Homophobie
14 Extra Kapitel Vierzehn - Die Nacht an der Bar.
Notas iniciais
Aquela tarde havia sido uma daquelas tardes em que você passa a tarde inteira dormindo, pois havia ido dormir muito tarde no dia anterior. E bota tarde nisso, Hakuren e Teito só acordaram às 15h, pois tinham botado o despertador pra tocar; tinham plena certeza de que não levantariam mais cedo que isso.
Tinham passado a noite comendo brigadeiro e vendo os filmes da lista de “quero ver” do Filmow do Mikage, apenas para irritá-lo quando dissessem que já assistiram a tal filme e ele a dizer que ainda não. Era uma espécie de vingança por ele já ter assistido a todos os filmes que os meninos viram. Foram dormir era quase nove da manhã, mas não se arrependeram. Aliás, nunca se arrependiam de passar o tempo que fosse acordados, juntos, pois simplesmente... gostavam.
– Amor... – chamou Hakuren calmamente, alisando os cabelos macios de Teito, querendo acordá-lo daquele sono tão aparentemente profundo. Mas a verdade é que Hakuren havia ficado meio mole quando se tratava de Teito, então não conseguia sacudi-lo direito para que ele acordasse, logo, o sono do menino nem se abalou com aquelas tentativas delicadas.
Ainda com a mesma calma, sabendo que não ia conseguir acordá-lo de outra forma, Hakuren desceu suas mãos pelo corpo de seu namorado, tirando o cobertor de cima dele, vendo os pelos se arrepiarem delicadamente. Pousou as mãos em cima de sua parte mais sensível, por dentro daquele shortinho preto que o atiçava todas as noites de “greve de sexo” que Teito adorava inventar – mas sempre acabava cedendo. Massageou com apresso, olhando diretamente no rosto de seu amado para ver suas reações, notando que ele já estava parcialmente aceso anteriormente. Moveu sua mão e sorriu ao arrancar um gemido sonolento dele, acelerando os movimentos e fazendo Teito sair do estado de dormência, abrindo debilmente os olhos e se perguntando o que estava acontecendo, mas não querendo que parasse, gemendo o nome de Hakuren numa pergunta.
Sem remediar, Hakuren passou a dá-lo prazer com sua boca, fazendo Teito despertar de vez, tendo que apoiar-se com os braços na cama para segurar a vontade de gemer alto e claro o nome dele. Começou a mover o quadril de acordo com os movimentos de Hakuren, sentindo que logo chegaria ao ápice, afinal, já estava tendo o mais diverso tipo de sonho com seu namorado, precisava daquilo mesmo que inconscientemente.
Um gemido lânguido. Uma expressão contorcida. O corpo arqueado.
– Você é o melhor namorado do mundo.
– Eu sei – respondeu, lhe dando um selinho – Agora levanta antes que fique sonolento.
– Tarde demais – disse, virando-se e colocando o cobertor por cima da cabeça. Não recebeu resposta, então imaginou que Hakuren estivesse olhando-o com aquela cara de bunda que mudamente dizia “você tá de brincadeira, né?”. Lutando contra todas as células de seu corpo, sentou-se e o abraçou, reconhecendo seu esforço para acordá-lo.
– Vem, bora tomar banho – chamou, pegando-o pela mão e arrastando-o para o banheiro. Sendo um casal sempre aberto para novidades, não hesitaram em praticar o gouinage* no banho, o que sempre os acudia quando não podiam ir muito fundo numa situação – literalmente.
– Haku, eu vou com a minha saia nova, o que acha? – virou-se e encontrou o namorado sentado na cama, já vestido e perfumado – Como você consegue?
– Eu simplesmente não paro na frente do guarda-roupa e entro em transe – deu de ombros – É só pegar uma roupa e botar, não sei como você consegue demorar tanto.
– Eu tenho que estar glamourosa!
