Hollywood
35 Capítulo Trinta e Quatro
Notas iniciais
Capítulo Trinta e Quatro
Isabella Swan
“Ed Cullen se diverte em Nashville."
Eu era uma apaixonada por Malibu, Los Angeles era minha casa, mas só em Nashville me sentia inteiramente segura. Provavelmente pelo fato de eu sempre ficar na fazenda, que parecia o lugar perfeito para fugir do resto do mundo.
Estar em Nashville também não era apenas acolhedor, mas animador. No entanto, estar em Nashville com Edward era perigoso, isso porque eu não confiava em mim mesma, temia ceder a ele e acabar na sua cama.
***
Eu estava sozinha na cozinha da fazenda na quarta-feira de manhã, tinha acordado cedo para me despedir de James, que já tinha voltado para Los Angeles por conta do seu trabalho. Tomava uma generosa xícara de café que a cozinheira preparou para mim, logo as gravações do dia começariam e eu precisaria de cafeína para me manter desperta.
— Bom dia, Capitã! — Edward entrou na cozinha animado, sentando na cadeira a minha frente na mesa.
— Oi — resmunguei.
— Nossa, quanto mau humor — ele disse. — Não dormiu direito, foi?
— Você acordou cedo, sem precisar ninguém te chamar — observei, ignorando sua pergunta.
— Estava fazendo alguns exercícios de Yoga na varanda do meu quarto — respondeu passando a mão por seus cabelos. — Quer fazer alguns? Vai espantar esse seu mau humor. — Piscou para mim.
— Dispenso. — Bebi mais um pouco do meu café.
— Então, o assassino de patos já foi embora, não?
— O nome dele é James, Edward.
Ele riu, se apoiando na mesa em seus cotovelos.
— Você adorou esse apelido, Capitã, confesse.
— Edward, cala a boca, você fala demais — reclamei, ele riu. — Ah, você está rindo agora, mas lembre-se que hoje é dia que irá gravar com os cavalos, como um bom caipira.
Ele parou de rir na mesma hora.
— Merda, obrigado por estragar meu dia, Capitã.
***
Mais tarde naquela manhã todo o pessoal da produção do clipe chegou à fazenda, naquele dia Edward e meu pai gravariam com os cavalos. Por sorte o Cullen tinha aprendido a montar no passado, quando gravou um comercial que era um jogador de polo.
— Espero que hoje o Cullen caía do cavalo, literalmente — meu pai disse para mim, enquanto esperávamos Edward que estava terminando de se arrumar.
— Pai, para com isso! — chamei sua atenção.
— É só uma brincadeirinha, Bells — ele debochou e andou para perto do seu cavalo, o Trovão, que estava sendo preparado para o clipe.
Olhei para o lado e vi Edward se aproximando, nada contente, enquanto usava suas roupas no melhor estilo country, aquilo deveria estar sendo uma grande tortura para ele. Carregava em sua mão um chapéu de cowboy e mexia sem parar no cinto da sua calça.
— Eu odeio essas roupas — falou quando parou perto de mim.
— Você fica gostoso nelas — falei sem pensar, Edward arqueou uma sobrancelha e sorriu.
— Fico é?
— Me poupa, Edward — ordenei.
— Foi você quem começou — falou, voltando a mexer em seu cinto. — Por que essa calça tem que ser tão apertada? E preciso mesmo do cinto? A calça é tão justa!
— É pra compor o visual — falei, arrumando as mangas da minha própria camisa xadrez.
— Por que eu não te vi usando botas ainda, Capitã? — Edward me perguntou, olhando para meus pés, eu estava de tênis.
— Não gosto de botas.
— Aham, vamos fingir isso. Calce suas botas.
— Não vou calçar.
— Você vai calçar sim, sabemos disso. Aliás, você usou as botas que te dei no ano novo e passou a data aqui nesse fim de mundo, elas ainda estão aqui?
— Não — menti, as botas estavam no meu quarto.
