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1 Capítulo Único
Notas iniciais
http://www.youtube.com/watch?v=7bnX-6sJZBw
E, por favor, leitores de Lost Memories e 6 Months, essa One-shot já é "antiga" UHSUAHUSH Essa semana, se possível, vai sair capítulo das duas e talvez uma nova fanfic NaLu ^^
P.S: Qualquer erro de português, bom, gomenasai. Avisem que eu ajeito ^^
“I’m staring out into the night, trying to hide the pain.”
O moreno cerrou os olhos para a escuridão a sua frente, suspirando em seguida. As estrelas não haviam aparecido como de costume e, no entanto, a Lua brilhava solitariamente no céu; Rogue não pode deixar de lembrar-se do brilho caloroso dos olhos dela.
Fazia quatro longos anos que não a via.
Ele era, aos poucos, dia-a-dia, consumido por uma saudade avassaladora. Jamais imaginaria que tornar-se um mago tão poderoso desencadearia missões tão duradouras.
Precisava vê-la o quanto antes, ou talvez seu coração se despedaçasse.
“I’m going to the place where love and feeling good don’t even cost a thing. And the pain you feel’s a different kind of pain”
Enxugou a salgada lágrima solitária que ousou escapar de seus olhos avermelhados, sentindo-se genuinamente tolo.
- Baka! – Murmurou, indignado, para si mesmo, por mais que um sorriso bobo e singelo brincasse em seus lábios. Afinal, de qualquer forma, ele era, sim, um tolo; um tolo por ela.
Fechou brevemente os olhos, sentindo a brisa gélida noturna acariciar gentilmente seu rosto. Apurou a audição aguçada, podendo, assim, ouvir o farfalhar de folhas nas copas das árvores; o choque das águas de uma cachoeira contra as pedras ao redor; o silvo do vento que trazia consigo o cheiro de terra molhada e o anúncio de uma tempestade a chegar. E então, aos poucos, memórias dos tempos em que estivera com a maga começaram a assolar sua mente.
“Não demore a voltar, por favor. Eu preciso de você.” Ela sussurrara, segundos antes de Rogue embarcar no trem. Os olhos castanhos banhados em lágrimas estilhaçaram o coração do moreno e, saber que nada podia fazer para mudar tal situação, apenas aumentou o sentimento de culpa que tanto pesava em seu peito. Precisava cumprir sua missão como um mago de Classe SS; ainda que, para isso, precisasse magoar a única garota que o fizera sentir-se especial. “É para sua segurança e de toda Fiore, entenda.” Ele respondera, beijando-a na testa, partindo, mas deixando seu coração com ela.
Exaurido de todas as memórias dolorosas, balançou a cabeça, voltando para a pousada onde estava hospedado. Terminou de arrumar suas malas e, com um suspiro cansado, jogou-se pesadamente na cama espaçosa. A falta iminente de sono fazia com que até o teto do quarto parecesse interessante. No fundo, Rogue sabia que a causa para sua insônia era a ansiedade e a euforia crescente em seu íntimo. Estava a dias de revê-la e, às vezes, mal podia se conter.
“Well, I’m going home, back to the place where I belong. Where your love has always been enough for me.”
Quatro anos.
Durante todo esse tempo, ele precisou conviver com a solidão, por mais que Frosch estivesse sempre por perto. De qualquer forma, ele era Rogue Cheney, o Dragon Slayer das sombras da Sabertooth, que acabara de se tornar um mago classe SS, sempre conhecido por sua indiferença e frieza.
Até quatro anos atrás.
Desde que certa fada surgira na vida do tigre, as coisas haviam mudado drasticamente. Lucy Heartfilia. A maga celestial da Fairy Tail. Culpada por todas as noites em claro de Rogue; por todos os sorrisos bobos que ele se pegava dando em momentos de distração; pela mudança de comportamento do moreno. E, além de tudo, a incontestável dona do coração dele.
