Hollywood

28 Capítulo Vinte e Sete


Notas iniciais
Não é uma miragem, é capítulo novo mesmo. Mas, pequeno... 3 Enfim, boa leitura, mores!

Capítulo Vinte e Sete

Isabella Swan

"Ed Cullen irá gravar música com Charlie Swan, a composição é de Isabella Swan!"

Depois do Escândalo Swan eu me afastei da mídia o máximo possível, ainda assim, quando voltei aos holofotes procurei me manter sempre longe do centro das atenções. Eu estava de certa forma conseguindo, até o filho da puta do Ed Cullen falar que eu era uma compositora em rede nacional.


***

Férias, eu precisava muito de férias. Foi a primeira coisa que pensei quando ouvi o pedido de Edward.

— O que aconteceu? Ele largou a sua irmã?

— Sim — Edward esbravejou.

Eu me encarei no espelho do banheiro da minha sala, estava na produtora, resolvendo uma pilha de detalhes para a turnê de Kate e ela tinha acabado de ir embora chorando depois de brigarmos.

— Eu não vou travar uma batalha com Demetri porque sua irmã levou um chute, Cullen.

— Puta merda, você quer dinheiro pra isso? Eu te dou.

— Não, eu não quero dinheiro. Mas, não vou fazer nada contra Demetri, esqueça essa história.

— Você não serve pra caralho nenhum, está demitida!

Ele desligou, eu ri. Edward era mesmo muito mimado.

Liguei para Tanya, que logo me atendeu.

— A irmã pé no saco do Edward levou um chute do Demetri — fui falando. — Ele está alterado querendo que eu acabe com o ator, você pode tentar conversar com essa criança de vinte e dois anos e quem sabe colocar um pouco de juízo na cabeça dele?

— Claro, eu não li uma pilha de livros como educar filhos a toa.

— Excelente — debochei. — Você acaba de ser promovida ao cargo de mãe de Ed Cullen.


***

Naquela noite de quinta-feira James e eu estávamos no meu apartamento, eu viajaria na sexta-feira para Londres e ele no sábado para Seattle. Então, seria nossa noite de despedida, até nos revermos na segunda.

Seria, se eu não tivesse com uma pilha de e-mails para responder e ainda teria que assistir ao programa que Edward apareceria, aquele onde ele falava sobre mim. Então, James estava deitado ao meu lado na cama, lendo um livro e totalmente alheio à entrevista, pelo menos parecia.

O programa estava indo bem, Ed tinha se portado direito. Bom, até o momento que ele anunciou que eu era a compositora da música que ele gravaria com meu pai.

— Você o que? — James indagou quando escutou o que Edward disse no programa. Meu noivo pegou o controle e desligou a TV, enquanto eu fingia que ele não falava comigo e voltava a atenção para meu notebook. — Isabella, por que você não me contou que estava compondo?

— Eu não estou compondo — murmurei. — É uma música antiga, ou três delas.

— E você nunca me contou sobre isso também. — Ele fechou meu notebook, fazendo com que eu o olhasse. — Por quê?

— É coisa do passado, Jimmy.

— É? Então por que Ed Cullen e seu pai vão gravar uma música sua? Ou três?

— Ed vai gravar uma com meu pai e duas sozinho — esclareci.

— Ok, mas por que mesmo nunca me contou?

— Porque eu compus essas canções há séculos, James. — Larguei o notebook sobre a cama. — Não sou mais a pessoa que as escreveu, não valia a pena citá-las.

— Como Ed soube delas?

Como responder aquilo? Puta merda!

— Eu sem querer falei demais.

— E em três anos comigo você nunca falou demais?

— James, por favor! — implorei. — São só músicas, você nem entende nada de música.

— Não são sobre as músicas, Isabella — disse, elevando seu tom de voz. — É sobre você não ter me contado algo importante da sua vida, eu tive de descobrir por um programa estúpido. Quando iria me contar?

— Eu não ia — confessei. — Pra ninguém, além das pessoas da produtora que iam precisar saber, ou as da gravadora. Ia assinar as músicas com um pseudônimo, mas o filho da puta do Edward falou demais na entrevista e não tive como tirar isso do programa.

James balançou a cabeça, ainda estava indignado. Mas, meu celular tocou e eu tirei minha atenção do meu noivo, era Charlie, a briga com ele seria ainda maior.

— Oi — atendi a ligação.