— Você está mentindo.
— E você precisa ir montar um cavalo agora, um que eu espero que te dê um coice.
***
Edward montava muito bem, para quem odiava a ‘roça’, ele passava com naturalidade a imagem de um cowboy. E aquilo era péssimo, para mim, eu só queria o agarrar e pedir para me foder, sua versão country me deixava mais cheia de tesão ainda.
— Como estão indo as coisas por aí? — Alice me perguntou, estávamos nos falando por ligação, enquanto eu via Edward cavalgando para uma tomada do clipe.
— Tudo bem, infelizmente ainda não joguei a Carmen na lama, mas tirando isso está tudo sob controle. E aí em Los Angeles?
— O de sempre, estou de ressaca. — Eu ri. — Sai para jantar na casa da Renesmee ontem e a gente bebeu pra caralho, faltou você. Ah, hoje vou sair com Jasper…
— Com Jasper? — indaguei, Alice riu de novo.
— Com Jasper, mas não é como está pensando. Ele, Randall e eu estamos indo jantar com um amigo maquiador meu que Jasper ficou interessado quando falei dele na festa na sexta.
— Estou surpresa de você ainda não ter fodido com Jasper — comentei, realmente surpresa com aquilo, vindo dos dois eu esperava que já tivessem até participado de uma orgia juntos.
— Você já transou com ele?
— Claro que não!
— Sei — disse desconfiada.
— Alice — disse o nome dela entredentes.
— O quê? Só fiz uma pergunta, mas tudo bem, sei que você é super fiel ao James — falou debochadamente.
— Eu sou — afirmei.
— Claro que é, irmã — disse, mais debochadamente ainda. — Agora preciso desligar, falo com você quando voltar para Los Angeles.
— Certo, tchau! — Desliguei de uma vez, ligando em seguida para Alistair.
— Olá, chefe! — ele me cumprimentou ao atender.
— Alguma informação sobre o número? — Eu tinha pedido que ele investigasse para mim o número de onde Paul tinha me ligado e mandado mensagem na última semana, não sabia o que faria com qualquer informação, mas era melhor me prevenir caso Paul tentasse algo.
— Sim, eu já estava prestes a te ligar para contar — Alistair falou. — É um número de celular descartável, já foi desativado.
Suspirei, passando a mão por meus cabelos. Óbvio, Paul não me ligaria, ou mandaria uma mensagem como aquela de um celular seu, ele não era idiota, eu era. Se tivesse gravado a ligação pelo menos teria alguma prova de perseguição, mas eu não tinha e a mensagem poderia ser entendida como de qualquer um.
— Precisa de algo mais? — Alistair me perguntou.
— Não, só isso mesmo — falei, vendo Edward deixar o cavalo. Mas, talvez fosse melhor eu trocar de número em breve.
— Se precisar de algo mais é só ligar, chefe.
— Ok.
Desliguei, Edward andou em minha direção, tirando o chapéu da cabeça e falou:
— Eu não aguento mais ficar na porra dessa fazenda, tudo fede a merda de cavalo.
Não esbocei qualquer reação, ainda pensando em Paul.
— Tudo bem, Capitã?
— Tudo ótimo.
***
As gravações naquele dia foram até tarde, mas pelo menos garantiria que no dia seguinte faltasse pouca coisa a ser gravada. Também garantiu que na noite daquela quarta-feira Edward estivesse cansado demais e fosse dormir logo depois do jantar, que naquele dia ficou por conta da cozinheira da fazenda, sem me provocar, o que poderia me fazer cair em tentação.
Na quinta-feira acordei cedo novamente, mas daquela vez para cavalgar um pouco, algo que eu ainda não tinha conseguido fazer desde que chegamos a Nashville no começo da semana. Eu estava montando o Buster, meu cavalo de pelagem marrom, que me tratava muito melhor que Norma Jeane, que tinha voltado para Los Angeles com James.
