Homem-Aranha: Inimigos unidos
1 Capítulo 1
Notas iniciais
"Meu nome é Peter Parker e eu sou o homem mais atrasado do mundo!"
Peter sai correndo de seu apartamento com sua camisa azul e um casaco cinza. Ele marcou de encontrar sua colega de faculdade, Felicia Hardy, no restaurante do campus da Universidade Empire State. No entanto, ele perdeu muito tempo enquanto arrumava seus lançadores de teia e agora atrasou-se 5 minutos do horário combinado.
Como está apressado, ele pega sua lambreta e tenta ligá-la, mas não funciona. Ele verifica o que aconteceu e percebe que a lambreta está sem gasolina. "Certo, aranha. Pelo visto, você atuará mais cedo do que eu imaginava".
Peter troca de roupa e transforma-se no espetacular Homem-Aranha. Ele põe sua máscara, sai da garagem, salta e dispara suas teias rumo ao seu destino: A universidade.
Cerca de 5 minutos depois, seu celular toca. Ele para de se balançar e se segura em uma bandeira dos Estados Unidos. Levanta um pouco a máscara e atende a ligação.
–Alô, Felicia? Oi, estou no meio do caminho. Você já está na universidade? É, eu sei que também estou atrasado. Tive que pegar um ônibus porque minha lambreta está sem gasolina outra vez. Não se preocupe que estou chegando! — E ele desliga.
Ao passar pelo prédio da Oscorp, o Homem-Aranha ouve um estrondo vindo de um dos laboratórios. Ele para no prédio mais próximo e vê o Abutre carregando um cientista pelas pernas. "Velhote, por quê agora? Estou atrasado, caramba!"
Ele persegue o Abutre, que utiliza um traje mais tecnológico. Ao invés de sua famosa fantasia de pássaro, ele utiliza um equipamento vermelho, com capacete para esconder sua careca e asas de metal, não aquelas coisas que ele usava antes.
–Você me paga pelo que fez, Stromm! Roubou minha tecnologia!
–Sua tecnologia? Esta tecnologia pertence à Oscorp!
–Quem você acha que projetou para esses ladrões?!
–Eu posso adivinhar? — O Homem-Aranha surge inesperadamente à frente do vilão e acerta um chute duplo em seu queixo.
O Abutre solta o cientista, que começa a gritar por socorro. Imediatamente, o Homem-Aranha faz uma manobra e também cai. Ele dispara teias no corpo do cientista para ganhar mais impulso. Por fim, o herói aracnídeo segura o cientista e lança mais algumas teias para descer ao chão em segurança.
–Opa! Chegamos! — Diz o Homem-Aranha — Por que irritou o cérebro de passarinho? Se falou da careca dele, você não está muito atrás.
–Não é isso. Ele afirma que a Oscorp roubou sua tecnologia, o que é mentira!
–Ainda esse papo de Oscorp e tecnologia? Acho que ele precisa de uma lição — O sentido-aranha dispara.
Peter olha para o céu e vê o Abutre ativando as garras dos pés para pegar o doutor Stromm. Automaticamente, Peter joga-se contra o Abutre e é agarrado no lugar do cientista da Oscorp.
–Você? Eu não quero sua presença aqui, Homem-Aranha!
–Não faz mal, eu também não quero sua presença também. — Peter dispara teias nos olhos do vilão, que fica cego.
Em seguida, o herói se solta, mas segura na perna do Abutre. Ele consegue uma posição mais favorável e se lança para as costas do Abutre.
–Abutre, com todo este aparato moderno e você não conseguiu esconder este botão vermelho? Fala sério, não é à toa que os idosos estão perdendo espaço no mercado de trabalho.
–Não aperte esse botão...!
–O quê? Para apertar? Tá bom.
Peter pressiona o botão vermelho e o uniforme do Abutre é desativado. O herói salta e pega o vilão. 5 minutos depois, o vilão é preso de cabeça para baixo graças às teias que o prendem em um poste.
–Quando eu sair, vou te pegar seu cabeça de teia irritante! — Grita o Abutre.