— Venha para minha casa agora mesmo! — ordenou furioso.

— Não pode ser amanhã?

— Eu disse agora! — gritou e desligou na minha cara, olhei para James.

— Vou precisar ir até a casa do meu pai.

— Ok.

— James, por favor, supere isso.

— Eu vou — prometeu, forçando um sorriso para mim.

— Certo. — Sai da cama, indo trocar de roupas para ir ver meu pai, ele voltou a ler seu livro. — Já estou indo — avisei quando fiquei pronta, pegando meu celular e chaves.

— Bella?

— Sim?

— Tem mais alguma coisa que queira me contar? — James perguntou, sem tirar seus olhos do livro.

Sim, várias.

— Não — respondi. — Tchau, amo você.

— Até daqui a pouco, também te amo.

***

Papai estava me esperando no seu estúdio em casa, foi o que Carmen me avisou quando cheguei a casa dele, ou melhor, à nossa casa, mas não daquela puta mexicana. Eu mal via a hora dela se explodir, ou pelo menos ser deportada, para o inferno.

— Ai está você! — Charlie exclamou, seu rosto estava vermelho e por um milagre ele não estava usando seu chapéu, que estava sobre o piano.

— Oi, papai. — Sorri para ele. — Sabia que te amo?

— Eu devia deserdar você — ele rebateu, revirei meus olhos. — Ou pelo menos te demitir.

— Mas, nada disso vai acontecer. — Me sentei ao piano. — É melhor você ir logo aceitando, pai.

— Nem por cima do meu esqueleto.

— O certo é cadáver — o corrigi, ele me encarou mais puto da vida ainda. — Ok, chame como quiser. Entretanto, vai gravar essa canção com Ed sim, seja por cima do seu cadáver, ou esqueleto, tanto faz. Nem adianta começar a chorar, pai. Só pense comigo, aquela entrevista foi exibida em rede nacional, a essa hora a internet toda já compartilhou a informação, sendo assim todo o resto do mundo está por ciente do que Edward disse na entrevista. Ficaria muito feio se você se recusasse, Ed já topou e sairia como superior, você quer que ele saia como superior?

— Não — esbravejou. — Que se foda, eu gravo a música. Mas, ainda vou te fazer pagar caro por isso, pode apostar, garota.

Sorri para ele, colocando seu chapéu em minha cabeça.

— Eu sempre suspeitei que você estava por aí compondo, Bells — falou, um pouco mais tranquilo, meu sorriso morreu. — Deveria ter me contado antes.

— Eu queria ter gravado essa canção com você — confessei, ele sorriu para mim, se aproximou e sentou do meu lado.

— Podemos chutar o Cabeludo Britânico no lixo, você e eu gravamos a música no meu próximo álbum.

Eu ri, negando com um aceno de cabeça.

— Isso não é pra mim, pai.

— Eu acho que é sim, seria o caminho que teria seguido se… — Ele se interrompeu.

Ficamos em silêncio por um tempo, até que eu perguntei:

— Você já falou com Renesmee desde que voltou de viagem ontem?

— Não, por quê?

— Nada, queria saber se ela tinha te contado sobre ela cantando no Karaokê no sábado, ou já viu algum vídeo? Ela pode cantar com você no seu próximo álbum. — Ele sorriu. Eu rapidamente sorri também, mas minha pergunta sobre Renesmee tinha outro interesse, queria saber se ele já sabia sobre Richard, pela sua fala não, ele estaria gritando sobre aquilo se soubesse. Mais tarde naquela noite mandei mil mensagens para Renesmee, implorando que ela não contasse nada, minha irmã relutou muito, mas aceitou.

— Minhas meninas são tão talentosas! — Charlie proclamou.

— Menos Alice, ela é muito desafinada. — Charlie riu, ele sabia que era a verdade.

— Por que você não canta para mim essa canção que eu terei que gravar com o Cabeludo Britânico? — Foi buscar um violão para mim.

— Tem certeza?

— Absoluta, Bells.

***

Eu fui para Londres com Alistair e Kate, me aproveitando que ela tinha um jatinho. Nós chegamos lá na tarde de sábado, o dia da festa, já atrasados para uma entrevista que Kate daria, então, eu só fui relaxar no começo da noite, quando enfim me joguei na cama do meu quarto de hotel.

Porém, o descanso não durou muito, já que alguém bateu na porta do meu quarto. Contra minha vontade fui ver quem era, Tanya estava do outro lado da porta, sorridente.

