Hollywood

37 Capítulo Trinta e Seis


Notas iniciais
Boa leitura ♥

Capítulo Trinta e Seis

Isabella Swan

“Paul Lahote é eleito o homem mais sexy do ano.”

O Escândalo Swan deu uma carreira para Paul, ele cresceu em cima de mim, em cima da minha derrota. Ganhou papéis importantes, reconhecimento, muito dinheiro.

Ele parecia ter tudo que queria, enquanto eu estava na merda. A vida dele era perfeita, a minha eu fingia dia após dia que também era, quando sabia muito bem a verdade.

***

Eu ia acabar indo parar em uma clínica de reabilitação por conta daquele maldito jogo, mas não conseguia parar de o jogar. Por isso, em plena manhã de segunda-feira eu estava na minha sala na produtora jogando Candy Crush, enquanto esperava Leah chegar para conversarmos sobre o namoro falso dela e de Ed.

O músico tinha topado entrar no jogo no sábado, então era hora de começar a colocar tudo em prática. Tanya, Alistair, Jessica, os advogados e eu estávamos preparando o contrato desde sexta-feira quando voltei para Los Angeles, naquela segunda-feira eu conversaria com Leah e se ela aceitasse — o que com certeza aconteceria —, na manhã seguinte ela e Edward já assinariam o acordo.

Meu jogo foi interrompido por uma mensagem de James, era ele perguntando se eu queria ir ao cinema aquela noite. Deixei para responder depois, focando novamente em jogar, até que outra mensagem apareceu, uma de Edward.

Ed Cullen: Já falou com ela?

Abri a conversa para responder.

Capitã: Ainda não.

Ed Cullen: Quando vai falar?

Capitã: Tô esperando ela chegar, Edward. Calma!

Ed Cullen: Eu estou calmo.

Capitã: Percebe-se.

Outra mensagem de James chegou, eu acabei abrindo a conversa.

Jimmy: Tá rolando uma exibição de filmes franceses no cinema perto do restaurante, a gente podia jantar e ir ver.

Ah não, ninguém merecia assistir filmes franceses. Eu sabia que muitos eram super reconhecidos e com certeza tinham muitos bons, mas eu tinha crescido no seio de Hollywood e preferia filmes americanos, sem dúvida alguma.

Edward voltou a me mandar mensagens, o que me tirou da conversa com James.

Ed Cullen: Posso ir para seu apartamento hoje de noite?

Não, ele não podia. Eu até que queria, porém quando viajei com Kate para a turnê tive de deixar uma chave do meu apartamento com James para que ele ficasse com Norma Jeane e mantivesse o lugar de pé, ainda não tinha recuperado aquela chave, o que queria dizer que James poderia entrar no meu apartamento quando quisesse e seria muito arriscado levar Edward para lá.

Capitã: No meu apartamento não vai rolar, eu vou para a sua casa.

Ed Cullen: Na minha casa também não rola, minha mãe e Rose vão estar lá.

Ah, que se foda. Sério que seria tão difícil assim foder com a porra do meu amante? E nós teríamos de ter um cuidado redobrado, já que ele não poderia de forma alguma ser flagrado com outra com o namoro com Leah rolando, especialmente comigo.

Capitã: Ok, vem pra produtora quando acabar o ensaio de noite.

Enviei a mensagem, poderíamos foder na minha sala, além do mais a produtora era um local neutro e Edward estar ali não chamaria atenção.

Ed Cullen: Beleza. Te vejo na reunião lá na gravadora mais tarde. Apaga as mensagens.

Capitã: Eu sempre apago!

Foi o que fiz em seguida, por fim indo responder as mensagens de Jimmy.

Baby: Desculpa não ter respondido antes, Jimmy, estou muito ocupada hoje. Não vou conseguir ir ao cinema com você, ficarei até mais tarde na produtora resolvendo algumas coisas da turnê de Ed.

Jimmy: Ok, então eu te espero no seu apartamento e faço algo para você comer, certo?

Baby: Certo.

Jimmy: Tem certeza de que não podemos mesmo sair hoje? Eu viajo amanhã para New York e só volto na segunda-feira que vem.

Baby: Tenho certeza, realmente preciso trabalhar. Compenso quando você voltar para Los Angeles, ok?

Jimmy: Ok, não se esqueça de olhar a lista de cerimonialistas que te enviei pelo e-mail.

