte do moreno, Allen tombou a cabeça para o lado e foi o fim.

Nenhum dos dois gravou na mente quando pagaram a conta, quando entraram no carro e quando fizeram o trajeto em silêncio, as respirações descompassadas, cada um no próprio mundo e Kanda apertando o volante com os nós dos dedos brancos.

Sair do carro com a neve, entrar na mansão, cumprimentar a cozinheira – que os olhou com um rosto sugestivo — também não foi importante, principalmente quando quem tomava a dianteira era Allen, o qual subia as escadas com a legging marcando as coxas e forçando Kanda a respirar fundo.

Foi ele quem abriu a porta do quarto e Yuu realmente se perguntou se aquele era mesmo o moyashi que estava corando por qualquer coisa há um tempo atrás.

Mas a resposta já não importava quando o pequeno retirou o casaco e o deixou cair perto de seus pés, ficando apenas de legging e o suéter que cobria a roupa da apresentação.

Nada mais importava quando ele trouxe as mãos até o pescoço de Kanda e aí já era um caminho sem volta.

Sem hesitar, o moreno segurou firme nos dois lados da cintura de Allen e o suspendeu apenas para encostá-lo na parede, próximo o suficiente para compartilharem a respiração.

A respiração do albino já estava descompassada, mas ao sentir suas costas contra a parede, não pôde evitar suspirar. Os dedos de Kanda estavam fundos em sua cintura e ele tinha os olhos fechados, respirando tão fundo que Allen pensou que Yuu queria consumi-lo.

E talvez fosse isso mesmo.

Suas testas estavam encostadas, a diferença de altura se fazendo realmente presente naquele minuto. O pequeno sentia o estômago revirar, um vazio em seu baixo ventre que parecia rogar para ser preenchido.

—Kanda... — Sussurrou, deslizando as mãos até o cabelo dele e enfiando os dedos ali – o que ocasionou no coque sendo desfeito – enquanto fechava os olhos e encostava a cabeça na parede.

O chamado foi o suficiente para que Yuu abrisse seus olhos e encarasse a figura totalmente entregue a ele.

No instante seguinte, as bocas estavam juntas em um beijo molhado a medida que Kanda pressionava o corpo contra o do pequeno, empurrando-o em direção à parede e forçando um choramingo manhoso quando pressionou os pênis juntos.

Sem opção alguma, Allen apenas abriu a boca, deixando que ele conduzisse o beijo como quisesse, dando-o espaço para tomar tudo que quisesse de si. Todo o seu corpo estava concentrado em como ele lhe segurava forte e como empurrava contra a parede como quem estivera esperando por muito tempo e precisava ser relembrado para ir com calma.

Assim, Allen fechou os dedos nos fios negros e puxou com força mediana os cabelos dele para trás, forçando uma pausa no beijo.

Quando Kanda recuou, o albino ficou ciente dos olhos escuros transbordando excitação. Só a visão, fez um arrepio percorrer toda a sua coluna e ele precisou engolir em seco para se lembrar do que ia falar.

—Y-Yuu... — Chamou baixinho, enquanto o olhar do moreno vagava para o seu pescoço e logo ele colocava a boca lá, distribuindo beijinhos rápido, os quais obrigavam Allen a respirar fundo. Apertando os dedos espalmados nas costas dele, continuou. — Eu não sou uma Honey qualquer. Me trate bem, O-ok? — Sussurrou, olhos fechados aproveitando a carícia.

No mesmo instante, Kanda parou com os movimentos e afastou-se para olhar com determinação nas orbes enevoadas do albino.

—Você confia em mim? — A frase saiu com uma entonação que deixou Allen sem palavras. Parecia transbordar sentido, valer para muito mais que aquele momento.

Allen ficou dividido entre responder com certeza absoluta enquanto assentia com a cabeça e olhar admirado para a feição séria dele. Como um peixinho, ele abriu a boca uma, duas vezes, tentando fazer a sua mente parar de focar nos lábios dele para formar uma frase concisa.

Todavia, com duas piscadas, Kanda afrouxou o aperto na sua cintura e a feição de Allen caiu completamente quando ele se afastou e começou a andar para o closet.

