Notas iniciais
Eu não sabia onde cortar o capítulo, então por isso este é comprido. Desculpa! Vou postar mais amanhã!

Coloco um moletom cinza, uma pantufa, e desço.

Saio do elevador, vou até a portaria. Não consigo ver exatamente quem é, pois sou míope. Sou muito cega, sério. Quando chego perto, vejo quem é. Mas que diabos ele está fazendo aqui?

“Oi” falo

“Oi” ele responde

“Vamos lá fora conversar. Já volto, Jorge.”

“Sim, senhorita” Jorge responde.

O empurro pra fora do prédio. Estamos lá fora quando falo:

“O que aconteceu?”

“Eu não quero que este seja o ultimo dia em que falarei contigo” Harry diz.

Abaixo a cabeça. Eu nem tinha pensado nisso. Eu não dei telefone, Skype, nem nada.

“Ninguém disse que seria a última vez” o respondo ainda cabisbaixa.

“Por favor, me dê o seu telefone. Eu quero poder conversar e te ver mais uma vez.”

“Tu veio aqui só pra isso?”

“Eu nem saí. Eu só dei umas voltas pela cidade.”

Sorrio. Há esta hora minha cabeça já não estava baixa.

“Você é surreal.”

“Você ainda não viu nada” ele diz.

“Você quer mesmo o telefone? Depois não tem volta, viu. Vou te encher o saco várias vezes”

“Eu adoraria ter você enchendo meu saco”

Dou o telefone a ele.

“Me mande uma mensagem pra eu pegar o seu número, estou sem caneta nem papel.”

“Ok.” Ele começa a digitar a mensagem, eu tento espiar para ver o que ele vai escrever, mas ele tira a tela do meu campo de visão.

Com campo de visão quis dizer que ele pôs o celular bem no nariz dele, assim, como sou baixa, não consigo nem ver, muito menos agarrar o telefone.

“Isso não vale!” digo.

“Você vai ver quando subir.”

“Mas eu não quero subir!”

“Ei, amanhã, eu não vou fazer nada, de tarde, queres fazer alguma coisa?”

“Eu acho que as meninas vão sair. Vamos sim, quer vir aqui? Aí a gente aluga um filme, não sei”

“Pode ser. Aí depois saímos pra comer na Pizza Hut com o pessoal”

“Ok então. Mas de tarde só nós, não é?”

“Sim, só nós” ele chega perto..

“Harry este não é o primeiro encontro.”

“É sim!”

“Porque seria?”

“Um beijinho só!”

“Mas eu te conhec..”

Ele pressiona seus lábios nos meus. Era pra ser um ‘selinho’, mas acho que nenhum dos dois agüentaria só um ‘selinho’. Foi o beijo mais perfeito que eu já tive em toda minha vida. O mais apaixonado. O mais lindo. O mais sincero.

Harry se afasta um pouco, mas deixando sua testa colada na minha.

“Amanhã então?”

“Amanhã.”

Ele me beija mais uma vez.

“Esse foi o melhor dia..” começo dizendo.

“Sim” ele diz, como se já soubesse do final da frase.

“Mando-te uma mensagem com o horário certinho pra você vir então.”

“Estais me mandando embora?” ele brinca.

“Não né, bobo. Mas só pra dizer.”

“Ok então.”

Ele me beija de novo. E de novo. E de novo.

“As meninas vão se preocupar..”

“Ok. Vejo você amanhã?”

“Com certeza.”

Ele me dá mais um beijo de arrasar todas as minhas expectativas de dormir hoje à noite e me abraça. Depois, me lembra de ver a mensagem, e vai embora. Entra na Range Rover e sai.

Fico lá olhando o lugar de onde a Range Rover saiu por um bom tempo. Até que Jorge sai da portaria e vem ali fora falar comigo.

“Bom trabalho, senhorita” ele diz, me dando um susto.

Rio.

“Obrigada, senhor” falo zombando do jeito dele falar.

“Aquele cara, por acaso, é alguém que eu conheço?”

“Ah, Jorge, você conhece ele sim. Com certeza sabes quem ele é” digo, saindo do lado de fora e indo em direção ao elevador.

“Espera! Eu sei...”

Toco no botão do elevador.

“Quem ele é...”

A porta abre, eu entro e aperto o botão do meu andar.

“Ele é o...”

A porta do elevador fecha enquanto eu sorrio abertamente.

O difícil agora será esconder todo esse sorriso da Carol e da Rafa.

“Nós vimos tudo!” Carol e Rafa dizem ao mesmo tempo quando eu entro no apartamento.

“Como?” respondo.

“Existem câmeras do lado de fora do prédio, sabia?” Rafa diz.

“E dá para todos os moradores do prédio ver o que se passa em tempo real quando quiserem pela televisão, sabia?” Carol diz.

“Que droga!” respondo.

“Droga nada! Invenção maravilhosa, isso sim!” diz Rafa.

“Ta, meninas, vou pro meu quarto, tentar dormir.”

“Duvido que você consiga.” Carol diz.

“O que vocês vão fazer amanhã?” pergunto às duas.

“Relaxa, nós vamos achar o que fazer na rua e voltaremos de noite para nos arrumar e sair com a galera.” Rafa diz.

“Bom mesmo” digo, ficando vermelha. Porque os microfones tinham que ser tão bons?

Chego ao quarto e corro pro telefone, que está carregando no criado mudo. Uma nova mensagem.

“Você foi um sonho que se tornou realidade. Harry. Xx.”

Deito-me de barriga pra baixo, colocando o rosto no travesseiro, e berro, mas berro demais. É muita felicidade. Depois que a crise de felicidade repentina passou, adicionei ele nos contatos e mandei uma mensagem para ele dizendo: “Não posso acreditar que isso aconteceu. Obrigada por tudo. Amanhã ás 2h aqui, pode ser? Nadiny. Xx.” Eu não sabia o que responder, ok? O que se responde quando se recebe isso? Eu não sei! E eu não ia dizer que amava ele, porque ia ser demais. Ele respondeu alguns minutos depois, dizendo: “Perfeito. Mais um dia ao seu lado. Tudo o que eu poderia querer. Xx.” Não preciso dizer que passei a noite lendo e relendo aquelas mensagens dele, não é?

Notas finais
Ta bom gente? Eu não sei se está bom.....
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