Estremeci ao ler aquela mensagem, no sábado ele tinha me enviado nomes de pessoas que poderiam cuidar do nosso casamento. Eu estava protelando aquilo desde então, mas sabia que logo precisaria começar a pensar sobre aquilo tudo, de verdade.

Baby: Farei isso. Preciso voltar ao trabalho agora.

Jimmy: Amo você.

Baby: Também te amo.

Joguei o celular sobre a mesa e passei a mão pelo rabo de cavalo que prendia meus cabelos, bem na hora alguém bateu na porta. Era Irina, sorridente que anunciou Leah.

— A Leah está aqui, posso mandá-la entrar?

— Pode sim. — Irina assentiu e chamou por Leah, a garota estava visivelmente nervosa, provavelmente imaginando que aquela reunião era sobre sua demissão, ou algo do tipo. — Irina, feche a porta e não deixe ninguém entrar, ou nos interrompa, ok?

— Entendido — minha assistente proclamou e fechou a porta.

— Sente-se! — Estalei os dedos para Leah, ela hesitou, mas tomou um lugar diante da minha mesa. — Leah, você primeiro precisa assinar isso aqui. — Passei um documento de confidencialidade para ela, que diria que nada da nossa conversa aquela manhã poderia sair da minha sala, ou ela estaria fodida.

— Certo — ela concordou, pegou o papel e uma caneta do meu porta canetas e assinou o documento, o devolvendo para mim, já estava acostumada a termos de confidencialidade, eu fazia todos meus funcionários os assinarem.

— Ótimo. — Guardei o documento. — Agora podemos conversar sem que nada dessa conversa vaze, certo?

— Claro — concordou prontamente.

— Bom, eu vou direto ao ponto. Ed Cullen precisa de uma namorada de mentira para limpar a imagem dele, eu quero que você seja essa namorada.

Leah me olhou chocada, sem dizer nada, eu continuei a falar:

— Você só teria de postar em suas redes sociais fotos e vídeos seus com Ed, o acompanhar oficialmente em eventos, alguns passeios de casalzinho por aí, essas coisas. Beijos quando necessário, sexo só se você e ele quiserem, não estamos achando que seja uma garota de programa. Você já está no time da turnê dele, então agora iria também no papel de namorada. Obviamente nada disso pode ser exposto, sendo assim se você deixasse isso vazar, ou traísse Edward e isso também vazasse, teria de pagar o triplo do valor acordado no contrato.

Peguei um pedaço de papel e escrevi o valor, mostrando a ela.

— Isso é o que você receberia no total, a primeira parte no instante que o acordo for assinado, a segunda quando o namoro acabar. Está entendendo? — Ela apenas assentiu. — O namoro duraria até fim de fevereiro do ano que vem, você iria acabar o relacionamento, nada polêmico, pelo contrário, mas você será a responsável pelo término para que Ed seja visto como um bom moço. Quando o namoro acabar você também pede demissão, com o dinheiro que terá e a fama que conquistará sendo namorada de Ed Cullen, inclusive a possibilidade de participar de campanhas publicitárias com ele, por tantos meses poderá investir na carreira de cantora que eu sei que você sonha em ter.

Leah voltou a olhar para o valor do acordo.

— Você aceita?

Seu olhar se encontrou com o meu e ela me deu sua resposta.

— Sim, eu com certeza aceito.

— Excelente. — Sorri satisfeita, meu plano estava dando certo. — Só tem mais uma coisinha, Leah.

— O quê?

— Não se apaixone por Ed.

Uma pessoa apaixonada era capaz de muitas coisas, eu não poderia correr riscos de Leah foder com tudo.

— Eu prometo não me apaixonar por Ed.

***

Entrei na sala de reuniões da gravadora de cabeça baixa, trocando mensagens com Alice. Estava distraída o suficiente para acabar esbarrando em alguém, olhei para cima e vi que era Edward, que sorriu para mim de forma travessa.

— Olá, Capitã.

— Por que você está parado na porta? — reclamei, deixando meu celular dentro da bolsa.

— Eu estava indo pegar algo para comer, você que não olha por onde anda — falou, arrumando os óculos de grau em seu rosto.

— Por que não está de lentes?

— Elas incomodam tanto — ele disse irritado. — Estava com elas nos ensaios da parte da manhã, mas realmente precisava tirar aquelas merdas dos meus olhos.

— E por que você está tão formal? — reparei nas roupas que ele usava. Camisa social e jeans, com um tênis.

— Você está bem interessada em mim hoje, né, Capitã? — provocou.

