Hollywood
40 Capítulo Trinta e Nove
Notas iniciais
Capítulo Trinta e Nove
Isabella Swan
“Isabella Swan se diverte no aniversário de Kate Allen.”
Após o Escândalo Swan, mesmo com toda merda sobre mim, eu tive bons momentos de diversão. Viajei por boa parte do mundo, dancei, bebi e fodi.
Depois eu me tornei uma empresária, em seguida uma namorada e então uma noiva. Mas, eu não era mais uma namorada, muito menos uma noiva. Ainda era uma empresária, porém ainda poderia me divertir.
E eu faria isso.
***
Porra, porra, porra!
— O que você disse? — perguntei para meu pai, querendo ter certeza sobre suas últimas palavras.
— Carmen estava esperando um bebê, ela o perdeu — ele disse baixinho.
Não, porra, não!
— Nós estamos no hospital, eu liguei para Tanya primeiro e ela já está aqui resolvendo tudo quanto pode, mas… — Charlie começou a chorar de forma mais intensa, então ouvi um farfalhar e a próxima pessoa falando comigo era Renesmee.
— Venha para o hospital, Bells, por favor — pediu.
— Em qual vocês estão? — indaguei, ainda extasiada pelo choque da notícia.
A puta mexicana estava grávida, de um filho do meu pai. Ela tinha conseguido chegar até um passo muito importante do golpe da barriga, que felizmente foi frustrado.
— Aquele — Renesmee sussurrou, eu não precisava ouvir mais nada, ela estava referindo-se ao hospital para onde fui quando tive minha overdose.
— Estou indo. — Desliguei.
Aquele dia de merda só ficava melhor.
***
Deixar o prédio que eu morava, com os paparazzis o rondando foi infernal. Durante o caminho, enquanto dirigia, chequei minhas mensagens, Tanya tinha me informado que alguém tinha vazado sobre o aborto e que ela estava esperando por mim para dar qualquer nota oficial, mas que estava no hospital lidando com os médicos e outros funcionários para que mais nenhuma informação desnecessária vazasse. Eu respondi dizendo que cuidaria de ser a porta voz daquela vez e foi o que fiz.
Chegando ao hospital deixei um manobrista cuidar do meu carro, respirei fundo e me coloquei diante dos paparazzis. As câmeras não saiam de mim e todos perguntavam juntos, também tinham alguns jornalistas mais “sérios” no lugar e respondi as perguntas destes.
— Isabella, o que nos pode contar sobre o aborto da sua madrasta?
— Eu quero pedir que todos vocês respeitem a privacidade da minha família neste momento tão delicado — respondi, tinha colocado óculos de Sol, o que impedia que vissem o tédio em meus olhos. — Meu pai e Carmen precisam apenas de apoio agora, não de ninguém revirando suas vidas.
— E quanto ao fim do seu noivado? — outro perguntou.
— James e eu terminamos, seguimos amigos, isso é tudo — respondi.
Dei as costas para todos e entrei no hospital, os seguranças ali cuidaram de conter todos que não deviam entrar do lado de fora. Estar naquele hospital, o mesmo onde eu fui parar quando tive minha overdose era desesperador, mal via a hora de sair dali. Logo eu estava entrando no andar onde meu pai, Tanya e Renesmee estavam.
Papai, que estava chorando no colo da minha irmã, quando me viu se levantou e me apertou em um abraço.
— Bells, que bom que veio — falou.
Eu não falei nada, realmente não sabia o que falar. Quer dizer, queria falar que ele tinha se livrado do fruto de um golpe, mas eu não queria o enfurecer em um hospital, com muita gente perto para fofocar.
— Charlie, sinto muito, preciso conversar com a Bella — Tanya apareceu perto da gente.
— Claro — meu pai murmurou, me soltou e deixou com que Tanya segurasse meu braço. Minha amiga me arrastou até o banheiro mais próximo, se certificou que não tinha mais ninguém ali dentro e disse:
— Eu sei que você odeia a Carmen, que se ela desaparecesse você iria comemorar isso com uma grande festa, mas ela acabou de perder um bebê e isso é terrível, por favor, não seja uma filha da puta com essa mulher agora.
