Holding Skies
2 De Volta Ao Lar, Nem tudo É Como Se Quer
Notas iniciais
Boa leitura
☺
Capítulo Um: De Volta Ao Lar, Nem tudo É
Como Se Quer
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.Narradora.
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—Corram para as colinas, lá vem a Stark! —Berrou Miguel correndo para se esconder atrás de Guilherme, que apenas revirou os olhos, Luke riu na rede, ao seu lado, especialmente confortável no peito do filho de Hermes, Rany suspirou o abraçando.
—Relaxem isso acontece todo mês com toda garota. —Miguel franziu e deu um gritinho fino e feminino o bastante para chamar atenção de todos.
—Lannister! Faz ela calar a boca! Eu não quero ouvir sobre isso! —Viollet revirou os olhos tentando advinhar como alguém podia ser tão.... Patético, viu a garota pálida entrar na varanda do chalé de Hermes que, desde que Kyle se juntara a eles, meio que virara “point da galera”.
Houve alguns protestos sobre isso, como de Valerie e Velkan por ter que ficar perto dos amaldiçoados Stoll, mas também fora muito útil para quase todos, principalmente para Púlox que, desde que Joan Viatori lhe havia dispensado agora o loiro mais a queria para si.
O filho de Dionísio se recusava ser chutado, principalmente por que, Joan, a irresistível geek de cabelos azuis e olhos pretos como vinho a noite, parecia mais interessada na companhia de Velkan do que de fato a do loiro charmoso. Uma questão de honra. Era uma questão de honra não ser trocado por um magricela pálido de cabelos lambidos e cheio de brincos que era Velkan Stark, o filho de Éris.
Claro, ele era um cara legal, mas Púlox não aceitava ter competição nesse ponto, já era difícil graças aos filhos de Apolo e ainda com Seth Gray no pedaço; as duas coisas juntas pareciam ganhar mais corações do que Justin Bieber e a boy band, One Direction, juntos. Claro que, era obvio, a obsessão de sair com a filha de Hermes também era uma forma de ignorar a saudade da sua pequena.
Sury fazia falta; quer dizer, nessas horas, Carpe já teria feito amizade com ela e lhe mostrado todos os pontos irresistíveis que Púlox tinha: era um cavalheiro muito bem apessoado, um ótimo espadachim, perfeitamente educado e, claro, um dos garotos mais bonitos de todo Acampamento.
—Também faria você parecer menos babaca. —Resmungou Viollet na tarde que ele falara sobre isso enquanto estavam dando aulas de equitação em pégasos a um grupo pequeno de meios-sangues que acabara de chegar.
—Epa, Sury consegue ressuscitar pessoas, mas não é tão milagreira assim. — Discordou Killian, pegando uma menininha filha de Apolo por debaixo ombros e a montando em pégaso tordilho negro que mastigava um torrãod e açúcar. A menina se chamava Sofia, ela estava corada, não devia ter mais de sete anos no máximo oito, mas tinha se encantado pelos olhos amendoados do filho de Momo, que sorriu para ela enquanto se sentava as suas costas.
—Segura bem firma nas rédeas, tudo bem bebê?—ele não ouviu, mas a menina soltou um pequeno barulhinho, extasiada — Bem, você ainda é pequena demais para alcançar o estribo... Mas que tal dar um passeio, hein?
—C-claro.
—Ótimo, —se virou para os filhos de Dionísio— E, Viollet diminua a quantidade de vinho no sangue desse garoto, está afetando a cabeça dele. —Púlox apenas revirou os olhos, não tinha nada haver com o vinho, tinha haver com... Bem ele não sabia o que era.
Encostado na grade de madeira ao lado da irmã, o filho de Dionísio suspirou e passou as mãos nos cabelos loiros e se encolheu quando Valerie passou pisando duro e se jogou no chão longe de todos. Miguel, em pé perto da porta e abraçado com a namorada, pela primeira vez não fez nenhuma piadinha.
Ninguém ali realmente falava de Sury desde que ela se fora e estava sendo difícil para todos, especialmente para Miguel e Valerie. Miguel Killian era... Um babaca e por mais que todos ali tinham aprendido a conviver com ele, era claro que, fora a namorada era difícil viver com alguém que não consegue levar praticamente nada a sério, que sempre faz piadinhas que quase ninguem que ouvir, mas Carpe parecia ter o dom de fazer com que Miguel, mesmo sendo um idiota, fosse alguém agradável à convivência.
Depois de quase dois meses, aquela magia estava sumindo.
Com Valerie era algo um pouco parecido, menos dramático com certeza.Valerie sempre teve gênio difícil, mas o ponto não é esse. Sury Carpe era seu cachorrinho; e como qualquer dono que se preze, Valle não gostava de ter ele muito longe, tinha se apegado a garota como uma criança a um filhotinho de labrador e agora estava irritada por terem tirado seu bichinho de estimação. Ela não se dava bem com esse tipo de coisa, ordens, principalmente aquelas que lhe tiram as pessoas que gostava.
A filha de Éris percebeu que estava sendo observada e encarou todos os amigos.
—Perderam alguma coisa?
—Não, nada. —Desconversaram todos voltando ao que estava fazendo. Absolutamente nada, conversando, casais se beijando, dormindo...
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—Então... Nos vemos depois, Seth? —Perguntou Danna agarrada a sua camisa. Gray deu seu melhor sorriso e lhe deu um beijo longo, quase sentindo a menina se derreter em seus braços, se afastou um pouco depois, lhe acariciando os cabelos cor de chocolate.
—Sabe onde me achar, não é? —Ela guinchou e lhe deu mais um selinho antes de se levantar de areia e ir para onde quer que fosse. Gray suspirou e puxou os fones de ouvido, ouvindo qualquer musica. Se eles iam se ver depois? Era provável, Gray gostava da companhia dela, o fazia lembrar-se de casa, da ultima namorada que teve.
