Hollywood

73 Capítulo Setenta e Dois


Notas iniciais
Olá! Capítulo dedicado a AylaKC e Gaby-Cullen que recomendaram a fic. Muito obrigada por isso, gente. Amei muito suas recomendações! —-- Backstage é onde posto os bônus de Hollywood, não deixe de conferir: https://fanfiction.com.br/historia/761426/Backstage/ —-- Grupo NOVO no Facebook: https://www.facebook.com/groups/962249957316185/?ref=share —-- Música especial do capítulo: https://youtu.be/Wmc8bQoL-J0 Música especial do capítulo: https://youtu.be/2-elX88zUTk —___ Aviso: o capítulo pode ser gatilho para pessoas em situações de vulnerabilidade emocional, se você precisa de ajuda procure ajuda especializada sempre. —__ Boa leitura!

Capítulo Setenta e Dois

Isabella Swan

"Ed Cullen concede primeira entrevista após Escândalo Swan-Cullen."

No dia da estreia de Zoe em Malibu eu estava muito nervosa, temendo que todos odiassem minha atuação na série e falassem mal de mim por isso, foi quando Renée disse para mim:

— Você é Isabella Swan, merece estar onde está, lembre-se disso.

Eu odiava minha mãe, odiava tudo que ela tinha feito comigo. Mas aquelas palavras dela eram o que me manteriam de pé daquela vez por todo o Escândalo Swan-Cullen, eu era Isabella Swan e estava onde deveria estar, no topo.

Merecia minha carreira, merecia meu namorado e merecia meu bebê. Ninguém iria tirar mais nada de mim.

***

Edward tinha suas mãos em minhas coxas expostas, já que eu usava apenas uma regata e calcinha. Segurava em seus cabelos enquanto nos beijávamos, beijar aquele homem era tão bom, principalmente quando sabia que tudo aquilo acabaria com ele me fodendo.

— Senti sua falta — sussurrei parando de o beijar por um tempo, me movi em seu colo podendo sentir seu pau duro contra a cueca que ele vestia. Edward abriu seus olhos, seu olhar era cheio de desejo. — Tanta falta, senhor Cullen. — Continuei me mexendo e gemi baixinho, mordendo meu lábio inferior.

— Porra, Isabella — disse meu nome, a voz enrouquecida.

Lancei um sorrisinho para ele e me inclinei para colocar a boca perto de sua orelha, então perguntei baixinho:

— Você quer me foder?

— Sim.

— E como você quer foder sua putinha? — indaguei fazendo com que os dedos de Edward apertassem minhas coxas com força.

— Quero você cavalgando em mim, putinha. Minha putinha. — Suas mãos foram para minha bunda e me apertaram ali também, eu gemi em seu ouvido.

Depois, levei meus lábios até o pescoço de Edward, comecei a beijá-lo ali, também dei leves mordidas, até que me afastei dele e voltei a olhar para seu rosto.

— Posso fazer isso com mais força, senhor Cullen?

— Me morder? — perguntou.

— E te chupar.

Edward sorriu, tirou suas mãos de mim e as colocou sobre o colchão longe do meu corpo.

— Vamos inverter o jogo hoje, putinha… Melhor dizendo, vamos inverter o jogo hoje, senhorita Swan.

— Vamos? — perguntei interessada no que ele estava propondo.

— Sim, hoje você está no comando.

Eu gostava disso, adorava quando ele estava no comando, mas mudar as coisas um pouco nunca era ruim.

— Isso quer dizer que eu posso te bater? — perguntei séria.

— Sim, você pode. — Ele mal tinha acabado de falar e eu dei um tapa no seu rosto. — Porra, Isabella! — xingou sendo pego de surpresa, seu rosto corado e olhar irritado.

— Senhorita Swan para você, jovem Ed. — Pisquei para ele. — Não se mexa, vamos fazer isso certo — ordenei e deixei a cama.

Fui para o closet, peguei duas gravatas de Edward ali e voltei para a cama onde ele obedientemente tinha permanecido no mesmo lugar. Ele soltou um risinho quando viu as gravata, eu o calei com um novo tapa, que fez Edward morder seu lábio para não dizer nada.

O amarrei pelos pulsos na cama, depois tirei minhas roupas e sua cueca, peguei um lubrificante na mesinha ao lado e coloquei sobre o colchão. Voltei a subir em seu colo e a beijar seu pescoço, podendo sentir seu pau contra minha boceta, eu me movia lentamente.

— Você gosta disso, Ed? — questionei, segurava em seu cabelo com uma mão, a outra estava apoiada na cabeceira da cama atrás dele.

— Eu amo isso, senhorita Swan — respondeu.

Mordi seu pescoço, primeiro uma mordida fraca, mas quando mordi novamente foi pra valer e ouvi Edward gemer de dor.

Lambi o lugar que mordi e assoprei, para depois chupar a pele já sensível do meu namorado. Afastei meu rosto um pouco, podendo ver o estrago que eu tinha feito em seu pescoço.

— Você está marcado, Ed — anunciei ainda deslizando minha boceta molhada por seu pau tão duro.

— Eu estou? Minha namorada não vai gostar disso.

Oh porra, ele estava mesmo querendo jogar!

— Sua namorada? — Puxei seus cabelos e chupei o lóbulo da sua orelha. — Qual o nome dela?

— Diana.

— Ela é bonita? — Me movi para encarar seu rosto, apoiando as mãos em seu peito.

— Sim, ela é gostosa pra caralho.

— Sério? — Parei de mover meu quadril. — Talvez eu devesse te dispensar e ir chamar Diana — provoquei, Edward trincou os dentes. — Você sabe, mulheres chupam muito bem, tenho certeza de que ela seria melhor nisso do que você.

— Posso garantir que sou muito bom nisso, Senhorita Swan — garantiu. — Mas você pode chamar Diana e fazer isso virar uma festa, eu não me oponho.

Meu rosto esquentou, foi inevitável não pensar em quando fodemos juntos com Heidi. Ou mesmo quando eu fodi com Tanya e outros caras.

— Vamos começar só por você, Ed. — Toquei em seu rosto, sentindo sua barba por fazer pinicar a palma da minha mão. — Me diga uma coisa, eu sou sua…

Ele entendeu que eu queria saber mais sobre aquela fantasia toda, respondendo:

— Minha gostosa professora de piano, você me dá aulas em Juilliard, a universidade de New York. Você está louca para eu te foder desde a primeira aula*.

— Estou?

— Sim. Na verdade, você já me pagou um boquete no estacionamento da faculdade depois de uma aula noturna, mas teve que ir embora mais cedo porque seu namoradinho advogado ligou, vocês iriam assistir a um filme juntos.

Abri um grande sorriso, aquela porra toda estava me deixando muito excitada, eu amava a mente fantasiosa de Edward.

— Quer saber? Não me lembro desse boquete, acho que preciso refrescar minha memória — declarei.

Beijei Edward na boca, senti ele tentar mexer os braços, mas meus nós em suas gravatas impediram isso. Ri contra seus lábios, ele xingou:

— Puta merda!

Lhe dei outro tapa e com a voz severa ordenei:

— Seja um bom garoto, Ed!

— Me bate de novo — ele pediu, seus olhos brilhavam.

— Você gostou disso, não?

— Sim. Por favor, Senhorita Swan, me bate mais uma vez.

Eu bati, ele gemeu e moveu seu quadril fazendo com que seu pau passasse bem perto da entrada da minha boceta.

— Comporte-se. — Suspendi meu quadril, ele emitiu um som de frustração.

Dei mais um tapa em seu rosto, puxei seus cabelos fazendo com que sua cabeça fosse para trás e beijei sua garganta. Com Edward ainda se recuperando daquilo eu saí de cima dele, fiquei entre suas pernas, sobre meus joelhos.

Apoiei uma mão em sua barriga, sobre sua tatuagem de endorfina. A outra mão envolveu seu pênis, Edward respirou fundo, mas não se moveu, sabia que só eu poderia me mexer naquele momento.

Em silêncio comecei a bater uma para ele, apenas analisando como Edward reagia aos meus toques. Seu pau contra minha mão, sua barriga e peito descendo e subindo com a respiração rápida, seus olhos focados no que eu fazia e sua boca fechada com força.

