Holofote
1 A cidade dos Anjos - LA
Notas iniciais
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Espero que gostem da fic, e acompanhem. Vou esperar pelos reviews, todas as opiniões, críticas e sugestões são muito bem-vindas. Beijinhos garotas!
Aqui estava novamente. Idas e vindas no Aeroporto. Aviões, se tornaram rotina, mas, para tudo ha uma razão, um motivo. E o meu motivo era o mais lindo, eu diria.
Não nos víamos a meses, conversávamos apenas por telefone e internet. Em algumas ocasiões conseguíamos nos encontrar, mas eram raras, porque meu `motivo` estava sempre com a agenda cheia.
Levávamos nossa amizade assim entre encontros e desencontros.
Desci do avião no Aeroporto de Los Angeles, já conseguia ver Shark me esperando.
Shark era o segurança do meu `amendoado motivo`, e sempre me esperava, porque seria arranjar uma grande confusão se o ‘motivo’ viesse me buscar pessoalmente, e eu preferia ficar o mais longe possível dos Holofotes.
Peguei minha mala, não era grande, estava apenas com algumas peças de roupa, estava calor, então roupas suaves, bermudas e vestidos eram meus preferidos.
– Hey Camy seja bem vinda a LA! – Saudou-me, com seu sorriso gentil.
– Obrigada Shark, senti saudade.
(...)
Estava no carro, com o coração disparado, ansiosa por abraça-lo.
Certo, vocês venceram, vou contar a identidade secreta, do meu mais amendoado-com-cabelo-bagunçado-motivo, ele era Jake Wave, e somos melhores amigos, com alguns muitos quilometros de distancia, mas ainda somos.
Desde antes de toda essa loucura de astro teen e holofotes, fiquei uma temporada na casa dele em Stratford, no Canada, porque fiz intercâmbio no colégio onde ele estudava o Stratford Northwestern. Ellen, mãe do Jake, se candidatou a receber os alunos de fora e bem, por sorte ou diria destino, eu fui parar lá, e nossa amizade se mantem desde então.
Sou Camilla, tenho 16 anos e sou brasileira, moro em Curitiba no Paraná. Todas pessoas na minha escola, acham que é mentira minha amizade com o Jake e que eu invento tudo, mas realmente não me importo com o que eles pensam sobre isso, minhas amigas de verdade, sabem e enlouquecem sempre que ele liga, é muito divertido e constrangedor ver a histeria delas pelo JW.
Chegamos finalmente ao apartamento do Jake em LA, estava louca que aquele elevador chegasse ao 29 andar de uma vez.
Quando a porta abriu, meu coração parou de vez.
Ali estava meu motivo.
Era o culpado da minha aflição e voos noturnos, unhas ruídas e dores de cabeça, por ele ficava horas apenas olhando para o celular esperando por uma mensagem, que me deixava vidrada nos sites de notícias para saber onde ele estava e com quem e só apertava meu coração por não estar junto de mim.
Agora eu estava aqui, apenas alguns passos daqueles olhos brilhantes e sorriso encantador, ele corria em minha direção, pulei no seu colo. Ficamos ali abraçados até perder a noção de tempo, enquanto eu aspirava todo cheiro que eu conseguia, amava o cheiro dele, e a sensação de tê-lo me abraçando, sentia segurança, me sentia em casa.
Seus braços eram exigentes enquanto segurava minha cintura com força contida, eu respirava fundo, apenas concentrada em estar com ele de novo, suas mãos passavam em minhas costas de forma gentil. Era inevitável não pensar em nossa proximidade, nossos corpos colados, minhas mãos no ombro e no pescoço dele, enquanto acariciava delicadamente uma mexa do seu macio cabelo.
– Senti saudade. – Jake cochichou baixinho ao meu ouvido pra que somente eu escutasse.
– Eu também. – Falei em seu pescoço, deixando um beijo de carinho perto do seu ombro.
Nos soltamos e fui abraçar tia Ellen, Sean, o produtor do Jake e Will seu empresário, que também estavam ali.
Jake me puxou e subimos correndo pro seu quarto, nos jogamos na cama e ele deitou de frente para mim, encarando-me.
– E ai, como estão as coisas?
– Mesmas de sempre, não tenho grandes novidades como você Sr. Popstar. — Rimos juntos, e perguntei: — E com você?
