Hold On

2 Said hold on, can't stop


Notas iniciais
Bom, eu decidi postar logo o outro capitulo porque senão vou ficar com medo/frustrada e acabar não postando. Considerei quebrar o capitulo em dois, mas depois achei melhor não. Eu espero que vocês gostem e que eu não pareça muito irritante nas notas. Eu ainda to nervosa hahah Link da musica! https://www.youtube.com/watch?v=z8Kr_aFB6Ww

Manigold abriu a boca, mas não conseguiu balbuciar nenhum som então desviou o olhar para o quadro. Certamente tinha muito a perguntar, porém as palavras se amontoavam: Sua mente ficava confusa na medida em que Dalilah se aproximava e aquela pintura o deixava um tanto assombrado.

—Não é exatamente o que você pensa. – Ela finalmente rompe o silêncio ensurdecedor, voltando-se para a tela, cruzando os braços como se abraçasse a si mesma, os olhos sem querer encarar os dele agora olhavam os dedos entrelaçados em um colar qualquer do seu pescoço em um sinal de nervosismo. A ruiva sentiu o clima na sala pesar e o peito apertar, queria muito contar a ele seus motivos, mas o medo que tinha das consequências dos seus atos era maior do que qualquer impulso de sinceridade que pudesse ter.

—Tsc. Eu nem tava pensando em nada. – O cavaleiro respondeu sorrindo sarcástico, o mesmo sorriso travesso de quando eram mais jovens misturado com o gosto amargo da situação fazia a resposta soar um pouco mais ácida do que ele pretendia, embora menos agressiva do que ela esperava. Ele tinha vontade de implodir em mil e um extravagantes rompantes de raiva, porém sabia que aquela confusão em seu coração só precisava da calma dela. Ele ainda não entendia tudo o que estava acontecendo, e em seu âmago tinha certeza de que não sairia dali plenamente conhecedor da situação, mas talvez –e para não admitir que era esse seu desejo- apenas talvez, só quisesse estar com ela novamente. Nem que fosse para perdê-la mais uma vez.

—Tsc. Eu acredito em suas palavras. Mas não vejo nenhuma sinceridade nelas. – Ela disse virando-se mais uma vez para ele, os olhos se revelando profundamente tristes simplesmente partiram o coração do guardião da quarta casa zodiacal. Dalilah sorriu como se pedisse desculpas mais uma vez e Manigold não conseguiu mais conter a angústia enterrada em seu peito, pois mesmo que não quisesse se importar ele não conseguia negar seus mais verdadeiros sentimentos.

—Como você pôde? – Se movendo com rapidez ele se posicionou frente à frente, nesse momento sua voz não era mais que um fio, o nó na garganta atrapalhava muito, mas não queria demonstrar que a raiva que sentia só era menor do que a tristeza e o alívio de poder ver aquela pessoa mais uma vez, aquela mulher que o havia conquistado quando eram apenas crianças correndo pelo Santuário entre um treino e outro, uma obrigação e outra. — Tem um túmulo pra você no Santuário, sabia? – Ele pronunciava aquelas palavras entre os dentes, o cenho franzido materializava toda a sua irritação e seus braços expressivos bem característicos assim como seu dedo em riste para o nada davam a certeza de que toda cólera soterrada durante esses anos emergia rapidamente. Ele não levantou o tom de voz uma vez, mas não era preciso diante da sua linguagem corporal. – Todo mundo achou que você tivesse morrido! – As rugas embaixo dos olhos ainda mais pressionadas transformavam completamente o olhar indignado do cavaleiro- Eu achei que você tava morta!

— Eu.... Eu não tive escolha.- Ela não desviou um segundo sequer o olhar dele, compreendia perfeitamente toda a angustia e toda a indignação, não, mais do que compreender, ela também sentia o mesmo, e não houve um momento sequer durante todos esses anos em que não se desesperasse nas lembranças de um passado tão feliz. Primeiro abriu a boca, mas nenhum som se formou, nenhuma menção de resposta e então sentiu os lábios se curvarem em uma expressão séria de desagrado. O que ela tinha a dizer não era nem um pouco satisfatório, mas o que mais poderia dizer? Não tinha saída, ela nunca nem teve nenhum tipo de alternativa, desde que nasceu- E sei que eu não mereço seu perdão.

