Hollywood

62 Capítulo Sessenta e Um


Notas iniciais
Olá! Capítulo dedicado a Víh Corrêa que recomendou a história. Muito obrigada por isso, flor! —-- Backstage é onde posto os bônus de Hollywood, não deixe de conferir: https://fanfiction.com.br/historia/761426/Backstage/ —-- Grupo NOVO no Facebook: https://www.facebook.com/groups/962249957316185/?ref=share —-- Música especial do capítulo: https://youtu.be/eA4_O3oeJCw Música especial do capítulo: https://youtu.be/YDhyybGLsow —-- Aviso: o capítulo pode ser gatilho para pessoas em situações de vulnerabilidade emocional, se você precisa de ajuda procure ajuda especializada sempre. —-- Boa leitura!

Capítulo Sessenta e Um

Isabella Swan

"O segredo de Ed Cullen."

Ninguém poderia saber sobre Edward e eu, não até estarmos prontos para isso. Mas e se alguém contasse antes?

***

Terminei de vestir minha calça, peguei a blusa do cabide e ouvi Edward entrar no closet do meu quarto. Ele sentou em uma poltrona que eu mantinha ali, seu olhar sobre mim era atento.

— Você está bem? — ele questionou.

— Não, mas vou ficar. — Senti as lágrimas voltarem a deslizar por meu rosto. — Nós ficaremos bem, Betty.

Ele se levantou e andou até mim, colocando suas mãos em minha cintura.

— Nahuel está morto, ele não contará nada sobre nós dois para ninguém.

Eu suspirei, pensando em Nahuel morto. Ele tinha sido realmente encontrado, mas sem vida. Nicole tinha sido a pessoa que o matou, foi o que a modelo confessou para a polícia quando foi encontrada em uma de suas casas — uma cabana afastada de Los Angeles — cavando um buraco no quintal e com o corpo de Nahuel escondido no armário da dispensa, depois de ser esfaqueado pelas costas.

Pelo que Nicole contou Nahuel e ela tinham se encontrado no apartamento que usavam para terem seus encontros secretos na noite que ele bateu em minha irmã, ele com medo de ser preso por ter feito o que fez com Ness convenceu a amante a deixá-lo se esconder na cabana dela, até que ele conseguisse pensar melhor no que fazer. Nicole concordou com isso e o levou até ali, onde discutiram sobre o que Nahuel tinha feito e como Nicole estava com medo do caso deles ser exposto e isso arruinar seu casamento, foi quando ela resolver acabar com Nahuel no intuito de calar a boca dele para sempre sobre a relação extraconjugal deles, a modelo só não sabia que Eleazar tinha conhecimento de tudo.

— E se ele contou isso para Nicole? — indaguei Edward, que tinha recebido uma ligação mais cedo do meu próprio pai contando toda a história, uma vez que a prisão de Nicole e a morte de Nahuel ainda não eram de conhecimento público. — Ela matou um cara, esfaqueou ele pelas costas. O marido vai se separar dela com certeza, a carreira dela acabou, vender informações sobre você e eu é tudo que vai sobrar para ela.

— Você teve uma crise ontem só de pensar em assumir, não vou te fazer passar por isso antes de você estar realmente pronta.

— Se a Nicole contar eu não terei tempo de me preparar.

— Isabella. — Edward segurou em meu rosto. — Você está sofrendo direto desde que Nahuel bateu na sua irmã, teve de lidar com sua mãe, bebeu e fumou ontem, eu não vou pegar meu celular e contar para o mundo no meio disso tudo que estamos juntos. Eu quero muito que todos saibam que você e eu somos um casal, mas quero que você fique bem primeiro para conseguir lidar com que vamos ter de enfrentar. E vamos dar um jeito de calar a boca da Nicole.

— Está propondo suborná-la?

— Sim, darei quanto dinheiro ela quiser para não dizer uma palavra sobre você e eu. E para Eleazar também, se ele sabia sobre Nicole e Nahuel pode saber algo sobre nós dois, aquele filho da puta do Cortez pode ter dito algo.

— E como vamos saber se eles sabem de algo? — Edward sorriu e afagou minhas bochechas.

— Eles vão falar com a gente antes, você sabe como essas coisas funcionam muito bem, vão nos ameaçar e cobrar um valor alto para não levar o segredo aos sites e revistas, quando isso acontecer vou cuidar muito bem de dar o dinheiro necessário para que fiquem quietos.

— Preciso cuidar disso, eu tenho de cuidar! — exclamei.

— Eu cuido.

— Sou a melhor para isso, Edward, é meu trabalho.

— Você precisa ficar com sua irmã. — Ele segurou em uma mão minha e a levou aos seus lábios. — E precisa ter sua mente fora disso para relaxar um pouco, amor. Eu vou cuidar de tudo, falarei com meu advogado, Tanya e Alistair para me ajudarem no que for necessário.

— Edward…

— Confia em mim, Isabella. — Beijou minha cabeça. — Me deixa cuidar de você.

Eu o abracei e comecei a chorar pra valer, sentindo Edward envolver meu corpo com seus braços fortes, me apertando contra si. Ele já tinha estado ali comigo em meu banho mais cedo, depois de me contar sobre a história de Nicole e Nahuel, onde me ouviu falar sobre Renée e o que fiz depois de sair da casa do meu pai.

— Desculpa ser tão fraca — sussurrei. — É tudo minha culpa, se a gente tivesse assumido logo quando começamos a namorar não teríamos que estar nos preocupando com nada disso. Puta merda, você vai ter de subornar uma assassina, olha o que eu estou causando na sua vida.

— Ei. — Edward ergueu meu rosto. — Eu amo você, Isabella. Subornarei a assassina, traficantes, ladrões, quem for preciso para te ter em segurança.

Tive de rir, mesmo sem estar no clima para risadas.

— Você mesma disse que ficaremos bem, não? — questionou. — Nós ficaremos, em alguns meses vamos nos assumir e a vida será tranquila de novo.

Franzi meu cenho e falei:

— Nunca tive uma vida tranquila, nem você, pirralho.

Ele sorriu e assentiu.

— É, você tá certa. Reformulando, em alguns meses vamos nos assumir e iremos encontrar outros problemas para nos preocuparmos.

Eu ri outra vez, mas logo parei para beijar Edward.

— Melhor eu ir para a casa do meu pai e ir ver Nessie — falei, ele concordou e beijou meu rosto.

— Ela deve estar bem mal com tudo isso — Edward disse, me ajudando a colocar minha blusa.

— Prefiro quando você tira minhas roupas, não quando coloca elas.

Edward riu.

— Eu também, mas você não tem tempo para isso agora e eu preciso ir ver como anda a produção do clipe de Hollywood.

— Desculpe não ter ficado até o fim da premiação outro dia — sussurrei. — Queria ter visto todos seus discursos. — Ele tinha ganhado nas categorias de melhor videoclipe pop com Onde está você? Melhor música pop com a mesma canção e melhor música do ano com Escândalo.

— Vou ganhar muitos prêmios ainda, você terá a oportunidade de ouvir mais discursos meus. — Eu ri mais, me sentindo grata por Edward me animar um pouquinho que fosse. — Bella. — Olhei para ele, enquanto ajustava minha blusa em meu corpo. — Foi só álcool e cigarro mesmo?

Suspirei.

— Sim, mas provavelmente porque era o que tinha por perto, se eu tivesse acesso fácil a cocaína teria cheirado na hora. E… — Inspirei fundo. — Eu quase furtei os antidepressivos de Carmen.

Ele me encarou naquele instante e voltou a me abraçar.

— Não faz isso, por favor, Isabella — implorou, colocando seu rosto em meu pescoço. — Amo você, Capitã. Você não está sozinha, entendeu? Eu estou aqui, vou estar ao seu lado para tudo, só… Porra, eu te amo, não quero te perder!

Não falei nada, apenas deixei Edward agarrado a mim e coloquei uma mão em seus cabelos, outra em suas costas. Eu o amava também, eu amava minha família, mas sabia que algumas vezes era muito difícil continuar de pé.