– Santo deus, e eu achando que namorava um homem... – suspirou, levantou-se e pegou a saia nova de Teito, que era cinza e longa, muito charmosa, afinal, o próprio Hakuren havia escolhido para lhe dar de presente. Pegou uma regata branca qualquer, um casaco preto e um cachecol. Jogou tudo na cama e o ordenou que vestisse.
– Como você consegue! – exclamou novamente, após estar vestido e ter constatado que estava tudo combinando perfeitamente. Não sabia, sinceramente, o que Hakuren ia fazer na área de medicina sendo que podia ser um ótimo estilista.
– É só roupa, amor – lhe deu um selinho e Teito revirou os olhos, não acreditando que ele realmente pensava daquela forma.
Os dois desceram para a sala, encontrando Fea com o cabelo incrivelmente arrumado, um terno bem alinhado e... de bermudão. Estava aparentemente conversando com alguém por vídeo, pois seu computador estava no colo, estrategicamente cobrindo o bermudão. Eles se lembraram de que ele havia comentado que alguns editores estavam interessados em seus novos rabiscos, querendo conhecer o cara daquela trilogia fantástica maravilhosa que havia sido lançada há poucas semanas.
– Papai, estamos saindo, ok? – avisou Teito baixinho, não querendo atrapalhar sua conferência.
– Não vão nem comer nada, meninos? – perguntou, presunçosamente ignorando a tela à sua frente.
– A gente come por lá mesmo, Fea – disse Hakuren, dando de ombros.
– Têm certeza? Eu fiz bolo hoje cedo.
– Está tudo bem, papis, não vamos atrapalhar aí – Teito apontou para o computador e piscou para o pai, que lhes sorriu e se despediu deles. Ainda puderam ouvi-lo comentando “é, são meus filhos”. Os dois sorriram.
Saíram em direção ao metrô, que não era muito longe de onde moravam, e seguiram para o bar onde encontrariam Mikage e Lala, que, assim como eles, estavam sustentando um relacionamento estável.
Aquele era um dia especial para os quatro. Fazia alguns dias que não se viam, afinal, a escola havia acabado e a rotina havia sido modificada inevitavelmente. Todos estavam muito ansiosos e nervosos para as respostas das Universidades, haviam passado os últimos dias reunindo documentos, pegando cartas de recomendação, aguardando respostas, fazendo entrevistas, estava tudo muito corrido para todos.
Felizmente, os resultados de todos haviam saído durante os últimos dias, então marcaram aquela reuniãozinha para contar as novidades, já que decidiram não contar online.
Avistaram Mika e Lala perto da saída do metrô e acenaram sorridentes, felizes por verem novamente seus amigos após quase três semanas descabelando-se em documentos e espera.
– Ah, seu corno filho da puta – gritou Mikage, agarrando as coxas de Teito e levantando-o no ar, e logo após o abraçou forte.
– Me bota no chão, ô viadão – disse, compartilhando do abraço.
Hakuren e Lala os olhavam sem saber se gritavam com os dois por estarem fazendo escândalo no meio da rua ou se apenas continuavam rindo de saudades. No final, se juntaram ao abraço e seguiram para o bar que marcaram, não muito longe dali.
O lugar era enorme, mas iluminado apenas por algumas lamparinas na parede e as velas das mesas. Mesas e paredes eram de madeira nos dois andares, e tinha um clima aconchegante, perfeito para aquele tipo de encontrinho dos quatro. Eles pediram algo para comer antes de beber a cerveja artesanal oferecida ali, fazendo Lazette e Mikage revirarem os olhos quando disseram que nem haviam tomado café da manhã ainda.
– Acho incrível que vocês ainda não tenham se matado – disse Lazette, comendo um pedaço da porção de provolone à milanesa que pediram.
– E por que teríamos?