—Então me explica, por quê? – Ainda procurando por uma explicação para o que ocorreu tudo nele gritava um nervosismo desesperador, desde as sobrancelhas arqueadas até o tom de voz embargado. Desespero era uma palavra que Manigold havia aprendido a usar com cuidado, e poderia até mesmo ser um exagero da consciência obtusa de um homem superlativo em quase tudo como ele, entretanto, não sentia nada além de um desespero enorme naquela confusão toda.

—Eu não posso te dar uma explicação, Manigold. – Mas ela era implacável, sempre foi. Recuava, resistindo a cada salto que seu coração dava, todo apelo de sua consciência para que dissesse a verdade era rapidamente suprimido pelo medo. Temia pela segurança dele, é óbvio, mas temia mais ainda –sendo esse um ponto pouco questionável- que ele a desprezasse ainda mais. A toda aproximação que a figura daquele homem lhe investia ela recuava, recusava veemente aquele sentimento em seu coração. Ela ainda tinha uma lembrança amarga da vez em que se deixou amolecer: Acabou se apegando e sentiu seu coração dilacerar ao ter que ir embora daquele lar que lhe foi presenteado; pois a decisão mais difícil que ela teve que tomar foi deixar o Santuário com todos os laços que construiu.- Pelo menos não agora.

— Me fala o que aconteceu! – Manigold não admitia aquilo, simplesmente não admitia que ela não pudesse esclarecer de uma vez por todas suas motivações, porque qualquer que fosse a razão, qualquer que fossem seus motivos, ele enfrentaria qualquer obstáculo por ela. Só ela conseguiria esse tipo de disposição dele, e mesmo assim o recusava sem motivo aparente. Ele não podia suportar ser tratado daquela forma, feria seu orgulho, sua honra e seus sentimentos. Ele era um Santo de Atena da mais alta patente, não havia “impossível”, pois ele em pessoa era um executor de milagres e ela sabia disso.- Achei por um momento que você confiasse em mim, eu pensava que era seu amigo. –A desesperança tomava conta dele a cada evasiva dela, mesmo que suas palavras tenham alcançado com força particular o coração de Dalilah. Grande foi a surpresa dele ao sentir o toque macio das mãos pequenas em seu rosto, o polegar dela massageando suas maçãs do rosto, a proximidade dos corpos atritando as roupas. Ela o fitava de baixo para cima, devido a diferença de altura, fazendo as duas pequenas lagrimas que brotaram em seus olhos rolarem e sumirem em seus cabelos.

—E você é! Muito mais do que um amigo até. – Ela balbuciou como se lhe contasse o mais precioso dos segredos. A moça não conseguia deixar de pensar no quanto ele havia crescido, no quanto era um homem maravilhoso, e no quanto merecia saber a verdade. Provavelmente essa última parte sendo a que mais lhe doía.- É um problema isso. – E sorriu amargamente, os olhos sem desfitar os dele, transmitindo toda a sinceridade que um olhar consegue transmitir.- Não existe um jeito de sair dessa situação sem que você me odeie.

—Eu nunca te odiaria. – Aquele toque parecia enfeitiça-lo, sua razão parecia insistir em respostas, mas francamente, tudo aquilo não passava de um pedido: Ele queria que ela ficasse. Que não fosse mais embora. Segurou as mãos dela em seu rosto, suas mãos maiores e mais frias guiaram as dela até seus lábios. Ele era o cavaleiro de ouro de Câncer, não era? Então a ameaça não importava; passaria por cima de tudo para que ela não precisasse mais ir embora. – Eu odeio muita coisa, Dalilah. – Ele disse passando as mãos pelos rastros de lágrimas no rosto dela agraciando os fios acobreados que colavam na pele negra e molhada refletindo a luz do lugar, o peito dela subia e descia muito lentamente, acolhido naquele abraço.- Mas eu não te odiaria nunca.

