Homecoming
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Acordei de repente e por instinto tateei a cama do meu lado direto, sabia que não haveria ninguém ali, mas isso não diminuia meu desejo de que tivesse. Levantei e fui ao banheiro fazer minha higiene matinal antes de ir direto ao quarto ao lado do meu. Abri a porta com cuidado e sorri adentrando o cômodo.
Sentei ao lado do pequeno ser que dormia tranquilamente na cama e encarei os cabelos louros idênticos aos meus espalhados delicadamente pelo travesseiro. Observei por mais alguns instantes seu rosto agelical em sono profundo antes de sacudi-la cautelosamente.
— Meu amor, está na hora de levantar – disse baixinho perto de seu ouvido e seus olhos se forçaram a abrir, exatamente como o pai fazia – Vamos polvinho, é quase natal, temos que fazer muita coisa hoje – isso pareceu ter um efeito maior diante dela, ela amava natal. Ela coçou os olhos e os abriu para mim. Verdes como o mar caribenho.
— Bom dia mamãe – ela falou sorridente com aquela vozinha manhosa. Sorri abertamente.
— Bom dia filha – ela me abraçou apertado e soltou uma gargalhada gostosa quando eu lhe fiz cócegas com os dedos – Vamos tomar café ? Mais tarde ainda vamos na vovó e no vovô – falei e ela concordou com a cabeça. Me preparei para levantar da cama dela e descer para cozinha, mas seu olhar cabisbaixo me deteve.
— O que foi Lexi, porque você tá com essa carinha ? — questionei voltando a encara-la. Ela sacudiu a cabeça negativamente e brincou distraidamente com seu polvo de pelúcia o qual ela vivia agarrada. Era a razão de chamarmos ela de polvinho – Diz pra mim amor. O que aconteceu pra você ficar assim ? — insisti. Se tinha uma coisa que eu não suportava era vê-la triste.
— Nada não mamãe, só queria que o papai tivesse aqui – minha pequena respondeu e quase que imediatamente as lágrimas subiram ao olhos.
— Ô meu amor – puxei ela para o meu colo e acariciei seu cabelo – Eu também queria tanto isso. E você sabe que o papai também quer muito estar aqui com a gente. Ele está lutando com os homens maus pra proteger à todos nós, mas logo logo vai voltar pra casa. Ele ama demais você. Nós amamos – disse tentando acalmá-la e pareceu funcionar, pelo menos um pouco – Só mais uma semana e o papai será todo nosso tá bom ? — completei sorrindo e ela retribuiu. Aquele sorriso maravilhoso.
— Agora vamos senão a torta não vai ficar pronta pra levarmos para a casa dos seus avós – ela concordou e desceu rapidamente da cama indo até o banheiro. Eu a ajudei a fazer sua higiene matinal e nos encaminhamos até a escada, acompanhei de perto. Sua cautela para descer a escada era impressionante e me tranquilizava o fato de ela não querer descer correndo, meu coração não aguentaria aquilo.
Quando chegamos à cozinha eu fiz nosso café enquanto ela assistia uns desenhos na televisão e depois comemos juntas sentadas no tapete felpudo de frente a TV. Não pude deixar de pensar no que ela me disse lá em cima. Não era a primeira fez que ela ficava assim, com saudade do pai. Percy. Disseram-me que com o tempo eu ia saber encarar melhor esses tempos dele longe de casa e me tranquilizar. Eu aprendi de certo modo a lidar melhor com isso, mas eu nunca ficava tranquila, não quando ela estava se arriscando constantemente lá fora. Já se passaram 6 meses desde que ele foi para o Afeganistão e não passava um dia que eu não sentisse a dor da saudade. Ele mandava cartas ou ligava quando podia, mas isso não chegava nem perto de saciar a falta dele, só aumentava. A última vez que tivemos notícias dele foi mês passado, quando ele mandou um vídeo desejando feliz aniversário para a Alexis, ela estava fazendo quatro anos e ficou tão feliz de receber aquele vídeo, significava muito pra ela. Entretanto qualquer um podia ver a tristeza no olhar de Percy por não poder estar aqui junto com ela. Chorei por mais uma noite naquele dia e mais algumas vezes no dia seguinte. Sempre sem deixar Alexis ver ou desconfiar, precisava parecer tudo bem pra ela, já basta o que ela estava sentindo longe do pai. A tensão só aumentava conforme o tempo passava sem ter notícias. Mas eu tinha que acreditar que ele estava bem e agora só faltava uma semana para ele ser liberado e voltar para casa. Nunca estive mais ansiosa. Sorri com o pensamento. Ele estava voltando para casa em segurança, eu tinha que acreditar nisso.