—E-ei! Kanda! — Foi questão de dar alguns passos até ele, quando viu o mais velho erguer a mão como quem pede para esperar e entrar no closet.

Nos segundos que ele estava lá dentro, o Walker odiou a si mesmo por ter sido tão lento ao responder uma pergunta cuja resposta já estava na ponta de sua língua. Ele confiava cegamente em Yuu. Depois de todos aqueles meses, não havia do que ter medo.

Assim, estava pronto para segurar o rosto dele, olhar no fundo de seus olhos e dizer que sim, confiaria sua vida a ele.

E então Kanda saiu do closet com uma gravata, preservativo e um tubo de lubrificante, apagando todos os pensamentos decentes que Allen tinha.

—O-o que é isso? — Questionou, um calafrio chacoalhando sua coluna de cima a baixo. Sem nem fazer nada, ele já se sentia ofegante e quente.

Yuu depositou o lubrificante e a proteção no canto da cama e se sentou na beirada dela. Sem erguer os olhos para o pequeno, arrumou a gravata nas mãos e vendou-se.

A cena foi um choque tão grande para Allen que precisou se encostar novamente na parede para não perder para as pernas trêmulas. Kanda, de blazer preto e camisa social branca, cabelos soltos, lábios vermelhos e vendado.

O quarto inteiro estava tomado por luzes amarelas baixas – a segunda iluminação do quarto – e a janela mostrava uma paisagem branca e inocente lá fora. O completo oposto do interior do quarto.

—Por que você está vendado? — Perguntou, lutando para não deixa a voz vacilar.

O mais alto tinha a postura reta e altiva, como quem ainda está no comando da situação. Tão no comando que deixou outro alguém assumi-lo.

—Eu não vou olhar para você. Só vou te ver quando quiser que eu veja, só vou fazer o que quiser que eu faça. Isso é confiança.

—E-eu confio em você! — Allen tratou de dizer, um pouco mais alto que o esperado, temendo ter causado um mal-entendido.

—É mútuo. Eu aprendi a confiar em você, a te suportar – Allen mordeu os lábios para não rir da provocação – e agora vou aprender a fazer isso da maneira certa.

A sentença saiu tão clara e certa que o albino pensou que Kanda estava se redimindo de seu próprio passado, libertando-se da ideia do sexo como algo puramente carnal e punitivo.

Agora que conhecia o amor independente do contato sexual, sexo tornava-se algo que consumava o relacionamento dos dois, mas que também marcava, finalmente, a superação de algo que Yuu já havia vivenciado.

Assim como era a primeira vez de Allen, era a primeira vez que Kanda fazia aquilo com alguém que estimava e ele realmente teria que aprender como passar amor através do ato. Para isso, ali estava ele, doando-se, aceitando aprender.

—Isso é tudo o que tenho para te dar. Faça o que quiser. — Finalizou, os ombros finalmente relaxando, como se um peso enorme tivesse saído de seus ombros. Vários e vários encargos que Allen ia retirando aos poucos, apenas por estar ali.

O Walker sentiu o seu coração falhar uma batida, morrer por um segundo e depois voltar à ativa como um trem a carvão. De repente, foi como se o quarto transbordasse cumplicidade em meio à sensualidade. Não era apenas ele que estava dando um grande passo, Kanda também estava refazendo toda uma caminhada.

Com esse entendimento, o albino mordeu os lábios, os olhos brilhando em admiração, amor e excitação. Calmamente, andou até o moreno e segurou com as mãos o rosto dele para que pudesse vê-lo com mais profundidade.

Kanda não tinha nem mesmo uma ruga na testa, o que era uma vitória considerando quem era. E por causa disso, Allen deixou um beijo delicado sobre sua testa, roçando os polegares nas duas bochechas. Escovou os dedos nos fios negros e fez carinho no couro cabeludo dele, vendo quando os ombros largos iam relaxando mais e mais.

Allen gostou daquilo. Gostou de ter Yuu confiando e pensando nele ao ponto de deixar a primeira vez deles ser ao ritmo de Allen, ser conforme a confiança e segurança de Allen pedia.

Era reconfortante. Porém precisava de algo mais.

Só um pouquinho de...

—Nee, Bakanda, você está submisso a mim? — O pequeno perguntou, um ronronar provocativo soando em sua garganta enquanto se enfiava entre as pernas abertas de Kanda e o abraçava.

