Homunculus
2 - Capítulo Dois - A Transmutação Humana -
Notas iniciais
A muito tempo atrás...
– Anda All temos que levar essas ervas para a mamãe ! – Disse ao meu irmãozinho que vinha correndo atrás de mim com uma cesta na mão.
– Eu to indo Ed ! – Gritou ele de volta. – Me espera !
– Anda All ! – Gritei novamente. – A mamãe não está bem !
– Tudo Bem ! – Gritou ele.
Chegando na frente de casa ouvi um pleno silêncio, pensei que a mamãe estivesse morta então entramos dentro de casa e fomos direto para o quarto da mamãe, ela estava na cama desmaiada suando e fraca.
– Mãe ! – Gritei achando que ela estava morta.
– Não grite Edward. – Disse ela fraca. – Estou com dor de cabeça...
– Desculpa mãe. – Me redimi. – Trouxe as ervas.
– Muito bem, agora coloque-as na água quente e traga para mim em um copo. – Disse ela.
– Sim senhora. – Falei a ela. – Vamos All.
– Vamos. – Disse All.
Fomos até a cozinha onde uma panela com água quente estava fervendo no fogão, derramei em um copo com a ervas e fui até o quarto da minha mãe para que ele bebesse e melhorasse.
– Mãe ! – Deixei o copo cair e se quebrar, a arma quente queimo meu pé e o pé do All, não ligamos e fomos até a cama da mamãe e nos ajoelhamos. – Mãe acorda !
– Mãe... – Disse All chorando. – Mamãe...
Nossa mãe tinha morrido, nossa única família viva morta, nossa protetora, nossa amiga, nossa mãe morreu. Saímos de casa correndo até a casa da vovó, chegando lá batemos na porta e gritamos ao choro como loucos.
– Vovó ! – Gritei.
– Vovó abre essa porta ! – Gritou All.
Uma menininha loira abriu a porta sem saber o que estava acontecendo e disse:
– Edward ? Allphonse ? O que aconteceu ? – Perguntou ela.
– Cadê a vovó Windy ? – Perguntei chorando a ela.
– Estou aqui, parem com esse gritos e choros se não vou torturar vocês. – Disse uma velha baixinha se aproximando da porta. – O que houve ?
– A mamãe morreu vovó... – Disse All caindo no choro.
– Ai meu Deus... – Disse vovó colocando a mão na boca. – Tricha não... – Uma lagrima desceu diante dos seus óculos redondos. – Entrem garotos, devem descansar e acalmar...
Depois de uns meses a vovó ficou totalmente responsável por mim e pelo All, demos muito trabalho nesse tempo, mais durante todo esse tempo nós tínhamos um plano... Reviver a mamãe.
Por enquanto que nós andávamos pelo o cemitério eu e All conversávamos:
– Tudo da lista está ai Ed ? – Perguntou All.
– Sim All ! – Falei sorrindo. – Tudo está aqui, hoje a noite nós trazemos a mamãe !
Do claro o céu se virou as trevas e parecia que naquela noite tudo iria mudar. Criamos um círculos de alquimia de transmutação humana no meio da sala da nossa antiga casa e colocamos vários ingredientes que formam o corpo humano no meio dele, batemos nossas mãos e a colocamos retas no circulo, um brilho tomou conta do contorno do circulo e então vi mãos criadas nas sombras puxarem eu e o All para dentro do circulo, e por um instante eu me encontrava no mundo sem cor, totalmente branco com um portão no meio do nada com uma gravura de um olho no meio e algo que parecia ser humano, mais era totalmente branco e só tinha o formato humano como um desenho.
– Vejo que fez uma transmutação humana pequeno... – Disse ele depois de uma boca estranha com dentes afiados surgi no meio do branco em forma de um sorriso malicioso.
– Quem é você !? – Perguntei assustado.
– Me chamam de Verdade, mais ai depende do seu ponto de vista jovem alquimista. – Disse ele se levantando e vindo em minha direção. – Você quer ressuscitar sua mamãe não é ?
– Sim. – Respondi.
– Aquela mulher ? – Disse apontando para porta enquanto ela se abria, era escura não dava pra enxergar nada além das trevas, de repente minha mãe apareceu como se fosse uma lembrança e disse: Me tire daqui Ed.
– Sim ! – Respondi alto. – Aquela é minha mãe !