Eu tirei a mão que estava em seu pênis, a apoiando sobre sua coxa, a outra em sua barriga foi para seu pau e me inclinei — com cuidado para não pressionar minha barriga — até colocar a boca onde queria. Ele disse meu nome alto, eu me dei os parabéns por ainda fazer meu namorado reagir a mim como na primeira vez.

Chupava a cabeça do seu pau, enquanto a mão trabalhava no resto. Eu bati em sua coxa com a outra mão, repetidamente até estar satisfeita e sentir Edward estremecer no último tapa.

Então, a mão das palmadas encontrou lugar entre suas pernas. Eu toquei onde queria com o dedo médio, senti Edward estremecer ainda mais do que antes.

— O que você está fazendo, Senhorita Swan? — Não parecia bravo, apenas confuso. Tirei a boca do seu pau e ergui meu olhar.

— O que você acha? — Arqueei uma sobrancelha, ele corou pra caralho, mais do que em qualquer outro momento daquela noite. — Estou imaginando como seria meu namorado, o advogado, fodendo seu rabo. — Movi meu dedo novamente pelo lado externo, sentindo ele reagir de forma positiva. — Enquanto eu te chupo gostoso, Ed.

— E seu namorado fode bem, Senhorita Swan?

— Fode, ele é muito bom nisso.

— Como é o pau dele?

— Grosso. Você sentiria um pouco de dor no começo, mas ia se acostumar e pedir por mais.

— Eu quero isso, Senhorita Swan — falou decidido.

Caralho, sim!

— Você vai ter apenas uma amostra hoje — falei, ele bufou. — Lembra que sou eu no comando.

Peguei o lubrificante, com a outra a mão, eu não parava de tocar em seu rabo com um dedo, louca para enfiar ele ali de uma vez. Lambuzei aquele dedo com o lubrificante, agradeci aos céus por eu estar com as unhas curtas, joguei o tubinho de lado e olhei para Edward, ele apenas assentiu.

Ainda olhando para ele guiei meu dedo para seu interior, Edward soltou todo o ar que estava segurando. Eu sorri vitoriosa.

— É bom, né? — indaguei.

— Sim — ele respondeu baixinho, fechando os olhos. — Muito bom — completou quando eu fui mais fundo.

— Eu sei, por isso amo que você foda meu rabo — falei, por um segundo fugindo da minha personagem, ele deu uma curta risada. — Vai ficar melhor agora — alertei e voltei a chupar seu pau.

— Caralho! — ele exclamou.

Continuei a chupá-lo e a tocar seu rabo com meu dedo, indo mais fundo que conseguia para o estimular. Eu queria fazer ele gozar, queria que Edward visse que tudo bem explorar aquela região do seu corpo, mas também queria ser a dona daquele joguinho e o provocar bastante.

Outro dia seria só sobre ele, eu faria tudo com muito prazer. Porém, aquela noite era sobre mim, a Senhorita Swan.

Primeiro parei de chupá-lo, depois tirei meu dedo. Edward abriu os olhos e visivelmente chateado perguntou:

— O que foi?

— Eu disse que você só teria uma amostra hoje.

Sua expressão era raivosa, eu não liguei. Voltei a montar em seu colo e belisquei seus mamilos, Edward engoliu em seco.

— Você gostou de ser fodido?

— Sim — respondeu sinceramente. — Pode fazer isso de novo quando quiser, Senhorita Swan.

Eu ri, belisquei seus mamilos uma segunda vez.

— Você ficaria gostoso pra caralho com piercings aqui — observei. — Iria combinar com todas suas tatuagens.

— Quem sabe um dia, Senhorita Swan. Agora você pode…

— Silêncio — exigi. — Vamos pra próxima rodada agora, eu vou cavalgar em você, Ed. Mas você não pode gozar antes de mim. Depois que eu gozar vou te soltar e aí você vai foder minha boca. Entendido?

Ele assentiu. Em rápidos movimentos fiz o pau dele vir para dentro de mim, nós dois gêmeos juntos. Fazia muito tempo desde a nossa última foda, ambos certamente estávamos com saudades disso.

Me apoiei em seu peito, as mãos sobre a tatuagem que ele tinha ali. O relógio clássico dourado, com asas roxas o cercando na parte superior e as asas brancas na inferior, as adagas espetando o relógio e a inscrição sobre ele e as asas roxas. Point of no return, ponto sem retorno.

Como naquele ponto da nossa relação, não tínhamos como voltar atrás em nada, mas eu não queria voltar no tempo. Amava Edward Cullen e amava ser sua namorada, tinha feito escolhas ruins durante o caminho até ali, mas eu estava feliz de qualquer forma. Feliz pra caralho!

— Eu amo você — falei, fugindo totalmente da personagem, enquanto movia meu corpo para cima e para baixo sobre o pau de Edward.

— Também amo você, Senhorita Swan.

Eu ri, meio grogue pelo prazer se espalhando por meu corpo. Estava até de olhos fechados, apenas concentrada em meus outros sentidos.

— Sua namorada sabe disso, Ed?

— Sabe, ela não liga — disse. — Ela está louca para te foder também — completou e abri meus olhos. — Ela podia estar tocando seu clitóris e chupando seus peitos enquanto você trabalha sobre meu pau.

Aquilo me deixou mais cheia de tesão, usei uma mão em meus seios alternando entre eles e a outra para tocar no meu clitóris. Foi o suficiente para mim, não pude aguentar mais, eu gozei forte.

Perdi o controle do meu corpo e senti ele todo mole, tendo espasmos. Gritei o nome do meu namorado, minha garganta até reclamando pelo esforço. Acabei deitada sobre o peito de Edward, ainda com o pau dele dentro de mim.

— Hora de me soltar, Isabella — ele disse, poderia ter sido um minuto depois, ou uma hora, eu não saberia dizer, ainda estava entorpecida por meu orgasmo.

— Lá está você no comando de novo — murmurei e com cuidado sai de cima dele. Toquei rapidamente na minha barriga, mas tudo parecia certo, ela já estava maiorzinha, só que não ao ponto de interferir nas posições, eu também tinha recebido liberação da médica para transar e com certeza faria isso.

Eu soltei Edward das gravatas e fui para o chão, ficando ajoelhada, prestei atenção nele massageando seus pulsos antes de sair da cama e parar diante de mim. Segurava seu pau com uma mão e o esfregou contra meus lábios, eu abri a boca e Edward o enfiou em mim.

Mais uma vez naquela noite voltei a chupá-lo, ele segurou nos meus cabelos e ditou o ritmo da foda. Não demorou muito, ele já estava se segurando há muito tempo, mas quando senti que ele estava quase eu o tirei da boca.

— Goza no meu corpo — falei, ele concordou e soltou meus cabelos para se tocar, afastei meus cabelos para trás dos ombros e esperei.

— Senti sua falta, putinha — ele disse, passando seu pau outra vez nos meus lábios, mas o afastou bem há tempo de deixar sua porra só escorrer do meu pescoço para baixo. — Caralho, Bella! — disse entre dentes ainda gozando, eu sorri para ele e toquei no seu pau também. — Vem, fica de pé. — Estendeu as mãos para mim, aceitei sua ajuda e me levantei. — Tudo bem? — perguntou sorrindo.

— Tudo, só preciso de um banh… — Ele não me deixou acabar de falar e me puxou para um beijo.

***

Eu estava no banheiro secando meus cabelos, depois de convencer Edward a irmos tomar banho. Meu namorado estava sentado na bancada da pia olhando para mim, apenas vestido em sua cueca, eu ainda estava só de roupão.

— Por que você não engoliu? — ele perguntou curioso.

— Quê?

— Na hora que gozei.

— Ah! — exclamei. — Desculpe por isso, fiquei com medo de não conseguir e enjoar, não seria uma boa recordação vomitar no sexo.

Ele riu e assentiu.

— Não precisa pedir desculpas, linda. Eu não quero que pense que estava te cobrando isso, só tava curioso mesmo, nunca foi um problema pra você antes.

— Você é maravilhoso. — Beijei seu ombro. — E você está legal com… Bom, você sabe.

Ele sorriu largamente.

— Eu estou ótimo com isso!

Foi minha vez de rir.

— Sabia que você ia gostar — me gabei.

— Deveria ter te ouvido antes — falou e eu desliguei o secador, colocando o aparelho na bancada.

— Você quer fazer isso com um cara? — perguntei receosa.

— Não.

— Tem certeza? Você começou lá dentro o jogo de falar sobre outras pessoas na cama — falei notando a ansiedade na minha voz.

