Hoje e Sempre
29 Capítulo 29
Notas iniciais
—A mamãe tá zul. — Ellie anunciou se jogando no colo do pai.
—A mamãe está azul? — Perguntou fazendo cócegas na filha. A risada dela era o som favorito dele. — A mamãe não está azul, filha. A mamãe está verde. Azul é a tia Rose. — Explicou ajeitando a fantasia dela.
—Não consigo entender uma coisa. — Bella aproximou deles com as mãos na cintura, ela e Rosalie tinham passado horas aplicando a tinta corporal. — Por que eu estou verde, Rosalie azul, Emmett cinza, Ellie está vestida de árvore, de novo, e você está com roupas normais?
—Vocês são alienígenas e eu metade humano. Eu sou o Senhor das Estrelas. Nós somos Os Guardiões da Galáxia. – Explicou, erguendo Ellie.
—Eu sou Groot. — Ellie gritou.
—Acho melhor você fazê-la parar de falar isso. — Apontou o dedo para ele. — Devo amar muito vocês para ter aceitado isso. – Resmungou pensando no tempo que levaria para tirar toda aquela tinta.
—Isso que dá namorar um nerd. — Emmett retrucou, embora a ideia tivesse sido dele. — Vamos ganhar o prêmio de melhor fantasia em grupo. E você, Ellizinha, precisa defender o seu título. — Ordenou e ela pulou gritando.
—Eu sou Groot!
[...]
Um ano depois...
—Oi, filha. — Entrou no quarto da filha e foi até a estante escolher um livro. Era a noite dele de ler para Ellie.
—Oi, Edward — Ele parou e encarou a filha.
—Por que me chamou assim? – Gaguejou, sentando ao lado dela, na cama.
—É o seu nome. – Apontou se aconchegando no pai.
—Sim, mas você me chama de papai.
—O Emmetí não chama você de papai
—Ele não chama porque eu não sou o pai dele. – Explicou pegando um livro para ler para a filha.
—Você não é o papai do Emmetí? – Ela parecia chocada com aquela revelação.
—Não, querida. Eu não sou o papai dele, é outra pessoa.
—E a mamãe é a mamãe do Emmetí?
—Vocês têm a mesma mãe, mas pais diferentes. Vocês são meio irmãos.
—Não, papai. – Ela protestou. — Eu quero irmão todo.
—Meio irmão é só uma forma biológica de dizer, mas é claro que vocês são irmãos por completo. Você ama o seu irmão e ele te ama, e é isso que importa. – Tocou o nariz dela e Ellie deu uma risadinha.
—Quem é o papai do Emmetí? – Edward não estava preparado para a curiosidade da filha.
—Antes da sua mãe me conhecer — ele gostaria de acrescentar que antes mesmo dele nascer — A sua mãe conheceu uma pessoa e eles tiveram o Emmett. Você não o conhece.
—A mamãe tem dois namorados?
—Não, filha. Ela já terminou com o pai do Emmett. Eu sou único namorado da mamãe. – Precisava deixar aquela parte bem claro. Ellie levou as mãos ao queixo.
—Papai, só a mamãe que lê pro Emmetí mimi?
—Não, filha. Ele já é grande. Ninguém lê para ele.
—Quando eu for grande você não vai ler pra mim mimi?
—Bem, se você quiser, é claro que eu vou ler para você. – Ellie ainda não sabia, mas quando ela crescesse, ela iria implorar para o pai não ler para ela e não a tratar mais feito um bebê.
—Tadinho do Emmetí. – Ellie estava triste pelo irmão. – Papai, lê pra ele?
—Acho que o seu irmão está muito ocupado agora, filha. – Edward abriu o livro se preparando para a leitura.
—Tem que lê pra ele, papai. – Ela estava à beira das lágrimas.
—Tudo bem. – Edward a acalmou, a abraçando. — Depois que eu ler para você, pergunto se ele quer que eu leia para ele. Tudo bem?
—Não, papai. Lê agora. Vamo lá — Ela levantou, pegou o elefante rosa de pelúcia, a manta, calçou as pantufas de coelhinho e saiu, decidida até o quarto do irmão. Edward a impediu de entrar.
—Calma, filha. Primeiro você tem que bater e perguntar se pode entrar. – Explicou pegando a manta que ela arrastava no chão.
—Emmetí! Sou eu, pode entrar?