Mas... Okey, Seth realmente estava conseguindo parar de pensar em Sury e na confusão que sua vida fora quando ela estava por perto. Não dava para mentir, fora os dias mais divertidos que ele tivera, potencialmente mortais, mas bem divertidos, não que dias potencialmente mortais sejam difíceis de ter quando se é um meio-sangue, é bem fácil na verdade.
Mas Carpe tem o dom para colocar o mundo em perigo e ainda ser divertida.
E... bem, ele sentia falta disso.
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—Bem, eu ganhei outra vez.
—Como você consegue? —Velkan Stark revirou os olhos e se aproximou de Joan. Eles estavam sentados no chão do chalé de Éris, jogando God Of War com Katharine no seu beliche lendo A Menina Que Brincava Com Fogo, ela não se importou em ficar lá para que os dois pudessem jogar. De qualquer maneira, Velkan se aproximou, jogando os cabelos para o lado, os ombros dos dois se tocaram.
—Vamos, tem algum truque.
—Não tem, na verdade nem jogo muito isso, é uma completa aberração a realidade. Ares não é tão legal assim. —Então ele começou a explicar como tinha conseguido vencer. Ele tinha razão, aquele jogo era uma aberração e Joan não gostava daquele jogo, mas valia a pena para ficar mais próximo dele.
Velkan Stark era tão... Enigmático, tão diferente dos outros caras, não só pelo estilo, mas da forma que agia, de como ela quase nunca sorria e que aquilo se tornou mágico e algo que Viatori queria fazer, queia que ele sempre sorrisse para ela. Ela nunca diria algo disso para ele, por que se ele realmente não quisesse nada com ela, falaria simplesmente um não e, como qualquer garota sabe, quando o cara por quem você alimenta um amor platônico por um tempo diz um não, bem, meio que seu mundo se desfaz em pedacinhos.
Então você perguntaria como alguém se apaixona por um cara assim? Para Joan fora algo bem fácil de acontecer —mesmo que pro resto da humanidade não—; enquanto Valerie jogava Connor na fogueira, amarrava Travis na arvore-banheiro da Sra. O’Leary , Velkan observava, com um meio sorriso, com os brincos brilhando, os brços cruzados no peito magro. Ele era o tipo de cara que fica no fundo da sala, sem prestar atenção, que tem aquele olhar amarelo mortal e com um sorriso mais mortal ainda.
Calado e mistérioso, Sexy e sarcástico.
Um bad boy que não suja as mãos.
E você já o viu sem camisa? Ele é magro sim, mas acredite, não é preciso ter muitos músculos quando se tem a pela branca como leite, sem marcas e com aparência macia, macia. É ,Joan já o vira sem camisa uma vez, uma única vez. Ela batera na porta do seu chalé e ele abrira a porta sem camisa.
Velkan lhe trouxe a realidade quando estalou os dedos na frente do seu rosto.
—Oi? Hãn?
—Preste atenção. —ela assentiu e ele deu um meio sorriso antes de se esticar por cima dela e pegar seu Black Berry e se levantar. —Valerie já deve ter acabado de dar aula de esgrima.
—Ah, tudo bem, eu vou com você, tenho que carregar meu PSP, vou deixar o Playstation aqui,depois eu venho pegar, okey? —Ele de ombros enquanto colocava sua jaqueta de couro sintético e puxava o capuz adjacente para a cabeça.
Os dois sairam do chalé acenando para Kath que nm mesmo se deu o trabalho de acenar de volta, ou talvez não tivesse visto, mas Joan duvidava que assim mesmo ela se mexesse para ser agradável.
Filhos de Éris não são assim, são o que eles são.
—Hey cadê seu brinco? —Fazia dois meses que ela queria perguntar isso, mas vira que a situação estava delicada para todos que conheciam e o garoto havia batido na ultima pessoa que perguntara sobre o brinco. O Stark olhou para ela por um segundo e deu um sorriso completo antes de acelerar o passo e responder.
—Dei para uma grande amiga minha. —No meio do caminho, Seth Gray apareceu indo para o mesmo lugar, sorriu para Joan e bateu de leve no ombro de Velkan. Seth era um cara legal, a filha de Hermes começara a gostar dele em especial por Gray não viver lhe perguntando por que—Hades— ela vivia dando foras em Púlox. Joan não tinha nada contra ele, nada fora medo de pegar sífilis ou qualquer doença sexualmente transmissível.
Estavam chegando perto do chalé quando Valerie pegou Miguel pela gola da camisa e o jogou contra a parede furiosa por alguma coisa, nãoq ue Joan achasse difícil Miguel . O filho de Hades soltou o começo de uma risada e se virou para ela.
—Onde os Stoll estão?
—Ham, Travis está correndo atrás da namorada e Connor... Acho que... É, hoje ela está dando aulas de canoagem com o Percy, por quê?
—Diz para ele não tentar beijar a Valerie hoje, se é que ele gosta da própria garganta.
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.Sury Carpe.
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(http://www.polyvore.com/cgi/set?id=52029984&.locale=pt-br)
Sabe o que é mais engraçado do que Connor Stoll ser afim de Valerie Stark? Uma filha de Zeus com medo de altura. Thalia tentou me enganar durante dois meses, sempre que tinham que subir em algum lugar alto ela recuava na hora, agora quando temos que voltar para o Acampamento, com Pegs a nossa disposição, nos estamos dentro de uma caminhonete que Lady Artemis materializou para nos levar até Long Island, sendo que já tínhamos feito duas paradas para comer e dormir em alguns hotéis de beira de estrada.
A viagem foi estranhamente calma, sem monstros.
—Eu não tenho medo de altura.
—Claro que não, e Ares simplesmente é meu fã numero um. —Ela me lançou um olhar mortal, do dipo que fez você calar a boca no mesmo segundo.