— Morre, Edward! — praguejei, ele apenas riu e perguntou:

— Leah?

— Tudo certo para amanhã — garanti. — Agora pode ir fazer o que tem de fazer, a reunião já vai começar.

— Certo. — Ele deixou a sala.

A reunião seria com nós dois, Tanya e Laurent. Fecharíamos os últimos detalhes de produção, data e tudo o mais para a turnê de Ed.

Logo Tanya e Laurent apareceram na sala, depois Ed voltou com uma maçã em mãos. Eu fiquei de pé junto a televisão onde mostrava meus gráficos, slides e tudo mais muito bem trabalhado.

Eu tentava me concentrar em toda minha apresentação de planejamento para a turnê, mas não conseguia com Edward presente. Não com ele usando aqueles malditos óculos de grau que lhe davam um ar sério, não com ele vestindo camisa social com as mangas dobradas, expondo as tatuagens dos antebraços, não com ele comendo aquela porra de maçã como se fosse a coisa mais sexy do mundo.

Ele parecia um professor, um professor gostoso para caralho. Porra, eu queria que ele me fodesse sobre aquela mesa, que ele me mordesse no lugar daquela maçã.

— Bella, tudo bem? — Laurent perguntou, atraindo minha atenção, o que fez Edward olhar para mim, uma vez que até aquele momento ele estava ocupado lendo os documentos a sua frente que eu tinha distribuído antes. — Você está bem? Está muito vermelha.

— Sim. — Limpei minha garganta, Edward deu um sorriso torto para mim que só piorou meu estado. — Tanya, você pode continuar daqui. — Joguei a responsabilidade para ela. — Estou meio cansada — falei para Laurent. — Não parei um segundo desde que voltei para Los Angeles na sexta-feira. — Fui para uma cadeira junto de Edward, tentando não agarrá-lo ali mesmo.

— Ok — Laurent falou voltando sua atenção para Tanya.

Que ele achasse mesmo que aquilo era só cansaço, não o fato de eu estar fodidamente excitada pelo Cullen. Que instantes depois que sentei ao lado dele colocou uma mão em minha coxa, para minha felicidade a mesa nos cobria e éramos os únicos daquele lado do móvel gigantesco da sala de reuniões.

Tanya continuou a apresentação com maestria, ela sabia tão bem quanto eu tudo a ser apresentado.

— Eu quero que você me foda aqui e agora — sussurrei no ouvido de Edward, ele se engasgou com a maçã. — E eu o chamarei de professor Cullen.

Edward apertou minha coxa com força, olhando para mim com um brilho raivoso em seus olhos verdes.

— Seja uma boa garota, senhorita Swan.

— Eu prefiro ser uma menina má, gosto de ser castigada.

***

Irina já tinha ido embora quando Edward chegou à produtora, eu o deixei entrar na minha sala e tranquei a porta. Não tive tempo de falar nada, rapidamente o cantor agarrou em minha cintura e me puxou para um beijo.

Ainda me beijando ele fez com que eu andasse de costas até minha mesa, eu afastei alguns papéis ali e deixei Edward me erguer e fazer com que eu sentasse sobre o móvel. Ele abriu minhas pernas, o que conseguiu com facilidade uma vez que eu estava usando vestido aquele dia, se colocando entre elas.

— Oi — falou comigo ao liberar meus lábios.

— Oi, me beija! — Voltei aos seus lábios, já abrindo os botões de sua camisa social. Tirei a camisa dele, ainda com Edward me beijando, deixando a peça de roupa cair no chão. — Porra! — falei, cheia de tesão ao vê-lo sem camisa, com seu peito musculoso e tatuado bem diante de mim, eu comecei a beijá-lo ali, o que fez Edward suspirar e agarrar com força minhas pernas. — Você é tão gostoso, professor Cullen.

Ele riu, mas por pouco tempo, logo estava gemendo meu nome conforme eu ia beijando mais e arranhando seu peito. Até que o afastei suficiente para que eu pudesse pular de cima da mesa, ajoelhei diante de Edward, abri sua calça e comecei a masturbá-lo. Queria chupá-lo antes de ele me foder e foi o que fiz, com minhas mãos, boca e língua eu o deixei totalmente duro.

— Me fode, vai — pedi com a voz cheia de desejo, levantando do chão.