…
Não fui trabalhar naquele dia, meu pai me dispensou a força do trabalho nesse sábado dizendo que eu precisava descansar. Revirei os olhos com o pensamento, não precisava descansar, mas agredeci por poder ficar mais um tempo com a Lexi em casa.
Depois do almoço assistimos mais um filme de desenho animado e passamos o resto da tarde preparando uma torta de mirtilo para levar mais tarde para a festa na casa dos avós dela, Dona Sally e Poseidon, e embrulhando os presentes de natal que iríamos dar para nossos parentes. É claro que eu escondi o dela, só iria abrir de manhã depois que o papai Noel já tivesse deixado em baixo da árvore e comido os biscoitos com o leite que ela sempre insistia em deixar.
— O que você tem aí polvinho ? — perguntei para minha filha que estava concentrada em alguma coisa ao meu lado.
— É o presente que eu fiz pro papai – ela respondeu com um sorriso estonteante me entregando um papel com um desenho – Aqui é o papai, depois eu, depois você mamãe e essa aqui é a nossa árvore de natal cheia de presente que o papai Noel deixô pra mim – disse apontando para cada boneco desenhado — Será que o papai vai gostar ? — sorri com a pergunta.
— É claro que vai princesa, ele vai amar – falei e ela sorriu radiante.
Ajudei ela a embrulhar o desenho dentro de uma caixinha e ligamos para a minha mãe depois. Dona Atena estava num cruzeiro pelo Atlântico com o namorado Jack. Fiquei muito feliz por ela quando começou a namorar, teve um tempo em que achei que ela nunca mais se relacionaria com alguém depois que meu pai se foi. Desejamos feliz natal à ela e Jack e conversamos um pouco sobre como estávamos e outras coisas normais. Depois disso eu e Lexi cochilamos um pouco no sofá mesmo. Quando acordamos já era hora de tomar banho e se aprontar para a festa de natal.
Ajudei Alexis a tomar um banho e se vestir. Ela estava linda, além disso. Ela era uma mistura perfeita de mim e Percy e eu me sentia feliz a cada vez que olhava para a nossa menininha que já estava tão crescida.
Fiz ela ficar quietinha brincando com algumas bonecas pra não se desarrumar enquanto eu tomava banho e me arrumava. Passei uma maquiagem leve e arrumei o cabelo curto, passando, por final, o perfume favorito do Percy. Já estava indo chamar Lexi para nós irmos quando meu celular tocou. Sorri para o nome no identificador de chamadas.
— Alô – atendi.
— Oi loira aguada, você já tá pronta ? — a morena falou.
— Quando você vai parar de me chamar assim ? — disse revirando os olhos.
— Te chamo assim desde o colégio e vou continuar chamando, desista. Então, já tá pronta ? Tô saindo de casa agora antes que esses meninos me façam desistir – ela disse e eu ri. Enzo e Pietro, os gêmeos de Thalia e Nico.
— Já tô saindo também e calma, não vai afogar seus filhos na piscina de casa – disse ainda rindo e tenho certeza que ela fechou a cara.
— Se não fossem meus filhos já teria feito isso. Esteja lá quando eu chegar, não quero ter que aguentar a Calypso puxando papo. Não sei porque meus tios têm que convidar essa ralé – ela disse.
— Deve ser por que são amigos dos pais dela né – respondi irônica.
— Você não devia não gostar dela ? Ela é a ex do seu marido que por acaso tentou de tudo pra acabar com o namoro de vocês na escola.
— Eu não disse que gostava dela, você sabe que não gosto. Mas tive que me acostumar àquela presença maligna – ouvi Thalia rir e a acompanhei.
— Ta bom então, nos vemos lá loira.
— Beijo Thals – desliguei a chamada.
— Vamos filha ? Tia Thalia já está chegando lá com o Tio Nico e os meninos – disse entrando no quarto azul bebê dela. Isso mesmo, o quarto dela não era rosa ou roxo como a maioria das meninas quer. Quando era uma bebezinha eu havia decorado na cor rosa, mas ano passado ela fez com que eu e Percy redecorássemos tudo para a cor azul. Ele não podia ter ficado mais feliz. Ela sorriu animada, adorava Thalia, Nico e brincar com os gêmeos principalmente.
Colocamos os presentes no carro, junto com a torta no banco da frente. Coloquei Alexis na cadeirinha de segurança no banco de trás e fomos até a casa de Sally e Poseidon.