Mas eu sou meio louca.
—Okey. —ergui minhas mãos e coloquei meus fones de ouvido sorridente como eu estava fazia dois dias desde que tínhamos deixado as caçadoras e estávamos rumo ao Acampamento. —Stop there and let me correct it/I wanna live a life from a new perspective/You come along because I love your face/ And I'll admire your expensive taste.
Cantei em plenos pulmões, de olhos fechados sentindo o vento batendo no meu rosto. Tínhamos acabado de entrar em Long Island, depois de dois dias de viagem, com Pegs voando por tédio de vez enquanto,estávamos chegando. Finalmente.
Ela falou alguma coisa que eu não ouvira, tirei um dos fones, esperando ela repetir.
—Não... Não fale isso para ninguém.
—Tudo bem, não vou contar para ninguém que você não tem, de jeito nenhum, medo de altura.
Passei as ultimas duas horas de viagem inquieta. Minha cabeça estava explodindo em milhares de perguntas e ideias para surpreendê-los. Claro a situação era séria, Zeus, mais gente querendo que eu ressuscitasse o titã e tudo mais... Mas eu estava voltando, por tempo indeterminado eu ficaria. Voltaria a ficar com a minha família, meus amigos... E com Seth.
Gray tinha me dado o que pensar naqueles meses, não vou dizer que estou amando por que isso... Sei lá, acho que a gente só ama uma vez na minha vida e não acho que um adolescente ame assim. Apaixonar, com certeza, amor de fã, claro, mas amar... quer dizer eu tomava meu pai como exemplo. Eu já havia tentado lhe insinuar que fosse atrás de outras mortais, mesmo detestando essa ideia, mas ele em dava sempre uma única resposta.
—Sua mãe era única, linda e eu ainda a amo. —E mudava de assunto, eu realmente esperava... Mais ou mesno, quer dizer eu queria que que ele se apaixonasse, mas preferia pensar que ele amava a minha mãe, que ninguém se igualaria a ela que era mesmo tudo da forma que ele pensava.
Sobre Seth... É um pouco complicado, eu sentia falta dele de um jeito parecido da forma que eu sentia por Miguel, mas era... Diferente, eu queria realmente passar mais noites com ele, queria conversar com aquele surfista horas a fio. Mordi os lábios relembrando daquela noite.
Era uma lembrança bem vivida na minha mente. Encostei meu queixo na janela aberta relembrando de todos os detalhes até chegarmos lá, o que teria demorado menos se não tivesse acontecido uma pequena batida em Shinnecock que fez um pequeno engarrafamento, depois foram só mais quarenta minutos até Montauk e mais vinte até a Colina Meio-sangue.
Sai da caminhonete rapidamente, abri a portinha da caçamba, montei em Pegs e aperte a crina longa do cavalo enquanto subíamos a Colina já meio esbranquiçada da neve, o Velocinio de Ouro ficava bem evidente, mas Peleu o cobria bem, que por acaso estava com um cachecol listrado de vermelho e branco no pescoço e um gorro de natal preso nas escamas de algum modo, mesmo faltando pouco menos de um mês para o Natal.
Desmontei de Peg quando paramos ao lado do Pinheiro, Thalia pareceu do meu lado com um sorriso.
—Antes, vamos falar com Quíron. —Fiz um beicinho.
—Eu... Ah, vamos Thalia, eu preciso ver eles, você viu como eles são. Loucos, eu tenho que ir primeiro...
—Okey, se você para de choramingar, vá, mas depois temos que falar com Quíron. Não se esqueça o por que está aqui, Lady Artemis me mandou ficar de olho em você, não terá suas escapadinhas dessa vez. —Esquecer que o Rei do Olímpio estava preso por minha causa? Não, eu não tinha esquecido, mas eu não queria pensar no depois, por mais que eu senti-se que a qualquer momento Ares fosse descer dos céus com sua Harley Davidson e me trocar com quem quer que fosse e trazer Zeus de volta iriam em entregar e depois chamariam alguém para salvar o mundo
Senti um frio com aquele pensamento. Havia visto Cronos somente uma vez e... Não queria ver de novo, aqueles pedaços, a mão me esmagando entre os dedos, os olhos dourados insanos brilhando não saim da minha cabeça.
Ressuscite-me, Sury, você pode!
Tremi com o calafrio e passou pela minha coluna e assenti, mordendo os lábios e agradecendo mentalmente a Thalia por me trazer aquela sensação de novo.
—Tudo bem. — Pegs foi lentamente até a ala dos chalés, minha felicidade tinha levado uma surra do medo que agora estava entranhado na minha cabeça. Peg deu um pequenos alto me chamando atenção, bufou pedindo calma, apertei meus dedos na sua crina e dei um sorriso tremulo.
—É, tem razão Pegs, tenho que me preocupar com agora— fácil demaaais falar—, agora vamos ver a pessoa que eu estou com mais saudades desse lugar. —Ele relinchou como um “Esse é o espírito!” se empinou e correu na direção do chalé preto e cinza ao lado do de Perséfone.
Desmontei e pedi para que Pegs se escondesse depois que ele fosse atrás de Lika, queria pegar eles de surpresa. Todos, um de cada vez. Bati na porta uma vez e abri minimamente a porta colocando a cabeça para dentro. Estava vazio, os dois irmãos dele deviam já ter ido para o jantar.
Sorri e fui em direção ao beliche dele, ele estava lá, com os braços cobrindo os olhos, entediado, nem me notava, tomei todo o ar que eu consegui e muito calmamente o chamei.
—MIGUEEEEEL! —Berrei com toda a força dos meus pulmões com se levantou de supetão assustado e confuso.