—Só.... Só acredite, por favor, meu coração esteve sempre contigo. – Ela finalmente disse, aquilo poderia não ser muito, mas eram seus votos mais sinceros; não houve um só dia em que não lamentasse a perda dele. E de repente sentiu os lábios dele roçarem contra os seus, a respiração se misturar com a sua, e ela até gostava daquele hálito alcoólico que lhe embriagava brevemente. Abaixou o olhar para os lábios entreabertos dele, congelados, como se tivesse parado no tempo, ponderando a decisão ou talvez pedindo permissão e ao subir os olhos novamente encontrou os dele, requerendo uma confirmação. Ela pousou as mãos em seu peitoral, sentindo as batidas do coração dele aceleradas quase parando e então percebeu que sua face ardia por inteiro assim como seu peito. Olhou para o cavaleiro traduzindo seu desejo- Sempre.

Manigold não segurou os próprios impulsos, aliás, era um homem que gostava muito mais de reservar-se à imprudência do que à razão. Ali não abriria uma exceção. O ósculo que se seguiu foi demorado e ele adorava se demorar nessas coisas, inclusive fazia questão. A boca macia lhe dava passagem se entregando enquanto seus lábios se sobrepunham aos dela calidamente e suas línguas dançavam deliciosas se enroscando em carícias que rendiam arrepios para ambos. Ela se segurava nos fios de cabelo próximos a sua nuca e ele a segurava bem perto pela cintura com uma das mãos enquanto a outra segurava seu seio. Ah, como ele era irritantemente rápido! Veja só, em poucos segundos de beijo já se aproveitava com facilidade da situação. E seus olhos soabertos admiravam a beleza dela de perto, completamente extasiados com tamanho espetáculo, parecia um sonho estar beijando aquela mulher. Aquela que lhe tirava o sono, que lhe fazia abandonar a razão que deu tanto trabalho para incutir em sua índole.

Dalilah o empurrou procurando ar, os lábios estavam muito úmidos e o coração muito acelerado, achou que fosse desabar assim que se separassem, mas ele a puxou de volta com força. Outro beijo ardido na sua boca. O Santo de Câncer nunca havia beijado lábios tão carnudos e tão macios, por isso explorava aquela boca afoito e ao mesmo tempo delicado. Suas mãos apalpavam tudo que podia por cima das vestes, o que para ele nunca era suficiente: A cintura era apertada com firmeza pelo braço direito enquanto a mão esquerda repousava sobre suas nádegas; ele então a levantou em seu colo em um pico de excitação e a pousou sentada sobre a mesa do escritório.

As bocas separadas a pouco centímetros de distância pareciam agonizar. Sua mão se desfez com agilidade do espartilho, fazendo com que as alças ombro a ombro pousassem frouxas sobre o colo dela, revelando a nudez cálida dos seios fartos de aureolas alguns tons mais escuros do que o tom que a pele moura dela tinha. Os mamilos apontando para cima, encolhidos pela excitação e pelo vento que entrava da janela, adornando lindamente os seios eram um detalhe a parte. Ele os segurou com delicadeza, eram mais macios ainda do que pareciam, aquela sensação era incomparável com qualquer outra no mundo.

O peito parecia sufoca-lo, sem folego.

Apertou suavemente a carne dos peitos cheios, provocando os mamilos aos poucos enquanto beijava o pescoço adornado de colares quebrando um por um ao puxa-los com os dentes, deixando marcas vermelhas na pele melânica. Ela não parecia se importar com sua falta de civilidade e se detinha a livra-lo das roupas o mais rápido que podia, quando se deu conta já estava percorrendo afavelmente as costas dele com as unhas longas, passando-as também pelo peitoral e pelo abdômen.

Manigold arfava com suas caricias, sentia o mínimo juízo que tinha lhe escapando entre os dedos das mãos, ocupados demais brincando com os mamilos intumescidos da amada; sua boca mordendo, beijando e chupando o pescoço já marcado pela sua violência formava um sorriso nos lábios toda vez que um gemido mais alto escapava da boca dela; seu corpo encaixado entre as pernas dela estremecia por completo quando as peles quentes se tocavam e ele não sabia dizer qual foi a última vez que ficou tão ávido por uma mulher.