— Capitã. — Ele pulou da bancada. — Não vou mentir, estou curioso sobre como seria ir mais além com um cara e liberar pra ele meu rabo — sussurrou. — Mas não é como se você não pudesse fazer essa parte, há objetos especialmente pra isso, não? Nós estamos em uma relação monogâmica, decidimos por isso e eu lhe garanto que apesar da minha curiosidade não é algo que afeta o que sinto por você, ou a decisão de ter relações sexuais apenas com você.

— Se algo mudar promete me contar?

— Prometo. — Afagou meu rosto. — E você? Tá querendo foder com mais alguém?

— Não mesmo.

— Claro que não, eu sou sua melhor foda sempre — se gabou, eu sorri.

— Mas nós podemos continuar com os joguinhos.

Ele colocou a outra mão no meu rosto e disse:

— Nós com certeza podemos, posso criar vários cenários.

— Eu percebi. — Puxei sua mão esquerda para minha boca e beijei a palma.

— Me conta se um dia você estiver insatisfeita sexualmente, tá? — pediu sério. — Sei que o sexo não é a parte principal do nosso relacionamento, mas é uma esfera dele. Qualquer coisa iremos trabalhar juntos em achar uma solução para qualquer insatisfação.

Eu o abracei, com força, Edward colocou suas mãos nas minhas costas. Ele era incrível para mim, estava realmente muito feliz em finalmente estar com um cara que me amava e que eu amava na mesma intensidade, a reciprocidade era tudo que eu poderia pedir.

— Tudo certo? — ele perguntou.

— Tudo, eu acabo de secar meus cabelos depois, você acha que consegue mais uma rodada? — questionei desfazendo nosso abraço, mas segurando em suas mãos.

— Claro que consigo, vamos lá pra cama, vou te mostrar que chupo melhor que Diana.

— Por que Diana? — perguntei, deixando ele me levar para o quarto.

— Mulher Maravilha — respondeu me fazendo rir. — Não estrague o clima — exigiu e abriu meu roupão, suas mãos foram para meus seios e ele os apertou, eu gemi, mas de dor.

— Estão sensíveis, vai com calma — pedi.

— Desculpa, linda. — Se inclinou e beijou meu seio esquerdo, depois o direito. — Você é tão gostosa, Isabella — sussurrou e chupou meu mamilo direito. — Amo cada pedaço do seu corpo, amor.

Ele ergueu o corpo e beijou meus lábios, segurei em seus cabelos, Edward firmou suas mãos em minha cintura e fez com que eu subisse na cama. Paramos o beijo para que eu deitasse, barriga pra cima, pernas dobradas e entreabertas, Edward se colocou entre elas, uma mão segurando no meu joelho esquerdo, uma em minha boceta.

Segurei no lençol, enquanto sentia Edward brincar com um dedo na minha entrada e manter o polegar em meu clitóris. Até que ele parou de apenas provocar e enfiou seu dedo em mim, arqueei meu quadril e o vi sorrindo de lado.

Sem parar de mover seu dedo ele se moveu até estar com o rosto perto da minha boceta, beijou o interior das minhas coxas e mordiscou.

— Adoro seu cheiro — falou passando o nariz por minha pele sensível. — Adoro seu gosto. — Beijou sobre meu clitóris, eu tremi dos pés a cabeça. — Adoro você, garota.

Eu sorri. Edward tirou o dedo de mim e o substituiu por sua língua, levei uma mão até seus cabelos que ainda estavam meio molhados do banho, ainda que ele tivesse secado com a toalha.

— Quero você gozando na minha boca, putinha — sussurrou com a voz rouca quando ergueu o olhar pra mim, eu apenas assenti, sem conseguir falar nada, ele voltou a usar sua boca e dedos para me dar prazer.

Como Edward pediu, gozei na sua boca, puxando seus cabelos, dizendo seu nome, dobrando os dedos dos pés e sentindo meu coração disparar. Com os lábios brilhando ele olhou para mim, os lambeu e começou a tirar sua cueca, seu pau estava duro.

— Que tal?

— Por favor — implorei.

Eu não sabia quando entre meu remédio e a gravidez ia ter tanta vontade de foder de novo, queria aproveitar a líbido alta. Edward sorriu mais, terminou de tirar sua cueca e voltou a ficar entre minhas pernas, começando a colocar seu corpo sobre o meu.

— Não se apoia em mim, a barriga — alertei, a voz ainda alterada pelo orgasmo.

— Sem problemas, só não fala disso pra eu não desviar meus pensamentos.

— Ok, ok — murmurei, era mesmo estranho parar e pensar que eu estava fodendo e que tinha um bebê na minha barriga, mas no fim das contas, foi assim que o bebê chegou ali.

Ele se apoiou em suas mãos, não despejando seu peso sobre mim. Eu o beijei, segurando no seu rosto.

— Vai, me fode, Edward — pedi quando acabamos de nos beijar.

Edward beijou o canto dos meus lábios e com uma mão guiou seu pau para minha boceta. Voltou a se apoiar em ambas as mãos e começou a me foder, eu seguia seus movimentos, tocando nele onde minhas mãos alcançavam.

Ainda sensível do meu último orgasmo eu tive outro rapidamente, o que era bom pra caralho, porra. Edward continuou me fodendo até gozar também, ele aproximou seu rosto do meu e nos beijamos nessa hora, seus dentes mordiscaram meu lábio inferior e gemi em sua boca.

— Te amo — ele sussurrou, levando seus lábios para minha bochecha. — Isabella, você… — Ele se calou.

— Eu o que? — consegui falar.

Ele suspirou e beijou meu rosto de novo antes de sair de cima de mim.

— Você é perfeita — ele disse e sorriu, não era um sorriso falso, mas vi seu olhar ansioso.

— Você queria dizer outra coisa, né?

— Não. — Balançou a cabeça e tocou em meu seio direito. — Quis dizer exatamente isso, você é perfeita, linda.

— Edward...

— Estou falando sério. Agora acho melhor irmos nos limpar e dormir.

— Ok — murmurei e ele me beijou mais uma vez. — Você também é perfeito — afirmei.

Ele riu e balançou a cabeça.

— Não sou não, sou todo errado, você sabe disso.

— Bom, foda-se, então nós dois somos perfeitamente certos um para o outro mesmo com nossos erros.

***

A reunião com Leah e os advogados, para a quebra de contrato, aconteceria às três da tarde do domingo e seria ali mesmo na casa de Edward.

— Bella? — ele chamou por mim, estava no chão da sala de TV com Shrek, eu estava no sofá mexendo em meu celular checando algumas coisas, de um lado tinha Amy e de outro Madonna, a cadela apoiava sua cabeça em minha coxa.

— Sim?

— Você ainda tem as mensagens que Richard te enviou? — Eu olhei para Edward, ele estava sério.

— Por que você quer saber? — questionei.

— Porque agora que nosso relacionamento está exposto eu acho que você deveria o denunciar por assédio. Aliás, eu estava pensando e se foi ele quem disse algo sobre nós dois para Kevin?

— Edward, Richard não sabia sobre você e eu.

— Ele ao menos desconfiava.

Eu suspirei alto.

— Ainda tenho as últimas mensagens que ele me enviou, mas não vou denunciar Richard. Nós já fomos expostos, mas seria um problema a mais abrir um novo processo agora, principalmente contra alguém como ele. — Ele abriu a boca para protestar, eu levantei um dedo pedindo que ficasse quieto. — Você sabe como as coisas são, eu tenho um passado ruim sobre sexo com o Escândalo Swan, as pessoas iriam distorcer isso e jogar a culpa sobre mim como sempre fazem com mulheres assediadas. Mas, eu prometo manter as mensagens salvas, elas estão no outro celular invadido de qualquer forma e ele vai para os nossos advogados, se Richard tentar mais uma coisa juro que irei o denunciar, ou se as investigações contra Kevin apontarem que o Buttler tem algum envolvimento.

— Você não pode sentar e esperar o Richard tentar ou não fazer outra coisa, Isabella.

— Eu não estou esperando que ele faça mais alguma coisa — falei entre dentes. — Você acha que gosto da forma como ele me abordou naquelas mensagens? Ou durante sua turnê quando me tranquei naquele maldito closet para fugir dele? Eu odeio tudo isso. Estou só esperando que ele realmente tenha parado e não tente mais nada comigo e me deixe em paz.

— Tudo bem, você quem sabe — Edward concordou, mas não parecia nada contente com minha decisão.