—YOSHIIIIIIIEEE! Espera. O quê?... — ri e ele levantou a cabeça da minha camisa para mim, seus olhos amendoados se arregalaram— Sury... Sury? Sury. Sury! SURY! —se jogou em cima de mim estalamos com força no chão, doeu bastante.
Miguel estava em cima de mim pegou meu rosto o esticando para todos os lados, seu olhos estavam úmidos enquanto eu ria para não chorar enquanto ele esticava minhas bochechas para todos os lados.
—Você... Você está aqui mesmo? —Indagou, eu dei um sorriso e lhe puxei pelo pescoço para um abraço forte, lhe beijou o nariz e a testa e lhe encarei fundo os olhos, foi ai que ele caiu na real, os braços me apertaram com tanta força que eu tenho certeza que meus pulmões foram bem comprimidos.
Ele se deitou do meu lado no chão dez minutos depois de algumas lágrimas e varias apertões, nossas mãos estavam trançadas com força, encaramos o teto pro um tempo até que Miguel voltou a ser Miguel. Voltou a ser o babaca que eu tanto amava.
—Meus Deus, ainda bem que você não é o Yoshie. —não aguentei e ri — É sério, achei que estivesse louco, nunca mais faça uma coisa dessa e se for para ser um Yoshie, seja o azul, ele voa com qualquer casco. É o melhor.
Respirei fundo e rolei para cima do seu peito lhe abraçando com um sorriso de orelha a orelha, apoiando meu queixo no seu peito.
—Ah como é bom ouvir suas bobagens de novo. — ele sorriu para mim, e fez um carinho no meu cabelo— Então... O que eu perdi nessa droga de dois meses fora daqui? —Ele se ajeitou um pouco e esticou os dedos contando às novidades que tinham acontecido, sorri mais ainda. Não sabia que eu amava tanto aquele idiota, quer dizer... Ah sei lá, eu só estava morrendo de saudades.
—Deixa eu ver... Bem, Meu namoro com a Nathy tá mais firme que nunca, ela contou para a Clarisse da gente, levei alguns socos, mas resisti firmemente. Tenha orgulho de mim. Okey, quem está com a bandeira dessa vez é o chalé de Éris, os gêmeos estão descontando a saudade de você na captura a bandeira. Eles são maquinas de luta, você tinha que ver. O que mais? Ah, lembra daquela garota que deu “O” fora em Púlox? Pois é, a Joan Viatori, vamos dizer que o nosso Príncipe Bêbado não superou bem isso.
—Como assim? —Questionei deitada confortavelmente no peito do meu melhor amigo.
—Ele tá obcecado com sair com ela, mas só está tomando toco, pra falar a verdade, eu estava conversando com o Savian esses dias —ah! Você vai adorar saber sobre ele a ruivinha, mas depois— e eu soube que a Joan sofre de um amor platônico pelo cara mais improvável que você pode imaginar.
—Você?
—Não e... Hey! Qual é a tua? Pô, chegou agora e já tá assim?—comecei a rir e lhe abracei pedindo desculpas— Tá, mas fiquei magoado okey? Mas eu estava falando do magricela gótico. Velkan Stark!
—Espera. Isso é sério? A geek do cabelo azul é apaixonada pelo Velkan? O Velkan Stark? Meu santo Apolo...
—Pois é, mas isso não é tudo, ao que aparece o irmãozinho da Valerie e a Viatori já estão se encontrando faz um tempo, para jogar videogame e ver filmes de terror pelo o que eu fiquei sabendo. —Ele tagarelou um pouco mais sobre Karen Sallin ter perdido o motivo de viver desde que eu fui embora, que Will Solace começara a sair com Juliet a segunda garota mais nova do chalé de Demeter.
—Miguel?
—Oi, Susu?
—Quando você virou uma velha fofoqueira?
—Tive que me manter ocupado, não tinha mais ninguém para pregar peças comigo. Travis está uma pilha por que brigou com a Katie, de novo para variar e o Connor tá super estranho, sei lá parece que a vida dele e atormentar a Stark fêmea.
—Meus Deuses, Miguel, você não é tão idiota assim... —Ele franziu o cenho.
—O quê? O que eu perdi?
—Você realmente não percebeu o porquê do Connor...? Uau! Bem deixa para lá. Vamos quero fazer uma visitinha para o Gui,anda levanta. —Guilherme estava nas forjas como era esperado. Lannister estava sem a camisa exibindo seu porte enorme e cheio de músculos, batia com um martelo em um pedaço de metal incandescente.
Abri minha boca para gritar seu nome quando fui derrubada por dois corpos no chão.
—Você voltou! Não acredito que você voltou! Guilherme, a Sury está aqui! —O grandão tirou a mascara estranha do rosto e deu uma pequena corrida até nós ele e deu seu sorriso que fez um calor agradável se espelhar no meu peito, abracei Rany e Nathaly.
Era um sorriso simples e calmo, que dizia “Bem-vinda de volta, estávamos esperando”. Devia haver alguma comunicação mental entre eles, quer dizer, por que segundos depois Luke apareceu e me abraçou com um olhar claro de quê queria conversar. Imaginei que conviver com as duas pessoas que ele jurou proteger e quase destruiu o mundo fosse difícil. Assenti pouco antes quase ser levantada do chão e girada umas quatro vezes por um Púlox tão sorridente que me fez rir como um bebê.
Viollet gritou em italiano comigo de novo e me balançou como se eu estivesse em um transe por eu estar sorrindo com aquilo, Valerie arregalou os olhos quando me viu era a primeira vez que eu a vira surpresa, foi coisa de meio segundo, mas é algo que eu vou contar para os meus filhos quando eles forem visitar a tia Valerie Stark e sua aura de assassina. Velkan apenas piscou e tocou na orelha, onde ainda estava sem brinco.