Fazia frio aquela manhã, mas eu não me importava, apenas estava cavalgando e aproveitando meu momento de paz. As gravações só aconteceriam na parte da tarde aquele dia, então eu podia aproveitar um pouco.
— Olá, Capitã! — Vi Edward perto de onde eu estava, ainda montada em Buster eu fiz com que o cavalo me levasse até o Cullen. — Belas botas — elogiou, as botas eram as que ele tinha me dado, eu tive de usá-las, não gostava de cavalgar de tênis e eu não tinha levado nenhuma outra bota e as que tinham ali já estavam velhas. — O que isso significa?
— Nada — deixei bem claro, saindo de cima do cavalo com facilidade.
— Eu fiz uma boa foto sua — falou, virando seu celular para mim, deixando com que eu visse uma foto minha cavalgando, mas não era possível ver meu rosto, já que eu estava contra a luz do Sol.
— Ficou boa mesmo, até que você leva jeito. — Peguei o celular da mão dele e de lá enviei por mensagem para mim. — Quer cavalgar um pouco? — perguntei, devolvendo o celular para ele e apontei para Buster.
— Se eu quero que você cavalgue em mim, Capitã? Quero sim — respondeu maliciosamente.
— Edward! — chamei sua atenção, ele riu, mas apenas guardou o celular no bolso da sua calça jeans e pulou a cerca que o separava de Buster e eu. — Você deveria ir calçar botas — falei para ele, que contornou Buster e se posicionou para montar. — É muito melhor do que montar de tênis.
— Eu estou usando botas e roupas de caipira direto nos últimos dias, me deixe sentir mais humano — declarou, eu apenas ri e meti a mão no seu bolso. — Opa, tentando pegar na minha bunda, Capitã?
— Não, apenas salvando seu celular, se ele cair enquanto você cavalga certamente iria quebrar. — Peguei o aparelho, Edward bufou e subiu no cavalo. — Esse é o seu? — ele perguntou, segurando na rédea do cavalo.
— Sim, é o Buster.
— De quem era o que montei ontem?
— Da fazenda. — Dei de ombros. — Era o Dragão.
— E por que o seu se chama Buster?
— Toy Story.
Ed franziu o cenho.
— Era o nome do cachorro do Andy. — Ele lembrou e riu. — Não é só você que nomeia seus animais com nomes de desenhos animados — falei. — Agora vai andar.
— Ok — concordou, respirando fundo. — Espero que o Buster não tente me derrubar.
— Ele não vai, é um bom garoto, né Buster? — Passei a mão por meu cavalo. — Diferente do Trovão, o do meu pai, ele sim te derrubaria.
— Não estou surpreso, tinha que ser o cavalo daquele velho.
— Chega, Edward — ordenei, ele apenas resmungou algo e começou a cavalgar com o cavalo.
Eu me apoiei na cerca, o observando cavalgar. Aquilo daria uma ótima foto para o Instagram, então coloquei no aplicativo em seu celular e tirei uma foto dele. Como eu, quase sempre, aprovava suas postagens, postei a foto sem me importar com Ed aprovando ou não.
“Estar em Nashville para as gravações de Johnny Cash tem sido maravilhoso.”
Edward aumentou o ritmo da sua cavalgada, então eu coloquei nos stories da rede social e coloquei para gravar. Com o vídeo pronto, coloquei uma pequena legenda.
“Eu estou me divertindo muito, descobri meu amor por fazendas.”
Mordi meu lábio, contendo uma risadinha e publiquei aquilo. Edward iria me matar quando visse, mas a piada valeria a pena.
Alguns minutos depois Edward voltou com Buster, na hora de descer do cavalo ele se desequilibrou e caiu de bunda no chão, o que me fez gargalhar. Edward ficou visivelmente aborrecido, levantando-se rapidamente e de cara amarrado.
— Isso não foi engraçado, Isabella! — exclamou, seu sotaque estava super acentuado.