…
— Ah minha pequena vem dar um abraço na vovó – Sally disse assim que entramos na casa bem decorada com o tema natalino. Alexis foi correndo para abraçar a avó e eu sorri para as duas – Annabeth querida, você está linda – ela disse em seguida me abraçando com força.
— Obrigada, você também está maravilhosa Sally – respondi e ela nos encaminhou para onde os outros estavam. Poseidon me deu um abraço e pegou Alexis no colo para sair exibindo-a por aí, ele sempre fazia isso quando tinha amigos seus por perto.
— Loira aguada – ouvi uma voz estridente me chamar. Virei para encarar minha melhor amiga sorrindo para mim. Dei um abraço forte nela.
— Como você tá ? Onde estão os gêmeos ? — perguntei.
— Eu tô bem e eles estão com Nico no jardim perto da piscina – ela respondeu – E você como está ? Anda meio sumida.
— Estou bem. Eu tenho que trabalhar né e a maior parte do meu tempo fico com a Alexis, ela tem precisado muito disso ultimamente – expliquei.
— Claro, verdade – a morena concordou entendendo – E Percy ? Ele tem mandado notícias ? — ela perguntou cautelosa.
— Ah sim, mas faz quase um mês que não nos falamos. É mais que normal eu sei, mas não deixa de me preocupar – confessei olhando em seus olhos azuis elétricos.
— Eu sei Annie, mas ele está bem e está voltando pra casa em uma semana, vai chegar aqui do mesmo jeito que saiu, lerdo como sempre – ela disse acariciando meus ombros e eu sorri. Ela sempre conseguia me deixar melhor.
— Agora eu ver se meus pestinhas não afogaram o Nico na piscina – Thalia disse e saiu em direção ao jardim.
Andei pela casa com uma taça de champanhe na mão. Tinha vários rostos conhecidos os quais eu cumprimentei alegremente. Jason, irmão de Thalia acompanhado com sua namorada Piper. Grover, vizinho e amigo de infância de Percy, junto da namorada Juniper, adorava conversar com ele, sempre me contava histórias constrangedoras do Percy quando criança. Me recostei no balcão do pequeno bar que Poiseidon possuía e observei o mesmo enquanto conversava alegremente com Calypso e seus pais carregando minha filha no colo.Talvez Calypso ainda nutrisse algum tipo de rancor por ter sido, ou ainda ser, apaixonada por Percy e ele ter escolhido a mim. Ela não poupou esforços para reverter a situação é claro, tentou inúmeras vezes armar situações que fizessem Percy terminar comigo ou eu com ele, mas não funcionou. Sorri com o pensamento e meus olhos foram institivamente até a aliança dourada no meu dedo anelar da mão esquerda. Não funcionou mesmo, já são quase 10 anos juntos. Começamos a namorar aos 17 anos, estavamos no segundo ano do ensino médio. Quando acabou o colegial eu fui para a faculdade de arquitetura e Percy entrou para os US Marines (Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos). Nós sempre dávamos um jeito de nos ver e ficarmos juntos mesmo com a carga horária de nós dois bem apertada. Ele sempre quis ser da marinha e, apesar de eu não me sentir tão confortável assim com a ideia, nunca deixei de apoiá-lo. Ele estava tão lindo na sua formatura e deuses eu estava tão feliz por ele. Ele me pediu em casamento no meu aniversário de 21 anos, aceitei no mesmo instante. Nos casamos pouco mais de um ano depois e então 4 meses depois, descobri que estava grávida da Alexis. Percy ficou tão feliz. Quando ela nasceu não desgrudava dela. Pelo menos até ser convocado e então a aflição tomava conta do meu corpo e não existe alívio maior do que o que eu sinto toda vez que ele volta pra casa.
— Pensando nele ? — ouvi uma voz ao meu lado. Me virei para encarar Sally sorrindo singelamente para mim.
— Estou, não tem como não pensar nele, ainda mais estando aqui – respondi e retribuí seu sorriso.
— Ele vai voltar logo querida, falta pouco para o nosso menino voltar para casa – ela disse passando a mão por meus cabelos, uma ação típica de mãe.
— Eu sei, ele vai voltar logo, mas eu não paro de pensar em como ele está lá. Já faz seis meses que ele partiu e estamos sem notícias à quase um mês – deixei meus pensamentos fluírem.
— Eu sei querida, eu me sinto do mesmo jeito, mas Percy é forte e quer mais do que tudo voltar para casa, tenho certeza disso – minha sogra falou e eu sorri abraçando-a. Ela com certeza me entendia melhor do que ninguém, afinal era a mãe dele, talvez estivesse até mais angustiada do que eu.