O quarto inteiro cheirava a sexo.

Ela se deitou lentamente sobre a mesa que ele fez o favor de limpar com o braço esquerdo enquanto a beijava novamente, jogando os objetos no chão sem se importar com a bagunça. O cavaleiro a retirou do vestido jogando-o para longe e olhando com luxuria as coxas desnudas e o púbis proeminente, grunhindo de satisfação ao apertar os olhos enquanto involuntariamente lambia os próprios lábios. Malicioso.

Tão malicioso...

Ele guiou os dedos até sua vulva sentindo-a levemente lubrificada em sua entrada, usando seus líquidos para massagear com delicadeza o clitóris intumescido, estimulando com cuidado aquele lugar sensível. A viu arquear as costas em resposta, mordendo com força o lábio inferior. Em todos os anos que trabalhou naquele lugar, foram muito raras as vezes em que um homem se preocupou em lhe dar prazer, sendo mais raras ainda as vezes em que ela se entregou àquilo do modo como se entregava naquele momento. Sentia seu pescoço ser beijado e sugado, imaginando que ele parecia conhecer todos os seus pontos fracos e a intensidade exata com que suas mãos e sua boca deveriam prosseguir em seus atos nada castos. Talvez fosse apenas a excitação do momento, ou talvez ele fosse bom mesmo, ela não sabia dizer, sua mente estava nublada e o corpo estremecia a cada toque.

Manigold estava dopado pelo seu cheiro, afundando o nariz na curva do pescoço dela; sentia a ereção apertar-se ainda mais dentro das calças na medida em que os dedos ficavam cada vez mais molhados. A penetrou com o indicador e sentiu seus dedos serem rapidamente comprimidos pela cavidade úmida, um grunhido abafado lhe escapou entre os dentes ao imaginar seu próprio membro no lugar do dedo. Percebendo que a resposta dela fora positiva inseriu mais um digito, vendo o corpo menor estremecer embaixo do seu.

O corpo dela ardia febril, o membro dele latejava.

A derme cor de caramelo refletia um brilho acobreado e muito único que era impossível de ser ignorado e contrastava perfeitamente com a pele branca do dourado, a cútis era cheia de pintinhas amarronzadas e pretas, mas não deixava de ter um toque suave e acetinado; a pele na barriga por exemplo era macia a ponto de conseguir afundar os dedos na carne quando pressionada pela mão masculina na região próxima da cintura. Ela o puxou pela nuca para mais um beijo enquanto a mão livre trabalhava por todo o abdômen definido; a saudade do cheiro e do toque dele combinada à tensão sexual que seguia os dois provavelmente a faria enlouquecer antes de acabadas as carícias. As línguas se entendiam com facilidade e sem demora começavam a sobressair-se entre as bocas estalando, os lábios carnudos dela sendo frequentemente mordiscados e sugados por ele, que sem demora repetia o mesmo processo com os seus mamilos sensíveis, os gemidos escapando afoitos.

Desde a boca até o caminho entre os seios Manigold não desgrudou os lábios da pele dela, devotado à tarefa de beijar o seu colo por inteiro, depois a língua fazia o trabalho habilidoso em movimentos circulares nos mamilos delicados. Ele a admirava com carinho e saciar-se daquela forma, tocando e explorando aquele corpo voluptuoso era mais do que gratificante. Ele não sabia explicar com exatidão (e tinha certeza que sua opinião não era singular), mas algo nela exalava sensualidade sem esforço, quase etérea e mesmo quando não era sua intenção, era como se seus olhos hipnotizassem, puxassem com força todos a sua volta, destruindo suas defesas com violência, quase como se fossem a ressaca do mar revolto. O Santo se ajoelhava diante da mesa, separando sem que ela percebesse as pernas roliças e sem se demorar em seu caminho de beijos distribuídos por todo o abdômen plano, logo aqueles beijos tão molhados se estendiam ao clitóris teso.