— Suas respostas pioraram muito as coisas — eu disse e balancei meu celular para ele ver a tela. — Tem gente até achando que eu fui a pessoa por trás das respostas. Você terá que pedir desculpas sobre isso na entrevista amanhã e nunca mais dar esse tipo de resposta pra ninguém.

— Que seja. — Revirou seus olhos e afagou a cabeça de Shrek.

***

Tanya chegou primeiro com os advogados, a reunião seria na sala de jantar, eles foram para lá com Edward, eu fui para a cozinha comer algo antes de me estressar com negócios. Esme estava muito silenciosa ali, o que estranhei.

— Tudo bem? — perguntei de boca cheia de sanduíche natural, o de Esme era melhor que o de Carmen.

— Tudo — murmurou. — Só estou pensando em Leah e nessa história da gravidez dela.

— Não tem como ser filho do Edward — falei. — Isso se ela estiver realmente grávida.

— Eu sei, querida — Esme disse gentilmente. — Meu filho te ama muito, ele não te trairia. Mas eu adorava Leah e ela postou aquela foto sobre o Edward ser o pai, claramente uma armação para algo, estou tão decepcionada.

— Você tem a melhor nora agora — falei e pisquei para ela, Esme riu. — Que vai te dar um neto lindo, esqueça Leah. Quando aquela reunião acabar ela vai estar fora das nossas vidas de uma vez por todas.

Esme contornou o balcão e beijou minha cabeça, afagando meu braço também.

— Sinto muito pela forma como as pessoas te tratam, Bella.

— Tudo bem, eu…

— Também já te julguei muito — falou. — Com tudo aquilo sobre o Escândalo Swan, sinto muito por isso — sussurrou.

Eu assenti, queria poder dizer a verdade para Esme, especialmente a parte que só tinha confessado ser a pessoa responsável pelo vídeo do Escândalo Swan porque Paul me ameaçou com mais vídeos, mas isso não era possível. Não poderia denunciar Richard, nem começar a espalhar por aí que Paul tinha me coagido a assumir a autoria do Escândalo Swan.

— Está tudo bem, Esme — garanti. O interfone tocou, ela suspirou e foi atender, quase não ouvi suas palavras, mas quando ela voltou a falar comigo estava visivelmente irritada.

— Leah chegou, está entrando no condomínio.

— Certo, tô indo pra sala de jantar esperar ela lá. — Engoli o resto do sanduíche e saí do banco que estava sentada.

— Posso participar da reunião?

— Não sei, Esme. Você está puta com a Leah…

— Sou uma advogada de um jeito ou de outro — ela lembrou. — E sim, estou puta com ela. Mas prometo que vou ficar calada, só quero ouvir as desculpas dela em primeira mão.

— Certo — cedi. — Você pode levar ela para a sala de jantar e ficar lá.

Esme concordou, eu segui para a sala de jantar, ela para a entrada da mansão. Sentei junto de Edward, a mesa estava quase cheia com nós dois, Tanya e todos os advogados, queria o time todo deles para tirar Leah de perto o quanto antes.

— Ela já está chegando — falei, Edward segurou em minha mão.

A porta se abriu logo depois, Esme entrou primeiro e sentou do meu lado vago. Leah veio em seguida, naquele dia usava calça jeans e uma blusa branca justa que destacava sua barriga, ainda era pequena, mas claramente ela estava mesmo grávida, atrás dela entrou um homem de terno, deveria ser seu novo advogado.

— Quem é o pai? — Edward perguntou curioso, eu resmunguei. Leah sentou do outro lado da mesa com seu advogado e não respondeu.

— Senhor Cullen, vou pedir que você fique em silêncio até segunda ordem — o advogado titular representando ele e a produtora pediu, Edward bufou, soltou minha mão e como uma criança birrenta cruzou os braços.

— Desculpe, mas eu preciso saber quem é o pai desse bebê — Tanya disse para o advogado e se voltou para Leah. — Então, quem é o pai do seu filho?

— Minha cliente…

— É o Enrico — Leah respondeu de uma vez, interrompendo seu próprio advogado. — Um dos dançarinos do Ed. — E um dos caras com quem eu transei depois que acabei com James.

Edward ao meu lado caiu numa gargalhada, Esme emitiu um som de choque.

— Estou grávida de nove semanas — ela completou.

Eu estava quase de nove semanas também, seria uma coincidência hilária em outra situação.

— E por que você disse que era filho do Ed naquela foto? — Tanya questionou, ela estava furiosa com Leah.

— Porque vocês disseram que o contrato ia acabar antes do tempo. — Leah disse olhando para a mesa. — Quando eu descobri estar grávida meu plano era esconder o máximo possível, mas revelar antes do meu contrato com o Ed acabar ano que vem. Quando todo mundo, especialmente fãs e mídia ficassem sabendo sobre a gravidez eu sabia que tinha uma grande chance de vocês quererem que Edward assumisse o bebê para que ele mantivesse a imagem de bom moço de família que o namoro comigo garantiu, com o acréscimo pai. Então, vocês falaram que o contrato já acabaria mês que vem, eu tive de antecipar a revelação.

— Nem fodendo que eu deixaria Edward assumir esse filho — falei entre dentes e Leah olhou para mim com raiva. — Nem agora, nem no próximo ano. Seu plano deu errado, querida — disse com deboche. — Mas não se preocupe, tenho certeza de que Enrico será um ótimo pai para seu bebê.

— Vamos assinar essa quebra de contrato de uma vez — Edward exigiu.

Leah suspirou alto e colocou as mãos sobre sua barriga.

***

Os documentos foram assinados, Edward parecia extremamente feliz enquanto assinava cada um dos papéis. Leah, por outro lado, parecia arrasada. Além dos papéis do contrato, ela também estava assinando sua demissão.

— Lembre-se, você tem sessenta dias para efetuar todo o pagamento por ter quebrado o contrato e traído Edward — o nosso advogado titular falou.

Como ela tinha ficado com outro cara com o contrato ainda valendo, depois deixado isso vazar quando revelou a gravidez que claramente não foi resultado de uma relação sexual com Edward, teria que pagar uma multa alta por isso. Mas, ela tinha recebido uma boa grana da Dolce & Gabbana, se ainda tivesse o dinheiro conseguiria pagar tudo.

— É, eu sei — Leah disse irritada e se levantou, saindo da sala sendo seguida por seu advogado. Esme, Edward e eu também ficamos de pé e a seguimos. — Você é mesmo uma puta, não é? — Ela gritou para mim quando chegou à porta da mansão.

— Você…

— Cale sua boca, Leah! — Esme gritou para ela, interrompendo Edward, ele colocou uma mão em minhas costas. — Cale a boca e vá embora!

— Eu não falei nada demais, Esme. Isabella é mesmo uma vagabunda, eu tenho pena desse filho dela e tenho pena por ser filho do Ed também vai ser só mais um viciadinho de merda.

— Leah, pare! — o advogado dela exigiu.

— Você é chato pra caralho! — Ela berrou para Edward. — E muito ruim de cama. — Olhou para mim e completou. — Não dou um mês pra ele te largar por alguma vagabundinha nova e você vai criar esse filho sozinha. — Edward apertou minha blusa entre seus dedos.

— Chega, garota! — Esme gritou mais alto, agarrou o pulso de Leah e abriu a porta. — Eu quero você fora daqui e longe da minha família.

— Vocês ainda vão ouvir falar muito de mim! — Leah gritou, se soltou de Esme e saiu com seu advogado até o carro. Emmett apareceu do do lado de fora, aguardando para abrir o portão para eles saírem.

— Você está bem? — Edward e Esme me perguntaram juntos.

— Estou ótima — afirmei e sorri. — Finalmente não vou mais ter que ver a cara dessa menina. Edward, ainda temos que falar com os advogados sobre Kevin.

— Você está mesmo bem? — ele questionou.

— Estou, não se preocupe, amor.

Eu o beijei, ele retribuiu prontamente.

— Não acredito que ela teve a audácia de dizer que sou ruim de cama — Edward falou, Esme bufou e se afastou.

***

Terminei de passar o batom e soltei meus cabelos, que estavam presos por grampos. Era segunda-feira de manhã, Edward gravaria com Natalie Lee aquele dia ali mesmo em sua casa, a entrevista iria ao ar naquela noite no canal do YouTube da jornalista.