Edward não precisou ouvir mais nada, ele me colocou de costas para si e fez com que eu ficasse curvada sobre minha própria mesa. O Cullen ergueu meu vestido o suficiente, tirou minha calcinha deixando com que ela deslizasse por minhas pernas até parar sobre meus pés. Com seus dedos experientes invadiu minha boceta, ao mesmo tempo em que tocava em meu clitóris.

— Isso, assim mesmo — falei rebolando em seus dedos, já me sentindo molhada.

Fui pega de surpresa quando ele acertou um tapa em minha bunda, eu soltei um gritinho, depois ele bateu de novo. Então, Edward tirou seus dedos de mim e enfiou seu pau, com uma mão continuou batendo em minha bunda, com a outra usava seus dedos livres para estimular meu clitóris.

— Você gosta disso, não é, putinha? — perguntou, parando de bater na minha bunda para agarrar meu rabo de cavalo.

— Si-Sim — falei com a voz vacilante, gemendo e gemendo conforme o pau dele saia e entrava de mim. — Me faz gozar, por favor.

Edward praticamente deitou sobre mim, colando seu peito sobre minhas costas. O ritmo das suas estocadas aumentou, eu sentia sua respiração em minha nuca e seu peso me esmagando.

Então, eu gozei, minhas pernas ficaram fracas, meu corpo todo pareceu derreter em prazer e meu coração disparou. Edward gozou praticamente ao mesmo tempo, enchendo minha boceta com sua porra.

— Valeu, putinha — ele agradeceu.

— Me agradece com dinheiro — brinquei, ele riu, ainda sobre mim e disse:

— Quanto você quer?

— Serve o que você usaria para comprar minha pulseira de diamantes — falei, ele riu mais e se inclinou para morder minha orelha.

— Não, não vai acontecer e você tem até sábado para me dar a Ferrari, ou eu te deixarei pesa a minha cama.

— Isso era para ser uma ameaça? Porque para mim parece algo muito bom — falei.

— Puta merda, você não tem jeito — ele disse e saiu de cima de mim. — Adoraria te foder mais, só que combinei de jantar com a minha família.

— Tá beleza — concordei. — Não se esquece que amanhã irá assinar o acordo com Leah.

— Não vou — ele respondeu, senti ele se colocar de novo sobre mim e morder minha orelha novamente. — Até amanhã, Capitã.

***

James estava na cozinha do meu apartamento quando cheguei lá aquela noite, ele estava sério, sentado à mesa encarando uma taça de vinho.

— Tudo bem? — perguntei para ele, beijando seus lábios rapidamente.

— Tudo.

— Tem certeza?

— Tenho. — Forçou um sorriso para mim. — Foi só um dia muito longo no trabalho e amanhã terei de ir para New York e só de pensar nisso já fico cansado. — Ele estava indo por conta do seu restaurante lá, mas também para visitar a família, especialmente uma tia que recém descobriu um câncer.

— Sua tia vai ficar bem. — Pisquei para ele e comecei a me mexer pela cozinha para pegar um prato da comida que ele tinha preparado.

— Como estão os preparativos para a turnê do Cullen? — me perguntou quando eu sentei junto dele a mesa.

— Tudo bem. — Dei de ombros, começando a comer.

— Você não vai, né?

— Não. — Sorri para James. — Tenho muito o que fazer em Los Angeles, como planejar nosso casamento — falei.

Ele sorriu, se inclinou sobre a mesa e beijou meus lábios. James foi se servir em seguida, então jantamos conversando sobre coisas aleatórias, quando fomos para meu quarto aquela noite foi direto para minha cama, eu tinha tomado um banho na produtora — e conferindo que mesmo estapeando minha bunda Edward não tinha deixado marcas —, dessa forma podia foder com meu noivo sem problemas.

Meu noivo com uma média baixa no sexo, no começo do namoro ele era muito bom, mas depois as coisas esfriaram. Esfriaram mais quando o trai, isso porque eu estava deixando a puta dentro de mim dominar e só James não era suficiente, nem só ele e Edward eram, eu queria Jasper, queria outro cara, porra, estava perto de topar um menage com Edward e outra garota.

— Mais, mais — pedi para James enquanto ele me fodia.

Fechei meus olhos, pensando em Paul. Em Paul me fodendo, em Paul me chupando. Porra, como queria que ele me fodesse. Era para se ele ali, entre minhas pernas, em meus braços, me tomando para si.

— Isso, sim! — gritei.

— Eu te amo, Baby — James falou em meu ouvido, me levando de volta à realidade, não era Paul me fodendo,era James.

