Hollow Spirit - Tudo termina onde começou
12 Vebnus.
Notas iniciais
Já na entrada da mansão para os dormitórios da Vebnus, Sara, Lyn e Triza estavam entusiasmadas para conhecerem seus novos quartos, foi então que uma menina – de cabelos compridos, e olhos azuis, que usava um vestido floral – as chamaram.
– Olá garotas, vocês por certo pertencem a Vebnus – a garota diz olhando as meninas de cima a baixo. – Lógico que sim, as vossas belezas não negam isso. Chamo-me Laís e aqui estão os vossos horários, com quem vão dividir o quarto e o numero de tal. Sigam pelas escadas, virando à direita. Obrigada. – Ela diz entregando a cada uma das meninas uma folha.
– Nós que agradecemos querida. – Sara fala a menina. – Que legal, ficaremos no mesmo quarto. – Sara fala e Lyn e Triza retribuem com um sorriso.
Então as garotas seguem as instruções dadas pela menina de vestido floral, quando chegaram ao quarto de numero 014 – um quarto com paredes todas em um tom rosa bebê, com quatro camas e dois guarda-roupas. — Elas percebem que não estavam sozinhas — uma garota, Julia, estava desfazendo a mala. Suas roupas estavam todas separadas por cores em cima de uma das camas. – Assim que a mesma percebe a presença das outras meninas para o que estava fazendo na hora.
– Ah, é, olá. – Julia as cumprimenta.
– Oláá. – Lyn diz entusiasmada.
– Nós já nos encontramos né? – Sara pergunta à Julia.
– Acho que sim...
– Na Inicialização, lembra Sara. – Triza corta a fala de Julia.
– Lembrei, olá Julia. – Sara fala e Julia retribui com um sorriso. — Que quarto sem graça né? Precisamos mudar algumas coisas por aqui, é serio.
– Sim, talvez colocar algumas prateleiras e cortinas mais bonitas nessas janelas. – Julia comenta.
– Legal, mas vou avisando que irei ficar com essa cama. – Lyn fala pulando na cama da esquerda.
– Tudo bem, eu fico com essa. – Triza fala, se jogando na cama ao lado da cama de Julia.
– Opa, cuidado, vai bagunçar as minhas roupas. – Julia fala exaltada. Todas se entreolham e caem na risada.
***
Duas garotas se aproximam da entrada para a Vebnus – uma meio alta com cabelos compridos, olhos verdes, usava um vestido vermelho claro com detalhes em branco, a outra com cabelos curtos e olhos verdes, que usava um short e uma blusa floral, e que trazia consigo uma caixinha com bombom. – Assim que eles avistaram a placa dizendo “IRMANDADE VEBNUS” um sorriso estampara em vossos rostos.
– Olá garotas, me chamo Laís e estou aqui para informá-las onde ficam as entradas dos vossos quartos – Laís fala as meninas. – Então quem diga seus nomes, por favor.
– Eu sou a Brenda – diz a menina de cabelos curtos. – E essa aqui é a Sara Cirino. – Brenda fala apontando para a menina de cabelos compridos.
– Okay, deixe-me ver – Laís procura as fichas com os nomes de tal. – Achei! Aqui esta o número de vossos quartos, com quem irão dividi-los e vossos horários. Sigam pelas escadas virando à direita, obrigada e sejam bem-vindas.
– De nada. – Sara fala com um belo sorriso.
As duas sobem as escadas e percebem que irão dividir o mesmo quarto, então sem demora elas encontram o quarto de numero 019, mas ao adentrar o quarto avistam outra menina – Virgínia – que estava deitada, mas assim que ela a entram se levanta e as olha.
– Olá, eu sou a Sara. Quem é você?
– Eu me chamo Virgínia, e seremos colegas de quartos.
– É... Isso nós percebemos. – Brenda fala, mas percebe que as meninas podem ter entendido como grosseria. – Não me leve a mal.
– Sem problemas. – Virgínia fala voltando a se deitar.
Mas o clima tenso estava para acabar com a entrada de mais uma colega de quarto. – Bruna, entrou no quarto, meio confusa, ela usava uma blusa com a estampa de um ursinho, e uma saia rodada preta.
– Oi, posso entrar? – Ela pergunta as meninas.
– Claro que sim, aliás, acho que você é a Bruna, ou seja, esse também é o seu quarto. – Brenda fala.
– MEU DEUS! – Sara fala espantada. – Sua blusa é linda! – Fala apontando para a blusa de Bruna.
– Ah, é mesmo, obrigada. – Bruna agradece.