I'm a survivor. I'm not gon give up. I'm not gon stop. I'm gon work harder. I'm a survivor. I'm gonna make it. I will survive. Keep on survivin'* — eu cantava Survivor das Destiny's Child enquanto terminava de arrumar meus cabelos.

— Sério, o que custa fazer um álbum, Isabella? — Eu olhei para a porta e vi Edward parado ali, ele já estava vestido para a entrevista. Camisa social azul, calça jeans também azul e tênis, usava óculos de grau e não suas lentes, ele tinha ido se arrumar em outro quarto com Tanya, sua figurinista e um maquiador. Maquiador aquele que tinha feito um bom trabalho em esconder a marca que deixei no pescoço de Edward na outra noite.

— Não vamos falar sobre isso hoje — pedi e parei de mexer em meu cabelo. — Você está lindo, pronto para a entrevista?

Ele assentiu.

— Você e Tanya me treinaram bem ontem.

Nós duas tínhamos ensaiado a entrevista com ele no domingo, depois que os advogados foram embora. Advogados que naquela segunda-feira iriam dar início ao processo contra Kevin e ao seu site, também iriam colocar os nomes de Jessica e Helena nas investigações para saber qual das duas tinha compactuado com ele. Tanya mais tarde iria cuidar da demissão de Enrico, ele não poderia de jeito nenhum continuar trabalhando com Edward.

— Excelente, não fuja do roteiro. — Peguei meu perfume de cima da pia e passei um pouco.

— Você deveria trazer todas suas coisas para cá de uma vez — ele falou.

— Como? — perguntei baixinho.

— Linda, vamos ter um bebê, está na hora de falarmos em morarmos juntos oficialmente, não? Pegue tudo seu da casa que divide com a Ness e traga para cá essa semana.

Eu fiquei quieta, pensando em como aquilo soava para mim. Queria dizer que Edward não me pediria em casamento nunca, né? Eu deveria falar naquele mesmo instante que queria um casamento, vestido branco, primeira dança, jogar o buquê e todas essas merdas, mas preferi ficar calada.

— Eu vou fazer isso — murmurei. — Trazer minhas coisas para cá em breve — completei, Edward abriu um grande sorriso, andou até mim e beijou minha testa.

— Podemos escolher qual quarto será o do bebê ainda essa semana — ele disse empolgado. — Agora preciso ir gravar uns stories pro Instagram avisando que vou gravar a entrevista daqui a pouco.

Então, ele saiu. Ninguém falou uma palavra sobre casamento.

***

A casa estava cheia, contando com a equipe da produtora, o pessoal de Natalie e com Woody pulando por todo lado. Pedi que Esme o colocasse no quintal, antes do gato derrubar tudo, a entrevista seria gravada em uma das salas da mansão.

Mansão aquela que na prática seria minha também quando eu fosse oficialmente morar com Edward, mas não casar. Afinal, ele parecia não querer isso mesmo.

Ótimo!

— Você já está com cara de grávida! — Natalie exclamou para mim, enquanto a equipe dela terminava de arrumar as câmeras, iluminação e tudo mais para a gravação. — Radiante, quero dizer. — Sorriu mais para mim e mexeu nas pontas do meu cabelo. — Já tem nomes pré definidos?

— Não gaste suas perguntas, Natalie — Edward falou parando atrás de mim e me abraçando, senti meu corpo ficar tenso, ainda era estranho para mim não precisarmos nos esconder mais.

— Claro, Ed — Natalie riu e mexeu no que claramente era sua peruca loira. — Acho que já estamos acabando por aqui, vou checar minha maquiagem — falou e se afastou.

— Ela disse que eu estou com cara de grávida — resmunguei e fiquei de frente para Edward. — Isso quer dizer que tô gorda, né?

Ele riu e afagou meu rosto.

— Amo você.

— Isso não responde minha pergunta — reclamei e me soltei dele, Edward riu.

— Preciso falar algo com a Natalie.

— O quê?

— Nada demais.

Eu iria insistir em saber o que era,mas fui distraída por Tanya me chamando.

***

Natalie estava sentada em uma poltrona, Edward em um dos sofás, com Shrek junto de si. Ninguém tinha conseguido convencer o cachorro a deixar seu dono, nem eu, então cedi e deixei que ele ficasse ali.

— Hoje nosso convidado especial é Ed Cullen, o astro da música pop irá falar conosco sobre o Escândalo Swan-Cullen e muito mais! — Natalie disse para uma câmera, girou na poltrona e se voltou para Edward que sorria. — Ed, muito obrigada por ter aceitado nos dar essa entrevista.

— Eu que agradeço pelo espaço, Natalie — ele falou ainda sorrindo. — Shrek e eu agradecemos — disse brincalhão e apontou para o cachorro junto de si, Natalie riu.

— Ele é adorável, Ed. Na verdade, eu dei uma voltinha por sua casa e ela é realmente incrível também.

— Obrigado.

— Agora, que tal falarmos sobre o Escândalo Swan-Cullen? — Natalie indagou indo direto ao ponto, Edward concordou com um aceno de cabeça, parando de sorrir. — Me explique melhor, por que armar aquele falso namoro entre você e Leah Clearwater?

— Foi um plano de Isabella — ele respondeu, eu tinha insistido para que ele dissesse a verdade, isso diminuiria o peso sobre ele, iria cair mais sobre mim, mas era o que tinha de acontecer para Edward passar mais ileso por aquilo. — Para que minha imagem se limpasse um pouco, depois de eu me envolver com tantas mulheres, trair namoradas e mesmo tirar de mim a imagem que eu estava por aí só arranjando confusões, como quando bati naquele paparazzi, ou em Demetri Stone.

— Por que Leah foi a garota escolhida?

— Ele fazia parte da Swan Productions, alguns dias antes desse namoro falso ser estabelecido entre nós dois fomos vistos juntos em uma cafeteria, fotos disso circularam pela internet e algumas pessoas estavam especulando que tínhamos algo.

— Vocês tinham?

— Não, aquela altura Leah era só uma colega de trabalho.

— Então Isabella sugeriu o falso namoro entre Leah e você?

— Isso.

— Era um acordo verbal, ou…

— Era de fato um contrato, assinamos documentos e tudo mais.

— Você se envolveu sexualmente com Leah Clearwater, Ed?

— Duas vezes — ele respondeu. — Logo no começo do contrato.

— Nunca nutriu sentimentos amorosos por ela?

— Nunca.

— Leah nutria sentimentos amorosos por você?

— Bom, ela deveria responder essa pergunta, mas eu não acredito que Leah sentia algo por mim.

— Ela postou uma foto, pouco antes de Kevin Ford publicar a matéria sobre o Escândalo Swan-Cullen, dizendo estar grávida e que você era o pai desse bebê. Isso é verdade?

— Não sou o pai do bebê que Leah está esperando.

— Você sabe quem é o pai?

— Sei, mas não irei revelar a identidade dele, isso é algo que realmente deveria ser perguntado para Leah.

— Me conte sobre sua turnê, ou as viagens que fez com Leah fora da turnê. Vocês dormiam no mesmo quarto nos hotéis? Dividiam a mesma cama?

— Não, cada um tinha seu quarto.

— Ele estava ocupado fodendo comigo — murmurei, Tanya ao meu lado beliscou meu braço.

— Sobre as fotos publicadas por você ao lado de Leah, era você quem escrevia as legendas cheias de paixão?

— Tanya Denali fazia a maior parte disso, algumas vezes eu só escrevia algo genérico e postava.

— Quando Isabella falou sobre o namoro falso você aceitou ele prontamente?

— Não, pensei por alguns dias, até decidir que seria mesmo algo bom para minha imagem.

— Quis quebrar esse contrato em algum momento?

— Em vários momentos, nós finalizamos o contrato ontem e me sinto tão aliviado.

— Por que não o finalizou antes?

— Queríamos esperar mais um pouco, minha turnê se encerrar, as indicações para premiações passarem, essas coisas.

— Então, você não tem mais nenhum envolvimento com Leah Clearwater agora?

— Não, nenhum.

— Algum recado que gostaria de mandar para ela.

— Não, nada. — Balançou a cabeça e deu de ombros.

— Podemos falar sobre Isabella agora?

— Claro — Edward respondeu com um sorriso gigante no rosto.

— Quando e como começou o envolvimento entre vocês dois?

Eu tinha mandado ele falar a verdade sobre aquilo também.

