Notas iniciais
Boa leitura!

Ele se aproximava cada vez mais, seus olhos diziam claramente suas intenções.

Seu sorriso desdenhoso contrastava com os passos que demarcavam sua confiança e fixação.

Senti minhas mãos tremerem agitadas, enquanto meu coração pulsava aos pulos, martelando sobre o meu peito enquanto uma descarga de Adrenalina era liberada em minha corrente sanguínea.

Tudo se passava como em camera lenta, todos os sentidos estavam extrasensíveis, e eu estava visivelmente nervosa.

Jake se aproximou o suficiente para estarmos a apenas alguns centímentros para que nossas peles se tocassem.

– Calma Camy. – Ele disse com sua voz mais doce e inocente, aquela que me lembrava dele quando erámos crianças e brincávamos rolando pela neve embalados pelas nossas risadas.

Eu mordi o interior da minha bochecha para sufocar um sorriso bobo, que rapidamente se perdeu quando senti suas mãos tocaram meus ombros, enquanto ele esfregava seus dedos em uma delicada carícia quase imperseptível aos olhos, mas que me faziam totalmente consciente de seu toque, trazendo um frio arrepio que corria pelos meus braços, em direção da minha nuca.

Oh! Devo amaldiçoar ao agradecer? Não sei mais!

Jake percebeu minha reação, pois seu sorriso agora já se mostrava divertido e vitorioso. Diferente do garoto que brincou comigo enquanto erámos crianças esse era um homem, totalmente consciente do despertar da sua sexualidade.

– Calma, não sei porque você fica assim tão nervosa... –

Eu apenas revirei os olhos. Eu poderia listar uns 50 itens de porque ele me deixava nervosa, e isso levianamente, só o básico. Mas agora não era meu melhor momento para formar pensamentos coerentes, ainda mais para formar palavras com nexo.

Oh meu Deus! Se me colocassem para fazer um vestibular agora, o resultado seria um desastre, eu iria assinalar as opções com um coração e exigiria que fosse criada uma alternativa com a letra “J” porque “A,B,C,D e E” são para pessoas desapaixonadas.

Minha redação seria sobre meu tema favorito: Jake Wave. E seu enredo seria basicamente sobre tudo que eu admiro nele, que ocuparia todas aquelas linhas tranquilamente, e provavelmente eu ainda pediria mais uma folha, porque é muita, muita coisa, mesmo!

Meus caótics desvaneios foram interrompidos quando percebi onde suas mãos travessas estavam indo. Com olhos de caramelo derretido, Jake descaradamente, descia suas mãos em direção aos meus seios.

Ele não perdeu tempo!

Arisca, rapidamente empurrei suas mãos com cara de desaprovação. Fiquei ainda mais tensa.

– Calma Camy. – Falou com a voz cantante em um sussurro, próxima ao meu ouvido. – Sou eu, Jake. Seu Jake.

O chão veio por terra literalmente, o céu desabou e eu consegui apenas assimilar aquelas doces palavras que continuavam a se repetir em minha cabeça, como um éco constante e rutumbante que se propagava no ar por toda minha alma.

Meu.

Meu Jake.

Sua voz soava como as melhores e mais harmonicas sinfonias, as palavras ditas da boca dele, tinham o poder de me acalmar e acalentar, mesmo que o céu estivesse caindo lá fora.

Eu o tinha, e só isso importava. Um sorriso bobo surgiu de meus lábios, era o mais sincero e apaixonado riso de satisfação que um ser humano poderia expressar.

Jake se aproximou de meu rosto, acariciando minha bochecha suavemente com a ponta do seu nariz.

– Calma.. – Ele disse tão baixo que eu me esforcei para compreender suas palavras. – Somos só nos dois agora, apenas você e eu.

Eu me concentrava para tentar diminuir as batidas de meu coração, mas isso só fez com que eu ficasse ofegante, buscando por cada vez mais oxigênio.

Ele se afastou de meu rosto, colocando-se a minha frente.

– Relaxa Camy, eu nem fiz nada. – Falou sorrindo jogoso com seu senso de humor.

– Imagina se tivesse feito! – Disse irônica. – Teriam que me tirar daqui com um pano, porque eu estaria toda derretida no chão.

Jake gargalhou. E eu rapidamente, arregalei meus olhos tapando minha boca.

Oh, Camy, você falou isso em voz alta!