–Mesmo de cabeça para baixo você é muito irritante. — Peter dispara teias na boca do vilão — Aguarde a polícia em silêncio, por favor.
Não demoraram 4 segundos e as sirenes já estão próximas. O herói salta e volta a se balançar em suas teias, mas agora precisa arrumar um atalho.
...
Alguns metros adiante, o Escorpião está destruindo alguns carros apenas por destruir. Mac Gargan, o homem dentro do traje de Escorpião, dispara de seu rabo robótico uma gosma verde que derrete os carros. As pessoas ali perto começam a correr com medo. Gargan sorri vitorioso.
No entanto, o Escorpião percebe a aproximação do Homem-Aranha e ele sabe que o herói aracnídeo tentará impedi-lo. "Hoje não!".
No alto, o Homem-Aranha dispara teias e está perdido em pensamentos. "Felícia, estou chegando. Só faltam algumas esquinas e...ah não!" Seu sentido-aranha dispara, apesar de ser desnecessário, já que Peter já viu a chegada de um carro voador. Ele desvia e dispara teias mais intensivamente para evitar uma explosão com o carro. "Quem lançou esse carro?"
–Homem-Aranha! Fique longe! — Esbraveja o Escorpião. "Deve ser brincadeira. Só pode ser brincadeira!"
–Gargan! Será que pode parar de causar o terror na cidade e voltar para sua gaiola?
–Cala a boca! — Ele pega a porta de um carro e joga contra o Homem-Aranha. O herói desvia.
–Escuta, isso não foi legal.
Homem-Aranha salta e começa a socar o Escorpião. "Essa armadura está mais forte do que eu me lembrava. Será que também foi melhorado?", pensa Peter quando percebe que seus socos não fazem efeito algum. Gargan sorri e dá um soco na cabeça do herói.
–Eu sempre fui mais forte que você, seu cabeça de teia! Agora com meu novo traje, estou mais forte do que nunca.
–Traje novo, chatice antiga. — Zomba o herói, também percebendo que o Escorpião está maior fisicamente.
"Como não posso socá-lo, deixarei que ele mesmo se soque". Peter salta e pisa na cabeça de Gargan, saltando também para agarrar o rabo robótico do Escorpião.
–Ei, solta isso!
–Você ainda solta a gosma verde? — Coincidência ou não, a gosma foi atirada para cima — Que ótima notícia!
–Solta! — Gargan começa a girar de um lado para outro. A cauda e o herói acompanham o movimento.
O herói é jogado para cima de um carro. "Ai! Não deu certo! Mas ele ficou desesperado quando peguei na cauda robótica. Será que...É, vou tentar".
–Ei, Gargan! Segura! — O Homem-Aranha arranca duas portas de um carro que estava por perto e arremessa no Escorpião.
O vilão usa a cauda robótica para derreter o metal de uma das portas e ele segura a outra. No entanto, Peter percebe que a cauda está desativada e ele está mais lento. "Interessante." O herói vê o retorno da porta e salta sobre ela, que acerta o mesmo carro de onde vinha. Ele não pode se recuperar do ataque, pois Gargan investe uma cabeçada no herói. Felizmente, Peter saltou a tempo e pousou em segurança num poste. "Preciso ser rápido e tirar esta lâmpada daqui". Ele também aproveita e prende a máquina fotográfica.
Ele salta do poste e pousa no chão. Em seguida, mira e arremessa a lâmpada na cauda do Escorpião. "Isso me dará um tempo!", comemora ao perceber que a cauda fica no chão como se estivesse desmaiada.
–Ei, toma essa! — Peter avança, salta e dá um soco na cabeça do Escorpião. O vilão sente a dor do soco. Em seguida, ele dispara teias contra Gargan, que o deixa mais lento ainda.
–O que você fez?
–Eu? Ah, nada. Sua cauda está desmaiada. E ela que dá maior mobilidade a você, estou certo? Claro que sim. Sempre estou certo.
O Homem-Aranha avança e fica na frente para que Gargan soque-o. Ele desvia de todos os socos investidos pelo vilão. Por fim, o Escorpião já está muito cansado.
