Hold My Hand

1 The Crow Family


Notas iniciais
Lamento por você, pobre alma, que entrou nessa fic com intenção de ler Daisuga. Não tem mais volta. Não tem como abandoná-los - eu sei, eu tentei. Agora só nos resta ser fortes e escrever one-shots em plena aula de Física.

Crow = Karasu (de Karasuno) = Corvo

Vir à praia é muito legal. O pessoal se diverte; Noya e Tanaka fizeram castelos de areia enormes, Kageyama e Hinata quase morreram afogados fazendo competição de quem ficava mais tempo embaixo d'água, Asahi-san foi picado por um siri e eu e Daichi conseguimos fugir da confusão por um instantinho.

E ele ainda não me respondeu. Estou absurdamente nervoso.

"Bom, ahn... Eu... E-Eu não sei, Suga"

"Não sabe o quê? É só dizer sim ou não."

O sol está se pondo. Eu e Daichi estamos sentados na muretinha que separa a rua da praia; o resto do pessoal está pequenininho ao longe. Está quente, e Daichi parece sem jeito. Não o culpo, também estou.

"Não sei o que te responder, Suga".

"Ok".

Não sei o que dizer. Droga... Não é como se eu não esperasse por isso. Automaticamente assumi esse risco no momento que decidi falar. Acho que deveria ter pensado direito antes de fazer qualquer coisa.

Abaixo a cabeça e encaro meus pés sujos de areia. Um sorriso de autopiedade brota no meu rosto, e minhas bochechas ficam quentes.

Droga, quero ir embora.

Isso é muito embaraçoso.

"A-Ah, eu descobri uma coisa engraçada", Daichi diz. "Sabia que o pessoal me chama pelas costas de Papa Crow e você de Momma Crow?" ele ri um pouquinho "Que idiotas".

"Nós meio que tomamos conta do time, então eles são os baby crows". Estou com vergonha. Deixo meu cabelo cair no meu rosto.

"É. É verdade. Vamos zoá-los por isso".

Apesar de tudo, o clima está estranho. E não me deixa melhor saber que a culpa é minha. Quero e não quero ir embora.

Sinto uma coisa na minha mão. É a mão de Daichi. Ele aperta meus dedos contra a sua palma. Os pelos dos meus braços se arrepiam inteiros.

Daichi olha para frente com a cara séria e a boca meio contorcida, tentando manter a expressão. O vento sopra nossas roupas. Daichi está pegando na minha mão.

"A-Ah!", ele exclama e olha o pulso desajeitadamente, "Olha a hora. Melhor ajeitarmos os baby crows para irmos embora, né?". o rosto dele fica incrivelmente vermelho, e eu rio disso.

"Levar todo mundo de volta para o ninho?"

"C-Claro".

Nós levantamos da mureta e Daichi continua segurando minha mão. Por sinal, ele não a solta. Em nenhum momento.

Daichi pode não ter respondido ao que eu disse, mas tudo bem, eu sei que no fundo — e com esse gesto — ele quis dizer alguma coisa. Ele aperta minha mão mais forte. Nossas palmas estão suadas. Isso... Isso é muito legal.

Já conseguimos ver o pessoal guardando os guarda-sóis e as cadeiras. Deixo meus dedos folgados nos dele para que solte se quiser. Mas, ao invés disso, Daichi os aperta mais forte e, ainda com a cara séria e tentando parecer durão, diz:

"Não solta da minha mão".

Notas finais
The ship raises itself, não comento mais nada.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!