Aquilo me fez começar a chorar, o que foi tão idiota, mas eu não pude conter. James começou a perguntar o que tinha acontecido, mas eu só continuei chorando, até que ele saiu de dentro de mim.

— O que está acontecendo? — James indagou assustado, segurando em meu rosto, eu abri meus olhos e vi sua expressão tão aterrorizada quanto sua voz.

— Nada — neguei, me soltando dele.

— Nada? Porra, Isabella, você começa a chorar quando a gente tá transando e quer que eu acredite que não foi nada?

— Não sei o que aconteceu, tá legal? — reclamei, vendo James sair da cama e ir se vestir. — Devo estar doente, sei lá, passei o dia dispersa.

Ele parou de vestir suas roupas e olhou para mim, ainda preocupado.

— Talvez você precise de alguns remédios.

— Para dor de cabeça? Com certeza, a minha tá explodindo agora…

— Para ansiedade, ou depressão, que seja. — Vestiu sua camisa. — Não é nada normal começar a chorar no meio do sexo com seu noivo. — Calçou seus sapatos.

— Você está indo embora?

— Estou — respondeu irritado. — Você claramente precisa ficar só.

— Mas…

Ele não me deu tempo de contestar, já indo embora.

***

Acordei cedo na manhã seguinte e fui até James, ele ainda estava chateado com o acontecido da última noite, mas topou que fossemos tomar café da manhã juntos e que eu o deixasse no aeroporto. Antes de ele embarcar já parecia que nossos problemas tinham melhorado bastante, o que era excelente.

Do aeroporto segui para a produtora, aos poucos os advogados, Tanya, Jessica, Alistair, Leah e Ed chegaram para a assinatura do acordo. Leah assinou a parte dela rapidamente, sem qualquer hesitação, mas o mesmo não aconteceu com Edward, quando um dos advogados entregou a caneta para ele o olhar do músico se encontrou com o meu, estava nervoso.

Sorri para ele e apontei para os papéis, Edward respirou fundo e assinou tudo.

— Feito! — comemorei quando ele acabou, estava meio pálido no fim das contas.

— No sábado você e Leah serão fotografados juntos saindo de uma cafeteria — Tanya disse para Ed, que assentiu, mexia a caneta em sua mão sem parar. — E no fim do mês irão juntos para o aniversário de Kate, será o grande dia da revelação do namoro de vocês, estejam prontos.

Ed olhou novamente para mim, já parecia arrependido. Mas aquela altura era tarde demais para voltar atrás.

***

O resto daquela terça-feira, a quarta-feira inteira e boa parte da quinta-feira eu estava tão ocupada resolvendo mais detalhes da turnê de Edward que não tive tempo para nada que não fosse trabalho. Meus únicos momentos de folga se deram falando com James pelo celular, uma pequena forma de eu me redimir depois do que tinha acontecido na segunda-feira, mesmo que nenhum de nós tivesse voltado a tocar no assunto.

— Noite das meninas! — Alice gritou quando abri a porta para ela naquela noite de quinta-feira.

Minhas irmãs estavam indo para meu apartamento, abriríamos garrafas de vinho, pediríamos pizza e assistiríamos algo na TV.

— Yay, que divertido — debochei da cara de Alice, mas ela ignorou e continuou toda animada, depositando um beijo na minha bochecha.

— Ness já chegou? — ela perguntou ao entrar no apartamento, indo para a sala, Norma Jeane aparentemente não gostava de Alice também, já que saiu quando minha irmã chegou a sala.

— Ainda não — respondi, me jogando no sofá ao lado de Alice. — Vamos pedir pizza de que? — perguntei, pegando o celular do bolso da minha calça.

Meu Instagram estava cheio de notificações, o que disparou um alerta em minha mente. Edward tinha feito alguma merda e as pessoas estavam marcando meu perfil?

Receosa abri o aplicativo e vi as notificações, a grande maioria de contas de fofoca me marcando em uma foto de Paul e Julia, os dois diante a Torre Eiffel, ele de joelhos, com uma caixinha de joias na mão. Paul tinha pedido Julia em casamento, era isso que aquilo significava.

Meus olhos correram para a legenda da foto, só para confirmar.

“Hoje Paul Lahote pediu sua namorada Julia Gaston em casamento, em Paris, ele não é um fofo?”

Logo abaixo perfis marcados de vários famosos, um recurso para chamar atenção no aplicativo, assim como meu próprio perfil.

