Homewrecker

9 Now Pull Me Closer and Kiss Me Hard


Notas iniciais
VOLTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI! E é só isso mesmo. Desculpas pela demora. Tava ocupada com MUITA coisa, mas vocês não tão nem aí pra isso, então vamos ao capítulo ne. E AVISO QUE EU FIZ UM MIKAITOOOOOOOOOO EEEEH.

Seus cabelos e sua roupa estavam ensopados. A chuva lá fora parecia não dar sinal de trégua, e Kaito a empurrou para frente, tentando achar um abrigo seco também. Os dois riam num frenesi que variava de diversão à irritação. Em baixo do abrigo que se tornou o ponto de ônibus, ela comentou:

– Da próxima vez que me chamar para um “passeio no parque”, se certifique do tempo antes! – Miku gargalhava e tremia, e Kaito não estava muito melhor.

– Chuva é muito mais romântico que passeio no parque. – ele a puxou pela cintura e ela recostou a cabeça em seu ombro, alguns bons centímetros mais alto.

– E mais frio também.

– Não me diga que não adorou.

Ela riu.

– Não adorei. Mas você com certeza adorou. Nada paga ver uma mulher com roupas molhadas e coladas.

Kaito riu também, e beijou sua testa.

– Nada paga ver você com roupas molhadas e coladas, isso com certeza.

Miku afastou seu rosto e o olhou por um instante. Estava com a pele das bochechas rosadas, graças ao frio da água gelada que os banhava. Os olhos azuis brilhavam com intensidade, e pareciam com o oceano Pacífico, em um momento de paz, mostrando com toda a tranquilidade o que suas águas profundas guardavam. Ela subiu na ponta dos pés e encostou seus lábios com suavidade, e se afastou novamente.

Ele sorriu, também a analisando. Tinha uma expressão de realização. Acariciava suas costas e brincava com as pontas dos enormes cabelos. A beijou de volta, mas Kaito não beijava como ela. Os beijos dele eram cheios de desejo, intensos, vorazes e sempre a deixavam sem ar. De um jeito bom.

Miku o acariciava na nuca enquanto aproveitava aquele beijo que só Kaito sabia dar. As mãos dele passeavam sem pedir permissão por seu corpo, mas ela deixaria de qualquer jeito. Seus beijos tomaram outra direção, descendo ao pé de seu ouvido, espalhando ondas quentes que corriam todo o seu corpo.

– Porque não vamos pra minha casa? – a voz saiu embargada num sussurro morno, e ela se arrepiou. E riu também.

– Isso é algum tipo de cantada? – perguntou, sorrindo. Kaito não sessou seus beijos.

– Garota, posso te fazer sentir coisas que nenhum outro jamais fará. – ele fez de propósito. Fazia essas imitações de galãs de filmes hollywoodianos só para convencê-la a fazer alguma coisa. Miku segurou seu rosto e fez com que ele a olhasse.

– Mas você já faz.

***

Ela acordou como se tivesse tido um pesadelo. Aos poucos, o sonho começava a se desfazer, e ela mal conseguia se lembrar se havia sido bom ou ruim.

Seu relógio marcava dez da manhã, bora hora para levantar. Seu corpo parecia disposto a um dia bom, e ela esperava que estivesse mesmo. Miku lavou seu rosto e escovou os dentes, se lembrando que a noite tinha um compromisso com Kaito.

Esperou que desse meio dia para que arriscasse alimentar seu estômago com alguma coisa.

Na geladeira, achou um filé mignon e um resto de Coca-Cola sem gás. Foi o seu almoço. Em seu sofá, as horas se arrastaram e a ansiedade de Miku aumentava. Ela começava com tiques, balançando as pernas e encarando o nada.

O sol começava a descer por entre os prédios, quando ela decidiu se arrumar. Tomou um de seus banhos de trinta minutos, e saiu ao som de Marina & the Diamonds. Se vestiu enquanto cantava, e então penteou os longos e molhados cabelos. Fechou o zíper do vestido preto, e subiu em seus saltos. Borrifou Tommy Girl no seu pescoço e pulsos.

Terminava seu refrão quando seu relógio marcou oito horas. Não sabia como o tempo havia voado tanto e tão rápido. Foi para a sala, onde Mikuo entrava.

– Eu trouxe o jantar. – ele anunciou, colocando uma sacola de comida tailandesa sobre a mesa.

– Não vou jantar em casa. – ela pegou um cardigã preto e sua bolsa, chegando seu celular por novas mensagens. Havia uma.

Pode descer.

– Não esteja em casa muito tarde.

– Desde quando liga pra que horas chego em casa? – ela abriu a porta e pegou as chaves.

Mikuo deu de ombros.

– Tem razão. Não me traga um sobrinho e estamos conversados.