Revirei meu olhos.
— Ela só perdeu um bebê, isso não é o fim do mundo — resmunguei, além do mais, não era o primeiro filho abortado de Carmen, ela tinha um histórico.
— Você não sabe como é perder um bebê, Isabella — Tanya falou, cruzando seus braços na frente do corpo.
— Nem você — rebati.
— Eu sei bem como é perder um bebê! — Tanya exclamou, fazendo com que eu paralisase.
— Como? Do que diabos está falando, Tanya?
Quando ela tinha abortado? Ou sofrido um aborto? Puta que pariu, eu precisava de respostas.
Tanya apenas respirou fundo e falou:
— Esqueça isso, Bella.
— Não tem como esquecer isso — falei entre dentes.
— Bom, dê seu jeito de esquecer. — Ela se voltou para a porta do banheiro. — E trate Carmen e seu pai bem, ao menos hoje, ou eu juro que nunca mais falo com você.
— Tanya, me conta mais sobre…
— Não — ela me calou, abriu a porta e apontou para fora. — Mexa-se!
***
Alice estava chegando quando voltei com Tanya para onde meu pai e Renesmee estavam, Charlie ainda chorava.
— Cadê a Carmen? — perguntei para Ness enquanto Charlie passava a chorar nos braços de Alice.
— Está fazendo uma curetagem — Renesmee respondeu entristecida.
— Uma o que?
— É para limpar o útero após o aborto — Tanya sussurrou a resposta para mim e se voltou para Charlie. — Charlie, eu irei usar seu Instagram para postar uma foto sua e de Carmen, quanto antes um de vocês dois se pronunciarem sobre o acontecido melhor.
— Sabe o que dizer? — perguntei a ela, ainda chocada com o que ela tinha deixado escapar antes.
— Sei, falarei com Ed, Kate e Riley para que eles também postem algo se solidarizando, escreverei os textos de cada um para não acontecer qualquer deslize. — Já com seu celular em mãos ela se afastou sem dizer mais nada.
Meu pai sentou no sofá da sala reservada que estávamos no hospital, entre Alice e Renesmee, eu fiquei em pé diante deles. Charlie ainda chorava, daquela vez encarando seus próprios pés, calçados em botas de montaria.
— De quanto tempo ela estava grávida? — Alice perguntou, também usava óculos de Sol, mas seus lábios retorcidos me indicavam que assim como eu não estava achando aquela gestação algo nada bom.
— Umas doze semanas — ele respondeu, ainda encarando seu pé. — Nós queríamos esperar mais um pouco para contar para vocês três.
— Era de risco? — indaguei.
— Não, estava indo tudo normal, até hoje de manhã. — Ele soluçou.
— Eu fui com a Carmen ao shopping — Renesmee continuou a contar. — Ela foi ao banheiro e viu que estava sangrando, foi quando me contou sobre a gestação. Quando chegamos aqui ela já estava sentindo um pouco de dor, fizeram uma ultrassom e não podíamos mais ouvir o coração do bebê. — Renesmee se abraçou, parecendo que começaria a chorar também.
— Isso não pode estar acontecendo — Charlie murmurou.
— O que motivou o aborto? — Alice perguntou.
— Os médicos falaram que foi o corpo da Carmen identificando que o bebê tinha alguma malformação, acontece o tempo todo. — Renesmee apoiou uma mão no ombro de papai. — Em breve vocês poderão tentar de novo, pai. Logo você e Carmen terão um bebezinho.
Aquela ideia me deixou enojada, eu não queria que aquela mulher tivesse um filho com meu pai. Ela usaria aquele maldito bebê para prender meu pai, para o roubar, eu não podia deixar isso acontecer.