Dalilah suspirou, gemeu manhosa. O corpo simplesmente já não respondia o cérebro que pedia pelo controle da situação, em vão. Percebeu seu liquido escorrer abundante da sua entrada até sumir entre suas nádegas ao sentir seus lábios sugarem aquele local sensível, a onda de prazer que a atingiu naquele momento foi suficiente para fazer suas mãos procurarem os cabelos bagunçados dele, segurando-os com firmeza em meio ao desespero que aquele calor avassalador lhe causava. Ele deu um meio sorriso triunfante, voltando a trabalhar com a língua para cima e para baixo, em um ritmo enlouquecedor acompanhando os quadris dela que se mexiam sinuosamente.

Agora que conseguia sentir de perto, o almíscar doce e quente dela o inebriava ainda mais, o cheiro ambarado e encorpado o tirava do sério e ele não resistiu à tentação de tocar o próprio membro pulsante em movimentos rápidos e precisos, caso contrário, sentia como se fosse perder o controle a qualquer momento. Logo a tensão se tornou ainda mais palpável, nos olhos dela desenhavam-se pequenas lagrimas de deleite, os gemidos ficavam ainda mais intensos, enquanto Manigold grunhia de prazer, satisfeito com sua visão.

Mas então ele parou abruptamente. Levantou-se posicionando o quadril contra o dela, seu pênis posicionado na cavidade que implorava pelo seu volume. Passou a língua pelos lábios, limpando o queixo com o polegar, estreitando os olhos azuis para ela. Beijando-a afoito ele a sentiu ajeitar o quadril embaixo do seu, ficando mais confortável. O cavaleiro sentia como se seu coração batesse tão forte e tão rápido que ela poderia ouvi-lo. Como havia chegado a esse ponto mesmo? Por que aquilo parecia tão errado e tão certo ao mesmo tempo? Por que o olhar dela, nublado de prazer parecia chama-lo com tanta convicção? Os olhos verdes dela sorriram para ele e da sua boca um quase suspiro muito doce clamou o nome que ele escondeu por tanto tempo:

—Santo... – seus orbes se sobressaltaram pela surpresa por um instante, levemente iluminados; logo os olhos brilhantes se estreitaram mais uma vez num olhar felino. Ela sabia seu nome. Como? Perguntaria depois. Ele sempre achou que o certo a se fazer era superestimado. Ela estava chamando seu nome não estava? Ela o queria. Segurou as duas pernas com as mãos grandes, colocando-as em seus ombros e a penetrou lentamente, sem desviar o olhar por um segundo do dela.

Foda-se. Ele também a queria, com todas as suas forças.

Os saltos dela pendurados no ar.

Sentiu o corpo pegar fogo ao experimentar as paredes apertadas e extremamente úmidas da moura abaixo de si, franzindo levemente a sobrancelha como se a perguntasse “Sério? Ainda é apertada assim? ”, ela sorriu maliciosa da expressão. Dalilah sentia seus interiores aconchegaram o membro latejante dele lentamente e céus, se aquela tortura demorasse mais um pouco ela jurava que poderia morrer. Seu tamanho era mediano e confortável, mas por todos os deuses, como ele era grosso! Apesar da grossura não sentia dor, apenas um momentâneo desconforto que deu lugar ao prazer em questão de instantes. Sentiu seu baixo ventre ser pressionado com força ao perceber que ele já estava por inteiro dentro de si, cravando as unhas longas na nuca dele, ambos respirando com dificuldade.

O rubor tomava conta da sua face por completo quando gemeu o nome dele pela segunda vez ao início dos movimentos lentos:

—Estou...bem aqui. –Ele respondeu rindo travesso juntando as testas suadas enquanto dava o máximo de si para não perder o controle do próprio corpo, o discernimento enganado pelo prazer, a mente conseguindo focar apenas na mulher em sua frente. As respirações pesadas se chocavam, misturando-se. A boca dela procurou pela sua com avidez e ele se perguntou se estava louco. Aquela sensação não podia ser real. O ósculo molhado o fazia perder a sanidade, como se uma corrente elétrica percorresse seu corpo e sem nem ao menos perceber o seu ritmo foi acelerando gradativamente.

