Hold On My Last Breath
15 Capítulo 15
- Henry, o que esta acontecendo? — gritei histérica para ele que dava passos largos, sem me olhar. Era aparentemente óbvia sua agonia.
- Os superiores pegaram Nouva pensando que era você. — ele explicou me arrastando para dentro de uma floresta, meus pés corriam tentando acompanha-lo.
- E o que você está esperando para salvar ela? — perguntei.
- Eu só preciso deixar você em um lugar seguro. Não iria suportar perder alguém que amo outra vez. — disse olhando para baixo, ele continuava a me arrastar para uma gruta. — Agora Trixz, é importante que você fiquei quieta, bem aqui. — ele falou me fazendo sentar em uma pedra, suas mãos em meus ombros.
Assim eu fiquei por quase 2 horas, sentada, esperando que tudo estevisse ocorrendo bem no castelo e que Henry saísse bem dessa.
- Exatamente como pensei! — exclamou uma voz atrás de mim, sussurrando com triunfo. Resolvi que não iria olhar para ver quem era, apenas permaneci quieta e estática. — Esta tudo bem, você não pode querer me olhar. — a voz disse, me assustei em saber que aquilo sabia que não queria olhar.- Mas é você mesmo que nós queremos.
- Por que razão? — deixei escapar, contra a minha vontade.
- Por que? Por que? Oras, você e Henry são os únicos que insistem em se amar. Parece que ele não aprendeu da primeira vez... Será que nunca falaram para ele que persistir no erro é burrice? — A voz disse em tom sarcástico. Naquele momento a voz de Anne veio à minha cabeça, falando sobre Henry e Cindy.
- Mas é bom assim, ele facilitou as coisas deixando você aqui, vulnerável. — disse com tom de riso.
- Faça o quiser comigo, mas não machuque Henry. Ele já sofreu muito quando Cindy se foi. — eu disse seca, sem medo do que podia acontecer comigo.
- Hum... Mai a intenção é machucar Henry, porém, indiretamente. Dói mais. — sussurrou ela em meu ouvido. — Nós sabemos que você sente a tal dor, um castigo. Ninguém mandou amar deste lado. — sussurrou em meu ouvido, senti uma unha tocar minha bochecha, descendo pelo meu pescoço. Uma unha grande, uma mulher.
- Claro que eu sou uma mulher... Ingrid, prazer. — falou ela próxima à meu ouvido, seu hálito quente tocava meu rosto. — Você deve ser Trixz. — ela disse com o nojo na voz. — Olhe, o monólogo esta bom, mas não é o meu favorito. Diga alguma coisa. — Sua unha afundou em meu pescoço.
- O que você quer? — perguntei ingenuamente.
- O que eu quero? — ela riu — Você, sua tolinha. Não é óbvio? — disse ela me pegando pelo braço, cravando as unhas em minha carne. Ela começou a me arrastar para um lugar completamente desconhecido até chegarmos em um carro, onde me fez entrar no porta-malas.
Fiquei naquele lugar por vários minutos, mas não chegava a uma hora. Alguém me vendou antes de que eu fosse tirada do carro. Fui carregada até um lugar onde a minha dor voltou. Sorri, esperançosa.
- Henry. — eu disse, contente.
- Trixz, por favor fique quieta... Daqui a pouco nós estaremos bem longe daqui. — ele disse com a voz carregada de raiva.
- Boux, leva-a para dentro. — disse ela. Fui carregada por mais algum tempo, até que me jogaram em algum lugar e tirarama venda de meus olhos. Eu estava aparentemente sozinha.
Aquele quarto escuro e imundo tinha uma única janela no alto, a qual pouquíssima luz entrava. Subi em alguns caixotes e fiquei olhando lá fora, consegui avistar Henry e Ingrid, mas por pouco tempo. De repente faixas brancas e roxas luminosas os tampavam, indo de Henry a Ingrid. Fiquei muito assustada com tudo aquilo, eu realmente não tinha idéia do que estava acontecendo e, de onde estava, não achava possível que eu pudesse ajudar de alguma forma. Eu não sabia o que fazer.
Permaneci olhando por algumas horas aquelas faixas se chocarem quando a faixa roxa voou para longe e a branca entrou em direção ao castelo. Minha dor só aumentava, era como se um buraco estivesse sendo aberto em meu peito, ficando cada vez maior a fim de atingir todo meu ser. Eu sabia que Henry estava cada vez mais perto.
A porta foi derrubada e senti os braços de Henry me envolverem.
- Me desculpe Trixz... Eu fui um tolo por deixá-la sozinha, me desculpe... — ele disse afundando a cabeça na curva do meu pescoço.
- Henry. — falei pegando seu rosto. — Está tudo bem? — perguntei.
- Claro, você...
- Então vamos para casa. — eu disse.
- Isso, vamos para casa. Tenho uma novidade importante para lhe contar,uma coisa boa no meio de tantas ruins. — ele falou sorrindo, segurando minha mão e me guiando até o carro.
O caminho até a casa foi silêncioso, eu me sentia cansada por tamanha dor que havia me atingido mais cedo. Quando chegamos, Henry estava muito ansioso e me fez sentar no sofá.
- Bem, Trixz, acho que eu tenho a solução para o nosso problema. — ele disse sorrindo.
- Qual? — perguntei.
- Você tem de beber do meu sangue, e então a dor irá embora. — ele estendeu o seu pulso.
- Hum... Você tem sangue? — perguntei confusa.
- Claro. — falou colocando o pulso na minha boca, eu mordi. Pude sentir ogosto doce do sangue, e a dor, foi aos poucos sumindo totalmente.
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