–Cansou? Ah, não tem graça. Estou só me aquecendo! — O Homem-Aranha dá um soco forte no rosto de Gargan, salta por cima dele e puxa a cauda com força. Ele arranca-a e Gargan desmaia. — Homem-Aranha wins! — Ele diz, prendendo o vilão no chão graças às suas teias.
...
"Atende! Atende! Atende! Droga!". O Homem-Aranha já está na metade do caminho. Caso nada mais aconteça, Peter chegará à Universidade em 15 minutos. Entretanto, ele sabe que algo dará errado, pois seu sentido-aranha disparou outra vez. Ele segura-se na parede e olha para o solo. "Ah! Lá vou eu outra vez. Ao menos é só um assalto ao banco. Fica aqui, câmera." Ele salta do prédio e de costas e dispara teias, entrando pela porta da frente com um chute.
O herói vê muitos cidadãos como reféns, todos amarrados em um canto e alguns chorando. Entretanto, seu sentido-aranha não para de disparar. "Para de disparar e me diz quem está por trás do assalto!"
–Com licença, quem está mantendo todo mundo como refém?
–Você, idiota! — Grita um idoso.
–Como assim?
–Você saiu por aquela porta de trás e, 2 segundos depois, reapareceu pela porta da frente. Não sei como fez isso, mas você não tem honra!
–Não tenho honra? Acabei de derrotar o Escorpião!
–Ameaça! Ameaça! Ladrão! Criminoso! Jameson está certo! — Todos gritam.
–Se serve de consolo, vocês podem sair. — Diz ele, abrindo a porta da frente.
Ele fica chateado e se prende de cabeça para baixo no mastro da bandeira do banco. As pessoas, aos poucos, saem do banco aliviadas. Peter tenta novamente ligar para Felicia, mas está dando sem sinal. "E meu azar só melhora."
Olhando vagamente para a rua, ele pensa ter reconhecido alguém no meio da rua. Pode ser impressão, mas a pessoa usa um cinto muito parecido com o do Camaleão. "É claro que é ele. Quem mais seria tão convincente em me imitar e arranhar minha imagem suja?" O Homem-Aranha mira corretamente e dispara teias no cinto do suposto Camaleão. Em seguida, o herói puxa a teia juntamente com o cinto. O disfarce, por fim, é revelado.
–Droga! — Reclama o Camaleão, que sai correndo. Porém, ele logo cai.
–Quantas vezes você terá que apanhar para aprender que eu sou único? — "Certo, tenho um clone em outra cidade, mas ele não é tão espetacular quanto eu".
Ele prende o Camaleão na parede com suas teias.
–Você se acha espetacular? Espera só o próximo.
–Próximo? Ah, tá de brincadeira! Eu estou atrasado e só jogam vilões em meu colo. — "Que saudades da Balsa." — Então, quem é o próximo?
–Ele. — Um tremor ocorre quando o Camaleão aponta para a esquerda.
"Ele não. Ele não! O Rhino não!". Peter observa a aproximação do gigante robótico conhecido como Rhino — ou R.H.I.N.O. — que aparece destruindo e esmagando todos os carros possíveis. Peter suspira e dispara teias logo à frente. As pessoas começam a correr de medo e muitos vão para o meio da rua.
–Saiam da rua! — Peter começa a disparar e a prender todas as pessoas na parede do banco. — Monstro destruidor de carros passando desgovernado! — Seu sentido-aranha dispara freneticamente a partir do momento em que o chifre do Rhino quase acerta-o por trás. — Errou, monstro mecânico! — "Você nunca é convidada, mas seria um ótimo momento para uma certa aracnídea aparecer!"
Rhino freia após bater seu chifre em um caminhão e jogá-lo para o alto como um animal feroz. "Preciso de uma estratégia para derrotá-lo. Da última vez tive a sorte de já tê-lo mais enfraquecido por causa da Mulher-Aranha." Peter continua apenas na defensiva e evitando qualquer oportunidade para que o Rhino agarre-o e massacre-o.