...provocação. Só um pouquinho de provocação e estaria perfeito.

Kanda colocou as duas mãos nas coxas de Allen por impulso, mas logo as teve afastadas pelo albino, que parecia extremamente animado ao ver uma carranca surgir no rosto dele.

—O que houve com "não vou fazer nada", hun? — Questionou, desfazendo os botões do blazer e deslizando pelos braços do moreno, que o ajudou a tirá-lo.

Yuu bufou.

—Aproveite porque basta uma vez para eu aprender. É sua única chance, Moyashi.

E com um sorriso pervertido, o ar foi preenchido com excitação, criando um ambiente perfeito para a primeira vez daquelas duas metades.

Allen riu junto, deixando Yuu ouvir que estava se divertindo, já que ele era o único que não podia ver nada, apenas sentir.

A constatação fez o pequeno tremer e morder os lábios. Ele queria sentir e ser sentido e estava no comando, portanto Yuu praticamente estava-o obrigando a se despir e se oferecer.

Então, de uma forma ou de outra, ele continuava sendo um bastardo.

—Você planejou isso, não planejou? — Allen disse, uma pontada de vergonha na voz, enquanto se afastava para retirar as roupas e libertando seu membro.

Yuu sorriu enigmático, as mãos apertando o colchão enquanto ouvia o farfalhar de roupas sendo tiradas. Naquele momento, ele odiou a si mesmo por ter dado aquela ideia, mas soube que valeria a pena – e que descontaria mais tarde.

Allen sentiu-se desprotegido quando viu-se completamente nu e um rubor tomou conta de seu rosto quando percebeu que teria que pedir tudo que quisesse para Yuu, porque ele "não faria nada que não fosse ordenado".

Com um pouco de relutância – e medo de perder o controle sobre si mesmo – aproximou-se do mais velho lentamente. Quando ficou frente a frente com ele, tomou suas mãos pelos pulsos e as colocou de volta em sua cintura, enquanto respirava fundo e tentava amenizar o quão duro estava.

—Me toque. — Ordenou, se sentindo mais presa do que caçador. Sentiu quando, no mesmo instante, Kanda afundou os dedos em sua pele como se fosse completamente capaz de brincar consigo a noite inteira.

—Moyashi, você deveria medir suas palavras. — Ele respondeu, a voz rouca e profunda como se estivesse sedento por aquilo. Em seguida, espalmou as mãos o máximo que pode e desceu pelos quadris e coxas fartas, massageando o que podia. Deslizou os dedos pelas pernas depiladas – exigência do ballet – e notou um suspiro assustado quando tomou as nádegas em suas mãos.

Allen estava com o corpo todo cheiroso, como quem tinha passado hidratante, a pele macia e quente deslizava pelos dedos longos de Kanda.

—Me beije. — Pediu, um tom mais baixo e manhoso, à medida que deixava as mãos nos ombros alheios e os apertava quando Yuu tocava um ponto sensível.

Imediatamente, Kanda levou os lábios até o meio da barriga do albino, as mãos espalmadas em seu quadril com polegares estrategicamente próximos a virilha do pequeno.

Allen suspirou ao sentir o hálito fresco de menta – dos chicletes com água dentro do carro – bater contra sua pele sensível junto da língua quente que lambia e deixava chupões por onde passava.

A esse ponto, o membro do albino ficava cada vez mais intumescido e carente de estímulos. Tanto que o pequeno já pensava em se sentar no colo dele para conseguir algum atrito.

Pulou assustado quando a língua passou por seu mamilo e não pode prender o choramingo quando Kanda, com um meio sorriso sacana, fechou a boca ali. As mãos do mais velho foram até suas coxas e as puxaram para mais próximo, porém Allen já estava perdido demais com as chupadas que o torturaram e não pensou duas vezes antes de se sentar no colo dele.

—Você está apressado, Moyashi. — Ele zombou, mãos segurando o quadril que se remexia para conseguir movimentos. Allen fechou a cara, um biquinho entre os lábios quando voltou a pegar no cabelo dele e direcionou sua cabeça para onde queria.

Yuu riu de satisfação e passou a lamber e puxar com os dentes o outro mamilo.

