Notas iniciais
Ok, essa história foi muito ruim para separar em capítulos, por isso está meio ruim.

Na cozinha Niall me olhou e disse mentalmente ‘e ai?’, eu olhei-o e fiz que sim com a cabeça. Quase, quase, que ele cai da cadeira. Nunca vi outro alguém tão feliz. Quando a pizza terminou, eu e Niall nos oferecemos para secar a louça, enquanto eu estava secando o prato de Louis, sei disso porque só tem chocolate no prato, e ele me perguntou:

“Foi sim mesmo?”

“Foi, Niall”

“Ai meu deus!” ele começa a dançar “Ela disse sim! Ela disse sim!”

“Niall, a louç..” ele deixa cair o prato que estava secando no chão.

“Niall! De novo você quebrou alguma coisa?” Harry grita da sala.

“Desculpa! A gente já está limpando”

“É, Harry, sem estresse!” eu grito pra ele.

Enquanto limpamos, eu pergunto para um Niall bem feliz:

“Niall, você poderia perguntar para o Harry o que ele pensa de mim? Por favor?”

Niall me olha, com aquela cara de pensamento dele, e diz:

“Um favor? Pra ti? Claro que sim! Quer que eu veja se você tem alguma chance?”

“Sim! Mas, Niall, sutileza. Pergunte como quem não quer nada, por favor. Não quero que ele ache que eu sou oferecida ou qualquer coisa do gênero”

“Claro que sim! Vamos, já terminamos tudo..” ele vai nos levando na direção da sala “E, Nad, muito obrigada”

“Por quê?”

“Porque eu acredito ter um futuro com ela. Muito obrigada. Hoje mais à noite, vamos ver se rola”

“Sim, mas, tem que ser agora, Niall, para eu não criar esperanças”

“Ei, vai dar certo”

“Tomara, vamos”

Na sala, vejo que tem uma caneta no chão e todos estão sentados em roda dela. Tem duas almofadas livres. Uma entre Harry e Zayn, e outra entre Carol e Louis. Niall logo se senta ao lado de Carol, com as mãos perto das dela. Que fofo. Só me resta sentar ao lado de Harry. Antes que alguém fale alguma coisa, Niall pede para falar com Harry, eles vão para o canto mais afastado da sala e eu me sento tensa.

“Então, agora vamos jogar verdade ou conseqüência?”

“Sim” diz Zayn com uma cara safada.

“Zayn, sério, você tem que parar de fazer essas caras” diz Louis.

“Apoiado” diz Liam.

“Bom, então, vocês já giraram ou não?” digo.

“Não, estávamos esperando vocês, mas agora vamos esperar eles” fala Liam.

E que espera mais longa. Eles demoraram só uns cinco ou seis minutos, mas pareceram horas.

Eles chegam, eu só olho para o Niall. Ele não fala nem que sim e nem que não, mas, pela expressão dele já deu pra saber a resposta.

Bom, pelo menos um Verdade Ou Conseqüência vai me animar.

A caneta para pára para Zayn e Liam. Liam escolhe, ele diz conseqüência e ele teve de gritar para fora do apartamento que ele amava o chulé do Harry. Várias lambidas e beijos no chão e em lugares aleatórios da casa, a caneta pára em Niall e Harry. Niall pergunta e Harry escolhe. Ótimo, escolha conseqüência, conseqüência, conseqüência..

“Verdade”

Merda.

“Tem alguém que faça seu coração acelerar aqui, Harry?”

“Tem.”

“Quem?”

“O Zayn. Ele me dá medo”

Todos riem. Até eu. E Zayn.

“Não nesse sentido, Harry!” diz Beatriz. A voz de garotinha dela deu uma inocência à frase.

“Bom....” ele diz e olha pra mim.

“Acho que já podemos girar a caneta, não é?” digo eu.

“Acho que deu de verdade ou conseqüência, não?” Louis me salva.

“Sim!” falo sem pensar.

“Ok, então, alguém com fome?” Niall diz.

“Niall, eu sei que você está com fome, queres que eu faça o brigadeiro?” digo.

“Sim, por favor!”

“Ok então, mas antes deixe eu falar contigo..”

“Sim, sim”

Vamos para um dos cantos mais afastados da sala.

“E ai?” cochicho para ele.

“E ai o quê?” ele responde com cara de quem não quer nada.

“Niall!” olho para ele com uma cara de ‘você sabe do que eu estou falando’.

Ele ri.

“Só queria te irritar, calma. Bom, eu nem cheguei a perguntar pra ele, ele foi logo perguntando o que nós fizemos lá embaixo, e tal.”

“Ué, por quê?”