— Já estava sentindo sua falta — ela disse, beliscando minha bochecha. — Como você está?

— Cansada, não dormi muito no voo. — Ela entrou no quarto e eu fechei a porta.

— Péssimo, mas o pessoal que vai cuidar dos nossos cabelos e maquiagens logo estarão aqui.

— Eu posso não ir à festa? Só queria descansar.

— Nem pensar nisso, hoje nós vamos aproveitar.

Eu ri.

— Alguém tem que ficar de olho no Cullen — lembrei. — Ou ele vai beber metade da festa e se bobear conseguir drogas.

— Ele se comportou direitinho nos últimos dias, a irmã dele e ele passaram a maior parte do tempo na piscina do hotel ou jogando tênis.

— Ele sabe jogar tênis?

— Pois é, eu também não sabia disso.

— Ele não voltou a falar sobre Demetri, né?

—Não — Tanya respondeu. — Como te falei ontem ele tirou a ideia absurda de foder com a vida do Demetri da cabeça.

— Graças a você que é uma excelente mãe. — Pisquei para ela, Tanya riu. — Por isso acho que deve ser a pessoa supervisionando ele hoje.

— Não, deixa a irmã tomar conta dele.

— Não confio nela, pode deixar algo passar.

— Vamos jogar essa missão para Alistair.

— Alistair me pediu a noite de folga para curtir, eu estou devendo algumas coisas para ele. — Por ele ter descoberto o segredinho de Carmen.

Tanya revirou os olhos.

— Um dos seguranças?

— Sabe que Ed respeita mais a gente.

— Ele me respeita — ela me corrigiu. — Você ele se distrai com outras coisas.

— Só transei com ele uma vez!

— Sei bem — ela debochou, tirando uma moeda do bolso. — Vamos decidir de forma justa quem vai vigiar o Cullen hoje. Cara ou coroa?

— Coroa, sou uma princesa — brinquei, ela riu e jogou a moeda. — Vamos lá moeda…

— Cara! — Tanya gritou em comemoração ao mostrar a moeda.

— Não valeu, vamos de novo! — exigi.

— Valeu sim, aceite que perdeu e boa sorte sendo a babá de Edward.

***

Eu tinha escolhido me fantasiar de Marilyn Monroe para a festa, Tanya de Cher de As Patricinhas de Beverly Hills. Assim que ficamos prontas — antes que ela fosse diretamente para a boate no hotel que tinha sido fechada para a festa e eu ir atrás de Edward em seu quarto —, nós tiramos uma porção de fotos, eu enviei algumas para James, que lamentou não estar em Londres comigo, eu também queria que ele estivesse lá.

Bati três vezes na porta do quarto de Edward, ele a abriu já em sua fantasia, que era do Capitão América e tinha o escudo e tudo mais.

— Você não chega aos pés do Chris Evans — provoquei, ao mesmo tempo em que ele disse:

— Você está loira!

— Esto… — Ele não me deixou terminar de falar, me puxou para dentro do seu quarto e fechou a porta, nos separando dos seguranças.

— Puta merda, Capitã, você fica muito melhor loira. — Me olhou dos pés à cabeça.

— Fico bem de qualquer jeito — declarei. — O problema é que você é obcecado por loiras.

— Foda-se, preciso comer você agora mesmo.

— Nem pensar, não temos tempo para isso — alertei, quando alguém bateu na porta, Edward xingou.

Eu abri a porta e vi Rosalie, ela estava fantasiada de Mulher Maravilha, também tinha um escudo, aqueles dois eram mesmo gêmeos.

— Ah, você está aqui — ela resmungou.

— Alguém tinha que vir deixar Londres bonita, o que não é seu caso.

— Isabella! — Edward chamou minha atenção.

— Fica quieto — ordenei.

— Fica quieta você!

— Chega vocês dois! — Rosalie gritou. — Será que podemos ir de uma vez para a festa?

— Vamos logo — Edward falou, pegando duas chaves do seu quarto e quando a irmã se virou passou uma para mim.

Nós dois sabíamos como aquela noite terminaria.

***

Eu odiava Tanya, com todas as minhas forças. Vê-la se divertindo na festa, bebendo e dançando, enquanto eu tinha de me manter sóbria e reparar Edward era irritante, era para ser eu bebendo e dançando.