— Foi sim, muito — falei, segurando na rédea de Buster para o levar de volta a cavalariça.
— Você é irritante — disse revoltado, andando na frente, limpando a parte de trás da sua calça que tinha ficado suja.
— E você é um garotinho chorão — rebati, ele me ignorou, continuando a andar na frente, mas parou, me esperou e continuou a andar ao meu lado. Devolvi seu celular para ele, que o guardou no bolso sem olhar nada.
O caminho era longo e nós ficamos em silêncio, por pouco tempo, Edward não sabia ficar calado.
— Capitã, eu tenho um segredo para te contar — Edward disse.
— Não quero saber.
— Ah, você quer saber sim, pode apostar. — Sorriu de forma travessa. — Adivinha quem está grávida.
— Quem você engravidou, Edward? — gritei.
Parei de andar, o encarando em pânico. Ele não podia ter um filho, isso arruinaria todos os planos do namoro falso que eu queria que ele tivesse com Leah. Uma mulher com filho seria mais difícil de manipular, seria uma confusão.
— Ninguém, porra — falou estremecendo. — Alec engravidou.
— O quê?
— A Amber tá grávida — contou, eu respirei aliviada. Amber grávida era muito melhor que Alison, a irmã dela e ex do Edward, que a imprensa e fãs odiavam com todas suas forças, já que a menina era um saco.
— E o que eu tenho a ver com isso?
— Sei que você adora uma fofoca, Capitã — falou. — E vai gostar ainda mais de saber que Alec ainda tá muito a fim da sua irmã.
— Percebi isso na festa sexta, ele não tirava os olhos dela. Ele precisa desencanar, Renesmee está namorando o Nahuel por séculos e os dois se amam — falei e voltamos a andar.
— Pobre Alec — Edward zombou. — Provavelmente a Amber também percebeu algo estranho do Alec em relação a Renesmee, ela já tinha dito que não iria ao show e a festa, mesmo assim foi.
— Eles acabaram de casar e ela tá grávida, claro que ela não seria burra de deixar o marido ir sozinho a uma festa, mesmo que minha irmã não estivesse lá.
— Você acha que foi um golpe?
— Claro que foi, Edward! — declarei. — Ou Alec te disse que foi planejado?
— Não, nada planejado.
— Viu? Golpe! — declarei, vendo Edward tirar o celular do seu bolso, ele parou de andar, quando com certeza viu o vídeo que eu postei dele em sua conta.
— Você não fez isso, Isabella! — exclamou furioso.
— Ah, eu fiz sim! — Sorri diabolicamente para ele.
— Isso vai ter volta.
— É, o que vai fazer? — Parei de andar, ele caminhou até mim, com determinação estampada em seu olhar e sussurrou.
— Eu vou te foder, é isso o que vai acontecer.
— Não vai.
— Vou sim, ainda hoje.
— Eu não vou ceder.
— Você quer apostar?
— Quero. — Entrei no jogo dele, mesmo sabendo que não deveria. — O que eu terei se ganhar e não fodermos hoje?
— Uma pulseira de diamantes para combinar com seus brincos. O que eu ganho se você ceder e fizer sexo comigo hoje?
— Um carro, minha Ferrari.
Ele assentiu.
— Justo, diga adeus a sua Ferrari e se prepare que mais tarde irei te foder — disse e se afastou.
Por um momento eu desejei perder, mas não podia, eu não podia mesmo trair James de novo.
***
Com as gravações para o clipe acabando aquele dia, meu pai e sua puta mexicana voltariam naquela mesma noite para Los Angeles. Isso porque no dia seguinte a ninfeta que meu pai chamava de noiva, tinha uma entrevista, nos últimos meses ela tinha feito participações em uma série e estava promovendo isso, o que era ridículo, ela deveria voltar para o México e morrer lá.