– Dramáticos como são, é capaz do Haku não lavar uma louça e Teito pegar um crânio e entoar “ser ou não ser”, depois se matar – disse Mikage, fazendo Lazette rir, concordando, e os alvos da piada lhe jogarem amendoins.
– Ai quanto recalque, Mikage – disse Teito – Vivemos muito bem, pra sua informação. Nos amando cada dia mais, né, mô? – lhe deu um selinho e mostrou a língua para Mikage.
– Vish, se já estão no estágio de chamar de mô...
– Fica quieto que você chama a Lala de môzão – disse Hakuren, deixando Mikage vermelho, mas ele não percebeu pela parca iluminação do local.
– E como você sabe disso?!
– Nós invadimos seu computador e vimos suas mensagens – disse Teito naturalmente, pegando um pedaço do aperitivo à sua frente.
– Vocês... O que?
– É, foi uma aposta. Eu apostei que Hakuren não conseguiria te invadir, mas ele conseguiu – comentou – Foi tão bom perder... – disse mais baixo apenas para Hakuren ouvir.
– Vocês invadiram meu computador!
– Sim, Mika, foi o que o Teito acabou de contar.
– Mas isso é inadmissível!
– Qual é o problema? Não vimos nada demais – disse Hakuren.
– Só seus pornôs lésbicos... – cantarolou Teito.
– ...e gays... – completou Hakuren.
– ...e com travestis...
– ...e uma pasta que Teito me falou ser da época que você stalkeava a Lala. Nunca vi alguém mudar tanto de cor de cabelo, Lazette.
– Você tem uma pasta com... – começou Lala, ficando vermelha de raiva e vergonha, mas Mikage a interrompeu.
– Como vocês acharam aquela pasta!? Ela está invisível e trancada!
– Hakuren é um bom hacker.
– E sua segurança é de dar tétano – completou Hakuren.
– Lazette, me ajuda aqui!
– Olha, Mika... Por mais que eu tenha ficado chocada com o negócio da pasta – começou a garota, cautelosamente escolhendo as palavras – Você já invadiu o computador de todo mundo. E agradeça por eles não terem roubado arquivos e espalhado... Como você... Já fez.
– Isso é um complô!
Os três riram da cara de desespero de Mikage, principalmente porque os meninos se entreolharam, não dando certeza de que realmente não haviam espalhado arquivo algum. Mas eles nunca fariam isso, é claro.
Lazette resolveu dar aquele assunto por acabado, sabia exatamente quais proporções podia tomar, então perguntou alto o suficiente para que eles pudessem se calar para prestar atenção:
– E então, onde vocês passaram?
– Eu passei pra medicina na LMU! – contou Hakuren animado, querendo dar a notícia desde que chegara, afinal, fora para isso que haviam marcado.
– Sério mesmo, Haku? – perguntou Mikage, levantando-se para cumprimentar o amigo com um forte abraço, assim como Lazette – Parabéns, cara!
– E por pura sorte, advinha quem vai estudar linguística no Göethe, também em Munique?
– Então os dois vão pra Munique! Que ótimo! – disse Lazette, realmente feliz pelos amigos, parabenizando Teito junto a Mikage.
– Eu vou pra Berlim e Lala vai pra Postdam – disse Mikage, com um ar de desolação, sem saber se ficava feliz por estar indo para a capital do país ou triste por ficar longe de sua amada.
– Esse é o mais próximo que conseguimos ficar – disse Lazette – Mas ainda assim dá pra se ver bastante – sorriu confiante e positiva.
– Com sorte, se veem toda semana e estão aí choramingando – disse Teito – Vai ver é até melhor, vocês se veem todos os dias desde que nasceram!
Ninguém falou nada, mas o que ficou subtendido foi o que, de fato, aconteceu alguns anos depois. Mikage e Lazette, ambos no meio artístico – cinema e teatro, respectivamente –, conheceram pessoas novas, lugares, amores, que no fim... Nunca deixaram de se falar, entretanto. Nenhum dos quatro deixou.