— Senhor Swan? — uma enfermeira entrou na sala. — A senhorita González já está no quarto e pode receber visitas agora.
No mesmo instante meu pai se colocou de pé, minhas irmãs e eu o seguimos pelo corredor até o quarto onde Carmen estava. A puta mexicana, deitada na cama hospitalar, encarava a parede lateral, seus olhos estavam avermelhados e seu rosto pálido.
— Carmen! — papai andou rapidamente até ela, depositando um beijo no topo da cabeça da puta mexicana, ela sequer se mexeu.
— Carmen, nós sentimos muito pelo o que aconteceu — Renesmee disse, se aproximando devagar da cama, Carmen olhou rapidamente para ela e assentiu, então seu olhar pairou sobre Alice e eu, foi o que a fez se pronunciar por fim.
— O que vocês duas estão fazendo aqui?
— As meninas vieram nos apoiar, Carmen — papai falou carinhosamente com ela, afagando seus cabelos.
— Alice e Isabella? Até parece — Carmen disse com deboche na sua voz enrouquecida. — Elas já devem estar pagando para alguma enfermeira injetar veneno em mim e garantir que eu saia da sua vida.
— Carmen, as meninas não fariam isso! — papai disse, com um misto de irritação e cansaço em sua voz.
— Mas seria uma excelente ideia — Alice sussurrou ao meu lado.
— Eu quero elas fora! — Carmen exigiu, explodindo em um choro alto. — Não quero essas duas aqui zombando de mim, ou achando que meu bebê era um golpe. — Seu olhar cravou em mim. — Eu tenho certeza de que Isabella já deve estar em contato com os advogados para garantir que eu não toque em um dólar do seu dinheiro, Charlie.
— Carmen…
— Eu quero elas fora, Charlie! — Carmen gritou. — Saiam daqui, agora!
Antes que meu pai pudesse agir, Renesmee fez isso, andou até nós duas e nos fez sair do quarto.
— Que filha da puta, ela não tem o direito de nos tratar assim — Alice esperneou.
— Ela acabou de perder o filho, Alice — Renesmee disse. — E Carmen não disse nenhuma mentira, vocês não estão se importando com isso.
— Você quer que eu me importe com uma gravidez fracassada? — Alice bufou. — Me poupa, né? A sua queridinha Carmen só engravidou para prender o papai, Renesmee.
— Não foi o que aconteceu, Alice — Renesmee disse de volta. — O próprio papai me falou antes de vocês chegarem que foi uma gravidez planejada, a Carmen até queria esperar o casamento e engravidar depois, mas o papai a convenceu a engravidar ainda esse ano, para que ele não estivesse ocupado com a sua próxima turnê quando o bebê nascesse.
— Ou ela o fez pensar assim — Alice disse e olhou para mim. — Diga para Renesmee que ela está sendo idiota nas mãos dessa puta mexicana como nosso pai.
— Não vou dizer que você está sendo idiota, mas…
— Nem complete sua frase, Isabella — Renesmee ordenou. — É melhor mesmo vocês irem embora, a presença das duas aqui só vai deixar a Carmen mais nervosa.
— Vamos embora, Isabella! — Alice agarrou minha mão e me levou para longe de Renesmee.
***
Alice e eu fomos para seu apartamento, deixamos o hospital sem dizer mais nada para os paparazzis e eu dirigi até sua casa, uma vez que ela tinha ido até lá de táxi. Como eu tinha tido meu almoço atrapalhado mais cedo, minha irmã e eu pedimos comida e almoçamos falando mal de Carmen.
— Espero que agora o papai largue essa vadia! — Alice gritou para mim, enquanto se afastava da sala onde estávamos comendo, sentadas ao chão junto a mesinha de centro, indo levar as embalagens de comida para o lixo na cozinha.
O celular de Alice, ao lado do meu sobre a mesa tocou, eu olhei o visor e vi quem ligava, Renée. Em um ato totalmente impulsivo, provavelmente motivado pela loucura que minha mente estava aquele dia com todos descobrindo sobre o fim do meu noivado e aquele aborto, eu peguei o celular da minha irmã.