— Isabella, eu te amo — ele repetiu e aquilo me deu uma recarga de energia, eu só esperava que durasse.

***

Quando terminei de me arrumar, depois de Edward conseguir me soltar, nós descemos juntos para que eu pudesse ir embora e ele voltar para sua casa. Mas, antes que eu saísse Edward me arrastou até a cozinha da minha casa onde sua mãe estava. Esme tinha chamado Edward aquela amanhã, ela sabia que depois da noite de merda que tive seria bom para mim ter o carinho dele para me reconfortar.

— Como se sente? — Esme me perguntou, enquanto Edward fazia com que eu me sentasse em um dos bancos próximos do balcão.

— Cullen, não me trate como uma boneca de pano! — ordenei, ele riu e sentou perto de mim.

— Não posso te chamar de bonequinha, então? — provocou, uma careta tomou conta do meu rosto.

— Não, é horroroso! — afirmei e me voltei para Esme. — Eu estou melhor, muito obrigada por tudo, Esme.

— Que bom que está melhor, agora vai se alimentar.

— Estou sem fom…

— Você vai comer, é uma ordem! — declarou e começou a se mover pela cozinha preparando meu café da manhã.

Edward se inclinou para mim e beijou minha bochecha.

— Sua mãe gosta de mim agora — falei.

Ele riu baixinho e apoiou uma mão na minha coxa.

— Viu? Rumo a uma vida com outros problemas. — Eu sorri e o beijei.

***

Assim que entrei na mansão onde cresci, vi meu pai, ele estava visivelmente cansado, mas ainda mantendo uma pose de durão. Andou até mim e me apertou em seus braços por um bom tempo, quando quis me soltar ele não permitiu.

— Eu nunca deveria ter te deixado sair daqui sozinha — falou, eu inspirei fundo, sabia que Edward tinha contado para ele sobre meu desvio na última noite.

— Estou bem, papai.

— Você sempre diz isso, mas nunca está bem de verdade, Isabella Marie Swan.

— Porra, tem tanto tempo que alguém não me chama pelo meu nome completo — resmunguei, papai me apertou ainda mais contra si.

— Eu acho que você tem que vir morar comigo, vou ficar te vigiando vinte e quatro horas por dia.

— Pai. — Com muito esforço consegui me soltar dele. — Sei que não agi certo ontem voltando a beber, até mesmo fumando, mas eu não vou ficar trancada na sua casa sendo vigiada vinte e quatro horas. Eu tenho uma carreira e em alguns dias até estarei viajando com Edward de novo.

Ele bufou.

— Esse garoto…

— Não, pode ir parando! — mandei e ergui uma mão. — Se você vai tentar colocar a culpa disso sobre Edward é melhor nem abrir a boca.

— Você saiu daqui para expor seu relacionamento com ele e acabou bebendo, passando mal, como quer que eu não o relacione a isso?

— Edward tem sido um dos motivos de eu ter parado de beber nos últimos tempos, pai. Fora que ele me ajuda pra caralho, e você sabe que por ele nós já teríamos assumido esse namoro. Então, eu não vou permitir que culpe Edward pelo o que aconteceu comigo, não quando ele é o melhor namorado para mim.

— Este era o James — afirmou.

— Pai, supera o James!

— E se Edward fizer com você o mesmo que Nahuel fez com sua irmã? — Charlie questionou preocupada. — Ele agrediu aquele paparazzi, aquele ator ano passado, ele pode se descontrolar com você também, Isabella.

— Ele não vai, pai.

— Nós também pensávamos que Nahuel não faria nada disso, olhe onde estamos agora, não?

— Pai, eu confio em Edward, preciso que você confie em mim.

Ele respirou fundo, passou a mão por seu rosto e falou:

— Se algo acontecer eu quero que me conte imediatamente.

— Eu vou — prometi, mesmo sabendo que Edward não me machucaria.

— Aquele garoto te contou toda a história?

— Contou, como Nessie está?

— Não parou desde que contei tudo para ela, nem mesmo com a Lucy aqui. Está no quarto dela com a Alice e a amiga.

— Cadê a Carmen? — perguntei, bem na hora que ela apareceu.

— Aqui! — Carmen me abraçou também, não retribui o gesto, mas não a afastei. — Sente-se melhor hoje?

— Um pouco — sussurrei.

— Comeu algo? — ela perguntou desfazendo o abraço.

— Sim, a mãe do Edward e ele me obrigaram a comer. Eu vou ver a Renesmee agora, ok?

— Tudo bem, tente não ficar muito nervosa — papai pediu.

— É, vou tentar — falei e segui até o quarto da minha irmã.

Renesmee estava deitada na cama, chorando. Lucy sentada ao lado de Ness mexia em seus cabelos, enquanto Alice estava na cadeira da penteadeira.

— Renesmee? — chamei por ela, que olhou para mim, mas não parou de chorar. — Lucy, Alice, será que vocês podem nos deixar sozinhas?

— Claro — Lucy concordou, Alice hesitou, mas concordou também e ao passar por mim beijou minha bochecha, fechando a porta ao sair.

— Ele está morto — Renesmee sussurrou contra suas lágrimas. — Nós nos casaríamos em nove meses, agora ele está morto — disse, eu assenti e andei até sua cama, sentando perto dela. — No começo do namoro ele me acordava todo dia colocando minha música favorita para tocar, me tirava da cama e me fazia dançar com ele, isso nunca mais vai acontecer. Quando ele me pediu em casamento falou que nós duraríamos para sempre, agora eu fiquei e ele não. Eu queria que ele fosse o pai dos meus filhos, eu queria ficar grávida o quanto antes para começar nossa família, mas ele não está mais aqui.

— Eu sinto muito, Renesmee.

— Ele fez o que fez comigo, mas ele deveria ter ficado vivo, sabe? Seria mais fácil, com ele morto... — Mexeu sua cabeça em negação. — Com ele morto eu me sinto culpada.

— Você não é a culpada!

— Mas é como me sinto. — Deu de ombros. — Eu não fui a pessoa o matando, mas se eu não tivesse discutido…

— Não, não! — exclamei a calando. — Você não é a culpada, Nahuel cometeu os erros dele e Nicole fez isso com ele, de todos nessa história você é a vítima.

— Ele nunca vai voltar, Bella. Eu fiquei e ele não — repetiu.

— Exatamente. — Fiz com que ela se sentasse. — Você ficou, Renesmee. Está aqui, machucada, triste, mas viva, irmã. E vai doer, provavelmente por muito tempo, mas você vai ter uma vida inteira para viver ainda. Lembra-se quando disse que eu iria encontrar meu cara certo? Se eu consegui encontrar o meu você vai encontrar o seu, vai ter um casamento de princesa com ele, vai dançar com o cara todas as manhãs sua música favorita e vai me encher de sobrinhos, o que vai me enlouquecer com tanta criança me chamando de tia. — Renesmee tentou sorrir, mas não conseguiu. — Mas, até lá vai doer, irmã e você vai querer chorar, talvez fazer algumas merdas para tentar se sentir bem, só que você é a melhor da nossa família e vai se reerguer de todas as quedas, eu sei que vai. — Beijei sua testa. — E eu estarei lá ao seu lado.

— Você não vai ser chata com meus filhos, vai? — perguntou baixinho.

Eu ri.

— Com certeza serei a tia chata, você sabe disso.

— Bells, eu quero ir para casa.

— Você está em casa — comentei.

— Para minha casa, eu preciso, não sei explicar, só quero.

Suspirei.

— Ok, vou te levar.

***

Papai não queria deixar Renesmee ir, principalmente quando Carmen o proibiu de ir dizendo que ele estava duas noites sem dormir e que precisava ficar e descansar. Então, eu tive de unir forças com minha madrasta para convencer papai, acabou que ele cedeu depois de alguma insistência. Lucy achou melhor dar espaço para Ness e foi embora depois de se despedir dela, logo em seguida sai da mansão com Alice e Renesmee.

