Notas iniciais
Olá pessoal, tudo bem? Espero que sim. Demorei, mas trouxe um capítulo bem grandão. Boa leitura!!

Esme sentiu braços fortes rodearam a cintura dela e se apoiou no marido.

—O quarto já está perfeito. — Carlisle deu um beijo nos cabelos dela.

—Acha mesmo? — Ela poderia deixar o quarto ainda mais aconchegante. Tentou se desvencilhar do marido, mas ele a prendeu em seus braços.

—Chega de trabalhar, querida. Eles vão chegar a qualquer momento e a Ellie não vai perceber se você deixou o berço dela muito à direita da janela. — Esme olhou com atenção para o berço e concluiu que deveria mudá-lo de lugar. — Só estou brincando, meu amor. — Carlisle a virou de frente para ele. — Isso tudo é por que a Renée postou aquela foto da Ellie na casa dela?

—Nossa neta passa muito com os outros avós. — Reclamou fazendo bico. — Essa é a primeira vez que ela vai passar a noite aqui. — Normalmente, Edward e Bella iam cedo para a casa dos Cullen e voltavam a noite para casa. Mas dessa vez, eles ficariam três dias com os Cullen para comemorarem o dia de Ação de Graças. — Quero aproveitar cada minuto com ela.

—Você a vê todo final de semana. — Quando Ellie não ia até os avós, eles iam até ela.

—Não é a mesma coisa. — Retrucou se soltando e indo arrumar o travesseiro. — E se quando ela crescer não gostar de mim porque passamos muito tempo longe? Ou se ela descobrir que eu… Ah, Carlisle, eu fui uma bruxa no começo.

—Você a ama. — Ele segurou a mão da esposa. — E isso é tudo o que importa. Assim que ela passar por aquela porta, nós vamos grudar nela e enchê-la de beijos e abraços. Vamos ser os avós mais corujas desse mundo.

—Não sei… Pelas fotos que a Renée posta, a Ellie parece gostar muito do Charlie. — Provocou e Carlisle, bufou.

—Pois ela vai gostar muito mais de nós dois. — Declarou com convicção.

—Isso é uma competição? — Ele assentiu.

—E nós vamos ganhar. Comprei um presente maravilhoso para ela. Temos que compensar pelo Natal que ela não passará conosco.

—Bella disse que podemos passar com os pais dela. — Eles estavam com uma viagem planejada, há dois anos.

—Vamos voltar a tempo para o Ano Novo. — Carlisle garantiu ao ver a expressão de tristeza da esposa. — E podemos levá-la para ver o Papai Noel. — Ela sorriu, animada com a ideia.

—Vai ser o melhor dia de Ação de Graças de todos. — Esme se sentia mais leve.

—Achei que o Emmett fosse ficar nos Hale.

—E vai. — Carlisle a olhou, completamente confuso. — Ele quer aproveitar o tempo com a Rosalie.

—Então para quem é o quarto de hóspedes? — Esme corou. — Pra Bella?

—Eu não sabia o que fazer. Edward nunca trouxe uma namorada para dormir aqui. O que fazemos?

—Bem, eles moram praticamente juntos e tem uma filha. Acho que é meio tarde para querer evitar qualquer coisa. — Esme balançou a cabeça concordando com ele. — Mas é a nossa casa, então se não se sentir confortável…

—Não. — Ela abanou as mãos. — Tenho que parar de ver o Edward como uma criança.

—Chegamos! — Os dois sorriram ao ouvir a voz do filho e saíram correndo, prontos para mimar a neta.

—Edward! Você está com a cara horrível. — Esme se espantou com a expressão de dor do filho. Ele levou as mãos a barriga.

—Oi, mãe, pai. — Ele apoiou na parede e Bella colocou uma mão no ombro dele, enquanto que com a outra segurava a cadeirinha da filha.

—Eu te ajudo. — Carlisle pegou a neta e a encheu de beijos. — O que está sentindo? — Edward estava prestes a dizer que não era nada, mas Bella o cortou.

—Ele vomitou três vezes no caminho e está com um pouco de febre.