— Olá, mamãe! — atendi a ligação de Renée.
— Isabella? — perguntou pasma, fazia muito desde a última vez que nos falamos. Era estranho falar com ela, fazia com mil sentimentos despertassem dentro de mim.
— Sim.
Alice voltou a sala naquele momento, me olhando curiosa.
— Como você está? — Renée perguntou em um tom de voz educado. — Fiquei sabendo sobre o fim do seu noivado.
Eu ri.
— Você não se importa, mamãe. — Alice ficou agitada, tentou tirar o celular de mim, mas não conseguiu. — Ligou para Alice para saber sobre isso? O fim do meu noivado, quero dizer. Ou para a mandar ficar longe de Carmen e meu pai, para não poluir a imagem dela com a história do aborto? Nós sabemos que… — Alice arrancou o celular de mim e falou com Renée.
— Te ligo depois! — Desligou a ligação em seguida e disse para mim. — O que diabos deu em você, Isabella?
— O quê? Não posso falar com a minha mãe? — provoquei, senti as lágrimas em meus olhos, Alice suspirou e sentou ao meu lado no chão.
— Quer dizer algo, Bella?
— Não — murmurei, mas foi o suficiente para começar a chorar.
— Ok, certo, certo. — Alice me deixou chorar em seus braços. — Imagino o que tenha te deixado assim, voltar aquele hospital, também não gosto nem de passar lá na frente.
Eu me agarrei mais a Alice, ainda chorando.
— Obrigada por ter me socorrido.
Ela não falou nada, apenas beijou meu rosto molhado por lágrimas. E me deixou a continuar a chorar, por aquela overdose e por Renée.
***
Passei o resto da tarde com Alice, vigiando pelo meu celular o que falavam do aborto. O nome do meu pai era um dos mais comentados no Twitter, seguido do de Carmen, Tanya tinha postado na conta de Charlie uma foto dos dois em Nashville, onde a legenda dizia:
“Minha amada noiva e eu recebemos uma triste notícia hoje, pedimos que vocês respeitem nossa privacidade enquanto lidamos com a dor da perda do nosso bebê.”
Tanya, como dito, também tinha cuidado para que nossas outras estrelas se manifestassem sobre. Na conta de Riley uma foto dele com meu pai e Carmen na festa de lançamento do álbum de Ed.
Riley Biers: Meus mais sinceros sentimentos a Charlie Swan e Carmen González após ficar sabendo desta triste notícia. Vocês são pessoas maravilhosas que só merecem o melhor. Amo vocês, podem contar comigo para tudo!
Kate Allen: Oh Deus, estou tão comovida com o que aconteceu com Carmen González e Charlie Swan. Vamos todos mandar muito amor para eles, pessoal!
Ed Cullen: Carmen González, Charlie Swan, sinto muito pelo o que aconteceu. Espero que encontrem conforto e paz nesse momento complicado.
As publicações de Kate e Ed eram com fotos junto a Carmen e meu pai na festa de noivado dos dois.
Eu passei pelas matérias falando sobre o aborto.
“Carmen González, noiva de Charlie Swan, sofreu um aborto espontâneo.”
“Carmen González deixa o hospital após sofrer aborto espontâneo.”
“Famosos prestam solidariedade a Carmen González e Charlie Swan.”
Depois que sai do apartamento da minha irmã fui atrás de Tanya, que eu descobri estar na produtora. Bati na porta da sala dela e ela a abriu para mim.
— O que você quer? Está tarde, eu já ia para casa.
— Quando você perdeu um bebê? — questionei, fechando a porta atrás de mim.
— Não quero falar sobre isso. — Foi sentar em sua cadeira.
— Tanya, nós somos melhores amigas, você precisa me contar. Sempre contamos tudo uma para a outra.
Ela riu debochadamente.
— Você não me contou sobre seu casinho com o Ed.