– Bem, então acho que é isso, não é? – começou Mikage, sorrindo talvez um pouco melancólico – Cada um vai pra um canto, vamos viver nossas vidas... Abandonar essa cidade.
Teito pensou em fazer alguma piadinha com o tom que seu amigo havia adquirido, mas a verdade é que, no fundo, todos pensavam daquele jeito. Mesmo Hakuren, que havia passado pouco mais de um ano ali, sabia que sentiria falta do ar maroto e praiano daquela cidade. A vida de colegial, ir pra escola ver os amigos todos os dias, a vida ainda sem muitas responsabilidades... Disso, sem dúvidas, os outros três também sentiriam falta.
Mas para os amigos de infância, que se conheceram e moravam lá desde muito pequenos, aquela cidade abrigava muito mais do que uma sensação boa. Era todo o passado deles, as primeiras amizades, os primeiros amores e experiências... Seus familiares, os colegas que, de uma forma ou outra, acabam fazendo parte da história de cada um também.
Mas por mais que amassem aquela cidade, com todas as memórias e sentimentos que ela guardava, a vontade de sair e se libertar era maior. Uns, por terem sofrido traumas que queriam deixar para trás, outros pela ânsia de conhecer o mundo, ver gente nova, ter uma cidade maior para abrigar seu ego. Nenhum deles conseguia enxergar um futuro continuando lá.
Todos desejavam por muito mais, queriam ganhar o mundo numa ânsia vanguardista, deixar sua marca de alguma forma, seja no meio acadêmico ou artístico. Estavam, sim, um tanto melancólicos por estarem deixando aquele lugar tão querido por todos, mas havia dado sua hora e era hora de mudar.
– E pensar que foi aqui que me apaixonei por essa garota – disse Mikage, circundando seus ombros e lhe beijando a bochecha – E naquela praia da frente foi nosso primeiro beijo.
Teito e Hakuren sorriram, adoraram ouvir a história de quando os dois ficaram juntos – contada aos berros no dia seguinte por Mikage, pelo celular, diga-se de passagem.
– E a de vocês também, não é? – começou Lazette – Toda essa viadagem começou aqui e agora estão levando adiante.
– Pois é, quem diria que de uma baladinha e música eletrônica ia sair um grande amor! – disse Mikage e os três riram. Teito, na verdade, riu acompanhando os amigos apenas, pois não havia entendido direito, perguntando o que ele quis dizer com baladinha – Quando vocês ficaram pela primeira vez, sabe? Foi naquela baladinha no seu aniversário. Eu guardo essas coisas!
– Como assim “baladinha”? A primeira vez que eu e Hakuren ficamos foi na sua casa!
– Você não se lembra mesmo, Teito? – perguntou Mikage e riu da expressão assustada que Hakuren ficou – Achei que o Haku já tivesse te contado.
– Me contado o que, Oak?!
– Vem cá, amor, olha pra mim – começou Hakuren segurando as mãos de Teito, mais para impedir que ele o atacasse do que para acalmá-lo – O que o...
– Me solta! – disse, tirando suas mãos das de Hakuren. Mikage e Lala se entreolharam, tentando não rir, sabiam que aquele seria mais um showzinho de Teito e adoravam presenciá-los – Quer dizer que naquela noite você me alcoolizou e se aproveitou de mim!
– Não foi bem assim, Teitei...
– Foi exatamente assim! Por isso que eu estava com aquela dor no...
– Você também queria, amor, foi consensual, eu juro! – disse, interrompendo-o.
– É bom que tenha sido mesmo, sua bicha loira! – disse, começando a aumentar o tom de voz e fazendo Mikage e Lazette rirem, esquecendo-se de que estavam num lugar público, não exatamente adequado para discussões ou risadas altas – Mas naquela época eu duvido que eu daria pra você tão facilmente!
– Mas deu!