—É claro, Ellizinha. – Ele estava em uma chamada de vídeo com Rosalie.
—Oi, tia Rose do telefone. – Ellie acenou para ela.
—Oi, minha princesinha. — Soprou um beijo para ela.
—Vamos lê pra você. – Explicou subindo na cama do irmão. – O papai vai, eu não sei lê.
—Ler para mim? Mas que ... – Emmett olhou da irmã para o amigo.
—A Ellie ficou preocupada. Porque não tem ninguém para ler para você dormir.
—Oh! Isso é muito fofo, Ellizinha. – Ele a abraçou.
—Pode abraçar o meu elefante. – Ela colocou o elefante rosa entre os dois. – Tia Rose, seu papai lê pra você?
—Não, mas eu ficaria muito feliz se pudesse ouvir a história que o seu papai vai ler. — Rosalie segurou o riso e Edward bufou. O que ele não fazia para deixar a filha feliz. Emmett colocou o celular em um suporte que ficava na cabeceira da cama dele.
—Lê, papai. – Ellie e Emmett se aconchegaram no elefante rosa e Edward cobriu os dois com a manta. – Isso é tão macio e cheiroso. – Emmett inspirou o cheirinho de bebê e Edward pigarreou.
—Posso começar? – Os três disseram sim. – Era uma vez...
[...]
Edward finalizou a leitura e sorriu ao ver que os três estavam dormindo. Encerrou a ligação, pegou Ellie no colo com cuidado, não queria acordá-la, e ajeitou a coberta em Emmett. De uma forma automática, ele inclinou e deu um beijo na testa dele, sempre fazia aquilo com Ellie. Quando se levantou, viu Bella parada no batente da porta o encarando.
—Não conte para ele. — Pediu, envergonhado.
—Achei fofo. — Sussurrou pegando o elefante e a manta da filha. Ela também inclinou e deu um beijo na testa do filho. Ele seria sempre o bebê dela. — A noite da leitura foi bem interessante, hein? — Bella abraçou Edward quando ele se deitou ao lado dela.
—Acredita que a Ellie achava que eu era o pai do Emmett? — Ele riu. — Eu sou dois meses mais novo que ele.
—Para a Ellie, o Emmett é um bebê gigante. Ela deve achar que temos a mesma idade. — Apontou para ela e Edward. — Você é pai, isso já te transforma em um velho para ela. — A mente de uma criança de dois anos e meio era mesmo muito interessante. — E o que você explicou para ela?
—Disse que ela não conhecia o pai do Emmett. Espero que ela nunca venha a conhecê-lo.
—Acredito que isso nunca vá acontecer. Nem o Emmett o tem visto. – Ela não tinha notícias do ex desde o incidente após o enterro da ex-sogra, quando ele foi até a casa dela pedindo para reatarem.
—Tem algo que preciso te falar. — Edward levantou e começou a andar de um lado para o outro. Não sabia como dizer aquilo a Bella.
—O que aconteceu? — Perguntou sentindo um aperto no peito. Ela temia que Edward fosse deixá-las. Era um medo tão irracional, Edward nunca deu nenhum sinal de que as deixaria. Muito pelo contrário, ele era um namorado maravilhoso e um pai ainda melhor. Ele era devotado a Ellie e a amava mais do que tudo.
—Não sei como te dizer isso. — Coçou a nuca e a encarou. — Não posso mais ficar.
—Você prometeu que não deixaria a Ellie. — Bella se colocou de pé num pulo e apontou o dedo para ele. — Pode me deixar, mas nunca a Ellie. — Falou alto e Edward se aproximou segurando o rosto dela entre as mãos.
—Eu NUNCA vou deixar vocês. NUNCA! — Garantiu e ela respirou, aliviada. — Desculpa pela confusão. Foi erro meu. Eu quis dizer que não posso mais ficar na empresa. Eu estou pedindo demissão. – Explicou e Bella sorriu.
—Ah, é isso? Não posso dizer que estou surpresa. Conseguiu um emprego?
—É um estágio na Volturi. — Anunciou e ela se jogou nos braços dele, animada com a notícia.
—Meu amor, isso é incrível. Como aconteceu?
—Não está chateada?