“I’m not running from, no, I think you got me all wrong. I don’t regret this life I chose for me, but these places and these faces are getting old. So I’m going home. Well I’m going home.”
Não se arrependia de ter feito o exame, muito menos de ter aceitado a missão, ambos haviam ficado felizes com a notícia. No entanto, com o passar do tempo, Lucy fez mais falta do que ele jamais poderia imaginar.
- Rogue-kun?! – O moreno fitou seu pequeno Exceed vestido de sapo cor-de-rosa. Lembrou-se de como a loira o tratava como se o mesmo fosse filho dela.
- Sim, Fro?!
- Fro queria saber se Fro poderá ver Fada-san quando voltarmos. Fro sente muita falta de Fada-san. – Disse o pequeno, as patinhas encostadas nas bochechas; os olhos cheios d’água. Lucy, se estivesse com eles, provavelmente o agarraria e diria o quanto a cena era fofa. Rogue sorriu levemente, afagando a cabeça do neko.
- Se você parar de chorar, eu prometo que pegaremos um trem daqui direto para Magnólia. Mas pare de chorar, sabe que Lucy não gosta de ver você assim. – Respondeu, sem desmanchar o sorriso, observando o Exceed retribuir, animado, e enxugar as lágrimas.
- Fro quer comprar um presente para Fada-san, Rogue-kun. Podemos?!
- Tudo bem, Frosch, agora vá dormir. Amanhã compramos algo para Lucy.
- Hai! – Rogue pegou Fro no colo, colocando-o sobre seu travesseiro, vendo-o adormecer. Suspirou, fechando os olhos para então mergulhar no reino dos sonhos. Onde, para ele, Lucy Heartfilia era a unanime rainha.
“The miles are getting longer, it seems, the closer I get to you.”
Respirou fundo antes de embarcar no trem; dessa vez não havia o colo de Lucy e suas carícias para tranquilizá-lo. Frosch tagarelava sobre como entregaria seu presente à maga enquanto Rogue apenas pensava no que falaria para ela quando se reencontrassem. De uma forma completamente diferente, Lucy era capaz de deixar o Dragon Slayer sem fala e de mãos trêmulas. Apertou, então, a caixinha pequena em seu bolso, procurando uma cabine para se acomodarem. Sentou-se perto da janela, encostando a cabeça na mesma, pronto para encarar a sessão de tortura que se iniciaria em minutos.
“I’ve not always been the best man or friend for you, but your love it makes true and I don’t know why. You always seem to give me another try.”
Flashback
- Você está sendo infantil, Rogue. – A loira ainda falava baixo; sabia que ele estava irritado, o que costumava ser uma coisa rara de se acontecer. Precisava ser racional.
- Infantil?! Infantil, Lucy?! Qual o problema de assumir que estamos juntos?! – O moreno se exaltou e, em um ato impensado, socou a parede, furioso. Lucy se sobressaltou, recuando alguns passos.
- Natsu nunca entenderia ou aprovaria.
- Então é a opinião dele que importa?! – Rogue estava sendo cruel, sabia disso, mas a raiva o dominava completamente.
- Não é isso, Rogue, mas que droga! Céus, o que você quer que eu faça?! Você está sendo irracional!
- Eu quero que você assuma que estamos juntos, Lucy, apenas isso.
- Eu não posso. Natsu não aprovaria, além disso ficaria com raiva de mim. – Agora Lucy também estava aos berros, os dois se aproximavam um pouco a cada segundo, a fúria dominando ambos os olhos castanhos e vermelhos. – Ele é meu nakama, Rogue. E eu não quero que ele vá atrás de você. Não quero que se machuquem. – Completou em um fio de voz, baixando a cabeça.
Rogue bufou, impaciente.
- Você não me ama, é isso, Lucy?! – Lucy arregalou os olhos, abrindo e fechando a boca. Não conseguia acreditar que ele realmente estava duvidando de seus sentimentos.