— Ano passado, uma noite ela veio aqui em casa para falarmos sobre trabalho. — Certo, estávamos ocultando sua festinha daquela noite. — Nós acabamos discutindo por algo e terminou com um beijo. — Ele sorriu ainda mais.

— Ela estava noiva de James Klein nessa época? — Natalie indagou, o sorriso de Edward morreu.

— Sim — respondeu sério.

— Você se tornou o amante de Isabella Swan?

— É, sim.

— Ela acabou com James por sua causa?

— James descobriu sobre Isabella e eu, mas naquela época nós dois éramos apenas amigos tendo relações sexuais, então eles terminaram.

— Amigos tendo relações sexuais enquanto ela traia o noivo — Natalie frisou.

— Sim, isso já está claro, não? — Edward rebateu.

— Você não acha que Isabella pode te trair como traiu James? — Natalie indagou, eu mordi o interior da minha bochecha, Tanya afagou meu braço.

— Eu confio na minha namorada, nós temos uma relação honesta, conversamos sobre tudo, sei que ele não irá me trair.

— Me diga quando vocês viraram namorados.

— Vinte e nove de junho — ele contou, eu amava como ele lembrava da data tão bem. — Em Nashville. Foi no começo daquele mês que me dei conta que amava Isabella.

— Por que tanto tempo entre essa conclusão e o começo do namoro?

— Nós dois precisamos de um tempo para colocar a cabeça e sentimentos no lugar, aí nos reencontramos em Nashville e estamos namorando desde esse dia.

— E mesmo com Isabella o contrato com Leah não foi rompido?

— Como eu disse, estar com Leah era uma forma de limpar minha imagem dos meus erros anteriores. E querendo ou não, sabíamos que no momento que eu assumisse meu namoro com Isabella isso não seria bem aceito pela mídia e público. — Natalie abriu a boca, mas Edward, com um tom de revolta na voz continuou. — Eu odeio dizer isso, por mim teríamos assumido o namoro no mesmo dia. Mas, queria preservar Isabella dos ataques que sabia que ela receberia, queria que ela tivesse tempo para se preparar psicologicamente para lidar com tudo isso. Sendo assim, mantivemos o contrato com Leah e o encerraríamos no ano que vem, depois de um tempo Isabella e eu nos assumiríamos publicamente.

— O plano mudou quando Isabella engravidou?

Edward sorriu novamente.

— Sim, iríamos encerrar o contrato com Leah antes, mas o plano só era expor tudo quando o bebê nascesse, iríamos ficar fora das câmeras durante a gravidez.

— Mas Kevin Ford vazou tudo…

— É. — Edward revirou os olhos.

— Vocês irão processá-lo?

Edward, sorrindo, falou:

— Tudo que tiver de ser feito será feito.

— Quando o bebê irá nascer?

— Será um bebê de verão.

— Vocês já sabem o sexo?

— Ainda não.

— Já pensaram em alguns nomes?

— Discutimos sobre isso todo dia. — Ele riu.

— Você está claramente feliz por se tornar pai, foi uma gravidez planejada?

— Não, mas foi uma das melhores coisas não planejadas que já aconteceram na minha vida. Eu já amo tanto meu filho.

— E você ama mesmo Isabella?

Edward olhou ao redor, seus olhos pararam quando ele me encontrou. Olhando para mim respondeu:

— Eu amo Isabella demais, ela é a garota mais legal do mundo, estou tão feliz com a vida que estamos iniciando juntos.

— Eu te amo — sussurrei, deixando com que ele lesse meus lábios.

— Pra que fique claro Ed disse isso olhando para Isabella que está atrás das câmeras — Natalie falou, Edward voltou sua atenção para ela. — Te irrita muito a forma como algumas de suas fãs reagiram negativamente a toda essa história?

— Eu dei motivos para parte dessa negatividade, não deveria ter enganado todos e andado por aí por meses com Leah como se ela tivesse sido mesmo minha namorada. Mas, não aceito a forma grosseira e preconceituosa como muitos tratam Isabella, nem os ataques direcionados para o bebê. Minha namorada e meu filho são as pessoas que mais amo, dói muito ver comentários ofensivos sobre os dois.

— Por isso no sábado você deu algumas respostas bem irritadas no Instagram?

— Sim, eu estava mesmo muito irritado, perdi a cabeça e respondi aquelas pessoas. Sei que a forma como falei respondendo aqueles comentários foi errada e peço desculpas por isso, hoje com a cabeça no lugar eu responderia tudo de forma mais centrada.

— Como Isabella está com todos esses ataques?

— Isabella é tão forte, ela tem aguentado tudo isso da melhor forma possível.

— E você? Sabemos sobre seus vícios, que você faz terapia e tudo mais, como está sendo passar por isso?

— Eu estou bem, não todo tempo, não posso dizer isso, tem muita coisa acontecendo agora, mas estou me cuidando para me manter em paz especialmente comigo mesmo. Já falei isso antes no fim da turnê, em outras entrevistas, mas é realmente importante que todos façam terapia, é o que tem me ajudado muito nos últimos meses.

— Eu não poderia deixar de perguntar sobre o Escândalo Swan, como você encara tudo isso no passado da sua namorada?

Edward e eu respiramos fundo, sabíamos que aquela pergunta seria feita.

— Isabella cometeu erros em seu passado, eu também cometi muitos erros, isso é tudo — respondeu sério, sabia que ele deveria estar louco para dizer que Paul tinha me obrigado a assumir a autoria do vídeo, mas não poderia fazer isso.

— Você desculpa Isabella por isso?

— Não preciso desculpar minha namorada por isso, ou por qualquer outra coisa.

— Como fica sua carreira agora no meio do Escândalo Swan-Cullen?

— Sei que meus fãs irão me perdoar com o tempo sobre isso. — Ele olhou para a câmera. — Por eu ter mentido sobre Leah, me sinto horrível sobre isso, então estou aqui pedindo desculpas sobre. Espero que entendam também que sou perdidamente apaixonado por Isabella e que estou muito feliz com o fato de que serei pai.

— Muito obrigada pela entrevista, Ed — Natalie agradeceu e eles apertaram as mãos. — Lhe desejo muita paz e felicidade nesse momento.

— Muito obrigado, Natalie. Mais uma vez agradeço pelo espaço em seu canal para que eu viesse aqui falar com seus inscritos.

Os dois terminaram de gravar pedindo que mais pessoas se inscrevessem no canal de Natalie, curtissem e compartilhassem o vídeo. Edward também falou sobre suas músicas à venda e disse que tinha novidades para o Natal.

— Que novidades você tem para o Natal? — perguntei quando Edward saiu do sofá e foi até mim com Shrek o seguindo.

— Na hora certa você vai saber.

— Edward…

— Relaxa. — Piscou para mim e o próximo passo foi me beijar.

***

Na tarde daquela segunda-feira eu estava na cozinha com Esme, Rosalie tinha ido para a faculdade e Edward estava em algum lugar da casa fazendo sabe-se lá o que. Enquanto Esme fazia uma nova receita de torta de nozes, eu estava no notebook fazendo compras de roupas para mim, tirando minha cabeça da entrevista que seria publicada mais tarde e de como seria voltar para a Swan Productions no dia seguinte, teria muito com o que lidar lá.

Porém, entre ver roupas para mim acabei indo parar em uma loja de roupas de bebê. Estava passando as páginas, observando tudo, até que me deparei com uma branca, com desenhos de donuts na frente.

— Esme! — gritei quando vi a roupinha. — Olha isso, eu não acredito, preciso comprar!

— O quê? Não confio em comprar roupas pela a internet, o tamanho sempre está errado, com seu corpo mudando graças a gravidez então... — falou se aproximando de mim e olhando para o notebook. — Você está comprando roupas para o bebê? Pensei que era pra você. Olha essa roupinha que coisa mais linda, você precisa comprar mesmo, é a cara do bebê!

— Não comprei nenhuma roupa pro bebê ainda, só estava olhando, mas já ganhamos aquelas do pessoal no sábado. Enfim, vou comprar essa, com certeza.

— Capitã? — Edward entrou na cozinha animado. — Ei, olha essa roupa! — exclamou quando olhou pro notebook. — Você já comprou?

— Fazendo isso agora — eu disse mexendo no mouse.

— Certo, nós dois temos um compromisso essa noite — falou e olhei para ele, Esme voltou para sua torta.

— Temos? — questionei confusa.