Enquanto Kanda trabalhava com a boca em um, judiava do outro com o dedos, Allen se perguntando entre gemidos quando aquilo passou a ser tão bom. Ele começava a ficar impaciente com toda aquela lentidão, um vazio na barriga que o fazia perseguir o orgasmo de forma desesperada.

Levou a mão direita até o próprio membro, que estava um pouco lubrificado e começou a acariciar a si próprio, gemidos baixinhos e curtos saindo de sua garganta.

—Hmmm...K-kanda...F-faça alguma coisa! — Disse, remexendo-se no colo dele e sentindo o volume debaixo de sua bunda.

A resposta foi envolver os dedos no pênis do garoto e apertar levemente, causando um gemido alto e sôfrego.

—O que você quer fazer? — Novamente, a voz profunda dava a impressão que Yuu estava com sede mas o albino achava aquilo muito excitante.

Juntou as bocas novamente em desespero, deixando que Kanda entrasse em sua boca e arrancasse choramingos contidos quando movia os dedos.

Assim que o beijo foi desfeito, um fio de saliva ligou suas bocas e Allen soltou um gemido tão manhoso que Kanda desejou estar sem vendas naquele momento. Sentiu quando o pequeno se esticou em cima de si e teve suas suspeitas confirmadas quando ele já voltou procurando sua mão direita e despejando o lubrificante gelado em seus dedos.

O albino havia começado a suar, bochechas coradas e olhos desfocados, enquanto espalhava com rapidez o gel deslizante pelos dedos longos do namorado.

Quando achou que já estava pronto e desesperado demais, soltou a mão dele e abraçou o pescoço, o quadril ligeiramente empinado enquanto sussurrava no ouvido de Yuu.

—Me prepare. Rápido. — Disse entre ofegos e fechou os olhos com um gemido deleitoso quando Kanda acariciou sua entrada em movimentos circulares.

A mão livre pegou o tubo de lubrificante, despejando um pouco entre os dedos e os levando até o membro de Allen. Ele o distraía enquanto colocava poucos centímetros de cada vez, ouvindo gemidos sôfregos em seu ouvido.

—M-mais, Ba-bakandaa...

Por fim, colocou todo o dedo médio dentro da cavidade apertada e quente do garoto, fazendo movimentos delicados de vai e vem até que ele relaxasse ainda mais. Quando notou os choramingos longos, retirou o dedo e despejou mais lubrificante no indicador e médio, forçando a entrada dos dois enquanto o masturbava com mais afinco.

Só de sentir a entrada apertada e molhada que recebia tão bem seus dedos, Kanda sentia-se pulsar de excitação, seu pênis duro sendo contido pela calça. Allen esfregava o peito contra o seu e empurrava o quadril para trás, acostumando-se com mais rapidez quando recebia estímulos em sua glande.

Ele ofegava, uma camada fina de suor cobrindo sua pele pálida, e já estava pronto para gritar por mais quando Yuu terminou os movimentos em tesoura e adicionou um terceiro dedo, o qual fez Allen engasgar com a saliva e empurrar o quadril para baixo, sentindo todos os três dedos estagnarem pressionando sua próstata.

—O-oh...Y-Yuu...Hmm...

—Shii, calma, Moyashi. — Kanda rosnou, voltando a acariciar o pau dele com mais lentidão e vendo-o choramingar em resposta.

—P-por favoor... — Rogou manhoso, sentindo os dedos remexerem dentro de si de forma lenta e rasparem por seu ponto doce.

—Sempre educado, hm... — Kanda sussurrou e abandonou a masturbação por um segundo – no qual Allen gemeu em desagrado – para segurar o quadril dele mais alto.

—K-kanda...e-eu-

—Você acha que é educado gemer alto no ouvido dos outros?

—O qu-

Porém Allen não foi capaz de responder quando os dedos de Kanda começaram um movimento de vai e vem certeiro em sua próstata, o que fez Allen gemer assustado e depois tentar prender as lamúrias na garganta à medida que empurrava o quadril contra o movimento.

Para piorar, o pau de Allen pingava pré-gozo e estava tão vermelho e brilhante que rogava por atenção. O pequeno olhou para o seu próprio membro negligenciado e pensou em tocá-lo, todavia, como se tivesse lido seus pensamentos, Yuu soltou o seu quadril e começou a masturbá-lo ao mesmo ritmo que enfiava os dedos em sua entrada molhada, o que fazia um som melado pelo quarto.