Os paparazzis ficaram loucos quando viram Ness, mas nós os ignoramos. Sabia o que eles queriam saber, ainda mais porque aquela altura já tinha sido noticiado sobre a morte de Nahuel e tudo que aconteceu, eles queriam todos os detalhes da dor da minha irmã.

Nós fomos seguidas até a casa de Renesmee, mas eu tinha colocado a maioria dos seguranças da mansão de papai para irem conosco, dessa forma estavamos resguardadas. Assim que chegamos lá, com Renesmee escondendo seu rosto com um moletom, mais perguntas dos paparazzis vieram, eu coloquei minha irmã dentro de sua casa e ela foi diretamente até o quarto principal e lá para o closet.

Foi onde ela chorou por duas horas agarrada as roupas de Nahuel, até pegar no sono e fazer com que Alice e eu a levássemos para a cama. Quando acordou mais tarde chorou mais, principalmente quando contamos para ela sobre o corpo de Nahuel ser transferido no dia seguinte para a cidade onde os pais dele moravam para o enterro.

Nós conseguimos que ela comesse algo e tomasse um banho, antes de deixá-la voltar a dormir. Quando isso aconteceu eu desci até a cozinha, onde encontrei Alice com um saco de ervilhas congeladas na cabeça.

— Você precisa descansar também — falei me aproximando dela e segurando o saco de ervilhas em sua testa.

— Não tem ideia de como foi quando ela recebeu a notícia — murmurou.

— Eu imagino, me desculpe não ter estado lá para ajudar.

— Não se preocupa com isso, você precisava do seu tempo. — Ela fez com que eu tirasse o saco de ervilhas de sua testa e perguntou. — Como está agora?

— Melhor — respondi e mexi em seus cabelos pintados de loiro.

Alice puxou minha mão para a sua e disse:

— Você é a pessoa mais forte que eu conheço, Bells.

— Não quis dizer fraca?

— Não, quis dizer forte mesmo, ninguém passaria por tudo que você passou e aguentaria tanto, você é incrível.

— E sua irmã mais velha, por isso vou mandar você ir para um dos quartos de hóspedes e dormir.

— Não vou discutir isso, passei a noite acordada, mas vem dormir também. Temos algum tempo até Ness acordar.

— Ok, vai subindo, vou só ligar para o Edward antes.

— Beleza. — Ela deixou a sala e eu peguei meu celular e liguei para meu namorado.

— Oi, linda — ele atendeu animado.

— Você parece feliz.

— Estou, o clipe de Hollywood está quase finalizado e muito bom — comentou. — E acabei de voltar de uma corrida pelo condomínio com o Chris, então você sabe, tô cheio de endorfina — falou e eu ri disso.

— Clássico, mas devo me preocupar com você cheio de endorfina perto do Chris? — provoquei, Edward forçou uma risada. — Ele é gostoso.

Ele bufou.

— Talvez seja gostoso mesmo, mas ei, você tem um namorado.

— Eu tenho, mas ainda posso achar o personal dele gostoso e ainda assim estar tudo bem.

— Estou feliz que nós abdicamos de ménages, ou a esse ponto você estaria tentando trazer Chris para a cama com a gente e não seria legal.

— Você achava o mesmo do Jasper e olhe como aquela noite acabou.

— Ei, ei, eu já tô animado demais aqui, você não precisa me lembrar daquela noite e me deixar de pau duro.

Gargalhei ao escutar aquilo.

— Ok, pare de me trair em pensamentos lembrando do pau do Jasper — ordenei, ele se engasgou. — Você deveria ter aproveitado a oportunidade daquela noite para o chupar, mas com certeza se engasgaria como agora.

— Isabella! — eu ri mais do seu grito.

— Desculpa, amor. Eu já estou morrendo de saudades de conversar com você e é bom rir um pouco no meio disso.

— Como sua irmã e você estão? — questionou sério.

— Ela basicamente está apenas dormindo e chorando agora. Eu estive ocupada com ela o tempo todo, então estou controlada. Algo sobre Eleazar ou Nicole?

— Não, mas Tanya ficou sabendo e me disse mais cedo que Nicole já está agendando uma entrevista exclusiva com o Kevin Ford.

— Não estou surpresa.

— Pois é, então se ela for contar algo será nessa entrevista e se souber de algo da gente vai nos chantagear antes disso.

— Ok, estou começando a surtar, vou desligar e ir dormir um pouco.

— Certo, sonhe comigo, não com o Jasper.

— Provavelmente sonharei com os dois naquela noite me fodendo — provoquei mais.

— Ok, eu vou tirar um cochilo e sonhar com ele me chupando e você fora do jogo.

— Ei, isso não é justo, você estava incluído na narrativa do meu sonho — reclamei.

Ele riu, suspirou de novo e falou:

— Eu realmente preciso tomar um banho gelado agora, satisfeita?

— Muito e se você for tocar uma não pensa no Jasper, eu sou sua namorada agora!

— Ciumenta — acusou.

— Sou e vou mesmo dormir agora.

— Bons sonhos, Capitã.

***

Mais tarde naquele dia, quando Renesmee acordou, Alice e eu a convencemos a ir para a sala de TV da sua casa. Assistíamos a um filme de comédia, sobre um grupo de amigos se reencontrando após anos, era engraçado, mas nenhuma de nós estava rindo de fato.

— Alguém quer mais pipoca? — Alice perguntou, sacudindo o balde que nós duas tínhamos esvaziado, já que Ness estava sem fome.

— Não — respondi, Renesmee apenas balançou a cabeça em negação. Seus olhos estavam fixos na TV, ela estava séria e mexia sua perna sem parar.

— Ok. — Alice largou o balde no chão.

Eu voltei meu olhar para a TV, tentando me concentrar no filme. Consegui, por uns dois minutos, até que ouvi Renesmee começar a chorar.

Imediatamente me virei para minha irmã, que tinha se encolhido no sofá e estava com o rosto entre as mãos. Alice me olhou tensa, eu apenas respirei fundo e cheguei mais perto de Renesmee, que estava entre nós duas.

— Ness, o que a gente pode fazer por você?

— Nada — murmurou, seu corpo balançando por conta do seu choro.

— Você quer beber um pouco de água? — Alice perguntou.

— Não — Renesmee respondeu.

Eu suspirei, afagando suas costas. Foi o suficiente para minha irmã se jogar em meu colo, chorando em cima de mim.

— Alice — Renesmee choramingou o nome dela, nossa irmã entendeu o que ela queria e deitou junto de Ness, a apertando em um abraço.

— Nós estamos aqui, Renesmee — Alice falou, afagando o rosto tomado por lágrimas da nossa irmã, depois beijando sua bochecha.

Renesmee soluçou, eu levei uma mão aos seus cabelos.

— Ness, você deveria vender essa casa — eu sugeri depois de um tempo.

Ela se moveu no sofá, voltando a sentar. Aquilo fez Alice sentar também, as duas olharam para mim.

— Vai se sentir melhor em um lugar novo — eu respondi a pergunta muda que as duas tinham estampadas em seu rosto. — Um lugar que tudo não te lembre Nahuel. — Renesmee estremeceu ao ouvir o nome, Alice segurou a mão dela.

— Você pode cuidar disso? — Renesmee perguntou baixinho. — Escolha qualquer lugar.

— Venha para casa comigo — declarei. — A turnê do Edward volta em alguns dias, mas você poderá ficar lá mesmo depois que eu viajar.

— Depois comigo se quiser, para que não se sinta sozinha naquela mansão — Alice falou rapidamente. — Meu apartamento é mesmo muito melhor que o mansão extravagante da Bells.

Revirei os olhos, mas me surpreendi com Ness rindo.

— Obrigada por estarem aqui — ela agradeceu, segurando em minha mão com a sua livre. Eu beijei seu rosto, Alice a abraçou de novo.

— Nós te amamos, irmãzinha — Alice falou, Renesmee voltou a chorar. Eu a abracei também, fazendo com que ela ficasse esmagada entre Alice e eu.