— Estou tão animada com o casamento chegando — ela falava durante o jantar, na fazenda mesmo, antes de ela e meu pai irem embora para o aeroporto. Edward que estava sentado ao meu lado estava claramente cansado de ouvir falar sobre aquele casamento que não aconteceria de forma nenhuma, eu daria um jeito de o impedir. — Junho está tão perto, eu mal vejo a hora — ela completou e papai beijou o rosto dela.
— Que dia mesmo? — Edward perguntou, por baixo da mesa sua mão encontrou minha coxa, eu usava um vestido, o que facilitou para ele. Peguei minha taça de vinho e tomei um grande gole, mas deixei ele me tocar um pouco, só um pouco, antes de afastar sua mão.
— Dia trinta — Carmen respondeu entusiasmada. — Você acha que conseguirá vir? — ela perguntou para ele.
Edward olhou para mim com aquele questionamento, ele ainda não tinha tido acesso ao cronograma final da sua turnê, que começaria em maio.
— Vai — respondi.
— Vou, apesar de achar que você deveria trocar de lugar para o casamento, Carmen — falou para ela. — E de noivo. — Sorriu para meu pai, que simplesmente o ignorou.
— O vestido das madrinhas será salmão, Bella — Carmen falou para mim. — Agora que Alice finalmente aceitou ser uma das madrinhas, temos de marcar um dia para vocês duas e Ness irem mandar fazer os seus.
— Aham, tenho uma data para o dia trinta de fevereiro — debochei, Edward riu, meu pai me lançou um olhar furioso. — Eu vou ver uma data — prometi, sem querer meu pai puto comigo de novo, tinha demorado muito para ele me desculpar desde a última vez. Quando eu atacasse Carmen da próxima vez deveria ser de forma precisa, sem dar margem para meu pai ficar ao lado dela, eu só não tinha ideia do que fazer.
— É melhor nós irmos agora, Carmen. Não podemos perder nosso voo — meu pai falou, se colocando de pé e se voltou para Edward. — Não coloque fogo na minha casa, seu imprestável.
— Eu estaria te fazendo um favor, seu velho — rebateu, Carmen e eu reviramos nossos olhos simultaneamente com a troca de insultos dos dois.
— Coloque fogo nas suas calças! — papai exclamou revoltado.
— Coloque fogo nas suas calças! — Edward o imitou.
— Deu, finalmente esse clipe acabou e vocês podem ficar longe um do outro. — Eu me levantei.
— Amém! — papai falou. — E isso é tudo culpa sua, Isabella.
— Eu sei, supere isso, pai. Acabou! — Eu segui ele e a puta mexicana para fora da sala de jantar, enquanto as empregadas já recolhiam as louças sujas.
Deixei meu pai no carro que o levaria para o aeroporto, pedindo que ele me enviasse uma mensagem quando chegasse em Los Angeles. De volta ao interior da casa topei com Edward no corredor, que bloqueou minha passagem.
— Todos foram embora, agora somos só nós dois.
— Não, você está errado. Ainda há seguranças cercando a fazenda e os empregados.
Ele revirou os olhos.
— Sabe o que quis dizer.
— Não, eu não sei — neguei.
— Sabe sim. — Olhou para o relógio na parede perto da gente. — Nove horas, tenho três horas para te fazer transar comigo e ganhar a aposta.
— Ok, já se declare o perdedor.
Ele riu.
— Gosto da sua confiança, mas eu vou ganhar.
— O que pretende fazer para ganhar?
— Estou indo tomar um banho na jacuzzi lá fora — avisou, eu o olhei confusa.
— E como isso vai te fazer ganhar? Vai ao menos me convidar para ir também?
— Não, eu não estou te convidando. — Deu de ombros, sorriu para mim e se afastou, me deixando sozinha no corredor.
Foda-se, ele sabia que não me convidar só me deixaria com mais vontade de ir. Mas eu não iria.
***
Eu estava em meu quarto, deitada na minha cama, conversando com James. Tentando não pensar em Edward lá fora em uma jacuzzi, nem em quanto eu queria que ele me fodesse.