— Eu disse.
— A primeira vez que fodeu com ele, sim, depois não.
— Ok. — Sentei diante dela. — Você quer que eu te conte? Eu conto. Nós voltamos a foder depois do lançamento de Endorfina, nos encontramos de vez em quando e fodemos, eu também fodi com Jasper em Londres.
Ela me encarou chocada.
— Isso é tudo.
— Não é, o que aconteceu de verdade naquele leilão? — ela perguntou.
— Eu não vou contar.
Tanya assentiu, ficou de pé e pegou sua bolsa.
— Se você não vai me contar sua história, eu não vou contar a minha.
***
Na quinta-feira voltei ao trabalho, por mais que eu só quisesse ficar em casa brincando com Amy. Eu estava prestes a deixar a produtora, quando Edward entrou na minha sala, sem importar em bater, eu não falava com ele desde o dia anterior quando o proibi de ir até meu apartamento.
— O que está fazendo aqui? — perguntei, vendo Edward trancar a porta, ele andou até mim e com um sorriso no rosto falou:
— Senti sua falta, Capitã. — Se inclinou para beijar meus lábios. — Ou seja, eu preciso muito transar e você é a primeira amante, podemos resolver isso agora?
Eu ri, enquanto ele começava a beijar meu pescoço.
— Primeira amante, é?
— Sim, bom, porque minha mãe e irmã estão em casa e eu não posso chamar nenhuma garota de programa. E com a história do namoro com Leah também não posso chamar qualquer outra garota.
— Então, no caso eu sou mais a amante que resta. — Ele riu contra meu pescoço e voltou a olhar para mim, se ajoelhando entre minhas pernas.
— Apenas vamos foder logo — implorou depositando um novo beijo em meus lábios. — Por favor, putinha.
— Ok. — Comecei a abrir os botões da minha blusa social, mas Edward assumiu aquela ação substituindo minhas mãos pelas suas. — Merda! — reclamei quando meu celular tocou, sobre a mesa eu podia ver que era meu pai, afastei Edward e atendi a ligação. — Oi, Charlie.
— Como você está? — me perguntou, ainda parecia abatido.
— Bem e o senhor?
— Um pouco cansado, desde que voltamos para casa ontem Carmen não está indo muito bem e tem chorado a maior parte do tempo — contou, eu realmente não me importava com aquela puta mexicana, mas sugeri algo.
— Por que você e Carmen não vão para Nashville por alguns dias? Será bom deixarem a loucura de Los Angeles. — E eu tinha freado qualquer tentativa de atingir Carmen, por enquanto, então ela poderia aproveitar seus últimos dias com meu pai.
— Isso é mesmo uma boa ideia, Bells — ele disse contra um suspiro. — Vamos fazer isso. Obrigado.
— De nada… — Minha voz vacilou quando Edward voltou para perto de mim e beijou meu pescoço de novo. — Preciso desligar agora, pai.
— Ok… — Charlie mal tinha desligado e eu finalizei a ligação, jogando meu celular de volta sobre a mesa. — Comporte-se, Cullen.
— Desculpa, mas eu realmente preciso foder — ele falou, voltando a abrir minha blusa. — Que bom que você agora sabe esse lance da gravidez da Carmen, eu não sabia quanto tempo aguentaria um segredo como esse.
— O quê? — gritei e o afastei outra vez. — Você sabia que ela estava gravida?
Edward fez uma careta.
— Talvez?
— Sim ou não, Cullen? — questionei séria, ele bufou.
— Sim, descobri em Nashville, peguei ela conversando com a própria barriga uma noite e foi óbvio, mas ela me fez prometer não contar.
— Seu filho da puta! — gritei, começando a fechar minha blusa novamente, levantei da minha cadeira e ergui Edward do chão. — Você não pode esconder essas coisas de mim, Edward!
— Ok, não escondo da próxima vez. — Ele tentou me beijar, mas eu o afastei.
— Não, você não está merecendo sexo.