– Alguém quer bombom? – Brenda corta a conversa. Todas as meninas sentam na cama dela e se servem do delicioso bombom.
***
Já ao quarto ao lado, três meninas conversavam entusiasmadas. – Duda, uma menina meio baixa, com um corpo muito bonito, usava uma blusa com o nome da Katy Perry e um short preto, Andrielle que tinha os cabelos cacheados, era bem baixinha e usava uma blusa com os dizeres “I’M A FREE ELF”, já Clara, vamos dizer que ela era realmente clara, deva quase para ver suas veias de tão branca que ela era. Usava um vestido preto com detalhes rosa, e seus cabelos eram compridos e lisos. – As três iriam dividir o mesmo quarto, e por mais que tenham acabado de se conhecerem elas já pareciam ter a maios afinidade.
– Dri, o que significa isso que esta escrita em sua blusa? – Duda pergunta.
– Ah é “Eu sou um elfo livre”. – Dri responde
– Isso eu sei, eu quero saber o porquê disso.
– Ah, é que quando eu estava morando com meus pais eles achava que eu era uma elfa doméstica, aí quando eu saí de casa eu disse que eu era uma elfa livre.
– Elfo é aquele monstrinho do Harry Potter né? – Clara pergunta ao mesmo tempo em que se deita.
– Sim, isso mesmo. – Dri responde
– Harry Potter? Amo sou. – Uma voz zoa vinda da porta, uma menina – meio alta, com um corpo muito bonito, cabelo curto e encaracolado estava vestindo um vestido bege – entrou no quarto se intrometendo na conversa.
– Ah, olá, mas quem é você? – Clara pergunta. – Achei que esse quarto seria dividido só entre nós três.
– Achou errado gata, eu fui colocada aqui de última hora, nenhuma irmandade seria melhor que a Vebnus para mim. – Ela fala se sentando em uma das camas. – Nenhuma das tais outras irmandades aguentaria tanta beleza.
– Nossa você é muito humilde né? – Duda fala ironicamente.
– Humildade para que? – A garota fala pegando sua mala e a colocando em suas pernas.
– Okay, mas você ainda não respondeu como se chama. – Dri pergunta intrigada.
– Ah sim, que falta de educação da minha parte. Chamo-me Hanna.
– Lindo nome, e nós sabemos que você também concorda. – Duda fala sarcasticamente.
– Vejo que vocês são rápidas. – Hanna fala.
– Rápida e bonita. Obrigada, de nada! – Clara fala e volta a se deitar. – Agora eu vou dormir, Dri arruma minhas coisas, por favor.
– Tenho cara de elfa? – Dri pergunta e todas se entreolham e caem na gargalhada.
***
Já ao quarto ao lado a fofura reinava duas meninas – uma baixinha que usava uma toca de panda estava conversando com outra menina que era mais alta, tinha cabelos lisos e usava uma blusa azul e calça preta – as duas conversavam quando a porta do quarto se abre, e então entram mais duas meninas. – Uma meio alta com cabelos rebeldes usava um vestido longo floral e tinha um sorriso muito bonito, já a segunda tinha os cabelos encaracolados, usava um batom vermelho, e estava usando uma saia de pano azul e uma camisa branca. — Assim que elas entram, a menina de toca de panda se levanta.
– Oi meninas, sejam bem-vindas ao quarto da pandinha. Eu me chamo Suuh. – Ela diz indo em direção as meninas e ficando na ponta dos pés para dar um beijo na bochechas das mesmas.
– Olá eu sou a Maria – a menina de vestido longo fala.
– E eu sou a Vick, eu sei sou linda mesmo. – A menina de cabelo encaracolado disse.
– Linda e muito convencida. – Diovana fala indo em direção as meninas. – Sou a Diovana, mas pode me chamar de Dio.
– Só disse a verdade, sou realmente linda. – Vick fala ao mesmo tempo em que cumprimenta Dio.
– Que linda a sua toca Suuh, amei ela. – Maria diz tirando a toca da cabeça da Suuh e colocando na sua cabeça.
– Linda, mas minha e não toque nela. – Suuh diz tomando a toca da mão de Maria.
– Desculpa, só queria ver como eu fico de pandinha. – Maria diz e vai em direção a uma das camas.
– Bom, vou arrumar minhas malas, estava vendo aqui no horário que as nove teremos uma reunião, e quero descansar minha beleza antes. – Vick diz se direcionando ao segundo armário, Dio faz o mesmo, e Maria se joga na cama e cai no sono no mesmo instante.
