Holofote
61 Greve
Notas iniciais
Owt. Foram os reviews mais coloridos,e mais doces que já vi. Eu responderei a TODAS estou respondendo os ultimos agora. Algumas realmente me encantaram, mas eu não citarei nomes para não ser injusta, porque todas de fato foram importantes.
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MAS há alguém que merece estar aqui. Dedicarei esse cap com todo meu amor para hands flying. Lara tua recomendação me emocionou, de verdade. Foi algo especial de ler e sentir. Tocar os sentimentos das pessoas é um dom e uma responsabilidade porque é algo mto intimo e pessoal, mas vc me fez extremamente feliz. Você citou tudo que eu queria passar ao escrever essa fic. Não posso adjetivar melhor: Foi perfeito. Muito obrigada. Guardei no coração.
Os passos foram firmes e seguros para a porta, que foi fechada com uma pancada. Cheguei a me assustar com o barulho, mas não olhei. Negava-me a velo partir.
O que vivíamos pode ser chamado de inferno astral. Karma. Olho grande. Azar.
As palavras que Jake disparou feriram além de meu ego. Foram direto a meu coração, remexendo em uma ferida já aberta. Ele vivia no mundo de super-astro. Eu não. Eu era o que? Nada.
Era a que se escondia nos backstage, que o acompanhava nas viagens, era cumplice quando queria fugir e se esconder do Scooter. Era sua companhia quando ele ficava trancado nesses Hotéis. Era a amiga que morava em outro país.Eu nunca seria a estrela principal.
Nunca seria o motivo, era apenas o complemento.
Isso rasgava todo amor que a contragosto acumulei por ele, era uma dor que se estendia latejante por toda minha carne, como as lágrimas que queimavam em meus olhos.
Eu sempre soube que isso machucaria, só não imaginei que doesse tanto.
POV Jake
A culpa me esmagava.
Custava admitir a mim mesmo, e ouvir em voz alta todas as minhas dúvidas sob a acusação da Camy foi ainda mais dilacerador.
O pior de tudo isso, foi não ter coragem de negar.
E ela sabe como me irritar, como me tirar do sério. A ira dentro de mim só faz nublar meus sentimentos, deixando tudo ainda mais confuso.
Não queria que ela tomasse conhecimento desse encontro com a Kathy. Era algo meu. Um conflito interno que apenas eu conseguiria resolver. Queria desabafar, conversar sem que passassem a mão na minha cabeça.
A Kathy sabia o que era isso. A Camy não. Queria conversar de igual para igual, com alguém que vive com os mesmos problemas que eu.
Por mais que a Camy me escutasse, jamais entenderia o que é essa pressão que a exposição pública trás, porque ela nunca viveu isso.
E embora eu sempre tente ignorar esse abismo existe entre nós dois. E em alguns momentos como agora, ele parece infinito.
Fui até o Restaurante, sentei-me no canto mais afastado. O capuz cobria meu rosto, dando-me a falsa sensação de privacidade. Logo escolhi um chocolate quente.
Assim que tomei o primeiro gole, me arrependi. O sabor doce lembrava-me o gosto dos lábios da Camy.
Lembrava-me da sua boca macia e do jeito tímido que ela buscava a minha. E isso era como abrir a porta de uma série de lembranças que revoaram em minha mente como um filme 3D.
Eu quase podia ouvir sua risada nervosa e ver suas bochechas queimarem vermelhas quando eu tocava sua pele, tão delicada, era como correr os dedos pela superfície de um pêssego maduro. Será que ela teria o mesmo gosto?
Ela me reprimiria? Como seria sua pele sobre minha língua. Que vontade de provoca-la, senti-la se arrepiar e morder o lábio com vergonha que eu a escutasse gemer.
Ri sem humor. A imaginação era uma merda. Parecia tão real, que meus dedos formigavam por toca-la mais uma vez.
Ela me deixava louco.
Estava aqui furioso e ainda a querendo.
Bufei e derrubei minha cabeça com força sobre a mesa. Todos viraram para ver a origem do barulho.
E eu consegui arrumar outra frustrante dor de cabeça, além da que estava lá em cima em meu quarto e de bônus um dolorido inchaço na testa.
O que estava acontecendo?
Eu nunca fui inseguro, eu nunca senti essa necessidade de alguém, não de uma garota.
Com a Kathy foi muito tranquilo, a troca entre a gente era legal. Ficávamos muito tempo afastados em turnê, e eu nunca senti a falta de estar ao lado dela. Nos falávamos por telefone e isso era suficiente. A saudade, o desejo a necessidade, isso é novidade para mim. Camy não sai da minha cabeça. Droga!
Mas eu não sei como isso pode dar certo. Como dois mundos tão distintos podem se unir por um só ideal.
Essa vontade inconseqüente de tê-la será suficiente?
POV Camy
Olhei para aquele quarto. As malas. As roupas jogadas. Os tênis do Jake atirados, espalhados por todos os lados.
A cama desfeita. Não notei meus pés se movimentarem, mas eu caminhei até ela, olhando os lençóis amaçados, e lembrando como dormia bem nos braços dele. Como era aconchegante ter seu corpo perto do meu. Como parecia certo.
Peguei o travesseiro dele e trouxe para meu rosto e suspirei profundamente. Aquele cheiro estava marcado como fogo na minha alma. Assim como cada toque, cada carícia.