— Minhas duas gatas juntas é uma visão maravilhosa – Thalia veio até nós passando cada um de seus braços por meus ombros e os de Sally. Nós rimos.
— Onde estão seus filhos ? — Sally perguntou para a morena.
— Com Jason e Piper, Nico saiu apressado, disse que um amigo que não via a muito tempo estava na cidade e ia vê-lo – ela explicou e nós concordamos com a cabeça.
— Então vamos deixar de papo e vamos comer ? Já são quase meia-noite – Thalia e eu sorrimos concordando enquanto Sally se afastava e chamava os convidados para a ceia.
COLOQUEM ESSA MÚSICA PARA TOCAR
Peguei Alexis no colo e a levei junto comigo até a sala de estar onde todos estavam se reunindo. Conversei mais um pouco com outras pessoas quando Poiseidon gritou.
— FELIZ NATAL FAMÍLIA !! — todos ergueram suas taças de champanhe e Lexi pulou ao meu lado abraçando os primos. Abracei Thalia, Sally e Poseidon antes de pegar minha filha no colo e lhe dar um abraço apertado.
— Feliz natal meu amor, eu te amo muito – disse no seu ouvido e ela me olhou sorrindo lindamente.
— Também te amo mamãe. Feliz Natal ! — ela disse abrindo os bracinhos e me dando outro abraço em seguida.
Coloquei-a no chão fui para perto da mesa da ceia para nos servir seguindo o exemplo da maioria. Eu ouvia várias vozes conversando e risadas enquanto preparava o prato de Alexis, foi então que o som da porta abrindo foi ouvido ao fundo e tudo parou.
— Feliz Natal família – ouvi aquela voz dizer. Oh deuses, aquela voz.
Virei meu rosto quase que imediatamente e o vi. Não parecia real. Ouvi Sally gritar um “Ai meus deuses” antes de Alexis sair correndo e gritar:
— Papai !
Soltei o prato imediatamente e levei as mãos à boca, minha visão ficou turva devido às lágrimas que já inundavam meus olhos, mas conseguia ver claramente Percy parado na entrada da sala de estar vestindo seu uniforme dos Marines e de braços abertos para abraçar nossa filha que pulou em seu colo.
— Oi minha princesa, como você cresceu. Papai sentiu tanto a sua falta – ele dizia para nossa filha com os olhos fechados abraçando-a. Eu não conseguia me mover. Ele abraçou sua mãe e seu pai, em seguida Thalia pulou em cima dele. Então ele passou Lexi pro colo da avó e andou até mim, carregando aquele mesmo sorriso sarcástico de quem fez alguma coisa de errado. Os olhos verdes idênticos ao de Alexis me encaravam e eu finalmente me movi, avancei até ele ao mesmo tempo que ele vinha até mim. Senti seus braços ao meu redor me tirando do chão e enterrei minha cabeça na curva entre seu ombro e seu pescoço inalando aquele cheiro inconfundível de maresia misturado com perfume amadeirado. Então eu chorei. Chorei de saudade, chorei por ele estar bem e chorei por ele estar em casa.
— Oi meu amor – ele disse no ouvido e eu funguei – Senti tanto a sua falta – aumentei o aperto de meus braços em seu pescoço enquanto ele acariciava minhas costas. Ouvi os aplausos e gritos ao fundo, mas naquele momento eu só me importava em ter seu corpo colado ao meu.
— Ei, olha pra mim – ele disse e eu limpei os olhos e nariz nas costas das mãos antes de me afastar para encarar seu sorriso novamente – Você está usando aquele perfume maravilhoso – ele falou e eu sorri tão abertamente que senti minhas bochechas doerem antes de beijá-lo. Como eu sentia falta daquilo.
— Você não pode fazer isso comigo – falei para ele assim que nos separamos. Seu sorriso foi simplesmente mágico.
— Eu amo você – ele disse.
— Também amo você.
Em seguida ele me colocou no chão e pegou mais uma vez Alexis no colo indo falar com mais algumas pessoas conhecidas. Abracei Sally que estava tão emocionada quanto eu. Poseidon também se encontrava no mesmo estado, com lágrimas nos olhos.
— Você mentiu pra mim, sabia que estaria metido nisso – Thalia disse com Nico que eu não havia percebido que tinha chegado logo atrás de Percy. Nós rimos.
— Mas eu não menti, disse que ia ver um amigo que não via à algum tempo, só não disse qual amigo – ela deu um tapa em seu braço e ele riu. Lhe dei um abraço pertado e agradeci por ter ido buscar Percy no aeroporto.