Foi minha vez de começar a chorar e falei:

— Eu amo vocês duas, mais do que deixo transparecer.

— A gente sabe — falaram juntas, eu ri baixinho.

Beijei o topo de cabeça de cada uma, enquanto chorava mais. Elas eram minhas irmãs mais novas, uma mais diferente da outra, mas as duas eram parte da minha família, parte de mim, e eu as amava incondicionalmente.

***

Terminei de arrumar a cama para Renesmee, enquanto podia ouvir ela e Carmen conversando no closet. Estavamos na minha casa, que a partir daquele dia também seria a de Ness. Nós tínhamos começado a empacotar as coisas dela da casa antiga no dia anterior, quando eu fiz a sugestão da mudança, e naquela tarde de quinta-feira de agosto levamos tudo para a mansão com meu pai, Carmen e Alice.

— Termine com esse garoto! — meu pai exigiu ao entrar no novo quarto de Ness, com Edward rindo atrás dele, meu namorado tinha ido até ali para ajudar, ao menos era esse seu discurso, mas ele tinha estado as últimas horas provocando Charlie sem cansar. O que era até bom, porque fazia Renesmee rir quando estavam no mesmo lugar.

— O que você fez? — questionei Edward.

— Só falei pro Caipira Swan que eu não gosto de Futebol Americano. — Meu pai bufou ao ouvir a resposta de Edward. — Nem beisebol.

— Ele gosta de assistir aquele futebolzinho sem graça da Copa do Mundo — papai declarou enojado.

— É divertido. — Edward deu de ombros. — Os campeonatos europeus são muito bons, mas se eu tiver mesmo que assistir algo na TV será Brooklyn Nine-Nine.

Papai me encarou indignado.

— Como você pode estar com um cara que não gosta de Futebol Americano? Não foi assim que eu te criei, Isabella.

Eu ri e balancei a cabeça em negação.

— Não vou acabar com Edward porque ele não gosta de Futebol Americano, já comecei a namorar ele sabendo que não sabia sequer andar de patins — falei, fazendo Edward parar de sorrir e revirar seus olhos.

— Puta merda, você é mesmo uma criança se sequer sabe andar de patins!

— O que tá rolando? — Alice entrou no quarto com algumas almofadas e colocou sobre o sofá que tinha vindo da casa de Ness que ela colocou no quarto.

— Edward não sabe andar de patins — papai anunciou.

— Eu sei andar agora, Bella me ensinou — ele resmungou.

— Você sabe andar mais ou menos — o corrigi, ele me encarou irritado.

— Você não ajuda seu próprio namorado, Isabella. — Eu dei de ombros.

— Ai, não tenho tempo para essa discussão, preciso fazer a decoração das coisas da Bella funcionarem com o que veio da Ness — Alice disse. — Essa casa seria uma bagunça sem meu toque mágico.

— Ei, calada! — resmunguei, ela riu e saiu do quarto.

— Pelo visto você deve odiar basquete também, não? — papai questionou Edward.

— É um saco — ele respondeu.

Papai xingou.

— Que merda, Cullen. Tirando o Randall, que me recuso a contar, você é o único genro que tenho agora, precisa me ajudar a gostar de você.

Eu sorri ao ouvir aquilo.

— Devo ter algum jogo de Futebol Americano gravado na TV lá de baixo, por que vocês não assistem? — falei animada, Edward me encarou entediado.

— É, né? Fazer o que? — Meu pai saiu batendo o pé no chão como uma criança mimada, Edward bufou e o seguiu, mas antes gritou para mim:

— Você me paga, Isabella!

Rindo eu fui para o closet, onde Carmen e Renesmee arrumavam todas as roupas, sapatos e bolsas.

— O que papai e Edward estavam discutindo dessa vez? — Ness perguntou colocando mais um par de sapatos no lugar deles.

— Edward não gostar de Futebol Americano e Beisebol versus papai amar — falei, fazendo Ness rir, ela ainda tinha chorado aquele dia e ainda ficava introspectiva alguns momentos, mas a mudança parecia mesmo estar fazendo bem para ela.

— Onde coloco esses? — Carmen perguntou segurando dois vestidos formais da minha irmã.

— Pode ser naquela parte. — Ness apontou para o lugar que queria no closet e perguntou para mim. — Não vou mesmo atrapalhar você e Edward ficando aqui?

— Claro que não! — deixei bem claro. — A casa é sua agora também, de qualquer forma eu volto a viajar logo mais e quando estou em Los Angeles ficamos nos dividindo entre aqui e a casa dele, você terá bastante espaço. Prometo não transar mais em áreas comuns da casa.

— Eca, Bells! — Minha irmã fez uma careta. — Agora eu vou desinfetar toda essa casa.

Eu ri e pisquei para ela.

— Bella, você pode continuar ajudando Ness a arrumar tudo? Pensei em descer e começar a preparar o jantar para a gente com o que tiramos da geladeira da Renesmee.

— Não precisa cozinhar, podemos pedir comida — falei e comecei a ajudar minha irmã com os sapatos.

— Eu quero, será legal uma comida caseira no primeiro dia de Ness aqui.

— Gosto disso — Renesmee concordou.

— Então, tá, você pode descer e cozinhar — falei. — E vamos colocar Alice lavando a louça, porque eu não vou.

— Pode deixar — Carmen disse rindo e saiu, Renesmee sorriu para mim e falou:

— Eu disse que ela era legal, não falei?

— Ela não é legal. — Limpei minha garganta, Renesmee apertou minha bochecha, mexemos em mais algumas caixas de sapato até ela falar:

— Eu vou começar a cancelar tudo que já tinha para o casamento em breve. — Olhou para mim. — Mas, você e Edward podem ficar com as reservas se quiserem. Especialmente a do Plaza por ser tão concorrida.

— O quê? Não!

— A data é para maio, vocês já terão se assumido até lá — Ness disse.

— Nós não vamos casar.

— Eu sei que você quer um grande casamento desde sempre, essa é sua chance de casar no Plaza.

— Ok, eu quero casar — sussurrei. — Mas não sei se Edward vai querer, não posso chegar com ele e falar que tenho uma data para daqui a nove meses no Plaza, ele ficaria louco.

Ela riu um pouco.

— É, eu acho que sim, mas a data é ótima em maio e você sabe que o Plaza é muito disputado. Quando, porque eu tenho certeza de que ele vai querer sim casar com você e que isso não vai demorar, Edward te pedir em casamento vocês vão ter de esperar um bom tempo para conseguir uma data.

Foi minha vez de rir.

— Não se preocupa com isso, eu conseguirei o Plaza quando for minha vez.

Ela assentiu.

— Então vou cancelar todas as reservas.

— Ei. — Cutuquei o braço dela. — Você vai casar no Plaza um dia. Na verdade, Alec me ligou hoje mais cedo querendo saber de você, já que não atende as ligações de ninguém no seu celular.

— Bella, o Alec é casado e vai ser pai.

— E daí? Ele gosta de você, sabe disso, pode se divorciar, não precisa ficar com a Amber por conta da criança chata.

Minha irmã revirou os olhos.

— Primeiro, Alec e eu somos só amigos. Segundo, nunca destruiria um casamento, principalmente com uma criança envolvida. E eu nem quero outro cara agora, preciso de tempo.

— Até lá Alec já pode ter se divorciado da Amber, bom plano — parabenizei. — Ai! — gritei quando ela bateu com um sapato no meu braço.

— Comporte-se, Isabella.

***

Mais tarde naquele dia todo mundo se reuniu para comer na cozinha o que Carmen tinha preparado, Alice falava sem parar sobre como Ness e eu deveríamos fazer um plano completo de decoração para a mansão, meu pai e Edward debatiam o jogo que assistiram, Carmen estava quieta e eu focada na comida dela que estava realmente boa. Foi quando o celular de Edward tocou, ele tirou do bolso, forçou um sorriso para mim e saiu da cozinha para atender, aquilo me preocupou bastante e até ele voltar eu não consegui mais comer.