- Está duvidando de mim, Rogue, é isso?! – Ela mal conseguia pronunciar as palavras, tamanha era a dor em seu coração. A vontade de chorar apenas aumentava. Rogue permaneceu em silêncio, desviando o olhar. Estava furioso, sabia que havia dito uma grande besteira, mas, com a cabeça quente, não conseguiria resolver nada. – Era tudo que eu precisava ouvir. – Sussurrou, amargurada, virando as costas e caminhando em direção ao seu apartamento. – Nos vemos amanhã na estação, Cheney. – Murmurou baixo, sabendo que ele seria capaz de ouvir, sumindo porta adentro.
Flashback
Apertou com mais força ainda a caixinha dentro de seu bolso, arrependendo-se de tudo que fizera. Havia agido como um completo idiota e, ainda assim, lá estava ela no dia seguinte, com lágrimas nos olhos, esperando para despedir-se dele. Precisava do perdão de Lucy, ou então seria consumido pela culpa.
“So I’m going home, back to the place where I belong. Where your love has always been enough for me.”
A viagem se arrastou lentamente, prolongando o sofrimento tanto físico quanto emocional do Dragon Slayer das sombras. Fro segurava o riso, apertando o sapo de pelúcia que comprara para Lucy contra si. Após algumas horas, o trem, finalmente, parou.
Rogue levantou-se com elegância, caminhando calmamente para fora do veículo, inspirando fundo o ar conhecido de Magnólia. Por mais que fosse um tigre da Sabertooth, a cidade das fadas era realmente aconchegante. Principalmente por causa de uma certa moradora loira de olhos castanhos. Direcionou-se então para a Fairy Tail. Sabia que, provavelmente, a encontraria lá.
“I’m not running from, no, I think you got me all wrong. I don’t regret this life I chose for me, but these places and these faces are getting old.”
Rogue abriu lentamente a porta da guilda, encontrando-a relativamente vazia por ainda ser cedo. A demônio, Mirajane, estava no bar, enxugando alguns copos e, ao vê-lo, arregalou os olhos, abrindo um sorriso radiante logo em seguida. Chamou-o com as mãos para se aproximar e assim ele o fez.
- Rogue-san! Quanto tempo. – Comentou animada, sentando-se em um banco ao lado dele. O moreno apenas sorriu de canto.
“Be careful what you wish for ‘cause you just might get it all. You just might get it all and then some you don’t want. Be careful what you wish for ‘cause you just might get it all, you just might get it all, yeah.”
- Sim, minha missão foi bem cansativa. Mas, Mira, onde está Lucy?! – A albina parou por alguns instantes, voltando para trás do balcão e procurando algum papel.
- Lucy não está, Rogue. – Ela murmurou, encarando-o com um sorriso amarelo.
Rogue gelou, sendo tomado por um desespero avassalador. Lembrou-se então das palavras da loira quando se encontraram na estação, ainda dominados pela fúria do dia anterior.
Flashback
- Eu espero que, quando voltar, não me ache na guilda, Rogue. Não sei se terei coragem ou vontade de olhar para você.
- Lucy...
Flashback
- Como assim não está?! – Perguntou, visivelmente alarmado.
- Saiu em uma missão classe S com Natsu e Gray e até agora não voltou. Bom, ao que tudo indica, daqui a pouco eles devem chegar. – Ela fez uma pausa, torcendo as feições em preocupação antes de prosseguir. – Mas não acho que Natsu gostará de ver você aqui.
Rogue assentiu, sentindo-se mais aliviado. Entretanto, foi tirado de seus pensamentos quando a porta da guilda foi abaixo.
- Yoo! Estamos de volta, minna! – Uma voz doce gritou animadamente.
Era ela.
Lucy.
“Oh, well I’m going home, back to the place where I belong. Where your love has always been enough for me.”