– Sim sim, eu sei. – Disse ele fazendo com que o portão se fechasse. – Mais você conhece a regra da alquimia, não é ?
– A troca equivalente ? – Falei.
– Sim, a troca equivalente ! – Disse ele abrindo mais o sorriso. – Lhe dou sua mãe e você me da algo que quero...
– Pode levar o que quiser ! – Falei. – Só quero minha mãe !
– Nossa que corajoso... – Disse ele. – Temos um acordo. – Por um instante eu estava na sala novamente, não vi o All mais ouvi algo se mexer no meio do circulo.
– Mãe ! – Gritei chorando de felicidade, então percebi algo estranho, era gosmento e podre, tinha olhos vermelhos e brilhava com uma luz, pareciam um demônio ou um zumbi, aquilo não era minha mãe. – Meu Deus... – Comecei a sentir uma dor muito grande e quando notei, minha cocha estava sangrando pois não tinha mais uma perna ali, como se tivesse rançado fora, olhei para o lado e finalmente pensei: Aquele bicho só com boca tinha levado o corpo do All, eu não podia sobreviver com aquilo, então vi uma armadura encostada na sala e fiz um símbolo dentro dela abaixo do pescoço, a fiz um novo circulo de transmutação humana e então fui parar novamente naquele lugar.
– Estou começando a achar que você gosta realmente de mim. – Disse aquela coisa estranha com boca. – Duas visitas no mesmo dia, isso é delicioso...
– Eu quero o meu irmão ! – Gritei a ele.
– Não posso lhe dar o seu irmão... – Disse aquele bicho. – Ele me deu o corpo dele e eu não posso lhe dar o corpo dele, é meu !
– Então me de a alma dele ! – Gritei novamente.
– O que !? – Levantou o bicho estranho que por um piscar de olho apareceu em minha frente.
– Você disse que ele lhe deu o corpo, mais não lhe deu a alma dele ! – Respondi.
– Esperto... Sim, claro, lhe dou a alma dele... Mais o que me da em troca ? – Perguntou ele com um sorriso malicioso.
– Meu braço... – Respondi. – Pode levar meu braço...
– Para um garoto de nove anos você é bem corajoso. – Disse ele indo para o portão que estava aberto, no portão vi dois olhos azuis grande com um enorme sorriso em baixo, mais não liguei muito. – Temos um acordo.
Voltei para a sala e vi que na armadura dois olhos vermelhos brilhavam, dei um último suspiro e apaguei.
Acordei na casa na vovó com a Windy sentada no sofá e uma armadura enorme me olhando, vovó estava na cozinha preparando alguma coisa gostosa.
– O que aconteceu ? – Perguntei.
– Ed ! – Disse a armadura com a voz do All só que com um pouco de eco.
– QUEM É VOCÊ !? – Pulei do sofá apontando para a armadura, então percebi que a mão a qual eu estava apontando o dedo era uma mão mecânica, na verdade o braço todo era, e a minha perna também era mecânica.
– Calma Ed. – Disse a armadura. – Sou eu, All, você prendeu minha alma na armadura, por isso estou assim.
– Então não deu certo... – Disse para mim mesmo.
– Não deu mesmo, e na próxima vez que você fizer isso a vovó deixo eu matar você. – Disse a voz miudinha da Windy.
– No que estava pensando garoto ? – Disse vovó com uma colher de pau na mão.
– Só queria minha mãe... – Respondi.
(POV’s Narrador)
Em um lugar escuro coberto por canos uma voz velha e áspera vindo de alguma boca feminina disse:
– Bem vinda...
Uma mulher que aparentava ter trinta anos apareceu de um canto escuro do local, ela era normal, tinha os cabelos negros e uma pele pálida, tinha uma marca encima do seu peito esquerdo.
– Onde eu estou ? – Perguntou ela. – Quem sou eu ?
– Sloth meu bem. – Disse a voz misteriosa. – Seu nome é Sloth e é mais uma amiga nossa, conheça seus irmãos... Greed, Gluttony, Lust, Envy e Pride. – Um rapaz metido a badboy, uma coisa estranha que parecia ser uma criança gorda, uma mulher incrivelmente linda, um garoto com longos cabelos verde e um jovem rapaz fizeram uma reverencia e se aproximaram da Sloth.
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