Edward voltou a sentar em seu lugar, se inclinou e disse em meu ouvido:

— Era o Alistair, ele me disse que a entrevista da Nicole com Kevin Ford acontecerá amanhã de manhã e será transmitida ao vivo no site dele. Ela não entrou em contato conosco até agora, Alistair, Tanya e eu acreditamos que a mulher realmente não sabe de nada, assim como Eleazar também não.

Virei meu rosto, ficando de frente para ele e perguntei em um sussurro:

— E se ela souber e preferiu ignorar qualquer chantagem que poderia fazer?

— É um risco que corremos — Edward admitiu, eu engoli em seco. — Mas se assurmirmos hoje vamos colocar muito em risco de qualquer forma, o contrato que Leah e eu temos com a Dolce & Gabbana, todas as minhas outras publicidades, o resto da turnê, vai ser afetado da mesma forma do que se Nicole falar algo amanhã, a diferença é que poderíamos amenizar um pouco com o lance do contrato de namoro com Leah e obviamente deixar essa parte de fora do nosso anúncio. E principalmente, se falássemos hoje e Nicole não souber de nada teremos nos precipitado atoa. Então, está nas suas mãos, você quer assumir agora ou esperar?

Respirei fundo, segurando a mão de Edward.

— Vamos esperar — decidi.

— Edward, Bella, tudo bem? — Nós olhamos para Renesmee que chamou pela gente, ela nos olhava atentamente.

— Tudo bem. — Forcei um sorriso para ela.

— Nicole sabe algo sobre vocês dois? — indagou, eu apertei mais a mão de Edward. Todos olhavam para a gente aquela altura.

— Não sabemos — ele respondeu por mim. — Mas ela irá dar uma entrevista exclusiva amanhã para Kevin Ford.

Renesmee assentiu e bebeu um pouco da água em seu copo.

— Ness, alguma chance de Eleazar saber algo sobre Edward e eu? — perguntei.

— Eu fiz Nahuel prometer que não contaria nada sobre vocês dois para ninguém, mas ele claramente me prometeu muita coisa que não cumpriu, não posso dizer se essa foi uma das promessas falsas dele — murmurou. — Mas. — Se colocou de pé. — Eu vi algumas ligações e mensagens de Eleazar no meu celular mais cedo, não li nada, mas irei falar com ele agora e ver se tem algo sobre vocês.

— Você não precisa fazer isso — falei rapidamente.

— É, estou cuidando disso — Edward acrescentou.

— Eu quero fazer, vou pegar o celular lá em cima.

— Onde tá a Leah mesmo? — Alice perguntou enchendo a boca de comida em seguida.

— Com o pai — Edward respondeu desinteressado. — Ele tá com alguma coisa de saúde aí.

— Pedras nos rins — falei.

— É isso aí. — Edward balançou a mão em um gesto de descaso.

— Espero nunca ficar doente perto de você — papai disse de seu lugar.

— Você está velho, Caipira, vai acontecer — Edward provocou e eu acertei um tapa na cabeça dele. — Porra, Capitã. Foi mal, era só uma brincadeira.

— Cuidado com sua língua — ordenei, foi quando meu celular tocou. Ele estava do outro lado da cozinha, perto da geladeira, fui até ele e vi que era Tyler me ligando, provavelmente para falar sobre Carmen.

Peguei o celular e sai para atender na área externa da casa.

— Oi, Tyler.

— Isabella, oi — ele disse, não parecia muito animado. — Tenho a resposta para aquela nossa conversa, mas sei o que está acontecendo com sua família, se quiser falar disso depois.

— Imaginei que a ligação seria sobre isso, pode falar.

— Ok. Então, não vai rolar de colocar a Carmen na série, eu gostei bastante do que vi dela desde que você a indicou, mas não sou o único produtor da série e tem o pessoal da emissora para aprovar, eles não gostaram da ideia de colocarmos uma ex garota de programa no papel e optaram por escalar a nova namorada de um dos diretores da emissora.

— Típico — esbravejei. — Mas obrigada por ter tentado, Tyler.

— De nada. Você está bem?

— Estou.

— Se precisar de alguém para conversar sobre o que está rolando… Não esquece que sou seu vizinho agora.

— Ok, Tyler, não vou esquecer. Mas já falamos sobre isso, certo?

— É, falamos — ele disse rindo. — Você não quer mesmo participar da série? Pode ser em um papel menor.

— Também já falamos sobre isso, sem chances.

Ele suspirou.

— Preciso desligar agora, obrigada mais uma vez por ter tentado colocar Carmen no elenco. Tchau, boa noite.

— Boa noite!

Finalizei a ligação e voltei para dentro de casa.

— Tudo bem? — Edward perguntou quando sentei junto dele, todos os outros estavam comendo em silêncio, Ness ainda não tinha voltado.

— Sim, era o Tyler falando sobre aquele assunto. — Edward assentiu, sabendo sobre o que eu estava falando.

— Vai rolar?

— Não, eles vão colocar a namorada de um diretor. Pelo menos eu tentei. — Beijei a bochecha dele, que voltou a sorrir para mim.

— Eu ainda fico pensando como seria você nisso — ele disse.

— Pode parar de pensar, pirralho.

Renesmee voltou para a cozinha, com seu celular em mãos.

— Falei com o Eleazar, eu acredito que ele não saiba mesmo nada sobre vocês dois. Eu perguntei se Nahuel tinha dito mais alguma coisa, talvez uma outra amante e Eleazar disse que só sabia da Nicole — ela disse com tensão na voz o nome da modelo. — Mas não acho mesmo que sabe algo sobre o namoro de vocês, então acredito que podem ficar calmos sobre isso.

Edward afagou minhas costas e eu me senti um pouco mais calma.

***

Acordei na manhã seguinte com Edward — que tinha dormido em casa comigo —, enchendo meu rosto de beijos. Eu gemi, mas não de prazer, sim de irritação por estar sendo acordada, para completar meu namorado tinha colocado música para tocar e naquele momento ele cantava Sexual Healling do Marvin Gaye.

Get up, get up, get up, get up, let’s make love tonight. Wake up, wake up, wake up, wake up, ‘cos you do it right. Baby, I got sick this morning. A sea was storming inside of me. Baby, I think I’m capsizing. The waves are rising and rising. And when I get that feeling. I want sexual healing.*

— Volta a dormir, Edward — resmunguei e gemi de novo quando ele beijou meu pescoço, mas daquela vez com certeza foi de prazer.

— Não, Capitã. — Ele colocou uma mão por dentro da minha calcinha, fazendo com que eu gemesse mais. — Preparei um banho pra gente de banheira, com aqueles sais de banho que você comprou no Japão.

— Isso é bom — falei, tanto para o banho quanto para seus dedos trabalhando em minha boceta.

— Por isso te acordei mais cedo, nós vamos tomar um banho demorado, vamos foder e só depois você vai sair para o trabalho.

— Precisamos assistir a entrevista da Nicole — eu lembrei.

— Não, não. — Seus lábios tocaram os meus rapidamente. — Não vamos pensar nisso agora, vamos ter um começo de manhã perfeita, linda.

— Ok, mas tenho uma sugestão de mudança para seu plano.

— E qual seria?

— Primeiro foder, depois o banho.

— Certo, aceito sua sugestão, putinha.

***

Edward estava colocando suas lentes de contato enquanto eu terminava de me arrumar, ele continuava cantando a música do Marvin Gaye e eu apostava que estava com ela em sua cabeça e que isso permaneceria pelo resto do dia.

— Preciso mesmo ir visitar o pai da Leah mais tarde? — perguntou quando terminou de colocar suas lentes.

— Precisa. — Me aproximei mais do espelho do banheiro e analisei meus cabelos mais de perto, a raíz já estava bem grande, mostrando meu tom de castanho natural, desde que pintei meses atrás. — Acho que vou pintar o cabelo de novo — falei.

— Preto dessa vez?

— Talvez loiro. — Edward olhou para mim com os olhos brilhando. — Você amaria isso, não? — Ri da cara dele.