Lika não apareceu, imaginei que ela estivesse com Pegs então não me preocupei. Mas ainda tinha uma pessoa que eu queria ver, sai do abraço de Púlox sorrindo e ajeitando minha touca.
—Ham, galera a gente se vê na fogueira? Tem alguém com quem eu...
—Já quer se livrar de nós? —Miguel girou no próprio eixo e fingiu desmaiar teatralmente e se jogou para o grandão, sabendo que ele era o único não lhe largaria no chão— Ah, estou chocado.
—Não! Ela tem alguém especial para ver! —todos soltaram um “Ah tá” longo e sorriram— Vamos gente! —Crowfford me deu um sorriso largo empurrou todos para frente enquanto estava de mãos dadas com Luke, levantei uma sobrancelha para o Cicatriz que apenas deu um sorriso mínimo e apertou a mão dela.
Revirei os olhos e fui em direção ao chalé de Hades, fiquei parada na frente da porta por alguns minutos, um sorriso idiota torceu a minha boca sem que eu percebesse, batia meu pé um pouco nervosa, não estava me reconhecendo, mas era uma sensação tão... Boa.
Bati três vezes na porta e Nico abriu a porta com o corpo molhado e sem camisa ele arregalou os olhos parar mim e ficou vermelho colocando a camisa, sorri, mas ele me empurrou para fora meio assustado encostando a porta atrás de si.
—O que diabos está fazendo aqui?
— Também estou com saudades, emo tá? Mas respondendo a sua pergunta, confusões no Olímpio, alguém querendo me matar... Coisas de sempre.
—Claro, coisas de sempre.
—É, normal, mas... Seu irmão está ai?
—Hãn... —ele olhou para o chalé e deu de ombros— Está, lá dentro. Desculpe, Sury.
—Okey... Eu acho. —Sorri, virei a maçaneta e entrei. O lugar era bem escuro as paredes eram feitas de pedras pretas e havia, entre as pedras, ossos humanos e algo que devia ser cimento, alguns beliches, armas e outras coisas macabras, mas de um lado era mais californiano.
Havia uma prancha de surf encostada na parede, um abajur, um pôster com um cara surfando com a frase “Malibu: A Way of Life”, um beliche as roupas de cama na eram pretas e sim azuis e brancas e... Havia duas pessoas se agarrando no beliche de baixo.
A garota foi a primeira a me notar parada perto da porta, eu a reconhecia, era Danna, uma filha de... Hebe ou Afrodite, amiga de Sammy, até uma garota legal, meio ingênua demais para ser do Oregon. Ela ficou vermelha e me deu um sorriso nervoso por estar sem a blusa.
—Ah, oi... Nós...
—Sury? —Gray se levantou antes dela, igualmente nu do quadril para cima, com os lábios apertados tentei dar um sorriso normal, cruzei meus braços já que, por algum motivo idiota minhas mãos estavam tremendo. O moreno parecia num estado estranho entre surpresa e susto.
—Olá, foi mal atrapalhar ai. Nos falamos depois Seth. —Ele franziu o cenho por um segundo enquanto eu me virava para ir embora, respirei fundo parando na porta por um segundo, passei a mãos no rosto e cruzei os braços outra vez, Nico estava lá.
—Entendi as desculpas agora. —Di Angelo deu de ombros dando um meio sorriso amarelo, esfreguei minhas mãos com frio e dei um passo para frente ouvindo Seth lá dentro, mandando Danna esperar e vindo até a porta, comecei a andar, mas ele era mais rápido, segurou meu braço e me virou.
Droga de olhos castanhos profundos.
—Espera. Quando você... Quando você chegou?
—Agora a pouco. —Fui curta, me obrigando a olhar seus olhos e não o seu peito perfeitamente esculpido meio coberto pro um moletom aberto, cruzei mais forte meus braços lutando contar uma vontade estranha de chorar. Por que Hades eu queria chorar?
—E por que não veio logo aqui? Quer dizer... —Inclinei meu rosto para o lado e um pouco para frente, me fazendo de idiota.
—Para o quê exatamente? —Se ele estava também se fazendo de idiota, ele era bom nisso, por que realmente pareceu que ele ficou meio ofendido e meio surpreso.
—Ah... Hum, acho que... Você se esqueceu do que fizemos antes de você fugir? Não sou a pessoa certa pra falar, mas aquele “Tchau Seth” não foi lá muita coisa não, não explicou nada.
—Ah, muito bem, eu fugi. Não têm nada haver com o fato que se eu não fosse embora Ares era brincar com as minhas tripas até o fim dos tempos não é? Okey, mas eu refaço minha pergunta. Para o quê exatamente eu viria mais cedo? Ver a preliminar de vocês? —ele engoliu a seco— Não sei se você se esqueceu, mas eu não gosto de enrolação, então pare de me enrolar. Por que não volta para a Danna, hein garotão?
—Você conhece ela?
—Não, Gray, falei com ela uma vez. Mas vá terminar o que começou, você já tirou a blusa dela. Ela está esperando, acredite, ela está. E... Ela já desabotoou sua calça... É ela é rápida, Gray. —ele fechou a braguilha, respirei fundo e fez a minha melhor cara de paisagem e um sorriso falso— Hum, foi muito bom ver você de novo Gray, agora eu tenho que ir.
Afastei-me dele, Nico acenou coma cabeça. Ouvi Seth resmungar para si mesmo até que ele gritou:
—Onde você vai?!
—Brincar com as minhas tripas! — Tomei meu caminho para a Casa Grande, eu ainda não tinha visto Lika, mas eu daria um jeito nisso depois, tinha coisas mais urgentes para cuidar. Bem mais urgentes que isso.
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Percy e Annabeth também estavam lá tinham chegado mais cedo por terem sido atacados quando estavam em um encontro; ciclope. Quíron contou sobre o sequestro de Zeus, Chase abraçou a amiga, o que foi uma cena bem diferente de se ver, Thalia com seus cabelos pretos revoltos e a maquiagem pesada e loira com todo aquele jeito de nerd. Percy ficou ainda mais desconfortável quando soube do titã que havia sido libertado.