Eu estou realmente precisando de um psiquiatra, eu penso e as palavras pulam de minha boca, como se houvesse uma conexão direta, entre minha língua e meu cérebro, sem filtro algum do bom senso. Se bem, que se houvesse mesmo essa tal conexão minha língua estaria dentro da boca do Jake e não tagarelando e me deixando constrangida.

– Não faça isso! Tapar essa boca linda, deveria ser crime – Disse ele ainda com seu tom risonho e bem humorado, segurando meus pulsos e tirando-os para baixo ao longo de meu corpo.

Ele soltou minhas mãos e voltou sua atenção para minha boca, que estava entre-aberta, seca e implorante pelos seus cuidados. Seus dedos tocaram meus lábios.

Me encolhi, tensa.

Seus olhos pediam muito mais do que eu estava disposta a ceder.

– Não precisa ter medo de mim Camy, não é como se eu fosse um vampiro ou um zumbi faminto por cérebros. – Brincou ele. – E se fosse, hoje as garotas gostam de vampiros sabe, você pode me chamar de Edward se quiser.

Eu não segurei minha risada, ele era um palhaço, deveria envestir em uma carreira circense, embora muitas Wavenesss me mataram por sugerir isso, mesmo que em pensamento.

– Ultimamente, você anda se chamando de vários apelidos novos néh Wavezão. –

– Ah, você não esqueceu! Eu e ele ficamos felizes. Bem Felizes! – Disse enfatizando o “bem” felizes.

Revirei meus olhos, a malandragem, e seu senso de humor o salvavam em muitas situações embaraçosas, mas agora só o complicavam, porque ele chegava a ser irritante de tão seguro de sí.

O clima de descontração acabou quando ele levou seu dedo indicador a boca e o chupou, depois trouxe até minha boca ressecada, e arrastou-os sem pressa sobre ela, umedecendo meus lábios, com seu delicioso gosto de nuvem.

Eu quase poderia sentir seu sabor. Ele passeava travesso com seu dedo pelo meu lábio superior, me mantendo enfeitiçada pelo seu toque de veludo.

Não me controlei, ele era o dono dessa situação, a linha que separava o proibido do permitido era realmente tenue, era como um fino véu, tão transparente e maleável que eu já não o identificava mais.

Guiada apenas pelo instinto, entre-abri meus lábios, para que minha língua corresse solta em direção ao doce sabor do gosto dele. Inquisitiva, permiti-me sentir a textura de seu dedo macio, sua pele era tão suave.

Seus olhos se dilataram.

Eu percebi sua reação satisfeita, quando ele ergueu sua outra mão logo acima da minha cabeça, escorando-se contra a parede, me mantendo ainda mais presa sobre seu corpo, enquanto fechou seus olhos, lentamente, como se não conseguisse resistir ao que sentia quando minha língua dava voltas travessas sobre seu dedo, como se ele fosse a melhor goloseima já enventada. E era, uma das melhores.

Alías, ele todo era uma grande goluseima.

Quando Jake abriu novamente seus olhos, lá estava meu posso de desejo, quase transbordante. Ali via refletido minha própria excitação e curiosidade, onde todo contato era pouco, onde estavamos insaciáveis, e desejosos um do outro.

Mordisquei seu dedo, enquanto minha língua dançava sensualmente com ele. Jake gemeu em aprovação, um som quente, que vibrou em sua garganta, e deixou minhas pernas bambas.

Os lábios de Jake se elevaram formando um meio sorriso, tão malicioso e desdenhoso que tal reação não poderia vir de outra pessoa.

Eu estava perdida e parcialmente descontrolada, querendo ter todas as experiências que fossem lícitas, ou não com ele, um turbilhão de emoções e pensamentos passavam por minha cabeça com uma velocidade furiosa, eu mal conseguia Kathyeciona-los e quando percebia, já estava, reseptiva as atitudes.

Eu perdia meu polo em contado com ele, ou talvez, o encontrava.

Seria o meu errado durante toda a minha vida, e só completo e correto quando estávamos juntos? No fundo de meu coração era o que eu de fato sentia.

Jake era magnético e me atraia para ele de muitas formas e em muitos sentidos, mais que qualquer paixão ou desejo, eu queria o seu coração. Queria o seu amor.

E olhando agora seus olhos, eu acredito que isso seja possível. Seja paupável.

Eu já estava cativa por ele, totalmente boba e apaixonada, e a expectativa do que estava por vir, me deixava ainda mais desnorteada.