— Tá falando sério?
— Tô, vai embora — ordenei.
— Puta merda, eu te odeio, Isabella!
***
No sábado aconteceria o aniversário de Kate em sua mansão, o tempo estava bom e por isso a festa seria na piscina. Naquele dia Ed e Leah assumiriam o namoro, sendo assim Tanya e eu fomos uma das primeiras a chegar a casa de Kate, que por não ficar em um condomínio fechado como a do Cullen estava cercada de paparazzis, para poder os assessorar no que fosse preciso.
— Eu estou ficando velha! — Kate choramingou quando o DJ da festa mandou todos os convidados que já estavam presentes gritarem vinte e quatro para a aniversariante. — Falta tão pouco para os trinta, quando isso acontecer eu serei como uma velha decrepita.
— Ei, Kate, eu tenho trinta e um! — chamei sua atenção, ela me lançou um sorriso envergonhado.
— Nem parece, Bella — disse e se afastou rapidamente.
— Idiota — xinguei, Tanya se aproximou de mim e avisou.
— Ed e Leah chegaram, estão passando pelos paparazzis agora.
Bom, era isso, ele era oficialmente namorado da Leah agora.
Quando os dois chegaram a área da piscina onde acontecia a festa, estavam de mãos dadas e sorriam. Pararam para falar com Kate, antes de seguirem até mim.
— Então, estamos convencendo? — Ed me perguntou, levando a mão de Leah até seus lábios, ela sorriu ainda mais.
— Bom trabalho — parabenizei. — Comporte-se — falei aquilo para Leah, que prontamente assentiu.
***
Eu estava bebendo um drink, enquanto observava Ed e Leah sentados na borda da piscina se beijando, quando alguém tocou em meu ombro. Olhei para trás e me deparei com Garrett McNamara, ele era um cantor de rock com seus quarenta anos de idade, alto, branco, cabelos escuros e olhos claros, tinha uma barba por fazer.
Garrett e Kate tinham namorado por um mês em 2016, antes disso, ele e eu tínhamos fodido para caralho em férias no México. Foi depois do Escândalo Swan e muito antes de eu me tornar uma empresária.
— Olá, Isa! — ele falou, depositando um beijo na minha bochecha.
— Garrett, você sabe que eu odeio esse apelido — reclamei, ele apenas riu e beijou o outro lado do meu rosto, fazendo com que eu quase implorasse para ele me beijar para valer de uma vez.
— Soube que você se livrou do James.
— Claro que soube, todo mundo soube disso. — Revirei meus olhos, ele riu e bebeu um pouco da sua cerveja.
— Está com alguém?
— Não — respondi. — Só procurando o cara certo — brinquei, pensando nas palavras de Ness outro dia, aquilo fez Garrett rir. — E você? Está com alguém? — indaguei, ele negou com uma careta no rosto.
— Ainda sou alérgico a relacionamentos — respondeu, me fazendo rir, foi a desculpa que ele usou para terminar com Kate, mas os dois continuaram amigos, tanto que ele estava ali no aniversário dela. — Escuta, eu vou tocar amanhã na cidade, por que não vai me ver?
Sabia bem o que aquilo significava. Eu não tinha nada a perder, né?
— Eu estarei lá. — Bati meu copo em sua garrafa de cerveja e pisquei para Garrett, ele sorriu maliciosamente e se afastou até Santiago e Tanya.
— Se divertindo, Capitã? — Edward apareceu ao meu lado, ele estava gostoso pra caralho, com sua regata apoiada em seu ombro e molhado, uma vez que tinha nadado um pouco com Leah mais cedo.
— Não fale nada até eu acabar, certo?
— Certo.
— Ótimo. O quarto da Kate é no terceiro andar, o único cômodo ali, ele é imaculado, ela odeia que entrem lá — falei. — Então, ela sempre o tranca quando está tendo festas em casa, tem uma chave escondida embaixo de um vaso perto da porta do quarto. Você fará o seguinte, irá até lá em cima, vai pegar a chave e entrar no quarto, irá se trancar e só abrir quando escutar minha voz falando: diamantes.
