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1 Dia 10: Inverno Aconchegante


Notas iniciais
Olá, como vão?

Hoje eu dei uma atrasadinha, e quase que o capítulo fica pronto após 00h. rs
Nem acredito que os primeiros 10 dias foram concluídos com sucesso... Wow!
Eu amo o Natal, assim como também amo o inverno e os KiriBaku! ❤️

Boa leitura! ❤️

Era véspera de Natal, as ruas da cidade estavam cobertas pela neve. Os flocos caíam lentamente, amontoando-se ao chão, formando grossas camadas de gelo nos telhados das casas e calçadas; e as estradas, em pistas escorregadias e traiçoeiras, transformando a paisagem em uma gélida branquidão. Ainda era possível encontrar algumas pessoas em busca de um pinheiro natalino; outras, em grupos, planejando os últimos detalhes da ceia natalina, conversando animadamente pelas ruas.

Bakugou ajeitou melhor o gorro sobre a cabeça, levantando o cachecol o máximo possível sobre a boca e nariz, escondendo as mãos enluvadas nos bolsos do grosso casaco impermeável que vestia. Ele caminhava placidamente pelas ruas movimentadas por turistas e visitantes de outros lugares da própria Nova Iorque, observando os enfeites natalinos em cada poste e árvores que haviam em seu caminho.

A cada ano, seus vizinhos se empolgavam mais nas decorações, era descaradamente uma competição para ver quem enfeitava a própria casa com mais exuberância. Era tanta luz proveniente de pisca-piscas e figuras natalinas enormes, que Katsuki tinha quase certeza que Paris ficava com inveja de Dyker Heights, no Brooklyn, durante o Natal. Bakugou tinha que admitir que admirava a dedicação dos proprietários, e ele amava como Eijirou ficava encantado com as decorações. Por mais que morassem no bairro há mais de 10 anos, a cada Natal, seu marido fitava as casas decoradas com brilhantes olhos e lágrimas mal contidas enquanto ostentava um enorme sorriso no rosto.

Lembrar-se de tal fato fez o próprio sorriso de Katsuki surgir em seus lábios, o peito aquecendo automaticamente, e ele ficou pensando em como teria sido a rotina do marido naquela véspera de Natal... Provavelmente, o ruivo teria enfeitado o enorme pinheiro na sala, comprado alguns presentes para os amigos do casal, os pais e os sogros, e, com toda certeza, alguns presentes para Katsuki — mesmo que o marido estivesse há quase 6 meses longe de casa. E, claro, Kirishima teria passado, praticamente o dia inteiro dedicando-se ao peru recheado ao molho gravy; seguindo fielmente a receita que a sogra fazia no Dia de Ação de Graças.

Bakugou não se prendia muito a datas comemorativas e coisas do tipo, mas, depois que começou a namorar com Kirishima, isso foi mudando pouco a pouco. Não era como se tivesse tornado-se fã número um do Natal, claro que não! O fato era que o espírito natalino parecia possuir Eijirou o ano inteiro! Ele havia encontrado um “raiozinho de sol” ambulante para chamar de seu, e não tinha quem não se apaixonasse por Kirishima ao conhecê-lo.

Apertando o passo, Katsuki apressava-se para chegar logo em casa. O marido nem imaginava que estava à caminho, e o loiro ansiava matar a saudade de todos os últimos meses que estivera longe. Havia sido uma experiência memorável e de reformulação quanto pessoa ao participar do Medecins sans Frontieres, atuando como Anestesiologista.

Respirando fundo, Katsuki observou as luzes acesas no andar térreo da própria casa, erguendo o punho e tocando a campainha, aguardando ao obter um “já vai!” em resposta. O frio não o incomodava mais, pois, agora, o coração batendo acelerado e o frio na barriga sobrepunham qualquer desconforto causado pelo inverno. Estava morrendo de saudades do marido, e em questões de segundos olharia pessoalmente para aquele rostinho lindo!

A porta abriu-se e o tempo pareceu congelar. Kirishima estava com um macacão vermelho estampado com vários “Ho Ho Ho”, o cabelo preso num coque alta e nos pés, excêntricas, pantufas de rena. Ambos encaravam-se em silêncio, Bakugou observando cada traço do corpo masculino à sua frente, soltando lentamente a respiração que nem percebera ter prendido; Kirishima piscava algumas vezes, ponderando se realmente Katsuki estava ali, na sua frente, ou se estava bêbado após algumas taças de vinho. Não era para ele estar no Quênia?

— Katsuki? — O ruivo foi o primeiro a quebrar o momento, franzindo o cenho em confusão. Abrindo e fechando a boca algumas vezes, levando a mão aos olhos, esfregando-os. Definitivamente, seu marido estava de volta ao lar.

— Eijirou. — Bakugou abaixou o cachecol, sorrindo verdadeiramente emocionado. — Eu posso entrar? Está frio aqui fora…

Kirishima assentiu no automático, ainda aéreo com a repentina chegada, indo para o lado e dando passagem ao outro. Trancando a porta atrás de si, enquanto observava o loiro retirar as luvas, o gorro, o cachecol vermelho e o pesado casaco que vestia após deixar a enorme mochila que carregava nas costas no chão do hall de entrada.

— Amor? Com- Quando? Você não me falou nada que viria, Suki!

— Surpresa! — Bakugou disse, risonho, abrindo os braços e tomando o ruivo em um abraço apertado. Descansando a cabeça nos ombros do marido, enchendo os pulmões ao inspirar o perfume do condicionador que Kirishima usava. Suspirando. — Como eu senti sua falta, Ei…

— Não teve um dia que eu não sentisse a sua, Suki… — Eijirou estava com os olhos marejados, com os braços ao redor do corpo de Katsuki. Afastando-se apenas para acariciar a face com fios loiros da barba do esposo, ostentando um sorriso entre os lábios trêmulos. — Eu pensei que passaria o Natal sozinho, mas estou feliz pela surpresa.

— Pelo visto, você foi um garoto muito comportado e o Santa resolveu te dar um presente. — O loiro debochou, levando uma mão para a nuca do outro, enquanto aproximava o próprio rosto no de Eijirou, esfregando os narizes numa afetuosa carícia. Colando os lábios lentamente, dando alguns selinhos, até Kirishima entreabrir a boca e aprofundar o beijo.

Se pudessem traduzir em uma palavra o que ambos sentiam naquele momento, seria: plenitude. O ósculo era intenso, sôfrego, carregado de saudade, do mais puro desejo, mas, principalmente, de amor. Beijaram-se várias vezes, por longos minutos, embebedando-se um do outro. Encerraram o contato com as lágrimas escorrendo pela face, e sinceros sorrisos apaixonados nos lábios.

— Feliz Natal, meu amor — De testas coladas, Katsuki sussurrou.

— Feliz Natal, Suki!

Notas finais
Até a próxima! ❤️
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!