Entreguei-me completamente, quando senti seus lábios tocarem os meus. Como poderia ser tão suaves e macios, ele não era exigente, tocava-me com sutileza, senti sua língua escorregar por minha boca, buscando a minha já conhecedora dos caminhos e dos toques certos para me por louca, era além do estupor.

Assustei-me quando um barulho insistente, despertou-nos de nosso estupor. Abri meus olhos desperta, e Jake a contra gosto, separou-se de mim o suficiente para alcansar seu celular no bolso e ignorar a chamada, sem nem ao menos prestar atenção a quem ligava. Aproveitei a deixa para por alguma distancia entre a gente.

– Não Camy, volta aqui! – Resmungou ele, segurando meu braço, impedindo-me de afasta-lo ainda mais.

– Jake, não! – Falei tentando parecer decidida. – Quem estava ligando?

– Não vi, e não importa também, volta aqui, esquece isso. –

Antes que eu conseguisse contestar, ele já havia me puxado para seus braços, e sua boca já tomava a minha, agora um tanto quanto exigente, demarcando seu espaço e delineando seu desejo. Eu não poderia resistir, acho que ninguém conseguiria.

Mas eu ainda estava indecisa, e um pouco incerta se esse era o nosso momento.

– Ei, se você quiser parar, nós podemos combinar uma palavra secreta. Se você disser eu paro na hora, prometo. – Disse Jake, acredito que ele tenha percebido minha insegurança.

Enquanto eu me tranquilizava, tentando organizar meus pensamentos que corriam em todas às direções, senti sua respiração próxima ao meu pescoço, enquanto uma mão perita acariciava minhas costas, confortante me acalentando, e passando confiança. Não sei como ele fazia isso, mas definitivamente funcionava.

A cada respiração ao senti-lo soprar sobre meu pescoço, eu me encolhia, era refrescante, e o golpe final veio quando seus lábios se moveram ao encontro de minha pele, despejando beijos suaves por toda minha nuca, sugestivamente.

Meus olhos se fecharam por conta própria. Maximizano ainda mais a sensação de ter sua boca mordiscando minha orelha. Ele estava certo erámos apenas nós, todo o resto deixava de existir quando estávamos um nos braços do outro.

– Não pensa, apenas sente! –

Quando ele falava essas palavras arrastadas, eu não poderia fazer mais nada além de concentir.

Seus beijos desdenhosos subiram por minha mandíbula, até encontrar minha boca.

Suas mãos desceram para minhas pernas, impulsionando-me para seu colo. Intensão que eu correspondi rapidamente, enrolando minhas pernas na cintura dele enquanto suas mãos apertavam minhas coxas, com força comedida, mantendo-me suspensa, totalmente a merce de seu corpo.

Ele mantinha uma pressão constante sobre meu corpo enquanto me encurralava à parede. Respirar era muito custuso, concentrava-me apenas em beija-lo mais e mais. Até um pensamento me vir a mente:

– Jake.. – Falei sobre sua boca. – Jake.. Jake.. – Depois de chama-lo por algumas várias vezes, tive finalmente sua atenção.

– Fala.. –

– Qual a palavra? – Perguntei, buscando minha coerencia, perdida entre seus beijos.

– Que palavra? – Indagou-me Jake, tão perdido quanto eu.

– Você disse que deveríamos escolher uma palavra secreta, que se eu quisesse parar era só falar que você pararia. –

– Ah isso, certo, eu paro, se você disser... – Ele ficou pensando por alguns segundos.

– Para mesmo?

– Paro sim. É só voce dizer, otorrinolaringologista, e eu paro! – Falou abrindo um grande sorriso, enquanto me levava ainda no seu colo em direção ao sofá.

– Otorri... Otorrino.. Otornino -

–Otorrinolaringologista. – Repetiu ele, enquanto me deitava confortavelmente sobre o sofá.

– Otorringo.. Otorningoligista.. – Minhas tentativas falhas em tentar dizer a palavra roubaram altas gargalhadas dele.

– Jake Drew Wave eu não consigo dizer isso!! -

– Oh, que pena Camy. – Disse ele malicioso, deitando-se em cima de mim, com um enorme sorriso perverso.


Notas finais
no proximo cap eu corrijo esse e explico tudo. beijo amo amo vcs.
Se ainda estiverem ai, por favor me deixem um sinal de vida, mtas coisas aconteceram eu não abandonaria vcs.
Espero que gostem, responderei todos os reviews, sintam-se a vontade para se expressarem.