Em algum momento, Allen não conseguiu se aguentar de joelhos e sentou-se de novo, sentindo os dedos presos dentro de si mais uma vez. Assim, começou a rebolar sobre eles, perseguindo desesperadamente um orgasmo.

Kanda o massageava com precisão e força e era demais. O Walker já tinha os lábios machucados de tanto serem mordidos.

—Você é lindo, Allen Walker. — Sussurrou lambendo o lóbulo e o brinco preso nele.

—V-você não e-hmm- está nem me v-vendo...Ba-Bakandah...

—Estou te sentindo. — Afirmou, escovando a próstata dele com os dedos.

—O-oh...Aah! Y-yuuu!

Não demorou muito para Kanda senti-lo se contorcer contra o seu corpo, pernas tensas ao seu redor a medida que o corpo dele inteiro se contraía em uma série de gemidos alto e manhosos e ele despejava gozo espesso e quente entre seus dedos.

Depois de um longo orgasmo, o corpo de Allen começou a relaxar, a sensação indescritível descendo quente por sua coluna em meios aos ofegos buscando por ar.

Sem pensar muito, o albino levou as mãos trêmulas até o nó da gravata e retirou o tecido de uma vez, sendo encarado com desejo pelas orbes escuras e desfocadas de Kanda. Ele provavelmente atingiu seu limite quando viu o pequeno, de corpo esbelto e suado, sentado em cima de si com um rosto pós-orgasmo todo corado. Lábios inchados e molhados de saliva, fios platinados bagunçados e olhos prateados enevoados foram a sentença final de Kanda.

Puxando um fôlego bem rápido e decidido a encarar o olhar faminto do moreno, Allen deu o braço a torcer.

—Faça amor comigo. — Mais ofegos, até ele continuar, perdido em prazer. — O controle é seu.

Assim como fora até então, Kanda o virou com agilidade, deixando-o deitado de costas contra o colchão. O corpo de Allen ainda estava mole, trêmulo e pronto para recebê-lo. Só o pensamento deixava o mais alto insano.

Levantando-se da cama sem tirar os olhos da figura albina ofegante sobre os travesseiros, Yuu retirou toda a roupa, não perdendo o momento em que o albino mordeu os lábios e levou a mão até o próprio membro meio acordado quando viu o de Kanda ereto e lubrificado.

Pôs a camisinha e, por precaução, tomou mais uma vez o tubo de lubrificante, despejando em seu membro e perdendo-se em uma masturbação rápida até ser trazido para a realidade com o gemido dolorido de Allen se tocando enquanto o assistia.

Assim, sem hesitar, subiu na cama, onde o pequeno o aguardava com as pernas abertas, e se encaixou entre elas.

Allen ronronou quando sentiu o membro deslizar por sua bunda, acariciando seus testículos, e melar sua entrada, avisando que logo estaria enterrado ali. Antes, porém, Yuu roçou o nariz por sua bochecha, dando um beijo ali e indo sussurrar em seu ouvido.

—Vou tomar você agora. — O albino ofegou, indo enterrar as mãos nos fios negros que caiam como cascatas entre eles. Seu membro acordou com a simples menção de ser possuído por ele. — Pronto?

Em resposta, apenas concordou com a cabeça, gemendo um "uhum" com a voz frágil.

Cansado de esperar, Yuu lambeu os lábios e tomou a boca dele em um beijo profundo, engolindo os gemidos altos que o menino soltava ao ser preenchido.

Mais do que os dedos, Kanda fazia-o de sentir cheio, completo. Um pouco de dor e desconforto se misturava com a sensação molhada e quente que tomava o seu corpo.

—Você pode ser um garoto mal educado e gemer alto agora. — Ele disse, voz animalesca e dominante. Estava sentado sobre os próprios pés, as pernas de Allen ao seu redor, abertas como se ele as comandasse.

Um olhar para o garoto, e ele tinha as bochechas rosadas, os olhos cheios de lágrimas e lábios incrivelmente avermelhados. O corpo brilhava sobre a cama e Kanda estranhou a sensação de tranquilidade que lhe deu ao vê-lo ofegar somente com um olhar.

