Não sei como vim parar aqui,tudo que eu só me lembro de uma ponte,um anjo e água e agora esse quarto branco com cheiro de hospital.


Minhas roupas estão molhadas e não secam,minha maquiagem esta borrada,fazem 5 horas,46 minutos e 59 segundos nesse lugar e já estou enlouquecendo,não tem janelas e não tem ninguém .


Sentei num canto e abracei o meu joelho,fiquei tentando me lembrar do meu passado,minha família e meus amigos,mais não conseguia me lembrar,fechei meus olhos com força,e senti uma forte dor no lado esquerdo do meu peito,uma luz me fez sair do meu transe,uma luz preto-azulado,com um homem com 22 anos,cabelo preto e olhos azuis como oceano em fúria,eu conhecia ele,mais não me lembrava da onde.


Me encolhi na parede e ele se aproximou.


-Não tenha medo.-ele disse me olhando nos olhos.-Por que não me diz como se chama?


-Trixz.-eu disse nervosa.


-Trixz...belo nome.-ele disse tocando o meu rosto e eu recuei.-Me desculpe...Me chamo Henry.


-Por que estou roda molhada?Por que estou aqui?Por que não consigo me lembrar de nada?-eu perguntei com lagrimas nos olhos,e a dor no meu peito aumentava.


-Calma,eu gostaria de responder mais eu não posso,você terá que descobrir sozinha.-ele disse se sentando do meu lado e eu fiquei o observando,ele parecia concentrado e não se incomodava comigo.


Ele me parecia tão familiar,mais eu não conseguia me lembrar dele,em minha mente ficava a seqüência de imagens:ponte,anjo,água,ponte,anjo,água,ponte,anjo e água .


Comecei a chorar descontroladamente e ele saiu do transe.


-Trixz!O que aconteceu?-ele me perguntou preocupado.


-Era você o anjo,era você-gritei e sai correndo em menos de 1 segundo ele me alcançou e me abraçou o dor se tornou mais forte


-Desculpe,não tive escolha.-ele me abraçou mais uma vez.


Ficamos assim por meia hora,até eu me acalmar,e ele ficava pedindo incansáveis desculpas.


-Mais por que?-eu disse nos separando um pouco


-Não tive escolha.-ele me abraçou de novo e retribui o abraço,meus olhos começaram a lagrimejar devido a forte dor em meu peito e ele me olhou curioso.


-Esta tudo bem.-eu o assegurei.


-Não esta não.-ele disse e eu o olhei curiosa.-eu tirei a vida de uma inocente,que agora sente uma forte dor em seu peito toda vez que chega perto de mim.-ele disse e foi para o outro canto do quarto e ficou me olhando.


-Eu...estoumorta.-eu sussurrei,ficando cada vez mais tonta e cai.