“Porque tu achas? Porque ele estava com medo de nós termos virado, um, você sabe...”

“Um casal?” rio.

“Ei, porque você esta rindo? Mas enfim, eu disse pra ele que não, e ele foi dizendo para eu nem dar em cima de você por que ele que estava afim de ti e tal.”

“Sério? Isso não é uma brincadeira? Cadê as câmeras?” fico procurando câmeras, ironizando minhas perguntas.

“Nadiny, eu não mentiria pra você. Ele está gamado em ti tanto quanto estou pela Carol, só acho que nossa conversa aqui vai deixar ares estranhos no ar..”

“Nem pensei nisso! Vamos pra lá, mas, ei, muito obrigada! Mesmo!”

“Ei, baixinha,” ele me abraça pelo ombro “de nada, mas eu ainda estou te devendo umas quantas” e sorri.

Voltamos e estava todo mundo contando piadas e histórias engraçadas que já aconteceram durante a sua existência.

Carol está contando da vez da pompa.

Ótimo. Muito bom.

Já não basta eu me achar a mais feia de todas daqui, ela ainda pega e conta essa história. Podia ser qualquer uma, mas não, é essa.

Quando chegamos, ela mal tinha começado a contar. Vi na hora que era essa santa história e disse:

“Ah não! A história da pomba? Porque, Carol? Porque você me odeia?”

“Eu não te odeio, chata, senta aí me deixe contar”

“Mas...”

“Senta Nadiny.”

“Ta.”

“Bom, estávamos no Uruguai eu, meus pais, Nadiny, e seus pais, não lembro em qual cidade, e em um dos dias de nossa estadia lá, fomos escorregar em morros com papelão...”

“O quê? Como assim?” Harry, do meu lado, perguntou.

“Nunca fizeste isso?” pergunto, me virando e colocando sem querer querendo nossas cabeças uma de frente para a outra numa distância nem muito segura e nem muito perigosa, se querem saber “Você acha um morro, não muito alto senão você morre, e pega um papelão qualquer, senta em cima, ou vai de pé, e escorrega. É muito bom!”

“Ah, ta.” Ele faz cara de quem não entendeu.

“Enfim, e lá estamos nós. Lá no Uruguai há muitas pombas. Muitas mesmo. E enquanto escorregávamos nós assustávamos algumas pombas. Em um determinado momento, essa aí” ela aponta pra mim, quase rindo, e eu já estava toda vermelha e rindo também, e diz “Ela foi escorregar e acabou atropelando uma dessas pombas”

“Ela já estava morta! Ela já estava morta!” falo.

Todos estão me olhando com cara de riso.

“Ta, podem rir. Mas ela já estava morta.” Todos começam a rir e eu ponho as mãos no rosto, para escondê-lo, porque eu já estava parecendo um pimentão “Foi nojento”

“Ah, mas a pomba nem estava sangrando.” Carol diz.

“Próxima vez que eu ver uma pomba morta irei tacar em você pra você ver o que é bom, não, melhor, vou pôr na sua cama bem do seu ladinho enquanto tu dorme e acha que é um bicho de pelúcia” tiro a mão do rosto e falo, fazendo aquele gesto que todo vilão faz quando esta planejando algo maléfico.

“Nossa que má” diz Zayn.

“É do momento. Mas essa aí me tira do sério às vezes.”

“E o brigadeiro?” Niall fala, ao lado de Carol. Noto que as mãos dos dois estão bem juntas, justas mesmo, os mindinhos estão entrelaçados. Ai que fofos.

“Aposto que o Niall nem ouviu o que a Carol e eu contamos” digo.

“Ouvi sim, tinha pombas assadas no meio”

Todos riram, até eu.

“Ok, vou ir lá fazer o brigadeiro. Tem leite condensado aqui?”

“Eu vou fazer com você, para aprender. Temos, mas só umas duas latas, pode ser?” Harry fala.

Hesito um pouco. Ficar sozinha na cozinha dos meus ídolos, com o meu ídolo que supostamente está afim de mim, e eu que estou completamente apaixonada por ele, por mais que eu só o tenha conhecido hoje, hm, não me parece uma boa e nem má ideia.

“Duas latas dá para o gasto, mas só acho que a metade vai inteira pro Niall” digo olhando para Niall, ele me olha e acena com a cabeça.

“Pode apostar que sim” ele responde.

“Ok vamos lá.” rio.

“Lembrando que conseguimos escutar vocês daqui, ok?” Zayn me olha com a cara de safado dele. Ai que ódio.

“Zayn, cale a boca” Harry e eu falamos em um uníssono.

Notas finais
Reviews?