—De forma alguma. Estou muito feliz por você. Nós sabíamos que era só temporário você trabalhando conosco. Sua área de atuação é outra. Jasper vai ficar um pouco triste. — Os dois tinham se tornado grandes amigos. — E eu vou sentir a sua falta. Gosto das nossas tardes juntos. — Piscou e ela não estava se referindo ao trabalho.
—Também vou sentir falta e é claro que vou te ajudar a finalizar todos os projetos que já iniciamos.
—Não precisa se preocupar, vou arrumar outro assistente. – Ela precisava de ajuda, estava terminando a especialização e gostava de passar mais tempo com Ellie.
—Acho melhor uma assistente. — Retrucou enciumado e Bella riu.
—Conte como conseguiu o estágio. — Pediu e ele sorriu.
—Foi indicação de um professor. Ele é amigo do Aro Volturi e eu vou trabalhar diretamente com ele. O cara é uma lenda.
—É uma oportunidade maravilhosa. Eles são a maior construtora do estado.
—E o salário é ótimo.
—Está dizendo que eu te pagava mal? — Fingiu estar ofendida.
—É cla… claro que não. Acho até que você me pagava mais do que eu merecia.
—Só estava brincando. – O cutucou. — Estou muito orgulhosa de você.
—Obrigado! Devo muito a você e ao Jasper, vocês me ensinaram tanto.
—Não precisa agradecer. Todas as conquistas são méritos seu. Só te demos uma oportunidade, o resto foi você que fez.
—Eu amo você. — A puxou para junto dele. — Estive pensando, o que acha de fazermos uma viagem em família? Pensei em irmos para Itália. Milão, para ser mais específico.
—Itália? Eu nunca viajei para fora do país e temos a Ellie… — Edward a interrompeu com um beijo.
—Não vejo o porquê isso possa ser um empecilho. Não vai ser uma viagem como foi a minha com o Emmett, teremos que ficar em um hotel confortável — Fez uma careta fingindo que aquilo seria uma tortura. — E teremos que achar bons passeio para a Ellie. Quanto você nunca ter viajado, pode deixar que eu serei um ótimo agente de viagens. Vou cuidar de tudo. E é claro que não iremos agora. Vamos esperar mais um ano, assim temos tempo de planejar tudo com muito cuidado. Quero aproveitar tudo com vocês e quero mostrar o mundo para as minhas garotas. – Deu um beijo rápido nela, estava muito animado. — Temos que comemorar. Jantar amanhã?
—Amanhã, não. — Bella lamentou. — Prometi a Victoria que ficaria com a Bree e o Riley, para eles saírem. Ela ficou com a Ellie na semana passada. — Victoria tinha deixado as perseguições e piadas de lado e agora Edward considerava ela e James grandes amigos. Eles sempre ficavam com Ellie quando eles precisavam e em troca, eles ficavam com os gêmeos.
—Podemos comemorar no sábado ou na sexta, nossa noite do karaokê.
—Bem, as crianças estão dormindo. Podemos comemorar agora mesmo.
—O que tem em mente? — Bella deu um sorriso sedutor e abriu o robe, relevando o corpo nu.
—Quer me matar do coração? — Ele estava pronto para a comemoração. Tirou as roupas com uma rapidez impressionante e se juntou a Bella na cama.
—Quero você bem vivinho. — Mordiscou os lábios dele. — E comigo.
—Sempre. — Edward começou beijando o pescoço dela, depois desceu atacando os seios, Bella se contorcia debaixo dele, por fim, levou os lábios a parte mais sensível dela, onde deu uma atenção mais do que especial. Bella teve que abafar os gritos no braço. Edward sorriu, orgulhoso, ele amava quando ela se entregava a ele. — Podemos começar? — Bella choramingou e Edward deu uma risadinha.
—Achei que já tínhamos começado a comemoração. – Respondeu, ofegante.
—Isso foi só uma amostra do que está por vir. — Antes que Bella pudesse registrar o movimento, Edward já estava dentro dela. — Achei que o desejo fosse diminuir com o tempo, mas a cada dia que passa eu te amo e te desejo mais. — Sussurrou no ouvido dela e Bella ofegou se movimentando junto com ele, no mesmo ritmo.
—Céus! Eu te amo tanto. — Sufocou o grito com a boca no ombro dele. — Não vou aguentar muito tempo.
—Só vem, amor. — Pediu e o clímax deles não demorou a acontecer. — Amo você. — Os dois se aconchegaram em um abraço. — Amo você.
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