Ouvi a porta ser aberta e apreçada, larguei o travesseiro. Levantei-me e fui em direção a janela.
Ele entrou no quarto.
Virei em sua direção. Encarando-o.
Silencio.
Nenhuma palavra foi dita, parecia um jogo. Competíamos pelo controle e pela razão. Quem falasse primeiro, pedia desculpa e assumia estar errado.
E eu estou totalmente certa.
As palavras que ele disse ainda queimavam. A decepção ainda ardia, latejava em meu peito.
Seus olhos estavam fixos nos meus. Eu via o conflito, a indecisão refletida ali.
Ouvi ele respirar profundamente.
– Vou dormir no sofá, pode ficar com a cama. – Falou displicente. – Scooter disse que amanhã voltarei com minha agenda normal... –
– Está sugerindo de forma sútil que eu vá embora? – Interrompi ele indignada, já alterando meu tom de voz com descrença pelo que ele parecia estar insinuando.
– NÃO. – Respondeu Jake com pressa. – Calma Camilla, deixa eu terminar. – Pediu irritado. Eu bufei cruzando os braços a minha frente. – Só estou dizendo que minha folga terminou, parece que já vamos começar a juntar material pro filme.. só queria comentar isso. – Jogou seu cabelo, coçando a nuca. – Pode ficar o tempo que quiser aqui, não falei isso para que você fosse embora. Desencana.
– Ok. – Disse indiferente.
Ele não se desculpou ainda. Portanto eu Camilla Barrichello estou oficialmente em greve do meu posto de melhor-amiga-com-benefícios.
A banda não toca só quando ele quer. E se ele acha que eu sou deslumbradinha por ele. Ele está certoeu sou e muito.
Mas, ele não precisa saber disso!
Soa como se eu tivesse desesperada. E novidade para você Jake-docinho-de-tutti-frutti –Eu não estou-. E tenho dito!
Coloquei minha melhor mascara deJake-que-se-exploda-na-alfandega e fui olhar Tv.
Ouvi o celular dele chamar e logo ele atendeu com aquele: “Chora Eric... ok... eu ia dormir, mas pode ser... vou ver... feito cara.”
Logo voltei minha atenção para o filme, fingindo não prestar atenção ao que ele falou com o Eric.
– Camy.. – Jake chamou do quarto. E eu claro, ignorei.
Haha.
– Camy. – Falou agora ao lado do sofá.
– Que?- Disse com os olhos fixos na TV.
– Eu estava te chamando.. –
– Ah, eu nem ouvi. – Virei, olhando para ele pela primeira vez. – Que foi?
E o Oscar de Melhor atriz vai para... Haha. Ai, ele merece o gelo, merece uma geleira inteira.
– Hãm.. o Eric ligou para jantarmos juntos. Aqui no restaurante mesmo – Pausa. – Vamos? – Perguntou com as mãos no bolso olhando o chão, sem jeito.
Abri a boca para dizer que sim. Seria bom para descontrair esse clima que estávamos. Porém, eu estou em greve. Então ele que se exploda.
– Não, nem estou com fome. Vou ficar aqui mesmo. – Voltei minha atenção para o filme.
– Tem cert... –
– Tenho! – Cortei-o enfática.
– Ok. Se mudar de ideia, liga. –
– Não vou mudar. –
Pela minha visão periférica eu via a cara dele de surpreso.
– Tá eu só pensei que.. –
– Está esperando o tchau? – Olhei para ele. – Tchau Jake.
Ele se virou. Ouvi respirar profundamente pegou o casaco e saiu.
Desmanchei minha postura de garota-segura, fui até a cama desmoronei agarrando o seu travesseiro. Desejando um abraço dele. O querendo para mim.
Tomei um banho demorado e claro usei de toda minha inteligência para bolar um estratagema. Já que eu não dormiria com ele, eu precisava ao menos dormir com o travesseiro dele, o cheiro me confortaria e iria apaziguar essa dor insistente em meu peito. E óbvio, eu não iria pedir a permissão do Jake.
Antes que ele voltasse eu já deixei em cima do sofá, algumas roupas de cama e troquei nossos travesseiros, de forma que eu fiquei na cama com o dele e ele usaria o meu.
Detalhes.
Eu jamais admitiria que precisava dele. E Jake não notaria a pequena diferença.
Planos de Gênio da Lâmpada que só uma garota no auge da paixão teria.
Deitei, enterrando meu rosto naquela suavidade. Deixei que a fragrância me levasse de encontro a memórias que eu guardei em um local especial do meu coração. Aquele primeiro beijo. A janta do meu aniversário. Quando Jake cantou para mim. As palavras que disse quando foi procurar-me no Aeroporto.
Adormeci pensando no sorriso dele, nos traços de seu rosto, em como seus olhos me aqueciam e em como seu toque me alucinava.
Notas finais
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Eu quero todo mundo colorindo nos reviews, que vou dar um vale-brigadeiro-na-casa-da-Sil para quem escrever. HAUHUHUAHS
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E quem mandar recomendação pode vir passar as férias aqui
comigo. Eu moro no Rio Grande do Sul. Quem quer vir congelar aqui... pq BRRR ta mto frioooo =s
HAHAHA.
Beijos babys, até terça;
Com amor, Titia Sil.
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