— Sim. — Ele sentou na cadeira perto de mim. — Vamos ter um encontro.

— Com quem? Marcamos algo com o arquiteto da boate? Ou o pessoal da gravadora pra falar da compra? Laurent deve tá puto com a gente, né?

— Não um encontro de negócios, linda — Edward falou. — Um encontro romântico, só você e eu.

Arregalei meus olhos.

— Nunca tivemos um encontro pra valer antes — sussurrei.

— Eu sei, por isso que hoje vamos mudar isso. — Beijou minha testa.

***

Edward não me disse muito sobre o encontro, apenas que o primeiro passo seria jantar. Sem saber muito para onde iríamos, eu escolhi uma roupa que achava que serviria para qualquer coisa que ele estivesse planejando, uma camisa preta de malha, com mangas longas, uma saia xadrez preta e branca que parava no meio das minhas coxas e tinha cintura alta e as botas que ganhei de Edward há mais de um ano.

Prendi meus cabelos em um rabo de cavalo, fiz uma maquiagem destacando mais os olhos e peguei uma bolsa preta pequena para guardar meu celular e documentos, também levaria meu remédio caso não estivéssemos em casa na hora de eu tomar ele.

— Você está tão linda! — Rosalie exclamou quando me viu sair do quarto, ela estava saindo do seu. Edward tinha se arrumado em um dos quartos de hóspedes e me enviado uma mensagem avisando já estar pronto e me esperando lá embaixo.

— Obrigada, Rose — agradeci. — Já dá pra ver, né? — indaguei e passei a mão sobre minha barriga, levemente saliente entre os tecidos das roupas.

— Sim, mal vejo a hora de estar maior, temos que fazer um chá revelação e um chá de bebê depois e…

— Calma — pedi, ela se calou rindo.

— Certo, melhor você descer agora e ir se encontrar com meu irmão. Boa noite, divirta-se.

— Obrigada, Rose — agradeci e segui para a escada.

— Senhorita Swan, o senhor Cullen está lhe esperando lá fora — Felix, um dos seguranças de Ed, estava na porta da mansão e a abriu para mim.

Eu vi Edward lá fora como o segurança anunciou, usando roupas parecidas com as que usou para a entrevista. Mas, no lugar da camisa social azul usava uma preta, a calça jeans também era daquela cor e tinha trocado tênis por sapatos mais sociais, manteve seus óculos de grau. Os cabelos estavam a bagunça de sempre e ele não tinha mais a maquiagem da entrevista.

Ele estava parado diante de uma limusine preta, segurando uma caixa pequena de donuts na mão. Sorrindo eu andei até ele, sem esperar ele dizer qualquer coisa o beijei.

— Olá pra você também, linda — falou quando nosso beijo acabou. — Isso é pra você. — Me entregou a caixa de donuts. — Como você não gosta de flores achei melhor te dar isso.

— Boa escolha.

— Eu sei. — Afagou meu rosto. — Pronta para ir?

— Pronta!

***

Nós fomos conversando na limusine, ouvindo música e comendo meus donuts. Ignorando o fato de que os paparazzis ainda acampados na frente do condomínio nos seguiram quando saímos de lá, não queríamos pensar naquilo aquela noite.

— Pior cena que você já teve que gravar? — Edward perguntou, chupando a cobertura dos seus dedos.

— É uma daquele filme que minha personagem Olívia ia passar o verão no Havaí, a cena que tive que gravar com os golfinhos. Eu estava morrendo de medo deles, mas até que no final foi legal, mas não nadaria com golfinhos de novo.

Edward riu.

— Pior clipe que você já gravou? — Devolvi a pergunta.

— Johnny Cash.

— Não!

— Sim!

— Claro que foi, eu sofri pra caralho gravando aquele clipe — dramatizou e eu gargalhei. — Ei, por que não chamamos o bebê de Olívia se for uma garota?

Fiz uma careta e neguei com um aceno de cabeça.

— É bonitinho… Chegamos! — Edward exclamou quando a limusine parou. Olhei para fora e vi que estávamos diante de um restaurante italiano que ele gostava muito, mas as luzes externas estavam desligadas.

Porém, não falei nada. Um segurança abriu a porta do carro e Edward saiu, ouvi os gritos dos paparazzis e vi seus flashes pipocando.

Edward olhou para mim já de fora e estendeu uma mão.

— Tudo bem? Se quiser cancelamos isso.

Não, nem fodendo. Eu disse que não iríamos nos esconder mais, ignoraria os paparazzis de merda e todas as bostas que viriam da internet depois.

— Não, nada vai ser cancelado — afirmei e coloquei minha mão sobre a sua, Edward sorriu e eu deixei a limusine.

Gritaram meu nome, imploraram que eu olhasse para suas câmeras. Tudo que fiz foi manter minha mão junto a de Edward e usar a outra para segurar em seu braço.

Caminhamos pelo curto caminho entre o carro e o restaurante cercados por nossos seguranças, a porta do lugar foi aberta por um deles para a gente. Lá dentro era mais quente, mais seguro e mais silencioso, muito mais silencioso.

Olhei ao redor com atenção e vi que o salão principal do restaurante estava vazio, não era muito tarde ainda, mas aquilo era estranho.

— Fechei o restaurante só pra gente — Edward respondeu a dúvida em meu rosto. — Não porque quero que a gente se esconda, mas queria que esse primeiro encontro fosse tranquilo.

— É difícil competir com você, sabe?

— Como assim?

— No meu aniversário você me deu uma festa surpresa, no nosso primeiro encontro oficial você fecha um restaurante.

Ele sorriu e levou minha mão até sua boca para a beijar.

— Você ainda não viu nada.

— Vai ter mais?

— Claro, a noite está só começando.

***

Logo em seguida fomos abordados pelo chefe do restaurante, que eu conhecia da época que namorei com James. O homem nos deu boas-vindas, disse estar feliz por nos receber ali aquela noite e nos conduziu até nossa mesa no centro do salão do restaurante.

Edward já deveria ter avisado a ele que não bebíamos álcool algum, por isso fomos servidos com suco de uva por um garçom. O chefe nos apresentou o menu e fez suas sugestões de entrada, prato principal e sobremesa.

— Eu não consigo escolher, não posso comer tudo? — perguntei brincando, lendo o menu.

— Você vai querer guardar estômago para mais tarde — Edward falou e o olhei curiosa.

— Vamos comer em outro lugar além daqui?

Ele apenas deu de ombros.

— Você sabe de algo, Mateo? — perguntei para o chefe, que riu e negou com um aceno de cabeça.

— Não sei de nada, Isabella.

— Que seja, eu vou tentar segurar a curiosidade. Ok, acho que já sei o que vou pedir.

***

O jantar foi perfeito, não só pela comida, mas pela companhia de Edward. Ele também parecia ter pedido que tocassem música country, pois durante o jantar foi tudo que ouvimos, algumas músicas ele até cantava trechos juntos.

Na hora da sobremesa ele deixou sua cadeira do outro lado da mesa e sentou bem ao meu lado, dividíamos um cannoli e um gelatto.

— Eu poderia comer isso para sempre — falei tomando mais um pouco do gelatto.

— Vamos sequestrar o Mateo, obrigamos ele a fazer pra gente todos os dias — Edward cochichou para mim, fazendo com que eu risse, mas logo estava voltando minha atenção para o doce. — Podemos ir para a próxima parada do nosso encontro? — ele perguntou quando me viu acabar com o gelatto.

— Podemos, onde será?

Ele não respondeu, apenas acenou para um dos dois garçons que estavam nos atendendo. Um foi até a cozinha e voltou de lá com Mateo, Edward me ajudou a levantar e peguei minha bolsa do encosto da cadeira.

— Mateo, foi muito bom te rever, obrigada pelo jantar — agradeci.

— Eu que agradeço por terem vindo, espero revê-los em breve.

— Irá rever sim, vamos te levar para casa e te obrigar a cozinhar para a gente todo dia — Edward brincou fazendo com que Mateo risse.

Terminamos de nos despedir do chefe e saímos do restaurante, com certeza os paparazzis ainda estavam ali, mas eles agora dividiam espaço com algumas fãs de Ed.

— Ed, a Isabella não presta! — uma voz feminina e que soava jovem gritou, eu apertei a mão de Edward e me obriguei a ignorar todo o resto.

— Se você quiser voltar para casa... — ele começou quando entramos no carro.