—Foi aquela comida mexicana de procedência duvidosa. — Só de pensar na comida, o estômago dele revirava. — O Zach também está passando mal. — Ele tinha ajudado o colega de quarto a estudar para uma prova e como pagamento Zach pediu comida para eles. — Eu só preciso deitar um pouco.

—Vou dar uma olhada em você. — Esme avisou dando um beijo na neta. — Oi, minha princesinha.

—Mãe, sem ofensas, mas a senhora é veterinária. — Esme tinha deixado a profissão de lado há uns cinco anos.

—Os princípios são os mesmos. E os pacientes são melhores. — Edward reclamava muito quando estava doente. — Tenho um remédio que é ótimo. — Ela olhou para neta que ria das caretas que o avô fazia para ela.

—Pode deixar que eu cuido dele, Esme. — Bella se adiantou. — Sei que está doida para passar um tempo com a Ellie e o Edward não vai ser um paciente muito fácil.

—Eu estou ótimo. — Ele odiava tomar remédios. — Bella, você não precisa bancar a minha mãe. — Resmungou e ela levou as mãos a cintura.

—Edward, se você fosse o meu filho, eu tamparia o seu nariz e jogaria o remédio na sua garganta. — Ele estremeceu com a imagem. — Pode perguntar ao Emmett se não é assim que faço com ele. — Ela passou o braço em volta da cintura dele. — Você já cuidou tantas vezes de mim, me deixe retribuir.

—Tudo bem, mas não quero remédio com gosto ruim. — Bella revirou os olhos e Carlisle gargalhou.

—Não seja um bebezão, garoto. — Ellie riu e se agarrou ao avô.

—Vou te mostrar onde fica os remédios. — Avisou a Bella. — E depois eu vou apertar demais a minha vidinha. — Jogou um beijo para a neta.

Edward se arrastou até o quarto e se jogou na cama. Ele não queria parecer um fraco, mas estava sentindo dores e precisava de cuidados. Estava quase pegando no sono, quando Bella entrou no quarto carregando uma bandeja.

—Precisa se hidratar. — Avisou estendendo um copo com água para ele.

—Acho que não vai parar nada no meu estômago. — Ele correu até o banheiro e Bella o esperou, olhando o quarto dele com atenção. Tinha vários bonecos, livros e revistas em quadrinhos espalhadas em prateleiras. Edward também tinha um escudo do Capitão América, autografado, que ficava pendurado em cima da cama dele. Bella achou a decoração adorável. — Você deve achar que eu sou um nerd. — Ele estava pálido.

—Eu não acho. Eu sei que você é. — Ela estendeu o copo para ele e dessa vez ele o pegou. — Tome pequenos goles. Gostei do seu quarto, é a sua cara. — Bella o ajudou a deitar.

—É bem infantil. — Edward tomou o remédio que ela ofereceu. — Não vi razão para decorar já que não ia ficar muito tempo aqui. Se você não quiser dormir aqui, posso pedir a minha mãe para arrumar o quarto de hóspedes para você.

—Não me importo de ficar aqui. E não precisa se envergonhar, Edward. É o seu quarto, tem que ser do jeito que você gosta. — Ela se perguntou se ele gostaria de decorar o quarto deles. — Se quiser levar alguma coisa lá para casa. — Ele já não gostava tanto daquelas coisas. Elas eram valiosas, mas faziam parte do passado. — Eu até gosto do escudo.

—Você me deixaria pendurá-lo em cima da nossa cama? — Deu um sorriso fraco, ficando sonolento por causa do remédio.

—Se te deixa feliz. — Ela queria que ele ficasse a vontade na casa.

—Obrigado, Bella. — Edward fechou os olhos e dormiu rapidamente.

[...]

—Como ele está? — Esme estava ajudando Ellie a encaixar cubos dentro de uma caixa.

—Sem febre e dormindo. O remédio vai ajudar.