Miku riu e saiu pela porta. No elevador, ela se escorou e analisou os cabelos. Esperava que secassem logo, ou pegaria um belo resfriado. Desceu no saguão, trotando em seu salto, tentando manter tudo em baixo da saia do vestido.

Kaito estava do lado de fora, escorado em seu elantra. Miku sorriu instantaneamente ao vê-lo. Usava jeans, uma blusa em V e um blazer negro. Tinha um sorriso sacana no rosto.

– Não te vejo usando esse tipo de roupa há um tempo.

– Só uso pra impressionar você. – ele andou na direção dela. – Que aliás, está maravilhosa.

– Obrigada.

Eles entraram no carro, e mais uma vez Kaito ouvia Arctic Monkeys. Sabia de cor todas as músicas, e cantava no intervalo de tempo em que não conversavam.

Pararam na frente de um restaurante francês, grande e movimentado.

No primeiro andar, havia uma mesa na varanda reservada para os dois. A mesa era iluminada à luz de velas e da lua si própria, e dos dois lados havia canteiros com grandes e vermelhas roseiras.

– Que bonito. E sofisticado. – ela comentou, se sentando em sua cadeira. Kaito se sentou também.

– Só o melhor pra você, amor.

Ela sorriu. Um garçom veio atende-los já trazendo uma taça de vinho. Dom Lacklair. 1930.

Serviu duas taças e os serviu. Miku provou um pouco, e sentiu o gosto doce das uvas e amargor do álcool, descendo como um só em sua garganta.

– Gostou? – Kaito perguntou, também se servindo de um pouco.

– Sim. – Miku repousou a taça sobre a mesa, e o olhou nos olhos. A iluminação era precária, mesmo com a lua cheia sobre ambos. Mesmo que estivessem num vácuo sem luz, ela conseguiria achar aqueles olhos. – É forte.

– O que quer comer?

– Qualquer coisa está bom.

– Meu bem – Kaito fez menção ao sotaque francês, e cerrou as pálpebras – não se come qualquer coisa no Jean-Baptiste Houtilloule.

Ela riu.

– Então escolha por mim. Tem um gosto sofisticado por comida.

– Não só por comida.

***

Duas, talvez três horas depois, Kaito a deixava em casa novamente. Eles riam como duas crianças, parte disso graças ao álcool também.

Eles estavam na porta do edifício, enquanto conversavam alto.

– Kaito, obrigada pela noite. – Miku sorriu e se sentia completa por dentro. – Foi maravilhoso, sério.

Ele sorriu em agradecimento.

– Não me incomodaria em fazer isso mais de uma vez. – tinha as mãos no bolso, mas olhava para ela, meio cabisbaixo.

Alguma coisa, muito no fundo de Miku, começou a gritar. Um gritava com força, desespero “Fuja!”. A outra, que gritava com ainda mais força e desespero, dizia “Fique!”. Ela ouviu a que mais gostou.

Ficou em silêncio, mas não moveu um músculo para longe dele.

– O que foi? – Kaito perguntou, levantando um pouco mais o rosto.

– Pode ser o vinho falando – ela pendeu a cabeça para um lado, o analisando melhor – mas você fica muito bonitinho de noite.

Ele riu brevemente.

– É o vinho falando.

Ele se aproximou e beijou sua testa de novo. Ia se afastando, mas Miku o puxou. E fez a última coisa que qualquer um diria. Segurou seu rosto com firmeza, e o beijou. Kaito não tardou a retribuir. Bem, não tardou muito.

Kaito a beijou de volta, com mais voracidade do que nunca. Miku sentia o quando ele estava desesperado. E o quanto ela estava desesperada também. O beijava como se fosse a primeira vez, e como se fosse a última. Como se ele fosse a última coisa que a mantivesse no chão. Tudo ao redor parecia fazer menos e menos sentido, e para ela estava ótimo.

Ele se afastou devagar, mas seus corpos continuavam colados.

– Acho que você deve ir dormir. – ele falou devagar e baixo.

– Durma comigo. – ela o olhou nos olhos, e viu que lhe doeu negar.

– Durma e me diga se tem certeza das coisas. Se tem certeza disso.

Tenho certeza disso. Você não tem?

Ele riu.

– Eu sou a pessoa que mais tem firmeza em você, Miku. Mas acho que você passou da conta. Talvez só esteja agindo por impulso.

– Kaito. – sua voz saiu rígida. Nunca havia conseguido fazer isso antes. Ela o puxou e fez com que a olhasse nos olhos. Estava séria. Mas se desmanchou aos poucos. – Durma comigo.

Ele pareceu pensar. A abraçou, mas ela sentiu que ele fazia que sim com a cabeça.

– Sempre que me pedir.

Notas finais
Então? Finalmente fiz um Mikaito! Uhuuuuuu
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.