— Não quero, vamos continuar nosso encontro. — Foi minha vez de beijar sua mão.

***

A próxima parada foi um cinema, eu arregalei os olhos e abri a boca em choque quando paramos lá na frente.

— Você fechou um cinema também?

— Eu fechei — Edward respondeu em um tom vitorioso.

— Caramba, homem!

— Mas esse só exibe filmes clássicos, não estou tirando de circulação nenhum filme grande de Hollywood — se explicou.

— O que vamos assistir?

— Vamos lá ver. — Manteve o suspense no ar.

Mais uma vez ignoramos os paparazzis que nos seguiram até ali, até algumas fãs que deveriam estar de carro também foram atrás da limusine. Fomos recebidos pelo gerente do cinema, que nos conduziu até uma das salas.

Edward deixou com que eu escolhesse nossos lugares, depois o gerente e uma funcionária do cinema voltaram com doces, água e pipocas para a gente. Quando eles saíram as luzes se apagaram e o filme começou, no caso não um filme, sim uma série.

— Brooklyn Nine-Nine! — exclamei e olhei para Edward. — Sério, melhor primeiro encontro de todos os tempos!

***

Assistimos três episódios da série, eu queria ficar e ver mais, porém Edward disse que ainda teríamos outro lugar para ir. Saímos do cinema e fomos parar na nossa boate, lá quem nos recepcionou foi o arquiteto e seu assistente.

— Quero que sejamos as primeiras pessoas a dançarem aqui — Edward disse me puxando para a pista de dança, eu joguei minha bolsa no chão e fui com ele.

Ainda faltava alguns detalhes, especialmente de decoração para a boate ficar pronta para sua inauguração no domingo, mas a pista de dança principal já estava finalizada. Quando chegamos ao centro dessa as luzes diminuíram, mudando para a iluminação típica de uma boate com cores vibrantes e começou a tocar Ours da Taylor Swift.

Edward e eu dançamos em silêncio, amava cantar aquela música, mas naquele dia só queria a aproveitar dançando com o homem que amava. Trocamos beijos, toques e quando a música acabou ele me abraçou com força e beijou minha testa.

— Amo você, Capitã.

— Eu também te amo, Pirralho.

***

As surpresas não acabaram na boate, quando saímos de lá Edward disse que tínhamos uma reserva na suíte presidencial do Four Seasons, ele falou que eu poderia declinar se quisesse e voltavamos para casa, mas obviamente aceitei. Agradeci por ele ter realmente planejado tudo e ter feito uma pequena mala de roupas nossas mais cedo quando eu não estava olhando, mala essa que já estava na limusine.

Estar em um quarto de hotel com ele novamente me fazia pensar em sua turnê, a nostalgia era boa. Edward definitivamente queria sexo, mas entendeu quando eu disse estar cansada para isso. Tomamos banho juntos ouvindo o cd que gravei para ele, eu ganhei uma massagem em meus pés, já na cama, enquanto assistíamos mais um episódio de Brooklyn Nine-Nine e Edward dormiu enquanto conversavámos com Donut.

— Você também acha que sua mamãe deveria gravar um álbum, Donut? — foi a última pergunta de Edward, que afagava minha barriga, antes de dormir.

Mexi nos cabelos dele e sorri, nossas mãos ainda sobre minha barriga.

— Seu pai é incrível, Donut — eu disse para o bebê. — A noite de hoje foi mágica. — Senti as lágrimas nos meus olhos, mas as segurei. — Boa noite, meu amor — falei para meu bebê e beijei a bochecha de Edward. — Boa noite pra você também, amor.

Fechei meus olhos e tentei dormir, mas não consegui. O enjôo me atingiu e eu me vi indo para o banheiro rapidamente, por sorte não acordei Edward, queria que ele descansasse.

Fui para o chão perto do vaso e vomitei, ainda fiquei um tempinho ali me recompondo. Depois levantei, lavei o rosto, escovei os dentes, peguei meu celular que tinha ficado no banheiro mais cedo e fui para a sala da suíte vasculhar o frigobar, peguei uma garrafinha de água com gás e sentei no sofá.

Ainda estava enjoada, não queria ficar na cama inquieta e acabar acordando Edward. Foi ali na sala que cometi o erro de mexer no Twitter, pesquisei sobre Edward e eu e li mais ofensas sobre nós dois.

Entretanto, as ofensas direcionadas ao bebê eram as que mais mexiam comigo.

"Tomara que esse bebê da Isabella Swan nem nasça."

"Se a Isabella Swan tiver uma menina já sabemos que será uma vagabunda como a mãe."

"É assim que o filho do Ed Cullen irá se parecer."

Logo abaixo a foto de um bicho feio que nem saberia dizer qual era. Engoli em seco e larguei o celular no sofá, colocando minhas mãos sobre a barriga.

Ainda muito nervosa e inquieta, eu fiquei de pé e fui para perto das janelas da sala. As persianas estavam abertas, o que me davam a visão dos prédios mais baixos e suas luzes acessas, já era mais de meia-noite, mas a cidade ainda estava bem acordada como eu.

Fiquei lá, observando a cidade e pensando no meu bebê, até ouvir o clique de uma câmera. Olhei para trás e vi Edward com seu celular voltado para mim.

— O que está fazendo fora da cama? — perguntou.

— Perdi o sono — murmurei. — Por que você levantou?

— Acordei e não te vi lá. Vamos pra cama, linda. Você precisa dormir.

— Eu já vou — prometi. — Pode me enviar a foto que tirou de mim? Queria postar.

— Claro — ele concordou, mexeu em seu celular e falou. — Enviada. Você tem cinco minutos para voltar para a cama, ou volto aqui e te arrasto.

— Sim, senhor — falei rindo, ele voltou para o quarto e peguei meu celular do sofá.

Para a foto que Edward tirou de mim escrevi uma longa legenda, colocando pra fora um monte de coisa.

"Eu estou grávida. Nove semanas hoje.

Quase todo dia fico enjoada. Quase todo dia penso em como meu corpo ainda vai mudar. Quase todo dia também penso em como partos parecerem aterrorizantes.

Todo dia eu fico com medo de algo dar errado. Todo dia penso em como o meu bebê será. Todo dia penso qual nome será por fim escolhido.

Engravidar não foi planejado. Foi muito assustador quando descobri. Não achei que seria capaz de ser mãe.

Ainda tenho medos, mas quero ser uma mãe. Eu já amo meu bebê. Mal vejo a hora de sentir ele se mexer.

Meu bebê terá o melhor pai do mundo. O homem que eu amo, o cara que tirou essa foto. Eu sei que ele me ama de volta e ama nosso bebê tanto quanto eu.

Nós chamamos nosso bebê de Donut. Já é o apelido oficial. Não conseguimos escolher um nome.

Cometi um milhão de erros, eu sei. Eu me arrependo de muita coisa. Porém, meu bebê não é um erro, nunca será um arrependimento.

Pelas semanas restantes da gestação serei o abrigo do meu bebê. E terei o homem que amo segurando minha mão a cada momento. E nós dois vamos dar o nosso máximo para criar nosso bebê da melhor forma.

Na hora dessa foto eu estava pensando em meu bebê. Antes dessa foto eu estava vomitando. Não é fácil estar grávida, mas eu amo meu bebê.

Você pode me odiar. Você pode dizer o que quiser de mim. Só não odeie meu bebê, ele não merece ódio."

Desliguei meu celular, o deixei sobre o sofá e fui para o quarto. Edward estava sentado na cama, a luminária acesa, ele estava sério.

— Você está bem? Li o que postou.

— Estou bem.

Subi na cama e sentei ao seu lado, apoiei minha cabeça em seu ombro e juntei nossas mãos. Sua direita com a minha esquerda, minha esquerda onde eu deveria colocar nossa aliança de casamento.

Eu não aguentei mais ficar em silêncio sobre aquilo, me movi na cama e olhei para o rosto de Edward, ele ainda estava sério. Respirei fundo e perguntei:

— Casa comigo, Edward?

Notas finais
*Ano que vem vou fazer uma one inspirada nessa fantasia do Ed, com um aluno e uma professora de piano, aguardem haha *Eu sou uma sobrevivente. Eu não vou desistir. Eu não vou parar. Eu vou trabalhar duro. Eu sou uma sobrevivente. Eu vou conseguir. Eu vou sobreviver. Eu vou continuar sobrevivendo. Beijos! Lola Royal. 11.11.19