—Vamos arrastá-lo até o hospital se não resolver. — Bella concordou com ela. — Homens são tão difíceis. — Ela já tinha sofrido muito cuidando do marido e do filho. — Carlisle se torna um bebê quando está com dor de cabeça. Não sei porquê estava implicando com o Edward.

—Sei bem como é. Está se divertindo, filha? — Ellie entregou um cubo para a mãe e Bella o encaixou, fazendo o brinquedo soar uma música. Ellie bateu palmas, animada tentou e imitou a mãe.

—Ela está crescendo tão rápido. — Esme acariciou os cabelos da neta.

—Nem me fale. Eu queria voltar a estudar, mas não quero perder nada da vida dela. Acho que vou esperar até ela começar a ir para a escolinha. Edward acha que não devo esperar muito tempo.

—Ele está certo. E você não estará perdendo muito da vida da Ellie. Essas especializações duram menos tempo do que uma graduação e as aulas não são todos os dias.

—Eu sei. Quem sabe no meio do ano que vem.

—Não desista dos seus sonhos, Bella. Sei que o Edward vai te apoiar no que decidir.

—Ele é maravilhoso. Tenho muita sorte por tê-lo na minha vida. — Bella confessou e Esme sorriu.

—Ele te ama muito. — Bella corou.

—Eu também o amo. Não esperava sentir algo assim. Eu não queria me envolver seriamente com mais ninguém. Achei que seria só algo passageiro, mas a cada dia que passa eu gosto mais dele.

—Fico feliz em ouvir isso. Você já sofreu tanto, Bella. Merece um homem como o Edward.

—Esme, o que você quer hoje é o mesmo que você queria aos 20?

—Não. Mas o que eu sinto pelo Carlisle nunca mudou nesses mais de 30 anos. Ficamos separados por um tempo, temos nossos desentendimentos, mas eu continuo amando ele. Você vai ter que se arriscar. — Ela entendia o receio da amiga. — Na minha opinião, já está valendo a pena. — As duas olharam para Ellie, que agitava as mãozinhas no ritmo da música.

—Sim. Está valendo a pena.

[...]

Edward abriu os olhos e encarou a figura que estava sentada na beira da cama dele.

—Kate?

—Que bom que está vivo. Do jeito que seu pai falou achei que estivesse nas últimas. — Ele se ajeitou na cama para poder sentar.

—O que faz aqui? — Ele olhou para as mechas vermelhas no cabelo dela.

—Sua mãe me pediu para convencê-lo a largar a Bella. — Edward levantou em um pulo e Kate riu.

—Calma. Só estou brincando. — Ele sentou, sentindo a cabeça rodar. — As duas parecem bem amigas. Estão conversando com a mãe daquela loira. A propósito, ela ainda namora o seu enteado?

—O quê? — Edward não estava acompanhando o ritmo de Kate. Ele encheu o copo com água e ela foi até uma prateleira mexer nas Hqs dele.

—Você tem uma coleção impressionante.

—Vou me desfazer delas. Se quiser alguma coisa fique a vontade. O que foi mesmo que você disse?

—Perguntei se o seu enteado ainda namorava aquela garota loira.

—Sim. O Emmett e a Rosalie ainda estão namorando. — Kate fez uma careta e pegou uma revista.- Está interessada nela?

—Mais ou menos. Na verdade, estou saindo com uma garota. O nome dela é Jane.

—Que legal. Então se decidiu mesmo? — Ela deu de ombros.

—Sei lá. Nem todo mundo é como você que sabe o que quer da vida antes dos 30. Sua filha é muito bonita. — Edward sorriu a menção da filha.

—Ela é maravilhosa. Dá muito trabalho e não durmo muito bem há meses, mas é incrível ser pai.

—Você parece feliz. Como estão as coisas com a Bella?

—Muito bem. Ela disse que me ama e eu levei algumas coisas para casa dela.

—Parabéns! — Kate estava feliz por ele.

—Mas acho que pisei na bola. — Ela revirou os olhos.

—Homens, por que são tão complicados? O que você aprontou? — Edward tomou mais um pouco de água.