— Sim, porra. Eu ia curtir pra caralho, pinte!

— Quem sabe, talvez seja melhor simplesmente deixar a cor natural voltar de uma vez.

— Certo, eu pensei em algo para meu aniversário.

Claro que ele tinha, eu prometi a Edward planejar uma grande festa para seu aniversário no próximo ano, temática de Brooklyn Nine-Nine e ele estava louco para isso acontecer logo.

— O quê? — Mexi em meu armário e peguei um creme para minhas mãos.

— Um roubo, como nos episódios de Halloween.

— É uma boa ideia, se fosse aniversário de uma criança — debochei, ele rolou seus olhos.

— É uma referência a série.

— Eu sei bem, já perdi a conta de quantas vezes nós assistimos aos episódios de Halloween juntos, mas colocar algo como uma gincana no aniversário de um adulto? As pessoas vão estar lá para beber, comer e arranjar uma foda para a noite.

— Foda-se o que vão achar, o aniversário é meu e já convenci Rosalie da festa. Eu vou querer o roubo, você me deve isso.

— Nunca mais deixo de te dar parabéns no seu aniversário.

— Ah, eu espero mesmo que não faça isso, deixar de me dar parabéns quando não éramos namorados já foi rude, agora seria muito pior.

— E o que você pretende me dar de presente no meu? Está muito mais perto do que o seu, menos de um mês.

Ele sorriu e colocou as mãos no meu rosto.

— Uma plástica.

— Edward! — gritei, batendo em sua barriga, ele riu e tentou me beijar, mas o empurrei.

— É brincadeira, você sabe que tô brincando, já fizemos essa piada antes.

— Tô nem ai, vai tomar no cu, Edward — mandei saindo do banheiro com ele me seguindo.

— Qual é, Capitã? Não fica brava. — Tentou tocar em mim, mas desviei da sua mão, indo para meu closet pegar meus sapatos. — Desculpa, não brinco mais disso com você — pediu enquanto eu me calçava.

— Não, pode continuar brincando — debochei. — Agora que vou fazer trinta e dois preciso mesmo de várias plásticas. Mas, pode deixar que eu vou falar com o cirurgião plástico e perguntar se há alguma cirurgia para aumentar o tamanho do seu pau.

— Ei, is-isso, n-não p-preciso diss-disso — gaguejou, o que me fez rir. — Te fiz gozar duas vezes essa manhã, definitivamente não preciso de um pau maior.

— Será que eu gozei mesmo ou fingi? — Abri um sorriso malicioso para ele. — Você sabe que sou uma excelente atriz.

— Tenho certeza que gozou. — Se aproximou de mim e enfiou uma mão entre minhas pernas, aproveitando-se do fato de que eu estava de vestido aquela manhã. — Você não estaria namorando comigo se eu não te fizesse gozar.

— Bom, eu namorei James por três anos e nem sempre ele me fazia gozar — provoquei e mordi meu lábio inferior com força quando Edward tocou sobre minha calcinha. — Cullen…

— Exatamente, Cullen, não Klein. Eu faço você gozar, putinha. — Mordiscou minha orelha e tirou a mão de mim, eu respirei fundo com o afastamento dele.

— Não preciso de plásticas — declarei.

— Claro que não, linda! — Segurou minha mão. — A entrevista da Nicole já vai começar, pronta?

— Não, mas vamos lá assistir.

***

Assistir aquela entrevista foi muito difícil, escutar Nicole narrando seu caso com Nahuel, que tinha começado no início de julho — o que fazia dele nem tão antigo assim — e tudo sobre eles enquanto minha irmã estava no quarto ao lado machucada e de luto. Quando falou a respeito de ter o assassinado, Nicole disse ter agido impulsivamente e com medo do que Nahuel poderia fazer com ela, também chorou muito ao contar tudo isso.

Sim, assistir tudo aquilo foi complicado pra caralho, mas quando a entrevista acabou e Nicole não disse nada sobre Edward e eu foi um alívio. Fechei a tela do meu notebook que usamos para ver a entrevista no site de Kevin e coloquei meu rosto entre as mãos, Edward beijou minha cabeça.

— Respira fundo, amor.

— Tô tentando, mas e se ela estiver escondendo, ou Eleazar?

— Bella, eles não sabem de nada, já teriam contado.

Tirei as mãos do rosto e olhei para Edward.

— Precisamos ter cuidado, se vamos esperar até o ano que vem temos de tomar cuidado.

— Ninguém vai nos expor — garantiu e segurou minha mão em um aperto firme. — Respira fundo agora — instruiu e eu respirei.

***

Depois que me acalmei sai de casa com Edward, assim que Carmen chegou para passar o dia com Renesmee — que ainda estava dormindo —, deixei ele em sua própria casa e fui para a produtora. Quando cheguei lá fiquei no estacionamento por mais um tempo, com meu celular em mãos lendo a repercussão da entrevista de Nicole — minha irmã recebia apoio e carinho de todos, quando falavam sobre Nahuel era um misto de dor e raiva, mas era Nicole recebendo todo o ódio —, eu estava rolando as publicações quando vi uma do Gossip Hollywood sobre James.

“James Klein está solteiro novamente, meninas!”

— Ele largou a veterinária? — perguntei para mim mesma, como o site não me deu muitos detalhes apenas dizendo que James tinha dito aquilo em uma entrevista em um evento que foi noite passada, entrei no Instagram de James e não vi mais nenhuma foto dele com a tal Mônica. A foto mais recente era uma de Norma Jeane e meu coração se encheu de saudades dela, cogitei a ideia de falar com James para rever minha gatinha, mas sabia que isso não seria uma boa coisa, não para ele que estava solteiro de novo.

No lugar disso mandei uma mensagem para Edward.

Capitã: Amor, tô com saudades da Jean.

Em resposta Edward me mandou uma foto de Amy com Woody, Mads e Shrek, o que me fez sorrir e ir trabalhar animada.

***

O camarim estava cheio, Edward, Rosalie, Tanya, o pessoal da premiação fotografando tudo e a equipe da revista que entrevistava meu namorado. Mais tarde naquela noite ele iria apresentar o clipe de Hollywood na abertura da premiação e eu estava mais ansiosa por aquilo do que ele, uma vez que ninguém sabia que aquela canção era de composição minha.

Rose era a acompanhante do irmão aquela noite, uma vez que Leah continuava com o pai, o velho estava fora do hospital, mas a filha estava na casa dele cuidando do homem. Aquela era a segunda premiação na semana que Rosalie ia de acompanhante de Edward, a que tinha ocorrido dois dias antes eu sequer cheguei a ir, preferindo fazer companhia para Ness que ainda precisava muito de mim.

— Nos conte um segredo, Ed — a entrevistadora pediu, era a última pergunta antes de todo mundo cair fora e Edward ter um tempo antes de ir apresentar o clipe.

Ele passou as mãos por seu cabelo e disse:

— Eu queria tanto poder beijar minha namorada neste exato instante! — exclamou, senti meu coração disparar dentro do peito, querendo também poder o beijar sem restrições. — É uma pena que ela não pode vir hoje — completou e eu segurei a vontade de fazer uma careta, mantendo minha expressão profissional no rosto ao ouvir Edward fazendo referência a Leah.

Logo Tanya fez o favor de colocar o pessoal da premiação e da revista para fora, ela foi falar algo com Rosalie sobre a disposição dos lugares naquela noite e Edward veio até mim.

— Quero te beijar, posso? — perguntou brincalhão.

— Pode — resmunguei.

Ele riu.

— Você está mesmo com ciúmes que eu completei dando a entender que era Leah?

— Sim — murmurei. — Eu tenho direito de ter ciúmes, mesmo sendo a pessoa que inventou esse namoro de mentira.

Edward riu e deu um rápido beijo em meus lábios, evitando borrar minha maquiagem.

— Amo você, Capitã.

— Também te amo — falei, pegando um lencinho na mesa atrás de mim e limpando a boca de Edward, tirando os resíduos do meu batom.

— Pronta para ver sua música ganhando um clipe?