Depois de alguns minutos cumprimentando à todos, meu marido veio até mim ainda com Alexis no colo e nos levou até o jardim que se encontrada vazio. Ela desceu de seu colo e logo foi brincar na grama. O moreno me abraçou pela cintura e eu sorri abobalhada.
— Ainda não acredito que está aqui. Você disse que provavelmente só ia ser dispensado semana que vem e armou isso tudo, quase me mata do coração – disse batendo fraco em seu peito e ele gargalhou.
— Foi maravilhoso ver sua cara de surpresa – dei outro tapa – E era verdade, só íamos voltar semana que vem, mas ontem de manhã o comandante liberou alguns de nós. Então quis fazer uma surpresa para vocês. Liguei para o Nico e pedi que fosse me buscar no aeroporto, se chamasse Thalia ela não conseguir ficar de boca fechada – ele explicou e então ficou sério encostando a testa na minha – Eu senti tanto a sua falta e não estar aqui pro aniversário da Lexi quase me matou. Eu só queria estar com vocês de novo – ele fechou os olhos e roçou o nariz no meu.
— Eu também senti muito sua falta, Alexis também. E não se sinta culpado meu amor, ela sabe que o pai dela estava lutando contra os homens maus – disse e ele sorriu antes de me beijar. Então aquela mesma sensação de estar beijando-o pela primeira vez, quase 10 anos atrás, voltou novamente. Era assim toda vez que ele me beijava. Senti algo agarrando meu vestido e nos separamos olhando para baixo onde Alexis nos olhava e estendia os braços para o pai. Percy sorriu para ela e a pegou no colo mais uma vez naquela noite.
— Sentiu falta do papai polvinho ? — o moreno perguntou e nossa filha balançou a cabeça em concordância – Muito ?
— Desse tantão assim – ela esticou os braços o máximo que pode e nós rimos.
— Então dá um beijo no papai – Percy esticou os lábios e Lexi lhe deu um selinho. Era uma mania dos dois que eu achava particularmente linda – Feliz aniversário atrasado, papai não esqueceu do seu presente. O que você vai querer ? — Ele perguntou e ela se animou imediatamente.
— Eu quero uma boneca sereia que eu e a mamãe vimo – ela falou atropelando as palavras.
— Então o papai vai dar uma pra você – ela abraçou o pescoço dele com força e ele me puxou para perto com o outro braço.
— Ah papai, já ia esquecendo do seu presente – ela se sacudiu nos braços de Percy e ele a colocou no chão. Observamos ela correr para dentro da casa. Trocamos alguns beijos e carícias antes de nossa filha voltar com o presente que tínhamos embrulhado mais cedo.
— Feliz Natal papai ! — ela disse estendendo o pacote e Percy se abaixou para ficar na mesma altura dela.
— Obrigada princesa – ele disse beijando sua bochecha – O que será que tem aqui ein ? — ele perguntou sacudindo o presente e Alexis riu agarrando uma de minhas pernas. Percy então abriu o embrulho. O sorriso que ele deu em seguida me deixou maravilhada.
— Esse é o senhor, depois eu e depois a mamãe perto da árvore de natal cheia de presente que o Papai Noel deixô – ela explicou da mesma forma que fez hoje de tarde para mim. Os olhos de Percy marejaram um pouco e ele puxou nossa filha para mais um abraço apertado. Em seguida a levantou de uma vez e ela gargalhou. Aquela cena era simplesmente maravilhosa, eu amava observar os dois juntos. Então ele me puxou para junto de si também e nós três ficamos ali, parados no jardim iluminado com vários pisca-piscas encarando a piscina.
— E você meu amor, o que vai querer de presente de natal ? — ele me perguntou depois de um tempo e eu abracei sua cintura.
— Isso – disse simplesmente.
— isso o que ?
— Isso aqui. Eu, você e a Alexis juntos. Esse é meu presente – falei e ele beijou o topo de minha cabeça demoradamente.
— Eu prometo que se depender de mim, vamos ter isso aqui pro resto de nossas vidas – ele disse e eu fechei os olhos sentindo a brisa de inverno esvoaçar meus cabelos – Eu amo você Annabeth.
— Eu amo você Percy, para sempre – sussurrei de volta enquanto um sorriso brotava em meu rosto.
Notas finais
Comentem e me digam por favor amaria saber suas opiniões.
Espero que tenham gostado, beijos e até a próxima. Me acompanhem lá na minha fanfic Miss Independent e digam se gostaram. Beijos !!
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