—Vai ter uma festa na faculdade e eu não disse nada a Bella. Eu não gosto de festas e não pretendia ir. Mas o Emmett comentou e acho que a Bella ficou um pouco chateada por não ter a convidado. Estou com medo de que ela pense que tenho vergonha dela. Tirando o Zach, ela não conhece nenhum dos meus amigos, não que eu tenha muitos. Eu os chamaria de, no máximo, colegas de turma. Acha que agi mal? — Ela balançou a cabeça.

—Você chegou a falar claramente com ela porque não a convidou para ir a festa? E o motivo de não a apresentar para os seus colegas?

—Não.

—Então fale. Não complique as coisas. Leve ela pra jantar fora, uns passeios românticos. Vocês não estão mais namorando escondido. Demonstrações públicas de amor fariam bem a vocês. Nada exagerado, é claro. Vocês já fizeram algo, só vocês dois?

—Ainda não. Saímos com o Emmett e a Ellie.

—Então está na hora de fazerem algo só vocês dois. Além daquilo. — Apontou ao ver o sorriso dele.

—Eu tinha planejado algo para amanhã.

—Me conte. Vou avaliar o seu plano antes que faça alguma besteira.

[...]

—Para onde estamos indo? — Bella abriu a janela do carro, apreciando o vento frio.

—É surpresa. — Edward entrou em uma estrada de terra e Bella o olhou com expectativa. Ela não conhecia aquele caminho. — Relaxa! — Colocou uma mão na coxa esquerda dela. — É rapidinho.

—Não quero chegar atrasada para o jantar. Sua mãe preparou tudo com tanto carinho. — Esme estava sendo uma anfitriã muito gentil. — E não quero dar trabalho a eles com a Ellie.

—Trabalho? Eles estavam praticamente nos expulsando de casa só para ficarem sozinhos com ela. Temos que aceitar o fato de que a nossa filha é muito disputada. Espero que não saia nenhuma briga durante o jantar.

—Eu não ficaria surpresa. — Ela deu um sorriso bobo. — Nós caprichamos muito.

—E olha que nem foi intencional. Se eu soubesse, teria caprichado ainda mais. — Deu um beijo rápido nela, estacionado debaixo de uma árvore. Edward desceu do carro e correu para abrir a porta para ela. — Madame. — Fez uma pequena reverência estendendo a mão para ajudá-la a descer do carro.

—Obrigada! — Bella estremeceu de frio e lamentou não ter colocado um casaco mais quente.

—Vou te manter aquecida. — Edward pegou uma manta de dentro do carro e colocou sobre os ombros dela.

—Que lugar lindo. — Ela tinha morado na cidade por mais de 15 anos e não conhecia aquele lugar. Se aproximou da beira do penhasco e admirou a paisagem. — Nunca vim aqui. — Edward deu uma risadinha e se aproximou dela. — O que foi?

—Bella, não teria como você conhecer esse lugar. — Explicou, corando.

—Por quê? É um lugar só para jovens? — Tentou não se incomodar com aquilo. Às vezes, ela se esquecia da diferença de idade entre eles.

—Não. É só que como você era casada, não teria motivos para vir aqui. — Ela ergueu uma sobrancelha, confusa. — As pessoas vêm aqui para fazer sexo. É um lugar escondido e romântico.

—E como você sabe disso?

—Ah, o Em… as pessoas comentavam na escola. — Deu de ombros e Bella entendeu muito bem o que ele iria falar, mas não queria pensar no filho indo até ali.

—Então você me trouxe aqui com segundas intenções? — Perguntou, alegre, e ele negou.

—Quer dizer, não é o motivo principal para ter te trazido até aqui. — Ele levou as mãos até o bolso do casaco e tirou uma pequena caixinha. — Eu sempre quis vir aqui. Pelas fotos parecia ser um lugar belíssimo. — Os dois olharam para a água abaixo deles. O céu parecia mais azul e a campina em volta dava um toque especial ao lugar. — Bella, eu amo você e… — Ela olhou para a caixinha que ele segurava e ofegou.

—Edward, não… Eu… não posso… Ainda não.