Já no outro lado da Mansão de Vebnus- que é gigante e muito linda, com cada canto repleto de detalhes- três meninos lindos – um cara de cabelos e olhos castanhos, alto, forte, que usava uma camisa branca e por cima uma blusa xadrez – estava à frente dos outros dois. — Um era moreno com os cabelos rebeldes, um pouco mais baixo que o loiro, e com uma beleza que iluminava o salão. – Esse com certeza iriam causar muito dentro das portas da Universidade, e o outro – o mais baixo– tinha cabelos pretos, rosto branco com um leve tom de rosado nas bochechas. Vestia uma jaqueta de couro preta, e uma calça jeans, bonito igual aos outros dois. – Os três caminhavam em direção a entrada para os dormitórios masculinos, assim que se aproximaram notaram uma grande placa branca escrita com letras cursivas em azul “IRMANDADE VEBNUS”. A placa chamou a atenção deles, pois nem notaram o garoto parado em frente uma mesa de cristal – um menino alto, bem moreno, que usava um suéter de Poá, óculos, e tinha cabelos arrumados para o lado. -
– Olá meninos, me chamo Maurício, estou aqui para lhes entregar os vossos horários e os quartos ao quais iras pertencer a vós – ele fala enquanto remexe as fichas em cima da mesa. – Então, digam os vossos nomes, um de cada vez é claro.
– Me chamo Paulo Miguel. – O menino alto disse.
– Eu sou o Arthur. – O menino de jaqueta de couro falou.
– Eu me chamo Áxel. – O menino de cabelos rebeldes falou.
– Okay, então aqui estão as suas fichas, pelo que vejo os três iram dividir o mesmo quarto, é só seguir à esquerda subindo as escadas. Obrigada e boa sorte. – Maurício disse apontando em direção as escadas.
Os meninos seguiram direitinhas as instruções de Maurício, subiram as escadas um empurrando o outro. Quando chegaram ao quarto – que tinha paredes na cor azul bebê, quatro camas e dois guarda-roupas – foram logo se jogando nas camas.
– Quem será que é esse Tiago que irá dividir o quarto? – Áxel pergunta.
– Não sei, mas espero que ele seja legal, não quero ficar aguentando gente chata. – Paulo comenta.
– Até porque de chato já basta você né? – Arthur fala, mas no mesmo momento um travesseiro voa em sua direção, mas quando ele foi para retribuir a porta do quarto se abre.
Tiago – um menino mais ou menos alto, magro e com as bochechas tão vermelhas que pareciam que estavam pegando fogo – entra no quarto meio desconfiado.
– Menino, tem alguma coisa errada com suas bochechas. – Paulo fala indo em direção ao Tiago.
– Elas são assim mesm...
– Nada mal essa roupa que você esta usando, eu sou Arthur, e você é o Tiago, certo? – Arthur fala cortando a fala de Thiago.
– Sim, me chamo Thiago, praz...
– Eu sou um Áxel, prazer. – Áxel fala o interrompendo.
– Não vou falar mais nada. – Tiago fala se sentando na cama.
– Por quê? Fizemos algo? – Áxel pergunta.
– Não me deixam...
– Mas gente vai ter uma reunião daqui a algumas horas né? – Paulo pergunta interrompendo mais uma vez Tiago, mas percebe o olhar mortal que ele faz e se desculpa no mesmo minuto. – Desculpa, foi mal, mas é melhor você se acostumar.
– Tirando a parte de que o Paulo é um chato, até que somos bons para conviver. – Arthur fala.
– E o Arthur me ama, por isso ele me enche tanto. – Paulo fala.
– Vamos parar com essas declarações, e começar a desarrumar as malas. – Áxel fala cortando a conversa.
– Ah, e esse é o chato, ele acha que é o nosso pai. – Paulo fala, e Tiago solta uma risadinha envergonhada, mal sabia ele, que naquela universidade iria encontrar muitos dos seus antigos amigos.
***
No quarto ao lado, as coisas seriam diferentes, em vez de o quarto ser dividido entre quatro garotos só iriam ser divididos entre três, que ambos já se encontravam ao quarto, Luiz – moreno e muito magro – estava deitado imóvel olhando para o teto, já Vivaldo – um menino de cabelos castanhos claro, muito bonito, usava uma camisa de botão branca, e uma bermuda – não parava quieto, andava de um lado para o outro. E o outro, Thomas – moreno, meio alto, sobrancelhas grossas, usava um moletom vermelho – estava desarrumando as malas, de início o quarto estava muito silencioso, pareciam três almas penadas dentro do quarto.