– Eu tenho uma grande novidade! – O sorriso gigante em seu rosto mostrava sua animação. — Will disse que vou fazer um filme-concerto da minha turnê mundial, com um grande show no Madison Square Garden, eu vou lotar aquilo lá, você vai ver, será grande!
– Oh, meu Deus! — Fiz uma cara de pasma. – Isso é de mais! Lá é enorme. – Fiz um gesto exagerado, me esparramando pela cama.
– Eu sei, é uma loucura e eu estou adorando. — Disse ele entre risadas.
– Nossa, vai ser gigante Jake, mas acho melhor você não me colocar no filme, porque irão cancelar na hora com você, e farão um filme sobre mim. — Falei levantando o pescoço fazendo cara de Diva, que não convenceu muito o Jake porque ele gargalhava debochando da minha performance poker-face.
– Acho que você não leva jeito pra coisa, Camy. Mas, como sou muito querido vou arranjar um espaço para você no filme, talvez me dando uvas na boca, ou sendo meu saco de pancadas. – Dizia com a cara mais sínica da galática. – Ou ainda eu posso deixar você ser a garota que segura meu celular na hora do show! Existe essa função será?!
– Idiota! Sabe onde você enfia esse celular...
– CAMY! O que você tem aprendido lá no Brasil? – Perguntou com seu sorriso mais perverso.
Nossa conversa foi interrompida, pelo estridente toque do celular dele. Peguei para passar a ele, claro que não aguentei e olhei discretamente, quem estava ligando.
Era a Katharine, ex-atual-ficante-namorada do Jake, enquanto ele falava com ela, ou melhor tentava falar, eu fazia caretas e mostrava a língua fazendo cara de nojo, ele ria e se perdia, até que ele teve que desligar. Oh! Eu posso ser má quando quero.
Não vou negar, eu não gostava dela e ela deixava bem claro que não gostava de mim.
– Não consigo falar com você fazendo essas caras. – Repreendeu-me ainda rindo, enquanto me fazia cócegas.
– Eu sou a visita, te quero todo para mim, manda ela catar coquinhos!
Quando eu disse isso, Jake parou imediatamente, segurou o meu rosto ficando a uma curta distância de mim, enquanto me encarava.
Esses momentos eram tensos, a energia se crispava entre nós, meu coração e minha respiração se aceleravam pela intensidade do seu olhar. Eu notava que o afetava também. Nossos corpos respondiam um ao outro, embora não quiséssemos que esse tipo de desejo surgisse entre a gente.
Era inevitável, uma reação primitiva de puro instinto.
Minha boca estava seca, passei minha língua pelo meu lábio inferior, ele ainda apertava firmemente os dois lados do meu rosto, enquanto começava a acariciar minha bochecha com a ponta do dedo.
– Olha para mim. — Falou Jake, com a voz baixa e rouca, um sussurro que eu mais compreendia, por ser atraída a ficar olhando fixamente enquanto os lábios dele se moviam para formar essas palavras.
– Estou olhando. — Respondi, tão baixo quanto ele, estranhando minha própria reação a aquele momento.
– Você sempre será minha prioridade, sobre qualquer outra, eu e Katharine estamos enrolados, mas o que tenho com ela, nunca chegará aos pés de nossa amizade Camy!
– Eu sei. — Minha resposta saiu mais como um sussurro, me derretia toda quando ele me chamava de Camy, a intonação que usava e a sonoridade que tinha meu nome sobre seus lábios, era música. Uma linda canção de amor.
Encarava aqueles lindos olhos cor de mel, me perdia neles, não escutava nada mais, apenas sentia o quente toque de suas mãos, e o rastro de fogo que deixavam seus dedos enquanto me acariciava a bochecha.
Para Camila, isso é amizade.
Amizade. Amizade. Ficava repetindo isso como um mantra.
– Jake você tem visita. — Gritou Ellen, lá de baixo.
Nós levamos um susto tão grande, estávamos tão perdidos em nossos próprios pensamentos, que quando ouvimos Ellen, nos jogamos para lado opostos, como se tivéssemos levado um choque. JW bateu a cabeça na parede da cama, e eu caí no chão quando me joguei para trás.
– Au! — Exclamamos em uníssono.
– Machucou? — Jake perguntou.
– Não muito, acho que bati só de leve, vamos descer. — Disse esfregando minha coxa esquerda que estava muito dolorida e meu braço.
– Vem! — Jake oferecia a mão para me levantar.
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