Hold on to me for one MORE time.
1 Other chances.
– Parabéns, Brian Haner. — A enfermeira sorridente se direcionou ao homem com a criança ao seu lado, ambos totalmente nervosos. — Você é pai.
Emocionado, Haner abraçou seu filho de 3 anos com cabelos negros e olhos verdes chamativos.
– Você não é mais o caçula da família, Zacky. — Comentou entre sorrisos.
– Isso significa que vocês vão me esquecer? — Perguntou, quase chorando e Brian deu uma gargalhada.
– É claro que não, meu filho.
xxx
Quatro anos depois…
– Mããe! Zacky está tentando me bater de novo!
O garoto com olhos azuis um tanto fechados e cabelos loiros corria pelos cantos da casa, procurando seus pais, pois estava sendo agredido pelo seu irmão mais velho… Novamente.
– Zacky! — A mulher com cabelos longos, lisos, compridos e pretos com olhos chamativos com o azul que seu filho mais novo havia herdado gritou, puxando seu filho mais velho pela camisa.
– Mamãe, por que meu irmão não para de me bater?
– Você disse que eu não sou confiável! — Zacky resmungou.
– Mas você não é! Nunca gostei de você!
– E eu te odeio!
– Meninos! — A mãe chamou atenção dos dois. — Jimmy — disse se virando para o garoto de quatro anos — por que seu irmão não é confiável?
– Por que ele fica roubando meus brinquedos! Depois diz que não fez nada!
A mulher suspirou cansada. Ouviu o som da porta se rangendo e foi em direção à mesma.
– Olá amor. — O homem de terno chegou dando um beijo carinhoso na esposa e, assim que viu a expressão de raiva nos rostos de seus filhos e a expressão de cansaço na mulher, franziu o cenho.
– Adivinha? — A mulher bufou.
– Estão brigando de novo, Amy?
– Sim.
– Papai! — Jimmy correu para os braços de Brian, que foi bem recebido, enquanto Zacky continuava de braços cruzados.
– O que aconteceu? — Brian quis saber.
– Ele fica roubando meus brinquedos, papai! E ele não é confiável.
– Isso é mentira! — Zacky protestou, choramingando. — Eu o odeio, Jimmy! Papai, por que você o prefere do que eu?
Dito isso, o garoto saiu correndo chorando para o seu quarto. Amy olhou para o marido.
– Porra Brian, coitado!
– O que eu posso fazer? — O homem perguntou indignado enquanto ainda segurava Jimmy em seu colo.
Amy suspirou fundo antes de pegar Jimmy de seu colo e levá-lo para a poltrona da sala, onde o mesmo deitou e fechou seus olhos pequenos e bocejou.
– Nada, Brian. Estou cansada, vou para o quarto.
–
– Eles estão terríveis, não é, amor? — Brian disse se aconchegando perto da mulher e colocando seu nariz em sua nuca para que conseguisse inspirar aquele perfume que tanto amava.
– Sim. — Amy se virou para olhar seu marido de frente, contemplando seu lindo rosto. — Eu não sei mais o que fazer. Quer dizer, você vê o jeito que um fala do outro? Os dois se odeiam muito…
– Até parece que não é dessa vida. — Brian disse dando um sorriso debochado, porém a face de Amy continuava séria.
– É. Talvez seja. O que faremos?
Brian suspirou. Sabia que Amy estava certa, poderia ser muito bem algo sobre vidas passadas, mas o homem sempre ficava intrigado com essa história.
– Se existe mesmo essa coisa de vidas passadas… Por que não podemos lembrar delas?
– Há algum motivo para não lembrarmos enquanto estamos presos a esse corpo, amor. — Amy explicou, dando um sorriso torto. — Já pensou se você descobre que fez uma coisa horrível como, por exemplo, ter matado alguém?
– Ah. Eu acho que aguentaria.
Amy deu uma risada de um segundo.
– Imagina se você souber como foi sua morte? E se ela foi trágica? — Amy falava com seus botões. — Eu não aguentaria me lembrar.
– Isso não aconteceu amor. — Brian sorriu sincero e beijou sua testa. — Agora, vamos dormir. Estou cansado.
Amy se aconchegou na cama e assentiu, olhando bem dentro dos olhos castanhos do marido.
– Eu amo você.
Brian sorriu.
– Eu também te amo.
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