– Então, vocês são de onde? – Vivaldo fala tentando cortar o silêncio. Mas ninguém responde o que a deixa enfurecido, então ele decide ir dormir se perguntando o porquê da injustiça dele ter ficado em um quarto com gente chata.
***
O resto da tarde passou normal, as meninas começaram a se arrumar cedo, para não perderem a chance de arrasar, os meninos colocaram as suas melhores roupas, o que não precisaria muito, pois com a beleza que eles tinham até vestidos de mendigo eles ficariam lindos, porque uma das características dos membros da Vebnus é a beleza, e isso todos os membros tinham de sobra.
Esse pequeno tempo que eles passaram juntos, fez com que muitos criassem vínculos, que poderiam render uma linda amizade, outros ficaram na sua, sem se enturmar, mas uma coisa eles tinha em comum, todos estavam ansiosos pela reunião aonde iriam reunir todos os membros da Vebnus, e lá seriam resolvidos assuntos como regras, entre outras coisas.
A reunião começara às nove da noite, então todos os membros se dirigiram a sala principal, sentaram nos belos sofás que ali se encontravam, e ficaram ali esperando o início da tão esperada reunião. As luzes de repente se apagam, todos param o que estavam fazendo e ficam em silêncio, só depois de alguns segundos o salão foi iluminada novamente, e a frente em meio a fumaças surgiu uma linda garota veterana – que estava vestindo um vestido longo azulado, seus cabelos era compridos e sedosos, sua pele era lisa, seus olhos era cor de mel – que estava sentada em uma cadeira que mais parecia um trono. E a sua volta tinha mais três cadeiras iguais a dela, que estavam ocupadas por Laís e Maurício.
– Olá meus amores – sua voz era doce e meiga. – Me chamo Pâmela, e sou a representante principal de vocês. E estarei responsável por quase todos os assuntos que envolva os membros da nossa querida irmandade Vebnus – ela fala enquanto levanta e começa a andar pelo meio dos alunos – Laís e Mauricio serão como se fossem os vossos monitores, mas qualquer decisão deve ser passada por mim. Essa irmandade sempre teve prestigio em toda a Universidade, então vocês como novos membros tem a obrigação de não manchar esse nome. Mas agora vamos dar alguns recados a vocês. Todos aqui receberam uma ficha onde estava escrito os vossos horários conforme o curso que irão fazer, esse horário será iniciado a partir de segunda, pedimos encarecidamente que procurem não faltar as vossas aulas, tanto por vocês como pelo nome da nossa irmandade. Como vocês sabem a beleza e organização é um dos requisitos mais cobrados aqui, não admitiremos pessoas desleixadas e folgadas, quem for assim, peço que se retire desta irmandade e procure uma que mais tenha a ver com você. Lembrando que vocês têm total liberdade de sair quando quiser dessa irmandade, mas se optarem por permanecer, devem cumprir com as regras e requisitos. – Assim que ela termina de falar, as luzes se apagam novamente, voltando a acender depois de mais alguns segundos.
– Minhas queridas – Laís que falara agora. – Eu serei vossa monitora, qualquer decisão tomada em relação à irmandade, ou qualquer assunto que possa mexer com as estruturas da Vebnus vocês devem me dizer, para que eu possa levar até Pâmela. Entendidas? – A maioria das meninas balançou a cabeça em gesto de sim.
– Meninos. – Agora Maurício que falara. – Como Laís, eu serei o vosso monitor, então caso tenham algum assunto a tratar com a Pâmela, ou algum assunto que possa prejudicar a nossa Vebnus, vocês devem falar diretamente comigo, okay? – Todos os meninos, que não eram muitos, concordaram com a cabeça.
As luzes novamente se apagam, e agora houve múrmuros de reclamação, já havia passada algumas horas que os novatos estavam ali sentados escutando os veteranos falarem, e agora as luzes estavam demorando mais para voltar, depois de exatamente dez minutos, todas as luzes voltaram, e para a surpresa dos novatos, foram postas a sua frente algumas mesas com deliciosos petiscos, sobremesas, doces, bolões, entre outras guloseimas, só então eles perceberam como estavam famintos.
– Podem se servir! Aproveitem e aceitem as nossas “BOAS-VINDAS”. – Pâmela falara enquanto fazia gestos apontando as mesas à frente dos membros.
Em questão de segundos eles já estavam se servindo, e após comerem e beberem, todos foram convocados a subirem aos seus dormitórios, para dormirem. E assim se foi a primeira noite dos novatos em suas irmandades na Universidade de Hollow Spirit.
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