Então, o herói aracnídeo lembra de uma placa de cimento fresco logo ali. "Lamento obras públicas, mas vida nós só temos uma".
–Ei, grandalhão! Você se acha rápido? Vamos apostar corrida então!
O Homem-Aranha dispara teias no rosto mecânico do Rhino e sai correndo. O gigante metálico não demorou muito tempo e sai logo em seguida, ainda esmagando o asfalto e os carros.
O herói, ao virar a esquina, percebe que o Rhino está a poucos metros de alcançá-lo e a muitos metros de chegar ao cimento fresco. "Não vou conseguir. Não vou conseguir. Deixa de ser negativo e acelera!" Ele olha ligeiramente para trás e percebe que o Rhino está apontando o chifre para perto do corpo magrelo de Peter. Sem outra alternativa, ele salta para trás, exatamente acima do chifre do Rhino, e consegue impulso para poder se balançar com suas teias. Ele sente alívio.
Ambos viram a outra esquina e estão quase chegando ao cimento fresco. Peter balança por mais alguns metros e chega até o guindaste, se escondendo. O Rhino passa por cima do piso de cimento e procura pelo inimigo irritante.
–Cadê você, Homem-Aranha?! Cadê? — Ele grita.
–Aqui, animal de zoológico. — Peter está controlando o guindaste a partir dos controles de dentro da máquina.
Ele mexe na alavanca e usa o guindaste contra Rhino, acertando-o na cabeça. O inimigo metálico é jogado para cima do cimento fresco. Ele tenta se livrar, mas o herói aracnídeo pousa o guindaste nas costas de Rhino, exatamente aonde fica o ponto fraco do robô. O vilão é desligado automaticamente.
–Terminamos por aqui? É, acho que sim. — O Homem-Aranha sai do veículo e começa a destruir o corpo robótico. Por fim, encontra seu operador.
–Não, não! Levanta seu estúpido!
–Alex! Sabe, você causou um belo estrago. Por causa disso, você não terá um bom destino.
–Não! Não! Solte-me!
5 minutos depois, o Homem-Aranha sai e deixa o Alex apenas de cueca e camiseta branca preso na parede à espera da polícia. E o robô? Ativou a auto-destruição.
...
Finalmente o Peter chega ao campus da universidade! Ele trocou de roupa no caminho e chegou como Peter Parker. Em sua mochila está o uniforme de Homem-Aranha. Segundo o seu relógio, foi um atraso de 2 horas. Talvez até mais.
Ao chegar ao restaurante do campus, ele encontra quase todos de sua turma, menos Felícia. "Droga!"
–É, Parker. Você vacilou outra vez. — Diz Peter, cansado e sentando em uma cadeira.
–Como assim vacilou, Pete? — Diz uma voz atrás dele. Peter vira-se e fica completamente surpreso.
–Felícia! — Pelo jeito que ela está vestida, Peter percebe que ela acabou de chegar.
–É. Por que a surpresa?
–Não sei. Marcamos de nos encontrar às 17 horas e só agora eu cheguei. Pensei que você tivesse ido embora.
–Não, eu acabei de chegar. Quer dizer que você também chegou agora?
–Sim. O Homem-Aranha. Ele enfrentou tanta gente que até parece injusto culpá-lo. Eu tirei algumas fotos, sabe. Para garantir o salário da semana e o apartamento por mais um mês.
–Peter, eu também me atrasei por causa do Homem-Aranha. O Escorpião destruiu meu carro, mas o Aranha derrotou-o. Eu não te vi lá.
–Não? Bom, eu estava lá. Então, melhor estudarmos.
–Concordo.
"Tive sorte hoje. Graças que Felícia não havia chegado. Bom, ao menos o Doutor Octopus não atacou a cidade também."
...
Na Latvéria, o soberano Victor von Doom observa de sua câmera as batalhas travadas pelo Homem-Aranha e estuda suas fraquezas. Doom admite que o garoto é forte e inteligente, mas como todos os heróis ele possui uma fraqueza muito tola: O sentimento pelas pessoas que o desprezam.
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