— Não estou surpreso com a escolha da palavra. — Riu.
— Sei que não, suba, vou esperar um pouco e irei.
— Beleza — ele falou e saiu, eu fui falar com algumas pessoas antes para disfarçar.
***
Bati na porta e falei:
— Diamantes.
Ed abriu a porta para mim, eu rapidamente entrei e tranquei o quarto.
— Você demorou — ele se queixou, já abaixando seu short, estava duro, provavelmente tinha começado a se masturbar quando demorei.
— Foi mal — falei, tirando meu próprio short e a parte de baixo do meu biquíni. — Laurent não parava de falar.
— Que seja! — Edward ergueu meu corpo, o colocando contra o seu e a porta.
Logo Edward estava dentro de mim, aquilo era tão excitante, a casa de Kate estava cheia. A falsa namorada de Edward estava lá embaixo, tinham paparazzis do lado de fora, podíamos ser pegos, mas a sensação do perigo era muito boa, boa demais.
— Porra, eu precisava tanto transar — ele disse em meu ouvido, eu apenas gemi em resposta, ao longe notando que estava tocando Sweet Caroline do Neil Diamond. — Hands, touching hands, reaching out. Touching me, touching you. Oh, sweet Caroline* — Edward cantou.
— Cala a boca! — ordenei, ele apenas riu, continuando a me foder e a cantar.
— Good times never seem so good. I’ve been inclined to believe it never would*.
— Sério, cala a boca! — exclamei, o puxando para um beijo, o que foi suficiente para ele se calar temporariamente, mas logo tirou a boca da minha.
— Você tá com gosto de vodca. — Então, ele passou a beijar meu pescoço, ficando longe da tentação que meu beijo ofertava naquele instante.
***
Quando Edward e eu acabamos ele foi o primeiro a ir embora, eu ainda demorei um pouco mais no banheiro de Kate antes de deixar seu quarto, devolvendo a chave para o vaso que estava antes. De volta a festa ninguém parecia ter notado minha ausência, com exceção de Tanya que me lançou olhares furiosos, mas a ignorei.
Ed já estava com Leah, os dois dançavam enquanto se beijavam. Ela iria para a casa dele aquele dia, provavelmente acabariam fodendo, eu só esperava mesmo que nenhum dos dois acabasse apaixonado.
— Vamos dançar, Isa! — Garrett apareceu na minha frente, levando-me para a pista de dança.
Eu fui de bom grado, também aceitei quando ele sugeriu a piscina e até tirou uma foto minha nadando. Queria muito voltar para meu apartamento com Garrett junto, mas eu teria de ficar até o final da festa para garantir que nenhuma bagunça acontecesse na casa de Kate e Garrett também saiu dali para uma segunda festa.
No fim da festa ficamos Kate, eu, Laurent, Riley, Santiago, Tanya, Ed e Leah. Santiago e Tanya estavam se pegando em um canto, Laurent e Leah conversando com Riley, Ed e Kate dançavam, até que ela se afastou para mexer no celular e o Cullen me chamou para dançar, eu já estava bêbada o suficiente para topar sem reclamações, mas ele sóbrio manteve uma distância segura entre nossos corpos, enquanto dançávamos 24K Magic do Bruno Mars.
— Você arrasa, Bella! — Kate gritou, olhei para ela e a vi me gravando, eu mandei um beijo para a câmera do seu celular e continuei dançando, quando acabei Kate saltitou até mim e eu concordei que ela podia postar o vídeo.
— Kate, tenho um segredo para te contar.
— Qual? — perguntou ao terminar de publicar vídeo.
— Eu transei no seu quarto hoje.
— Bella! — Ed exclamou, meio alterado, eu apenas ri e completei para Kate.
— Com Garrett. — Ela riu e assentiu, também estava bêbada.