—Como eles... Sequestraram Zeus? —Quis saber o filho de Poseidon.
—É um conceito difícil de explicar... —Annabeth começou a explicar, mas o Sr.D só suspirou irritado com o som das nossas vozes ou mesmo como nossas respirações eram altas demais. Ele explicou o conceito de “Deuses são como energia”. Matemática parecia bem simples diante daquilo. Percy franzia o cenho cada vez mais conforme parecia que ia entendendo.
—E por que ele... Pegou boa parte da energia dele e foi pego...
—No Brasil, Rio de Janeiro. —Apolo apareceu sentado em uma poltrona com meu pai em pé ao seu lado— Ele brigou com Hera de novo, e queria esquecer, então ele me procurou para dar uma saída, o levei para lá, foi até legal no começo. Um programa “pai e filho” entendem? —Disse. Annabeth podia estar namorando e Thalia escolhido ser virgem para sempre, mas nós três suspiramos.
Apolo parecia ter ansiado por aquilo, Fez uma cara tão triste e... Linda que tive que me segurar para não pegar ele nos braços e lhe dizer que ia ficar tudo bem, o deus do sol mexeu nos cabelos rapidamente que brilharam mais na luz da lareira.
Outra vez fizemos a mesma coisa juntas, mordemos os lábios, mas dessa vez Percy notou e pigarreou nos trazendo de volta a realidade. Pisquei algumas vezes e percebi que meu pai me encarava confuso.
—Hun-hun.... —Olhei para o lado por um segundo, antes de voltar a olhar para Apolo que continuava com os olhos azuis abaixados. Loiro de olhos azuis; bem acho que não tenho tantos problemas com pessoas loiras assim...
—Estavam em um pagode e...
—Pagode? —Indagou Percy, o deus assentiu sorrindo.
—Um tipo de música e de dança. Ah... Que música linda...
—Pai. —Repreendeu Ash fazendo todos franzirem o cenho, estranhando o fato que Apolo parecia ter no máximo dezessete e meu pai vinte e sete no máximo, mas responsável, bonito e inteligente... Tudo o que ele realmente era.
—Certo. Bem acabei... —ele deu um sorriso malicioso que fez todas as garotas morderem os lábios e se mexerem no sofá e eu na poltrona— Passando a noite com uma linda mulata, certo, duas lindas e... —ele olhou para cada uma de nos com uma sobrancelha levantada— Quentes noites. O procurei depois, mas apenas achei o raio-mestre com um garotinho o vendendo em Copacabana, não sei o que aconteceu com meu amado pai.
—O que acha Annie? —Perguntou Percy, mas a loira piscou, vermelha desviando os olhos do deus lindo que se encontrava naquele lugar esquentando a atmosfera de uma forma perturbadora.
—Hãn? Ah, claro. Eu, hã... O mensageiro disse que é um titã queria fazer a troca, acredito que seja... Atlas, seria o único com força para prendê-lo, depois de Cronos. Percy sonhou com algo disso, não foi? Ele deve estar lá. —Todos começaram a discutir sobre isso, bati palminhas baixas para ela que me olhou ainda vermelha.
—Queria pensar rápido dessa forma.
—Não... Não sei do quê está falando.
—Ah, okey, então fui à única que notei o deus mais bonito do Olímpio sentado bem ali. —Bufei e me concentrei nos meus pés, um cadarço estava desamarrado, puxei meu joelho para cima e dei dois laços um em cima do outro. Mordendo o lábio outra vez, relembrando de Seth e Danna se abraçando, se beijando... Ele teria voltado para terminar de...
—Ah, que... Merda. —Resmunguei jogando meu pé com força desnecessária no chão e cruzando meus braços. Do outro lado da sala Apolo se levantou. Não, eu não estava olhando, mas ele é o Deus-Sol, é fácil sentir ele se aproximando. O loiro se agachou na minha frente enquanto os outros caras estavam conversando.
Tocou o meu joelho. Apolo tocou o meu joelho, senti um calor imediato.
—O que você tem, docinho? —Segurei um gemido e o fato que eu queria despejar tudo em cima dele e me agarrar ao seu pescoço e chorar, além de tudo meu pai estava ali... Bem ali.
—Ahn, nada... —ele levantou uma sobrancelha sorrindo. Que sorriso... — Certo, tudo aconteceu.
—Own, pode me falar, gracinha. Vamos, pode falar. —Ele se sentou no braço da poltrona onde eu estava e me estendeu um copo de chocolate quente que eu não sei de onde ele tirou, mas não liguei, só me virei para ele e as palavras só saíram da minha boca, quase chorando.
—Toda essa historia, eu não consigo aguentar. Quase destruí tudo da ultima vez, trouxe um cara morto de voltar vida, minha irmã está morta, fui obrigada a sair de perto dos meus amigos que são o que eu tenho de família, papai se esforça, mas não é a mesma coisa. Agora eu fui ver o cara por quem eu pensava que eu estava gostando e ele estava se agarrando com uma... E agora querem me trocar... —Mais lágrimas a baixei meu rosto, Apolo escorregou para o meu lado, tirou o chocolate da minha mão e me abraçou, passando um dos braços no meu ombro e o outro acariciou os meus cabelos, fazendo um barulhinho tranquilizador, encantador.
—É muito para uma garota como você, não é? —assenti tentando segurara as lágrimas—É sim, olha, vai ficar tudo bem. Veja bem, as Parcas nunca fariam algo tão ruim com uma mulher tão bonita, vamos olhe para mim —levantei a cabeça e achei o rosto mais lindo do mundo. Ah Deuses, por que só existia um Apolo?— Vai ficar tudo eu prome...