—S-Santo, eu... -Manigold nunca foi mole para essas coisas, mas naquele momento seu corpo estava simplesmente descarregando todas as suas frustrações no ato e a tentativa dela de lhe comunicar algo em meio aos gemidos só fazia daquele cenário erótico ainda mais excitante. Lembrava-se da saudade que sentiu dela e suas estocadas logo tinham mais força. Lembrava-se do toque macio dela e de como ele não havia mudado e aplicava mais intensidade em seus movimentos. Logo tudo que se ouvia eram os gemidos sofridos que saíam das bocas entreabertas de ambos e o barulho das peles úmidas se chocando. Os olhos semicerrados dela faiscavam num misto de carinho e lascívia quando ele apertava as coxas grossas, ao ponto de deixa-las marcadas com seus dedos por tamanha força aplicada, quando ela finalmente disse- Santo, eu te amo.

Um grunhido, seguido de um beijo.

E foi em meio ao beijo que ele lhe deu que ruiva sentiu o prazer crescer dentro de seu ventre, tendo o corpo tomado pelo formigamento familiar com violência; segurou com força a borda da mesa acima de sua cabeça expondo ainda mais os seios largos e com um gemido sôfrego se entregou por completo, convulsionando embaixo do homem que a empalava sem piedade. Ele a observou chegar ao ápice quase em transe, os quadris se mexendo sozinhos enquanto sua mente registrava aquela imagem na memória; se aquilo fosse um sonho, talvez ele preferisse morrer dormindo a acordar. O cheiro dela ficando ainda mais intenso despertava seus instintos mais irracionais, ele segurou os seus quadris com firmeza, queria mais. Ainda não a tinha possuído o bastante, e logo aprenderia que, em si tratando dela, para ele nunca seria o bastante.

Retirando-se de dentro da cavidade macia viu seu corpo reagir rapidamente à sua falta. Ele a tirou de cima da mesa posicionando-a de costas para si, segurando-a com firmeza para que as pernas vacilantes não a traíssem enquanto a penetrava sem aviso; ela logo entendeu o recado deitando seu corpo sobre a mesa, os cachos longos se espalhando pelas costas sinuosas, a pele completamente arrepiada e os lábios entreabertos, soltando um gemido quase mudo. Suas unhas arranhavam com força o móvel em busca de alivio para aquele prazer enlouquecedor.

Ele ficou feliz ao ver que os quadris femininos acompanhavam o ritmo, a bunda dela balançava a cada encontro entre ambos, levando-o ao delírio. Aquelas sensações eram esmagadoras, deixavam seus sentidos confusos, nenhum dos dois sabiam mais o que era real e o que não era. O Santo de Câncer se curvou levemente na direção da mulher -sua mulher- também a erguendo levemente segurando-a pela mandíbula, ela podia sentir a respiração acelerada e a língua dele em sua orelha:

—Repete...- Ele quase ordenou não parando por um só instante, a voz rouca em meio aos suspiros que escapavam do fundo da garganta- Repete... O que você disse.- Se ele pudesse ver o olhar surpreso que se formou no rosto vermelho talvez tivesse rido. Ela era uma prostituta e mesmo assim sentia-se tímida ao dizer aquilo para o homem que amava, quão irônico aquilo poderia ser? Não perguntava por duvidar do sentimento ou das palavras, que sentia em seu coração serem verdadeiras; mas porque genuinamente queria ouvi-la dizer mais uma vez e nem ele mesmo sabia o porquê.

—Eu te amo.- Ouviu a voz deliciosamente arrastada gemer, alto o suficiente até para fazê-lo se sentir orgulhoso daquilo. Ele apertou levemente a mão direita, afundando os dedos naquelas ancas largas e macias enquanto a mão esquerda puxava levemente os fios de cabelo na parte de baixo da nuca dela, mordeu o lábio inferior com a visão tão erótica que o deixava arrepiado.- Eu sempre... Sempre amei, Santo!