— O que você acha, Bella? — Alec me perguntou, ele estava usando uma fantasia do Spock de Star Trek, parando de falar com Edward para falar comigo.

— Do que?

— De darmos uma festa para o lançamento de Endorfina?

— Não, nem pensar.

— Qual é, Capitã? — Edward reclamou.

— Eu disse não.

— Você é irritante pra caralho — ele falou, fazendo Alec rir.

— É mesmo — Alec concordou.

— Do que está rindo? — o confrontei. — Liga pra minha irmã que está em Miami e pede um beijo pra ela, garoto da Friendzone.

Alec bufou.

— Vai se foder, Bella. O que você contou para ela? — questionou Edward.

— Tudo. — Deu de ombros, ele tinha contado mesmo, quando deixamos o karokê no sábado, antes de irmos foder.

— Você é um péssimo amigo, Cullen — Alec afirmou. — Não conte nada do que esse babaca te falou para sua irmã!

— Eu fazendo fofoca? Claro que não!

Ah não ser que eu precisasse, ai eu faria.

***

Depois de cantarem os parabéns, quando a festa ficou mais intensa, eu cansei de seguir Edward pela boate e me sentei junto do balcão de bebidas, mesmo sem beber, enquanto via Tanya dançando com a pirata da festa, Alice. Minha irmã tinha sido convidada, claro, obra de Edward. Mas, eu não estava muito contente com ela ali, já que tinha levado seu namorado, Randall Dwyer.

Edward apareceu na minha frente, ele já tinha tirado a máscara e perdido seu escudo.

— Capitã, você está fodidamente triste, vamos dançar!

— Não — recusei, mas ele não se importou e me tirou do banco que eu estava.

— É meu aniversário, você tem que ser boazinha comigo. — Agarrou minha mão e me arrastou até a pista de dança. — Além do mais, Marilyn Monroe nunca ficaria triste no canto.

— Estou triste porque estou sendo sua babá.

Ele me ignorou, colocando suas mãos em minha cintura, a música que tocava era alguma latina que eu não sabia o nome.

— Vamos lá, putinha — falou em meu ouvido, fazendo com que eu me arrepiasse. — Dance comigo,

Deixei com que Edward e a música me levassem, eu podia não estar bêbada — o que fazia com que eu me soltasse facilmente —, mas ainda amava dançar. Além do mais, Edward era ótimo dançando.

Edward me conduzia com maestria, eu me entreguei à dança e ignorei minha raiva por não estar me divertindo antes. Mas, meu corpo queimou de desejo quando o Cullen me colocou de costas para ele, colocando seu corpo ao meu.

— Eu cansei da festa, vou para meu quarto, use a chave que te dei para entrar lá depois. Quero te foder, entendido?

— Sim… Senhor — sussurrei, ele se afastou de mim e saiu da pista de dança, seguindo para fora da boate.

Respirei fundo e sai da pista de dança também, mas fui para o local onde estava antes perto do bar. Não podia seguir Edward imediatamente, precisava dar um tempo antes de ir buscar pela foda da noite.

— Bela dança, Bella. — Olhei para o lado, vendo Jasper se recostar perto de mim. Ele usava uma fantasia do James Dean, que era basicamente jaqueta, calça jeans e camisa branca, disfarçando com seus cabelos penteados para trás com bastante gel.

— É, acho que sim. — Sorri para ele. — Eu preciso ir agora.

— Para o quarto de Edward?

— Não — neguei rapidamente, Jasper riu, mexeu em seu bolso e me entregou uma chave.

— Caso queira diversificar por uma noite.

Puta merda, ele estava me chamando para transar!

— Sabe onde fica meu quarto?

— Sei — respondi.

— Excelente. — Ele sorriu mais, se aproximou de mim e falou. — Mal vejo a hora de gozar na sua boca.

Engoli em seco.

— Te vejo lá em cima, se você quiser, claro.

Jasper se afastou e saiu. Encarei a chave do quarto dele em minhas mãos, por um bom tempo, antes de ir até o guarda volumes da boate pegar minha bolsa, onde a chave do quarto de Edward estava. Guardei a de Jasper ali dentro também, deixando a boate de uma vez.

O elevador me deixou no andar do quarto de Edward, mas não entrei pela porta cercada de seguranças, eu fui até o final do corredor e entrei no quarto de Jasper.





Notas finais
KABUM! Beijos! Lola Royal. 05.11.18