—Calma. — Ele ergueu as mãos. — Não é um pedido de casamento. — Ela suspirou, aliviada.

—Não me leve a mal. Eu só não estou pronta para isso, agora. É um passo muito importante e eu tenho um passado complicado com relação a casamentos.

—Eu sei disso. — Ele segurou a mão dela. — Eu também não estou pronto para me casar. Mas espero que um dia, num futuro não tão distante assim, você possa me dar a honra de chamá-la de minha esposa. — Bella sentiu os olhos encherem de lágrimas e balançou a cabeça em sinal de concordância. — Eu só não quero que você pense que tenho vergonha de você ou que não estou comprometido com o nosso relacionamento. Estou 100% comprometido. Só não te convidei para ir a festa da universidade porque eu não gosto de festas, mas se você quiser ir, eu adoraria te levar e te apresentar para todos como minha futura noiva.

—Futura noiva? — Bella amava Edward e queria ser forte e corajosa o suficiente para não ter medo de se magoar novamente.

—Sim. Quero que esse anel. — Ele abriu a caixinha e ela ofegou ao ver o anel. Ele era simples, prata, com uma pequena pedra e tinha uma inscrição dentro dele. Bella não poderia ter amado mais. — Quero que ele represente a promessa de um futuro e que seja o símbolo do meu compromisso com você. Prometo que te amarei, hoje e sempre. — Ela ficou na ponta dos pés e o beijou. — Isso quer dizer que você aceita?

—Eu aceito. — Ela sorriu, emocionada e ele segurou o anel entre os dedos e mostrou a ela a inscrição. — Reescrevendo as estrelas, hoje e sempre.

—É uma referência a nossa música. — Edward explicou e ela sorriu em meio às lágrimas.

—Obrigada por me trazer de volta. — Ela o abraçou e eles ficaram envoltos pela manta.

—De volta de onde? — O coração dele parecia que iria sair pela boca. Bella não o tinha rejeitado. Eles tinham um grande futuro pela frente.

—Não sei bem, mas sei que estava a deriva. Completamente perdida. Eu amo você.

—Amo você. — Ele a ergueu e ela passou as pernas em volta da cintura dele.

—Não vamos desperdiçar o lugar. — Edward a levou até o carro e os dois caíram no banco de trás.

—Achei que não quisesse chegar atrasada para o jantar. — Bella puxou a camisa de Edward e ele trabalhou na calça dela.

—Vamos ser rápidos. — Ela ofegou quando ele a tocou. — Talvez nos atrasemos um pouquinho. — Ele riu beijando o pescoço dela.

—Isso não é nada confortável. — Os girou para que Bella pudesse ficar por cima. Ela tirou a blusa e o sutiã. — Você é linda, Bella. — Correu os dedos pelo corpo dela. — Você me hipnotiza. — Bella ergueu o suficiente para que eles pudessem se livrar das últimas peças de roupa. — Não consigo ficar longe de você. — Bella espalmou as mãos no peito dele e desceu devagar sobre ele e Edward ofegou fechando os olhos apreciando o momento.

—Também não consigo ficar longe de você. — Os dois se movimentaram em sincronia e Bella gritou com as investidas dele. — Eu amo você. — Edward queria ser gentil, mas ao ouvir aquelas palavras ele não conseguiu se controlar. Os virou e a tomou com força e rapidez. Bella arranhou as costas dele e com um grito sufocado por um beijo, Edward se derramou dentro dela.

—Isso foi… — Ele não conseguia encontrar palavras para descrever o momento. A abraçou enquanto acalmava a respiração.

—Acho que tem algo nesse lugar. — Bella riu conta o ombro dele.

—Bella, você quer que eu faça uma vasectomia?

—O quê? Não! Claro que não. — Ela o encarou. — E acho que você nem pode. Por que perguntou isso?

—Sei que você não quer ter outro filho e seria perigoso depois do que aconteceu no parto da Ellie.

—Não quero que se preocupe com isso. — Ela beijou o rosto dele. — Estou tomando os cuidados necessários, não vai acontecer de novo.

—Quero fazer algo.