Era mil vezes melhor e satisfatório do que todas as outras vezes.

Como se testasse uma hipótese, ele investiu o quadril lentamente sem retirar-se muito de dentro do seu garoto, apenas para vê-lo arquear a coluna e procurar algo para se agarrar. Satisfeito com a reação, lambeu os lábios e segurou com mais força no quadril dele, prendendo-o no lugar.

—Não se esqueça de respirar entre os gritos. — Avisou, enquanto se retirava devagar, mãos voltando a passear pelas pernas do Walker, e se afundava com firmeza dentro dele.

Um gemido alto tomou Allen, que fechou os olhos e apertou o travesseiro sob sua cabeça.

Os próximos movimentos foram tão precisos quanto, mas iam aumentando de força e velocidade a cada vez que ele estocava novamente, olhos negros fixos em todas as reações que tomavam o corpo do garoto, pronto para parar a qualquer sinal.

Allen, por vezes, clamou baixinho, olhos fechados de cansaço, para que ele parasse de brincar e lhe desse outro orgasmo. E, insatisfeito, tentou se tocar e fazer ele mesmo o trabalho. Nesse momento, Kanda mudou de posição, ficando por cima e segurando seus pulsos contra o colchão.

Com força, ele investia para vê-lo gemer alto e arquear as costas, contorcendo-se de prazer. Socava a próstata dele seguidas vezes, fascinando com as reações que ele tinha.

Allen era lindo e fascinante.

Perdido em pensamentos fofos demais para aquela situação, Kanda sentiu-o se contorcer com mais afinco e teve que morder o próprio lábio, prendendo um gemido na garganta, quando seu membro foi esmagado com o calor e os espasmos que traziam o segundo orgasmo do pequeno, que gritou seu nome quando atingiu o ápice.

Sem muita escolha, Yuu foi arrastado junto, perdendo-se na sensação de finalmente compartilhar sexo com alguém que ama.

Deixou-se cair por cima do albino, abraçando-o por um instante e depois rolando para o lado a fim de deixá-lo respirar e se recuperar do frenesi que tomara seus corpos.

O Walker tinha os olhos fechados, boca entreaberta e respirava rápido e raso, o corpo todo largado na cama como se não o pertencesse mais. Quando ele se recuperou o suficiente para mover os braços, virou-se na cama e ficou de frente para o corpo do outro.

—Você está feliz? — Kanda perguntou, olhos fechados enquanto deixava Allen limpava seus dedos e entrelaçava as mãos. O albino sorriu diante da menção de um de seus maiores medos: não ser feliz.

—Eu sou feliz. — Finalizou, querendo assegurar que, com ele, era feliz.

E isso não seria momentâneo, porque ambos estavam se entregando de corpo, coração e alma.

Notas finais
Wow...Acabou? Sim ahahahaha Esse capítulo ia ser maior mas resolvi dividir em dois para não fazer uma quebra brusca de situação. Vamos falar um pouquinho aqui, ok? Mores, esse capítulo foi, de longe, um dos mais difíceis de fazer, justamente por ser um lemon. Reescrevi ele todo umas 3 vezes, umas 10 mil palavras jogadas fora e uma sensação horrível de incapacidade. Tentei fazer o meu máximo aqui, tentei deixar dentro das personalidades dos personagens da Hoshino, mas, vamos lá: Amores, é extremamente difícil manter 100% das personalidades dele, principalmente em um universo completamente diferente do universo original. Não posso desenvolver um romance sem burlar uma ou duas coisas e sem colocar coisas fofas. Além disso, esse lemon é tão difícil de escrever porque, por ser a primeira vez deles, as coisas tinham que ser devagar, no entanto, eu não conseguia imaginar o Kanda dessa fanfic sendo completamente devagar e frufru. Tentei fazer algo que misturava provocação com sentimentos e, sinceramente não sei se consegui. Eu juro para vocês que tentei o meu melhor e espero do fundo do coração que vocês tenham gostado e que eu tenha acertado. Por ora, muito obrigada por ler até o final e por sempre acompanhar essa fanfic. Vou adorar ler todos os comentários. Um grande beijo e até mais!