Notas iniciais
Primeira ShortFic, espero que gostem :)

Depois de uma longa tarde a aturar o meu irmão mais novo, eu, Rachel Winter, 22 anos feitos o mês passado, caminhava em direção ao Starbucks que ficava a duas ruas de minha casa. Era fim de tarde e o calor de Los Angeles ainda não se tinha despedido. Como eu odeio calor. Eu sei, chamem-me louca por não gostar de calor, mas eu simplesmente detesto andar o dia todo toda suada, sem vontade de fazer seja o que for. O calor tira-me a vontade de viver. Mais uma vez, chamem-me louca.
Fiz um desvio por um pequeno parque em frente ao Starbucks e interessei-me por um banco de jardim bem bonito. Ok, não foi o banco que me chamou a atenção, mas sim o rapaz que estava lá deitado com uma grande mochila a servir de almofada e um pequeno cão a dormir debaixo do banco. Aproximei-me lentamente, tendo cuidado com a distância. Quer dizer, o rapaz podia estar morto e eu não queria ser a culpada pelo seu homicídio. Ah, outro defeito meu: exagerada. Quando já estava perto o suficiente para ver a pessoa ali deitada, fiquei hipnotizada com a beleza do rapaz. Ele aparentava ter mais ou menos a minha idade. Tinha cabelo castanho, curto e levantado, e a T-Shirt destacava os músculos dos braços. E que braços! O cão, que calculei ser dele, levantou-se e começou a ladrar. Ao início assustei-me, mas depois ele começou a cheirar as minhas Vans azuis e a abanar o rabo. O rapaz acordou e, mais uma vez, fiquei hipnotizada. Ele tinha os olhos castanhos mais bonitos que eu alguma vez vira!
- Hey! — disse, sorrindo.
- Hey! — ele respondeu com uma voz sonolenta enquanto esfregava os olhos, dando um leve sorriso.
- Este cão é teu?
- Sim, é o Fox. — ele sentou-se no banco e pegou no Fox — Ele estava a ladrar, assustou-te?
- Não, não! — sorri — Porque é que estavas a dormir? Quer dizer, no banco. Não é muito normal uma pessoa vir fazer a sesta num parque.
Ele deu uma pequena gargalhada e depois respondeu.
- Bem, não era propriamente uma sesta. Eu não tenho onde dormir ... — ele estava envergonhado. Achei fofo quando ele corou, mas fiquei um pouco preocupada.
- Porquê? — sentei-me no banco, entre ele e a sua mochila.
- Ouve, não leves a mal mas ... eu não te conheço, nem sei o teu nome e não me sinto confortável a falar sobre este assunto com uma desconhecida.
- Que não seja por isso! — estiquei-lhe a mão e apresentei-me — Rachel Winter. — sorri.
- James Diamond. — ele sorriu de volta.
- Já me podes contar o que aconteceu? Eu posso ajudar-te com alguma coisa ... acho.
- A minha mãe expulsou-me de casa. — fiquei boquiaberta — Eu contei-lhe que tinha uma banda e ela enlouqueceu completamente. Ela pensava que eu andava a estudar mas eu estava farto de lhe mentir. — fez uma pausa — E quando resolvo contar a verdade, boom, ela põe-me na rua.
Eu continuava com a boca aberta. Ele olhou para mim e começou a rir-se.
- Eu estou completamente chocada.
- Não fiques. Para ser sincero eu estava à espera de pior.
- Pior do que ela por-te fora de casa? — estava cada vez mais pasmada.
- Pelo menos não me bateu. — ele sorriu como uma criança quando diz 'Não fui eu que parti a jarra'.
Ficamos uns minutos em silêncio enquanto observávamos o Fox a correr atrás dos pássaros.
- Há quanto tempo é que estás a "morar na rua"? — perguntei, fazendo aspas com os dedos.
- Há quase uma semana.
- Pelo menos tens dinheiro contigo?
- Tinha, gastei-o todo em comida e já não como há dois dias.
Fiquei com pena dele. Queria levá-lo para casa, e não era só por ele ser muito, muito bonito. Depois lembrei-me que tinha de ir ao Starbucks.
- Vem comigo. — levantei-me, levando comigo a sua mochila.
- Onde? — ele levantou-se também e, porra, ele ao meu lado parecia a Torre Eiffel.
- Vou dar-te de comer e depois vou levar-te para minha casa. — respondi como se fosse óbvio. A mochila dele era pesada, devo citar. Sou uma rapariga com ombros frágeis.
- Rachel, acabamos de nos conhecer e ...
- E nada. Tu és simpático, eu sou simpática, o teu cão é a coisa mais fofa que eu já vi e eu tenho fome e um irmão chato em casa à minha espera para lhe fazer o jantar, por isso, vamos! — puxei-lhe a mão e dei um assobio para que Fox nos seguisse.

Fomos até ao Starbucks, entreguei a mochila ao James e pedi-lhe para esperar, já que o Fox não podia entrar e obviamente não o íamos deixar sozinho. Comprei dois cafés e alguns muffins e voltei para perto do James.
- Aqui tens, bom proveito! — disse, entregando-lhe um café e estendendo-lhe o pacote dos muffins.
- Rachel, não precisas de gastar dinheiro comigo, eu posso muito bem arranjar algum dinheiro a tocar guitarra na rua.
Olhei para ele com uma cara 'Tu és parvo, só pode'.
- E podes dizer-me onde é que vais arranjar uma guitarra?
Ele olhou para mim e começou a olhar à volta dele como um louco.
- James...
- Roubaram-me a guitarra! — ele gritou.
- James...
- Aquela guitarra era a coisa mais importante na minha vida. — Fox ladrou — A seguir a ti, claro. O que é que eu vou fa...
- JAMES!
- O que é?
- Esquece a guitarra! Ou quem vai ser expulsa de casa sou eu, pelo meu irmão de dez anos por eu não estar a fazer-lhe o jantar.
Voltamos a caminhar, desta vez em direção a minha casa.
- Tu deixaste o teu irmão de dez anos sozinho em casa? — ele perguntou, indignado.
- Ei, eu não disse que era uma boa irmã. — ele olhou para mim com uma sobrancelha arqueada — E ele sabe deserascar-se sozinho.

Chegamos a minha casa. Ainda fora dela, conseguia ouvir o som da televisão. O meu irmão tem sérios problemas de audição, mas visto que eu não sou mãe dele, não tenho de me preocupar com isso. Ou tenho? E como se o rapaz bonito aka James lesse os meus pensamentos, perguntou:
- Tu moras sozinha com o teu irmão?
- Sim. Tomo conta dele desde que ele tinha seis anos, ou seja, desde os meus dezoito anos.
- Desculpa perguntar, o que aconteceu com os teus pais? — ele perguntou, um pouco inseguro com a pergunta.
- Mudaram-se para o Chile, não me perguntes porquê. — comecei a abrir a porta de casa — Eles disseram que tinham mesmo de se mudar e que eu não poderia ir junto. A notícia era boa, até eles me dizerem que eu teria de ficar com o meu irmão.
- Ele é assim tão chato?
- Não imaginas quanto!
Entramos em casa e a minha vontade foi de afogar aquele pestinha na sanita. As paredes da sala, que era praticamente junto com a cozinha, estavam cheias de algo que me pareceu chocolate. Fui até à cozinha, deixando um James Maslow completamente paralisado com a visão dos infernos, também conhecida como Winter's House. A misturadora estava no caixote do lixo toda destruída e cheia de chocolate.
- TAYLOR!

Notas finais
Não sei quando postarei o próximo capítulo mas prometo não demorar :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.