Gargalhadas explodiram dos dois a frente deles, até o pessoal da mesa do lado tentou segurar o riso, mas a discussão estava alta e o tom afetado de Teito era mais do que hilário.
– E Teito fica puto! – disse Lazette, como se narrasse uma novela.
Hakuren suspirou e até riria da situação também, mas sabia que Teito ia ficar de drama até ele se ajoelhar e pedir desculpas. Do jeito que era um bobo apaixonado, provavelmente acabaria fazendo isso, mas primeiro precisava explicar o que havia acontecido.
– Olha, môzão – começou, segurando suas mãos novamente, num tom baixo para que ele não escandalizasse de novo – Eu bebi um pouco, você também, começamos a dançar e nos beijamos. Convenhamos que você e eu estávamos loucos para que isso acontecesse, só éramos bobos demais para aceitar – disse e Teito foi obrigado a concordar mentalmente, começando a acreditar naquela versão – O que fizemos foi simplesmente colocar a culpa na bebida para que pudéssemos ficar juntos, então usamos os quartos do andar de cima.
– E eu concordei com isso?
– Não teria como não concordar, né, Teitão – intrometeu-se Mikage, recebendo um olhar feio dos dois, mas acabou rindo com Lazette.
– Mas por que eu não me lembro disso? – perguntou, com o tom acusatório novamente na voz, exigindo uma explicação plausível de Hakuren.
– Porque não quis – disse num tom seco mesclado a uma tristeza escondida, que pegou Teito de surpresa – Tinha algumas garrafas de vinho no quarto e você continuou bebendo, enquanto eu havia parado.
Teito entendeu o que ele quis dizer. Ele parara de beber para poder recordar-se dos momentos que tiveram e Teito não se importou com isso. Sentiu-se mal por ter continuado a beber, mas mais ainda por acusá-lo de algo que não tinha culpa. Agora entendia por que ele havia escondido aquilo por tanto tempo, sabia que iria se sentir culpado e preferiria acreditar que a primeira vez deles havia sido na casa de Mikage. Quis agradecer o namorado por tê-lo poupado disso, mas ao mesmo tempo queria lhe dizer que não precisava ter aguentado toda aquela mágoa sozinho.
– Mas já passou, Teitei – disse Hakuren, sabendo ler cada expressão no rostinho de seu namorado – Não vamos remoer o passado, né?
– E Hakuren apazigua a situação! – continua Lazette, rindo com Mikage.
– Não precisava ter guardado essa raiva por tanto tempo, Haku...
– E Teito amolece! – termina Mikage.
– Não tenho raiva de você, Teito – disse, lhe dando um beijo no topo da cabeça – Nunca tive. Gosto de você inteiramente... Mesmo com tanto defeito.
– Olha aqui...! – foi calado por um beijo e os dois acabaram rindo entre o carinho.
Mikage e Lazette ficaram de expectadores, repetindo cada frase clichê que eles diziam, num tom mais dramático que o normal. Sempre achariam as brigas deles engraçadas, pois era sempre o mesmo enredo. Hakuren fazia algo mínimo, Teito transformava numa bola de neve, Hakuren era fofo, Teito amolecia e acabava em beijos. Sempre assim. Por isso não se aguentavam quando presenciavam essas raridades.
Saíram do estabelecimento pouco tempo depois, com uma indireta sutil do garçom quanto à barulheira que fizeram, e foram aproveitar o resto da noite que tinham, querendo tirar uma última casquinha de sua cidade antes de irem viver outros ares. Foram para um parque ali perto e sentaram-se na grama, onde passaram o resto da noite conversando.
Numa dessas, Hakuren e Teito deitaram-se abraçados, observando o céu escuro.
– Só não pense que não haverá greve de sexo – sussurrou Teito em seu ouvido, num tom sexy e obsceno, mordiscando seu lóbulo – Seu molestador.
Hakuren sabia exatamente como aquilo acabaria.
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