— Eu já vi o clipe — respondi, Edward revirou seus olhos.

— Você entendeu o que eu quis dizer.

Sorri e assenti.

— Tô nervosa, mas com uma ansiedade boa.

Edward segurou minha mão e a levou até seus lábios, dando um beijo em minha pele.

— Este é o último clipe do álbum, o próximo clipe que eu lançar, quando já tivermos assumido, será o de Garota e quero você nele.

— Nem pensar!

— Você vai concordar quando chegar a hora, linda.

***

Fiquei nos bastidores com Tanya, enquanto Edward subia no palco logo no começo da premiação para liberar o clipe, ele discursou brevemente como estava feliz em estar ali e animado em lhes apresentar seu novo trabalho. Então, as luzes se apagaram e no telão o clipe começou a ser exibido.

Já era um dos meus preferidos de Edward, uma coletânea de momentos dele tocando e cantando. Começava com uma gravação de Edward na sua primeira apresentação no The Star Uk, mostrando ele em várias fases de sua vida em shows, cantando em casa — inclusive quando era só um garotinho —, adolescente no coral da igreja e o clipe se encerrava com uma gravação dele entrando em seu primeiro show da turnê em andamento.

Eu quis chorar quando o clipe acabou e todos aplaudiram, de pé, principalmente por ver a carinha emocionada de Edward do seu lugar enquanto fazia uma reverência, chamava pelo anfitrião da noite e deixava o palco. Ele andou até mim sorrindo, nos abraçamos rapidamente e Tanya o abraçou em seguida, eu queria agarrá-lo e nunca mais soltar, mas já estava feliz em saber que eu voltaria para casa com o homem que amava.

***

Edward ganhou quatro prêmios aquela noite: Artista do Ano, Cantor de Pop/Rock, Video do Ano e Canção de Pop/Rock com Escândalo, sendo a premiação feita toda por votos de pessoas do mundo musical, não por fãs. Quatro prêmios o tornaram o maior ganhador da noite, também aumentou o assédio em cima dele nos bastidores da premiação entre os prêmios e após a premiação. Todos seus discursos foram muito emocionados, falando em sua família, equipe, fãs e namorada e eu sabia que ele estava falando de mim nesse caso.

— Cansado? — perguntei para Edward quando fui até a mesa da after party que estávamos, era a primeira vez que ele sentava desde que chegamos ali e a festa já estava na metade. Rosalie já tinha ido embora, pedi para Emmett a levar para casa quando percebi que ela mal aguentava ficar mais sobre seus saltos altos, ela com certeza não fazia parte daquele mundo tanto quanto seu irmão ou eu.

— Muito — respondeu e bebeu um pouco de sua água com gás. — Mais alguns minutos e eu volto a circular e ser sociável, Capitã.

— Relaxa, você pode descansar um pouco, mas vai ser bom que fique até mais tarde já que foi o vitorioso da noite.

Ele sorriu ao ouvir isso.

— Mandou guardar os troféus?

— Mandei eles com Rose e Emmett. — Dispensei a taça de champanhe que um garçom passando pela gente me ofereceu.

— Tá legal com isso tudo de álcool para todo lado? — Edward me perguntou.

— Tô sim, prometo — respondi. Eu tinha ido ver minha terapeuta todo dia nos últimos dias, justamente para tentar me recolocar no lugar em relação ao álcool, ela ainda insistia que eu deveria ver um psiquiatra e eu ainda fugia disso, mas já era um alívio por tudo para fora nas sessões com ela e as últimas tinham sido muito sobre Renée.

— Com licença, posso trazer algo da cozinha para vocês? — um garçom, com forte sotaque da Itália perguntou ao se aproximar da nossa mesa.

— Hum, não — respondi, meio perdida em sua voz, era realmente bonita e ele também era. Aquilo me fez sentir culpa, Edward estava bem do meu lado e eu curtindo a voz de outro cara e olhando para seus braços musculosos.

— Com licença — ele disse novamente e se afastou.

— Bella? — Edward me chamou, eu olhei para ele apertando meus lábios. — Você achou o garçom bonito?

— Não — menti, Edward riu e apoiou seus braços na mesa.

— Você achou sim!

— Você não deveria estar se divertindo com isso — observei.

— Bom, esse é um bom momento para dizer que eu estava conversando com um produtor e a esposa dele mais cedo e eu posso descrever perfeitamente o decote dela.

— Edward! — chamei sua atenção, com ciúmes. Ele riu.

— Capitã, ontem eu falei com o Vladmir sobre sentir ciúmes, porque eu sonhei que você estava fodendo com a Heidi…

— Você estava tendo um sonho erótico.

— Ok, no começo, mas quando as coisas ficavam bem mais intensas entre vocês duas e eu percebi que não estava no jogo eu fiquei puto de ciúmes no sonho. Levei isso pro Vladmir, ele disse que é normal sentir ciúmes desde que isso não vire uma obsessão e eu fique pensando que você vai acabar me traindo com qualquer pessoa com que esteja conversando. Então, sim, você achou o garçom bonito e eu não vou surtar com isso.

— O problema é que tenho um histórico — sussurrei preocupada.

— Você tinha um histórico, ele está limpo agora, o meu também. — Piscou para mim. — E para que fique registrado, eu concordo com você sobre o garçom.

Abri a boca em surpresa ao saber daquilo.

— Sério?

— Sério — concordou rindo. — Ei, quer saber, Stefan e eu tínhamos um jogo, fazer uma lista de cinco garotas do lugar que ele e eu foderíamos, vamos jogar.

— Não sei se gosto desse jogo.

— Nossa versão vai ser inocente — garantiu. — Sem mais trios para nós, lembra? — Eu não podia deixar de sorrir quando ele estava sorrindo, todo alegre após sua grande noite.

— Ok, três garotos e três garotas para ser justo?

— Certo, o garçom italiano com coxas grossas.

— Espera, você reparou nas coxas dele? — indaguei.

— Você não? A calça dele é super justa!

Eu ri e apoiei uma mão sobre o ombro de Edward, naquele momento percebendo que poderíamos ter nos tornado namorados, mas que com certeza ainda éramos amigos falando besteira como antes. E isso me fez bem, eu estava feliz em saber que nossa amizade seguia intacta e também feliz por saber que mesmo com tanta merda externa nos tirando o sono, nosso namoro seguia firme.

***

A primeira coisa que fiz quando entrei na limusine foi tirar meus sapatos, precisando deixar meu sangue voltar a circular por meus pés após horas em cima daqueles saltos tão altos. O resto do meu look para aquela noite tinha sido um vestido preto justo, com glitter branco por todo ele, pequenas ombreiras, mangas compridas até meus pulsos e o vestido chegava até o meio das minhas coxas, minha bunda tinha ficado sensacional nele, isso sem falar em meus peitos com o decote, que não era muito profundo, mas que Edward chamou de “caminho para o paraíso”. Meu cabelo estava bem liso e preso em um coque baixo, lábios pintados em um tom de rosa mais escuro e os olhos bem marcados com delineador.

— Finalmente! — exclamei aliviada por estar sem os sapatos e coloquei minhas pernas sobre as coxas de Edward. — Não acredito que você queria colocar a Avril Lavigne na nossa lista. — Edward riu e continuou mexendo no display do som da limusine.

— Ela é bonita e foi muito legal comigo hoje.

— Ela não é bonita mesmo, tem cara de fantasma de filme de terror ruim, eu queria poder dizer que você tem um gosto ruim, mas isso me atingiria.

— Olha quem fala, a garota que queria colocar o Daniel Craig e a cabeça de ovo dele na lista. — Eu gargalhei, mas falei com indignação:

— Você não tem um bom gosto para homens.

— Tá brincando comigo? Eu peguei o Jasper e Roger, fui direto para um patamar muito elevado.

— Puta merda, o Roger, podemos tirar um cara da lista e colocar ele?

Edward negou, enquanto uma de suas mãos passeava por minhas pernas.

— A lista é só pra quem estava na festa, ele não estava lá.