— O que você acha? — James me perguntou.
— Desculpa, eu me distraí por um segundo, o que disse?
— O que acha da gente começar a planejar o casamento em definitivo assim que você voltar para Los Angeles amanhã?
Engoli em seco. Casamento. Nosso casamento. Meu casamento.
— Pode ser — respondi hesitante.
— Você não pareceu nada animada com isso, Baby — ele disse.
— Eu estou, é nosso casamento, claro que estou animada — respondi, eu estava mentindo, pelo menos parte de mim estava. Eu gostava de James, ele era perfeito para mim. Mas, a ideia do casamento ainda era difícil de lidar. Por sorte eu ainda teria até o ano que vem, o ano que tínhamos programado para ser o casamento, para lidar com aquilo.
— Você tem certeza?
— Claro que tenho, James! — exclamei. — Só estou cansada, foram longos dias desde que voltamos de viagem.
— Foi uma ótima viagem, não?
— Sim, maravilhosa.
A minha nova casa era incrível, não tinha como ter sido ruim. Bom, foi um pouco chato quando James quis fazer turismo quando eu só queria ficar em casa descansando, mas no geral tinha sido ótimo.
— Como a Jean está?
— Você quis dizer Norma Jeane?
— Sim, ela, claro.
— Ela já não gosta de você, acho que não deveria usar o apelidinho dado pelo Cullen.
— Ela gosta dele.
James bufou.
— Esse é um defeito, ninguém merece gostar desse idiota.
James tinha ficado muito puto com Edward atrapalhando suas dicas gastronômicas outro dia, aquilo era uma grande ofensa para meu noivo.
— Ok, James.
— O que você está fazendo?
— Além de falando com você? Nada, estou cansada, vou dormir a qualquer momento.
— E seu pai e Carmen já foram embora?
— Sim.
— Ok — resmungou.
— O que foi?
— Nada — continuou resmungando. — Vou te buscar no aeroporto amanhã, tá bom?
— Claro, isso vai ser maravilhoso.
— Preciso voltar para a cozinha agora, falo com você amanhã.
— Tá bom. Tchau.
— Bella, não esquece que eu te amo, tá bom?
— Eu também te amo, James.
— Boa noite, Baby.
— Boa noite. — Desliguei a chamada, já era dez da noite, mais duas horas e eu iria ganhar uma pulseira de diamantes de Edward.
Coloquei uma playlist aleatória para tocar, fechei meus olhos e me concentrei nas canções. Assim eu esquecia James, meu casamento, Paul e Edward na jacuzzi, disposto a me foder.
A tentativa de introspecção não demorou muito, peguei meu celular e entrei no Twitter, foi quando vi o nome de Jacob Black e Lauren Mallory nos assuntos mais comentados. Dois segundos depois eu descobri, tinham vazado fotos de Jacob traindo Lauren, aos beijos com outro homem.
— Puta merda! — Enviei o link da matéria que li para Edward, mas ele não visualizou a mensagem, nem me atendeu quando liguei, podia ter esquecido o celular no quarto dele antes de ir para a jacuzzi. — Merda! — xinguei, levantando da cama.
Eu tinha que contar aquilo para ele, era a maior fofoca do mês. Jacob tinha traído Lauren com outro homem, isso era algo a ser comentado.
Logo eu estava do lado de fora da casa, silenciosa uma vez que os empregados tinham se recolhido e não tinha mais ninguém lá além de Edward e eu. O Cullen estava na jacuzzi como falou, seu celular apoiado no deck ao lado, tocando música, o que queria dizer que ele tinha me ignorando de propósito.
— Por que você não atendeu? — reclamei, parando na frente da jacuzzi, me encolhendo dentro da minha jaqueta, estava muito frio. A água quente na jacuzzi pareceu muito convidativa naquele momento, a ideia de me agarrar a Edward e deixar as coisas mais quentes também. — Ou leu minha mensagem?