—Você ainda é muito novo para uma decisão dessa. E tenho quase certeza de que você não poderia fazer isso. Os médicos não permitiriam. E se um dia você quiser ter filhos com outra pessoa?

—Eu não quero, Bella. Só quero ter filhos com você. — A beijou antes de se afastar dela e vestir as roupas. — Eu amo a Ellie e um filho já é o suficiente para me deixar maluco.

—Você diz isso agora. — Ela não iria discutir com ele. — Não vamos nos preocupar com isso. — Sorriu encerrando o assunto.

—O que acha de um encontro de verdade? Sei se um restaurante excelente.

—Eu adoraria ir a um encontro com você.

—Vai ser o melhor encontro da sua vida. — Prometeu a beijando.

[...]

—Olha quem finalmente chegou. — Carlisle sorriu ao ver o filho e a nora entrarem.

—Ahhhhh! — Ellie gritou ao ver os pais.

—Ellie, sua traíra. Estávamos nos divertindo tanto e é só ver os seus pais que já nos deixa de lado. — Emmett entregou a irmã para Edward.

—Oi, princesinha linda. Você só faz isso porque ama mais o papai do que o seu irmão bobão, não é? — Ele a encheu de beijos a fazendo rir. — E ama ainda mais a mamãe. — Ela esticou as mãozinhas querendo a mãe. Ellie olhou para a blusa da mãe.

—Já sei o que você quer. — Bella riu e se virou para alimentar a filha.

—Que anel lindo, Bella. — Rosalie segurava um vestidinho que queria colocar em Ellie.

—Anel de noivado? — Harold olhou para o anel e Bella negou.

—Vocês estão noivos? — Emmett levantou encarando o amigo. — Não pediu a minha benção.

—Tenho que pedir? — Edward passou as mãos no cabelo.

—Sim. E tem que pedir pro meu vô também. Está achando que isso é bagunça? — Edward não sabia se o amigo estava falando sério.

—Bem, não estamos noivos. É só um anel de compromisso.

—Que fique avisado. — Emmett voltou a sentar.

—Edward, tenho um presente para você. — Harold entregou, animado, um embrulho para Edward. — Abra. — Ele estava empolgado. Edward rasgou o embrulho e ergueu uma camisa. — É igual a minha.

Era uma camisa com o rosto de Edward em um cachorro que dizia: Cuidado! Pai bravo.

—Eu amei. — E ele estava sendo sincero.

—Fala sério, Edward. Isso é tão brega.

—Sim, mas eu gostei mesmo assim. — Sorriu agradecido. — Obrigado, Harold.

—Tenho tanto a te ensinar sobre ser pai de menina. — Passou o braço em volta do ombro dele.

—Se eu ficar brega assim, me dê um chute. — Emmett pediu a namorada.

—Quando for pai você vai entender.

—Espero que demore muito para que isso aconteça. — Harold apontou um dedo ameaçador para o genro.

—Seria legal se a Ellie tivesse alguém para brincar. — Edward provocou.

— Está pronto para ser avô? — Harold devolveu a provocação.

—Avô? — Ele engasgou e Bella saiu de fininho com a filha. — Eu não seria avô.

—Seria sim. Você está com a Bella. Se o filho dela tem um filho, você se torna avô.

—Eu não posso ser avô com 20 anos. — Declarou, alarmado. — Vão ter que esperar uns 15 anos, no mínimo.

—Ah!!! Eu tenho que esperar? — Emmett ergueu uma sobrancelha para o amigo.

—Vovô Edward. — Rosalie caiu na gargalhada.

—Vamos jantar antes que o Edward tenha um ataque. — Carlisle resolveu intervir. — Sou grato por estarmos juntos e felizes.

—Sou grato pela família maravilhosa que temos. — Edward abraçou o pai.

—Vou te dar dicas de como ser avô. — Prometeu fazendo Edward choramingar.

Notas finais
Essa Ellie é muito disputada pela família. Será que vai demorar para ela ter companhia? Edward não quer ser avô tão cedo, rsrs. Bjs e até mais.