A mão dele se tornou mais firme. Ao ouvir aquelas palavras serem ditas daquele jeito Manigold sentiu como se todas as suas defesas tivessem sido derrubadas e o resquício do pouco controle que ainda mantinha havia se dissipado por completo. Ela não ajudava falando daquele jeito, não é mesmo? Com aquele miado arrastado simulando uma voz e o corpo inebriante se movendo embaixo dele. Os movimentos dele se tornaram quase instintivos, estimulando onde ela mais sentia prazer, até onde ele conseguia alcançar sem machuca-la; rápidos demais para que ela conseguisse fazer outra coisa senão gemer e revirar as esmeraldas devido ao prazer, num balanço quase primitivo. Ele franziu o cenho, mordendo o lábio inferior com força, sabia que estava chegando lá.

Um arfar profundo e um ranger de dentes comprimiram o longo gemido que teimava em lhe escapar e não demorou muito para que sentisse o aperto aumentar. Seu membro latejou enquanto se despejava dentro dela, o interior úmido e quente se contraindo em um orgasmo novamente, dessa vez junto com ele. Como se morresse um pouco no ápice, seus sentidos dúbios teimavam em lhe driblar: Ele só conseguia sentir o cheiro âmbar levemente amanteigado dela misturado com seu almíscar amadeirado, o que dificultava normalizar a respiração. Dalilah o olhava por cima dos ombros umectados, o olhar quase satisfeito. Ele se inclinou ainda mais e a puxou encaixando a mão no seu maxilar, beijando sua boca com calma, sem perder a destreza da língua; ao mesmo tempo em que se retirava de dentro dela. Ambos gemeram entre o osculo perverso e quando se separaram ele respondeu:

—Eu também te amo, Dalilah.

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E era assim. Desde aquele dia. Sempre que Manigold podia escapar do Santuário ou sempre que terminava uma missão, mesmo que aquele fosse o caminho mais longo, ele tinha que ir até Veneza, às vezes com um buquê de camélias embaixo do braço, um colar ou um anel. Mas na maioria das vezes ele vinha quase morto e ela tinha que cuidar das suas feridas, suspirando com pesar, odiando vê-lo estraçalhado. E quando ele já estava melhor era só uma questão de tempo até ela sentar na cama espaçosa como fazia agora, enrolada em seu roupão de seda cor de rosa enfeitado com plumas, assistindo-o colocar o casaco surrado e a caixa de pandora nas costas; os braços em volta das pernas apoiando a cabeça de fios quase vermelhos. Seu olhar triste perfurando os olhos violeta sempre pedia a mesma coisa:

—Me promete que vai voltar.- Dalilah suplicava num fio de voz triste, se aproximando como se guardasse um segredo amargo com ele enquanto ajeitava a gola do casaco, tirando fios de tecido dos ombros dele; os lábios formando um biquinho gracioso. Ele riu. Ele sempre ria. Passou a mão pela pele macia do seu rosto, puxou para si uma mecha de cabelo e fechando brevemente os olhos absorveu dali o perfume âmbar dela. O cerco estava se fechando, provavelmente ele não teria muito tempo para ter mais momentos como aquele. A mulher o assistia triste. Segurou o queixo dela entre o indicador e o polegar, levantando seu rosto. Manigold a beijou sem pressa, demorando tanto quanto podia nos lábios carnudos, explorou a boca dela com a língua com calma. Um fio fino de saliva ligou os lábios no fim da caricia. Sentiu o corpo ser abraçado com força pela menor, retribuindo. Ele também não queria ir dessa vez, mas sorriu confiante.

—Eu prometo que volto.

Ela o viu descer a rua com tranquilidade da pequena sacada do quarto, sem olhar para trás uma só vez.

Ele não conseguiu voltar.

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fim

Notas finais
Há erros, eu sei, desculpem por isso também. Eu escrevi isso pensando no Manigold porque ele é um tipo de personagem que eu gosto muito e que me da oportunidade de trabalhar de varias formas. Eu coloquei o nome do Manigold como Santo por causa do filme da netflix, inclusive fica aqui a recomendação heheh :p A Dalilah é uma OC que já mudou muito de nome na minha cabeça e eu ainda não tenho certeza se vou manter esse hahah, mas ela sempre teve essa personalidade aí, nada de especial né? Enfim, that's all folks.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!