— Ele é tão gostoso, você está super certa, Bella!
***
Na manhã seguinte eu estava de ressaca, obviamente. Por sorte era domingo e eu não tinha trabalho para fazer, então somente fiquei na cama por mais tempo mexendo no celular, vendo a repercussão da festa do dia anterior.
“Kate Allen faz 24 anos e comemora com uma grande festa de aniversário em sua mansão.”
“Ed Cullen vai a festa de aniversário de Kate Allen acompanhado de sua nova namorada, Leah Cleawater.”
“Isabella Swan se diverte no aniversário de Kate Allen.”
Cliquei naquela notícia, falava que eu estava curtindo minha recém solteirice ao máximo. Tinha foto minha com Kate, com Riley, Santiago e Tanya, com Garrett, a que ele tirou minha na piscina, vídeos meus dançando e puxando os parabéns para a aniversariante. Em um trecho da matéria dizia:
“Isabella parece muito mais feliz agora que está solteira.”
Eu estava mesmo?
***
Sabendo que Nahuel, o namorado de Ness, era fã de rock, convidei os dois para o show de Garrett. O cantor tinha deixado sua equipe a par da minha aparição, eu fui tratada muito bem e direcionada com minha irmã e cunhado para um camarote, mas antes do show começar o empresário de Garrett falou que ele queria me ver em seu camarim e eu segui o homem pelos bastidores do estádio onde estava acontecendo o show.
No meio do caminho recebi uma mensagem de Ed.
Ed Cullen: Tô entediado, vamos nos ver?
Capitã: Estou ocupada hoje, ligue para Alistair e consiga uma das acompanhantes dele.
Ed Cullen: Beleza!
Cheguei ao camarim de Garrett por fim, ele estava fumando e bebendo. Seu empresário me anunciou e nos deixou sozinhos.
— Oi, Isa! — Me beijou, deixando com que eu sentisse o gosto de cigarro em sua boca.
— Oi — murmurei, antes dele me levar até contra a parede e passar a beijar o decote ofertado por minha blusa, eu gemi alto com o contato.
— Ainda procurando o cara certo? — perguntou, depois de fazer um caminho de beijos dos meus seios até minha boca.
— Sim. — Eu ri, o fazendo rir junto comigo.
— Me deixa te dar um conselho, Isa. — Ele bebeu mais um pouco. — Não acredite em qualquer declaração.
— Pode deixar.
— Acredite em mim, sou muito confiável. — Sorriu largamente. — Vem pro meu apartamento depois do show?
— Sim.
Ele voltou a me beijar, eu só conseguia pensar que se foda o cara certo, preferia os errados.
***
Garrett me fez gozar em sua boca, depois gozou em minha boceta. Bom, de certa forma, já que estávamos usando camisinha.
— Você é incrível, Isa — falou, estava bêbado e chapado. Tinha me oferecido maconha no seu pós show, mas eu recusei e apenas bebi, sabia que se fumasse seria um caminho muito curto até a cocaína. — Nós deveríamos ficar juntos para sempre.
Ri de sua fala, enquanto ele passava a beijar meu corpo novamente.
— Eu te amo, você me ama?
Claro que não, mas também sabia que ele só estava chapado o suficiente e nada daquilo era verdade. Como o próprio tinha dito mais cedo, eu não podia acreditar em qualquer declaração.
Naquele momento minha mente se iluminou e eu comecei a pensar em uma canção, larguei Garrett na minha cama, ele já estava quase apagando e peguei meu celular. Fui para a sala e mandei uma mensagem para Edward.
Capitã: Acho que vou compor algo essa madrugada, te encontro amanhã para mostrar o resultado.
Entrei no Twitter e vi o que falavam de mim.
“Isabella Swan e Garrett McNamara são vistos juntos.”
Embaixo uma foto de nós dois deixado o show de Garrett.
“Isabella Swan e Garrett McNamara são o novo casal de Los Angeles!”
Não, não mesmo, foi apenas uma noite.
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