— Porque eu sabia que isso te faria vir até aqui — respondeu sorrindo. — O que aconteceu, Capitã? Veio me entregar a chave da sua Ferrari logo?
— Não, vim te contar que Jacob Black traiu sua ex-noiva. — Edward fez uma careta. — Com outro homem. — Edward paralisou por um segundo, antes de cair em uma gargalhada.
— Oh, porra, me diz que tem fotos! — implorou, saindo da jacuzzi rapidamente, usava apenas um short de banho.
— Tem sim. — Coloquei as fotos no meu celular para ele ver, Edward riu a cada uma delas — fotos tiradas em um estacionamento —, antes de se virar para mim tão feliz quanto uma criança na Disney, ou qualquer outra pessoa na Disney, afinal era a Disney.
— Melhor notícia de todas, Capitã! — Beijou minha bochecha, a molhando, fazendo com que eu resmungasse.
— Não me toca.
Ele riu, voltando para a jacuzzi.
— Bom, você veio até aqui, bem que poderia entrar na água, não?
— Não — afirmei, sentando no deck junto a jacuzzi. — Vou ficar aqui esperando a meia-noite e te ver pagar por minha pulseira de diamantes — falei, o provocando, Edward sorriu maliciosamente para mim.
— Você irá perder sua Ferrari.
Ele se recostou na borda da banheira e fechou seus olhos, em seu celular as músicas continuavam a tocar. Eu fiquei ali, sentada do lado de fora, no frio, admirando o corpo de Edward através dos jatos de água.
Estava mais musculoso do que no ano passado, quando estávamos fodendo, também estava bronzeado, mas de forma natural, não laranja. E porra, como eu queria que ele me fodesse, ele podia me comer ali fora mesmo…
— Não — murmurei, Edward ouviu e apenas riu, sem abrir seus olhos.
A música que tocava, alguma eletrônica, acabou e deu lugar a Morango. Não era uma surpresa saber que Edward escutava suas próprias canções, mas eu suspeitava que ele tinha escolhido aquela a dedo para aquela noite.
— Lábios vermelhos. Botas nos joelhos. Nós dois fodendo como coelhos — Edward começou a cantar junto com a gravação do celular. — Eu conheço esse olhar atrevido. Deixe-me tirar seu vestido. Isso é tão proibido — continuou cantando, eu mordi meu lábio com força. — Feche seus olhos. Sinta minhas mãos em seu corpo. Não resistirá por muito tempo. — Porra, porra, porra. — Você tem gosto de morango. Você é má como o diabo. Você me deixa tão duro. — Ele colocou uma mão por dentro do seu short, eu arfei. — Você tem gosto de morango. Você é má como o diabo. Você me deixa tão duro. — Parou de cantar no refrão, sua mão continuava em seu pau e ele a movimentava devagar.
Eu não conseguia tirar os olhos dele, queria, mas não conseguia. Então, Morango acabou e começou a tocar I Did Something Bad da Taylor Swift, quando me dei conta era eu quem estava cantando.
— They say I did something bad, ah. Then why’s it feel so good?* — Edward abriu seus olhos e me encarou cantar. — They say I did something bad, ah. Then why’s it feel so good?* — Tirei minha jaqueta, a largando ao meu lado, Edward sorriu. — Most fun I ever had, ah.* — Tirei minhas sapatilhas, Edward não tirava seus olhos de mim. — And I’d do it over and over.* — Foi a vez de tirar meu vestido, ficando só de sutiã e calcinha. — And over again if I could.* — Entrei na jacuzzi junto do Cullen, ficando por cima dele, me agarrando aos seus ombros, Edward segurou minha cintura. — It just felt so good, good.*
Por fim eu o beijei, deixando Paul, James e meu casamento de lado. Naquela noite eu só queria ser fodida por Edward, era só uma pena que eu perderia minha Ferrari.
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