—Pai! —Todos se viraram para nós, Asclépio parecia realmente irritado, os olhos verdes brilhavam de um jeito que eu não conhecia. Raiva. Okey, agora eu estou mesmo ferrada, mas eu estava lidando com o deus mais cafajeste do Olímpio, ele sempre daria um jeito de escapar.
—O quê, Asclépio? Você não vê que tem algo de errado com a sua única filha e a culpa e é minha? Não quer agir como uma família? Eu estou sendo... Avô. —Todos na sala, menos meu pai se sentiram desconfortáveis com aquela palavra.
—Pelo amor de todos os Deuses, não seja meu avô. —Sussurrei para ele, Apolo só me apertou, me mandando calar a boca. Vi que o que ele tinha falado havia surtido efeito, Ash me encarava como se tivesse percebido que eu estava abeira de um colapso emocional. Também vi que Apolo era um desgraçado quando queria, tinha jogado toda a confusão para cima de mim.
Agora iam ficar me perguntando o que eu tinha. O Deus-sol segurou meu rosto ainda na sua interpretação de bom moço, apenas neguei com a cabeça, ele piscou e me deu um beijo na testa e se levantou naquela mascara de “Eu sou mais do que vocês veem!”...
Safado.
—Bem, se já tem o que vocês queriam, eu irei embora. Tenho um encontro. —E puff, despareceu numa nuvem dourada. Limpei as lágrimas do meu rosto ouvindo Quíron afirmar que iriam ter uma reunião na noite seguinte com os conselheiros dos chalés e com Thalia que representaria as caçadoras.
Fiquei sentada um tempo até que meu pai parou na minha frente, e esticou a mão, a peguei e me levantei dando meu melhor sorriso, que não funcionou. Minha relação com meu pai divino estava forte, ele sabia quando eu estava mentindo.
—O que houve?
—Nada com o quê você deva se preocupar, coisas demais na minha cabeça. Nada muito... Grave, só tenho que pensar.
—Tem certeza? —Não, não tenho.
—É, um pouco, só... Colocar as coisas no lugar. —É, que tal colocar as coisas no lugar enfiando uma bala na sua cabeça? Ah é, eu não posso! Só posso morrer se eu cair em batalha! Que ótimo. Sorri e lhe dei um abraço dando um tchau rápido quando Quíron disse que já iria soar a concha para o jantar.
Fomos juntos com Quíron, Thalia puxou o capuz da sua parca para cima da cabeça.
—Você realmente ia cair na de Apolo? —Perguntou Thalia, suspirei e dei de ombros.
—Ele não é só bonito, Thalia, ele tem a porcaria de uma lábia muito boa. —ela riu com a raiva que eu falei aquilo, lhe dei um soco leve no ombro— Não se preocupe, não vou cair nessa de novo. Sou a porcaria de uma caçadora, não é?
—É sim. Vamos, a nossa mesa é aquela ali. —Por uma graça de Artemis nossa mesa era afastada da de Hades, ficava perto da de Demeter e a de Poseidon. Quíron anunciou a reunião e falou da chegada de duas caçadoras, Miguel soltou um “Uhul” que me fez rir um pouco, o brinde aos Deuses e tudo mais. Lika entupiu nossa mesa de comida, os olhos meio verdes de lágrimas.
Bem, depois da minha oferenda fomos todos para a fogueira, fiquei abraçado um bom tempo Miguel, conversando com todos, falei com Bárbara que estava de mãos dadas com um Kyle radiante, ela ia começar a contar quando e como aquilo havia acontecido quando vi Seth se sentando.
Bufei e me levantei.
—Depois a gente conversa tá bom, acho que comi demais. —Bárbara franziu o cenho para mim depois olhou para Gray, algo estalou na sua cabeça, a ruiva me deu um sorriso compreendendo.
—Tudo bem. Hey, o Will está olhando para cá, por que não vai falar com ele?
—É uma boa, depois eu volto galera.
—Mas você não estava mal? –Perguntou Púlox, Viollet de uma tapa forte na nuca do loiro confuso.
—Deixa de ser tapado, Púlox! —Dei a volta na fogueira e sorri para Solace que se levantou segurando o violão com uma mão e me abraçou coma outra. Sorri e lhe abracei, me sentando no chão enquanto ele se sentou em um tronco afinando o violão.
—Pensei que não ia falar comigo.
—Por quê? Ah, só por que me transformaram em caçadora, não tenho alergia a homem. Principalmente aos bonitos. —Ele riu um pouco. Conversamos um pouco, Will continuava charmoso, educado e gentil, o filho de Apolo pareceu notar que não devia tocar no nome de Seth ou sobre o tempo que passei longe. Aquilo devia ser um dom de Apolo.
—Hey, Will, toca alguma música ai. —O garoto deu um sorriso doce e assentiu.
—Qual?
—Ah! A nova música do Jason Mraz! —Pediu Abbey Hall, uma filha de Afrodite pequena como uma boneca de porcelana. Will deu um sorriso e começou a tocar o começo calmo daquela música, ele mergulhou na letra da música, como se ele realmente sentisse aquilo tudo.
—When I look into your eyes/It's like watching the night sky/ Or a beautiful sunrise/ There's so much they hold/And just like them old stars/ I see that you've come so far/To be right where you are/How old is your soul? —Cantou com uma voz perfeita, não estou brincando, era perfeita mesmo, os olhos estavam fechados. A letra colaborava bastante eu assumo.
Will abriu os olhos no refrão e me encarou, de novo vi o que me fez querer sair com ele na primeira vez e depois com os meses que eu tinha conhecido ele. Solace era encantador em quase todos os sentidos, perfeito em quase tudo, cantar e tocar aquela musica na situação esquisita que eu estava.