Mas, eu ainda não estava satisfeita. Coloquei no Instagram de Julia e vi a mesma foto, a legenda era:

“Eu disse sim, eu diria sim mil vezes. Amo você, querido!”

Não, não podia ser verdade. Coloquei no perfil de Paul a foto estava ali também, a legenda dizia:

“Hoje eu pedi o amor da minha vida em casamento e ela disse sim, sou o homem mais feliz do universo. Amo você, querida!”

— Não, não, não — comecei a falar, atraindo a atenção de Alice, que até aquele momento estava distraída com seu celular.

— O que aconteceu?

Mostrei o celular para ela, minha mão tremia, meu coração dóia.

— Merda! — Alice xingou, eu comecei a chorar naquele instante.

Levantei do sofá e comecei a andar de um lado para o outro pela sala, chorando, tremendo, sangrando por dentro. Minha irmã se levantou também, me rondando.

— Ele não pode fazer isso comigo! — gritei enfurecida.

— Bella, Bella, Bella, por favor, se controle — Alice implorou agarrando meus braços.

— Ele não pode fazer isso, Alice — repeti. — Ele não pode!

Minha irmã me encaixou em seus braços, em um abraço apertado.

— Ele não pode casar com outra — falei aos prantos. — Eu o amo, ele não pode se casar com essa filha da puta.

Alice não disse nada, apenas me deixou continuar chorando e amaldiçoando. Naquela noite eu senti como se o mundo estivesse acabando.

***

Renesmee e Tanya chegaram ao mesmo tempo ao meu apartamento, Renesmee para a noite das meninas que estava arruinada, Tanya porque ela sabia como eu reagiria aquela notícia. Elas falavam e falavam, mas eu ignorava, apenas fiquei abraçada em Alice no sofá chorando em seu colo, ao mesmo tempo grata por minha irmã estar ali e raivosa porque ela me proibiu de encher a cara.

— Ele nem ama aquela puta — eu disse.

— Bells, você deveria estar feliz que Paul não faz mais parte da sua vida — Renesmee disse, estava sentada do meu outro lado, Tanya estava na mesinha de centro da sala.

— Vocês não entendem, ninguém entende.

— Explica pra gente — Tanya pediu afagando meu joelho.

— Eu o amo, tá legal? — esbravejei, olhando para minha amiga. — Sei que já se passaram muitos e muitos anos, mas eu continuo o amando, eu sempre vou amar.

— Você não ama o James? — Renesmee perguntou, eu bufei. — Responda! — exigiu.

— Amo — sussurrei. — Mas é diferente, o que sinto por ele não é nem um pouco parecido com o que sinto por Paul. Segunda estávamos fodendo e eu estava pensando em Paul, comecei a chorar quando me dei conta de que estava mesmo com James. — Funguei. — Eu amo o James, juro que amo, mas é de uma forma tão…

— Superficial? — Alice sugeriu.

— É, acho que essa é a palavra.

— E ele não te faz sentir o que você sentia quando estava com Paul? — Tanya indagou. — Toda aquela paixão, toda aquela loucura. — Eu chorei mais, assentindo. — É, você nunca se sentiu assim com James, ele sempre foi uma base firme que você se apoiou, seguro demais, quando seu mundo desde o começo gostava do que tinha com Paul. E você o traiu, traiu James, buscando algo que te fizesse sentir menos presa ao mundinho seguro que James construiu ao seu redor.

— Você traiu o James? — Renesmee gritou, Alice sufocou uma risada.

— Todo mundo trairia o James, Ness — Alice falou. — Ele é um cara legal, mas como a Tanya falou, seguro. Entenda seguro como tedioso, uma linha reta, sem nada emocionante no meio do caminho.

Renesmee ignorou Alice, perguntando para mim:

— Com quem traiu o James?

— Não vou dizer — declarei, puta da vida por Tanya ter dito aquilo.

Renesmee suspirou.

— Você deveria acabar com o James — ela falou.

— Eu não vou acabar com o James, nós vamos nos casar.

— Você não o ama suficiente, você o traiu, você ainda é apaixonada por Paul. Se casar com James seria o pior erro da sua vida, estaria machucando a si mesma e a ele. Sabe quem faria algo assim, Isabella? Renée. Não seja como Renée e pense somente em si, pense em como esse casamento em pouco tempo seria uma merda para James também.

— Eu vou casar com o James — falei decidida, Renesmee resmungou.

— Então você é mais parecida com a filha da puta da nossa mãe do que pensa.

Notas finais
Beijos! Lola Royal. 21.12.18