— Imagina o climão entre vocês dois se tivessem se visto. — Edward fez uma careta. — Relaxa, Betty, você não foi exposto por foder com Roger, pode só lembrar daquilo como algo bom.

— Muito bom.

— Ok, ciúmes! — exclamei.

— Te ouvi falar por cinco minutos do Patrick Dempsey, isso eu chamo de lei do retorno. — Ele largou o display do som da limusine e começou a tocar Partition da Beyoncé.

— Sério, Edward? — indaguei.

— Sério. — Ele colocou sua outra mão em minhas pernas. — Qual a melhor forma de encerrar a noite do que essa? Apresentei um clipe que já é sucesso, ganhei quatro prêmios, fui a sensação da festa, descobri que minha namorada pegaria a Rihanna assim como eu, agora só falta foder nessa limusine.

Take all of me. I just wanna be the girl you like* — cantei junto com a Beyoncé. A limusine tinha todos os vidros escuros e o motorista era um dos de Edward, estávamos seguros.

Tirei minhas pernas de cima de Edward e ele foi abrir a divisória para falar com o motorista — que já nos levava para casa do meu namorado, em um carro de trás tínhamos o seguranças de Edward — e pedir que ele rodasse por mais trinta minutos por ai antes de voltar ao destino inicial. Edward voltou para perto de mim em seguida — certificando-se que a divisória estava fechada — e eu não perdi tempo em tirar minha calcinha e pular para seu colo.

— Oi, senhor Cullen. — Edward segurou em meus quadris, eu tirei o blazer que ele estava usando. — Você quer saber de algo? — indaguei enquanto ele me apertava com força por cima do meu vestido.

— Diga, linda.

— Você não está na minha lista de sexo, sabe por que? Porque ela é só para pessoas que acho bonitas e que aparentam ter potencial bom para foda, mas só tem uma pessoa que eu quero que realmente me foda, todas as noites, inclusive hoje aqui nessa limusine. Definitivamente essa pessoa é você. — Segurei em seu pescoço, ele subiu um pouco meu vestido. — Vai me foder, não vai?

— Eu com certeza vou, putinha — falou, meu corpo se arrepiou, principalmente quando ele colocou a boca no espaço do meu decote.

Edward subiu mais meu vestido, eu comecei a abrir os botões da sua camisa. Colocou uma mão em minha boceta e usou a outra para segurar minha bunda, a apertando e massageando. Fiquei fora de mim enquanto ele me masturbava, sem conseguir terminar de abrir sua camisa, então apenas segurei em seus ombros deixando ele me foder com seus dedos ao mesmo tempo em que seguia beijando a parte que conseguia dos meus seios por conta do decote.

— Isabella — falou meu nome com a voz enrouquecida.

Minha resposta foi só um gemido.

— Quero que se toque também.

Porra!

Coloquei dois dedos em minha boca, os umedecendo antes de os levar até meu clitóris inchado. Eu gemi mais, masturbando a mim mesma e sendo masturbada por Edward. Continuamos com aquilo, seus dedos em minha boceta eram rápidos contra os meus lentos e a combinação era perfeita.

— Edwa…

— Não, você não pode gritar — ele disse dando um tapa na minha bunda, aquilo só me fez querer gritar mais. — Eu quero seu seio na minha boca — disse em um tom de voz autoritário, rapidamente usei minha mão livre para afastar o vestido cobrindo meus seios e me inclinei até Edward conseguir os alcançar com sua boca e passar a beijar o direito.

Nós ficamos ali, tocando, beijando, chupando e sendo chupada entre gemidos baixinhos, por mais que os meus algumas vezes ficassem mais altos e isso resultasse em Edward batendo em minha bunda. Até que eu gozei e mordi meu lábio inferior com força para abafar o grito que queria dar, principalmente com Edward chupando meu seio com mais força também.

— Eu te machuquei? — ele perguntou tirando sua boca do meu peito.

— Não, pelo contrário — sussurrei ainda sentindo seus dedos em minha boceta.

— Você precisa de um tempo?

— Não, eu quero que você goze em mim, agora — implorei.

Edward me tirou de cima de si, só para abaixar sua calça e cueca, voltando a me puxar para seu colo. Eu ainda estava mole com meu orgasmo, ainda sentindo aquela puta sensação gostosa percorrer meu corpo, então deixei com que ele nos arrumasse e colocasse seu pau duro na minha boceta.

Nós gememos juntos, ele daquela vez soando mais alto.

— Não! — Tapei sua boca com uma mão, ele assentiu, eu deslizei meus dedos por seu rosto e dei um tapa de leve nele. Edward rosnou e agarrou novamente meu quadril, fazendo com que seu pau entrasse e saísse de mim em um ritmo alucinante.

Apoiei minhas mãos no teto da limusine, agradecendo por o carro não ser rápido e não estar fazendo manobras bruscas. Assim eu podia rebolar para Edward, deixando ele me foder como nós dois gostávamos e ele também voltou a beijar e chupar meus seios.

Meu segundo orgasmo veio logo, ainda mais forte e intenso do que o primeiro. Tirei minhas mãos do teto e segurei no pescoço de Edward, que tinha erguido o rosto para me olhar naquele momento.

— Estou perto — ele sussurrou, eu assenti, sem parar de rebolar. Era tão bom ser fodida por ele, eu amava.

Edward gozou, fechando os olhos, dizendo meu nome e deixando sua cabeça tombar para trás, mas suas mãos ainda eram firmes em mim. Antes de ele sequer recuperar o fôlego estava o beijando, deixando com que nossos corpos se afastassem um pouco.

— Grande noite? — perguntei depois de beijá-lo.

— Grande noite — respondeu parecendo em paz, abriu seus olhos e beijou meu queixo. — Vamos repetir isso na noite do Grammys.

— Leah estará…

— Foda-se, vamos dar um jeito.

— Certo, só se lembra da próxima vez de abastecer a limusine com algo para nos limparmos — falei sentindo a porra dele nas minhas coxas.

— Eu abasteci, tem uma mochila embaixo do banco com algumas coisas — falou, eu olhei surpresa para ele. — Falei que iria cuidar de você, linda. Estou honrando minha palavra, isso inclui até o pós foda.

— Porra, eu te amo! — Voltei a beijá-lo.

***

Edward e eu estavamos o mais decentes possíveis quando saímos da limusine na porta da mansão dele, Ness tinha ido para a casa do nosso pai aquela noite e decidi ficar com meu namorado na dele.

— Tem bolo de chocolate na cozinha, você tá com fome? — ele me perguntou, a casa estava silenciosa, o que queria dizer que não só Esme e Rosalie já deveriam estar dormindo, como todos os cães e gatos morando ali também e com certeza no quarto de Edward.

— Não, mas quero beber água — falei largando meus sapatos e bolsa pelo meio do caminho, Edward tinha se livrado de sua mochila e blazer pouco antes no corredor, indo com meu namorado até a cozinha.

Ele foi até a geladeira pegar água para nós dois, eu fui fechar a porta que dava acesso a área externa da mansão e estava aberta. Foi quando vi Rosalie perto da piscina, com Emmett, sentados em uma espreguiçadeira lá fora os dois se beijavam.

— Pirralho, acho que você tem um cunhado agora.

— Como assim? Você só tem irmãs — ele falou distraído enchendo nossos copos.

— Bom, você tem uma irmã e ela está beijando alguém.

Edward olhou para mim na hora, confuso.

— Quê?

— Rose tá perto da piscina agarrando o Emmett.

Notas finais
*Levante-se, levante-se, levante-se, levante-se, vamos fazer amor hoje à noite. Acorde, acorde, acorde, acorde, porque você faz certo. Querida, eu fiquei doente esta manhã. Um mar estava invadindo dentro de mim. Querida, eu acho que estou virando. As ondas estão subindo e subindo. E quando eu tenho esse sentimento. Eu quero cura sexual. *Me possua por completo. Eu só quero ser a garota que você gosta. Beijos! Lola Royal. 24.06.19