—I won't give up on us/Even if the skies get rough/I'm giving you all my love/I'm still looking up. — Sorri para ele e ouvi toda a música. Eu olhei todo o tempo para meus amigos, mas Seth continuava lá, então passei todo o aquele tempo cantando e ouvindo músicas com o pessoal que andava. Foi bom, não o que eu queria, mas...
Thalia me chamou para irmos dormir. Ela estava levando a sério essa historia de ficar de olho em mim, abracei Will e sorri para os outros antes de ser agarrada por Miguel.
—Okey, você já ficou muito tempo com ela, —depois franziu o nariz para Thalia— O quê? Vai levar ela embora de novo?
Thalia nem se deu o trabalho de responder, apenas ergueu uma sobrancelha com os braços cruzados no peito, Grace era madura apesar de parecer ter... Sei lá uns quinze ou mais... Ou menos... Bem, o caso que ela simplesmente não se abatia pelas brincadeiras de Miguel.
—Eu vou dormir, Miguel no chalé de Artemis. Sou uma caçadora. —Acenei para eles, Luke estava inquieto, olhando para Thalia o que deixava Rany cabisbaixa e Nathy irritada, suspirei e olhei para filha de Zeus que me mandou um olhar mortal de “Não ouse abrir essa boca”.
Ergui os braços.
—Você que sabe, vamos eu quero mesmo dormir. —Era mentira. Eu só queria ficar longe de Gray e seus olhares nada discretos, mas ninguém falou nada, ele até tentou abrir a boca, mas Louis tocou no braço dele, negando coma cabeça.
O Chalé era bem confortável, tinha uma pequena cozinha lá dentro, era bem maior do que parecia por fora, os beliches eram mais largos, os travesseiros e edredons eram, as paredes de um azul escuro enquanto o teto tinha aqueles adesivos fosforescentes, sem luz no teto, só abajures que deixava o lugar mais aconchegante.
Tomei um banho rápido e dei boa noite para Pegs que estava em uma das janelas, ele galopou para longe indo dormir perto de Lika como sempre fazia. Fiquei ali um tempo, com o queixo no parapeito da janela, ajoelhada no chão, olhando para o céu azul escuro limpo ao redor do Acampamento enquanto ao redor nuvens escuras e densas.
—Neva aqui no Acampamento? — Soltei sem realmente querer uma resposta séria, só... Estava viajando um pouco, imaginando como seria aquele lugar branco. Não chovia. Imaginei um natal sem neve. Não era certo. Nunca tinha passado um natal uma neve natalina de manhã cedo.
Nigara Falls, Queens, Manhattan e Long Island. Nunca morei em um lugar em que não nevasse.
—Sim, neva. —Thalia colocava uma blusa grande da Green Day e uma calça listrada de azul claro e branco para dormir, sorri— Nunca passei um natal aqui, mas... Neva.
—Hã... —bocejei— Você não parece com sono. —Grace deu de ombros os olhos azuis em um brilho diferente na luz do abajur.
—E não estou, eu ficaria de vigia então... Não —Assenti e fui atrás da minha mochila, de lá tirei um dos meus fones e meu Ipod, joguei no seu beliche, dando de ombros.
—É só ir à pasta de Rock, até tem algum Metal. Escuta ai... Não vou ouvir mesmo. —ela franziu o resto para minha gentileza. — Eu não odeio vocês, você é... Até legal, nãos e preocupe isso não vai explodir.
—Valeu. —Disse e subiu em um beliche, balançando uma perna no ar e a outra com o joelho levantado, Grace começou a procurar as musicas e sorriu, cantarolando Green Day baixo. Grace até parecia uma menina normal sem a maquiagem pesada, dei de ombros e olhei par fora de novo.
Ia fazer cinco meses que Blythe tinha morrido e só tinha arranjado confusão, talvez fosse bom que não nevasse, não seria a mesma coisa sem ela. Sem acordar com o cheiro de panquecas na cama, sem peru meio queimado na ceia, sem as duas caixas debaixo da arvore.
Suspirei e me joguei no beliche do lado do de Thalia, no debaixo como estava acostumada, não demorei muito para pegar no sono.
Bem, tenho uma coisa para dizer. Fazia exatos dois meses que eu não tinha... Pesadelos, nada com pessoas mortas querendo voltar, gigantes despedaçados um buraco mais fundo que o próprio inferno, cães de três cabeças querendo me mastigar,, o deus da morte prometendo me matar por vingança por causa do meu pai, eu só sonhava com... A minha mãe; papai me mostrava suas lembranças. Dormir era a melhor parte do meu dia quando estava com Artemis, pro que era quando eu ficava com ela e Bly, minha família.
Mas dessa vez... Alguém veio me visitar nos sonhos, alguém que eu realmente não queria rever. Tudo começou a dar realmente errado naquele maldito sonho meio pesadelo.
Cronos; ele... Veio “conversar” comigo.
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Notas finais
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Obrigada pelos reviews! vou respondê-los logo, estou me atualizando, respondendo os que não fiz na primeira temporada, autora irresponsável eu sei, mas vou tentar acabar com isso hoje, tá?
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Ah, Alex! Alex Hudson(☺), Zoe vai aparecer no próximo capítulo eu acho. Desculpe não ter respondido sua MP(really sorry^-^'#momento englishoff), acabei esquecendo. Realmente me interessei pela sua ideia, espero pela fic, okey?
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Bem, acho que é só... Comentem! Seria bem legal, se tiverem criticas podem mandar, só quero melhorar, elogios também valem;), ideias mais ainda, o que vocês esperam dessa fic e tudo mais. Ah e para os leitores que não comentam... Ah a mesma coisa ^u^', podem dar um alô se quiserem... Seria legal... (y)
Bem, chega de apelações >.<'
Espero que tenham gostado mesmo!
Beeijos
DiraL
☺
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