- Sentiram nossa… – Rogue observou-a se interromper quando seus olhos focalizaram-no. – Ro-Ro-Rogue?! – Limitou-se a sorrir, levantando-se lentamente e caminhando em direção a ela. – O qu-que fa-faz a-a-aqui?! Qu-quan-quando vo-vo-voltou?!
Rogue riu baixinho, enlaçando a cintura de Lucy e puxando-a para si. A garota arfou, mas não tardou a embrenhar suas mãos delicadas nos cabelos negros dele. Acariciou-os com leveza, como se quisesse provar pra si mesma que sim, ele estava mesmo ali.
- Voltei hoje. – Respondeu, roçando a ponta de ser nariz no dela, usando-o par acariciar as bochechas coradas de Lucy em seguida. – E, bem, eu vim ver você e... Pedir perdão por ser um completo idiota. – Finalizou com a voz baixa, mas sem desviar o olhar. Lucy fitava-o, confusa, talvez se perguntando o porquê de tudo aquilo.
- Rogue, eu...
- Se não quiser me perdoar, eu entenderei. Fui um completo idiota, irracional e egoísta. Estava pensando apenas nos meus sentimentos e esquecendo dos seus. Natsu é seu nakama e você tem total direito de contar para ele quando se sentir confortável para isso. – Suspirou, encostando a testa na dela. A essa altura, toda a guilda já prestava atenção. – Até o idiota do Sting me disse que eu estava errado e, pela primeira vez na vida, eu precisei dar razão a ele. – Lucy riu baixinho. – O ponto é: eu passei quatro anos sentindo-me culpado e morrendo de saudades de você, minha Lucy. Mas entenderei se não quiser me perdoar, afinal...
Então ela o calou com um beijo desesperado. Rogue arfou, surpreso, mas recompondo-se com rapidez, puxou-a para mais perto, pedindo passagem com sua língua para poder aprofundar o beijo. Sentia-se, enfim, completo. O vazio em seu peito havia sido preenchido. Lucy estava ali. Com ele. Tudo estava, finalmente, em seu devido lugar.
- Eu amo você, Rogue, seu idiota. – Ela sussurrou, ofegante, quando partiram o beijo por falta de ar.
“I’m not running from, no, I think you got me all wrong. I don’t regret this life I chose for me, but these places and these faces are getting old.”
- Me perdoa, Lucy?! – Perguntou, ajoelhando-se em frente a ela e pegando a caixinha preta de veludo em seu bolso. Abriu-a, revelando uma aliança prateada com uma pequena pedra de topázio na ponta. – E seja eternamente minha?!
Lucy arregalou os olhos, sorrindo abertamente e puxando Rogue pela gola da camisa e depositando selinhos no rosto do moreno, sussurrando “aceito” entre cada um deles.
“I said these places and theses faces are getting old.”
- Fada-san! Fada-san! Fro também comprou presente para Fada-san. – O pequeno Exceed berrava, pulando no colo de Lucy, que riu, divertida, acariciando a cabeça do pequeno. – Na verdade foi Rogue-kun quem comprou, mas disse para Fro que Fro poderia dar para você. – Ele entregou o pequeno sapo esverdeado que segurava em seus bracinhos.
- Kyah, Fro! Eu amei. Vou lembrar sempre de você, assim. – Guinchou Lucy, apertando Fro entre seus braços.
- Rogue-kun, Fro acha que Fada-san vai matar Fro asfixiado. – Os dois riram e a loira soltou-o, sendo abraçada por Rogue, que beijou o topo de sua cabeça. Todos na guilda festejavam, inclusive Natsu que, após apanhar de Erza e levar um sermão de Gray e Laxus, acabou por se conformar com a relação de Lucy com Rogue.
Enquanto isso, os dois trocavam beijos apaixonados e palavras de carinho. Eles sentiam-se, finalmente, em casa nos braços um do outro.
“So I’m going home, I’m going home”
Notas finais
Até a próxima :33
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