Hogwarts --- Uma nova era
3 Flashback o/ O verdadeiro início!
Notas iniciais
– ACORDA PIRRALHO TU VAI PERDER O EXPRESSOOO! — Grita uma mulher de aparentemente 30 anos, ela acende a luz do meu quarto e bate com a frigideira na porta. — VAMOS CRIATURA, LEVANTA ! — Me levanto ainda com sono e esfrego os olhos, me olho no espelho aterrorizado, vejo as horas e fico mais aterrorizado ainda.
– Mãe, eu não comprei os materiais! O que eu faço meu Deus? — Digo choramingando enquanto coloco o uniforme padrão de Hogwarts as pressas e a encaro.
– Não se preocupa filho, seu pai já comprou tudinho, agora vai, desce que ele ta te esperando. — Ela enfia um pão em minha boca e o seguro com os dentes, meus pais eram separados, logo em seguida que nasci meu pai foi pra despedida de solteiro e bom... Extrapolou, mamãe descobriu e eles nunca mais voltaram. — Ai que orgulho Deus, meu filhote ta indo pra Hogwarts! — Ela fala animada, limpa uma lágrima e vai pro quarto chorando. Desço e encontro meu pai, Eduardo Lovegood.
– Oi pai... — Digo com sono.
– Primeiramente rapazinho, bom dia. — Ele me olha com desaprovação já oferecendo seu ante-braço destro para mim.
– Bom dia, papaizinho lindo querido. — Cinicamente, ele me olha furioso me dando um pesco-tapa forte. Seguro sua mão e aparatamos, normalmente era pra eu estar com um enjoo desgraçado, mas ele já havia feito aquilo comigo várias vezes. Em um instante chegamos a plataforma de Hogwarts. Sorrio e ele me encara.
– O trem vai partir daqui a dez minutos, tome suas coisas. — Ele estala os dedos e minhas malas e tudo que vou usar em Hogwarts aparecem, seguro com o carrinho. — E nos encontramos na cerimônia de iniciação. — Ele da um beijo rápido em minha testa e desaparece em fumaça roxa. Sorrio fraco e entro no trem, logo em seguida no meu vagão após despejar os itens.
~ 30 minutos depois ~
Entro no ultimo vagão e me sento no lado da janela, olho os pais acenando para os filhos e sorrio fraco, no mesmo instante um garoto e duas garotas entram no meu vagão, rindo. Olho eles e eles acabam me percebendo.
– Ahh, aqui já tem gente, melhor irmos pra algum outro vagão — Diz uma das garotas me olhando, sorrindo sem graça.
– Que isso, podem ficarem, prazer, Simon! — Me levanto até os três e estendo a mão, eles sorriem e apertam minha mão alegremente, se sentando.
– Eu sou Amstad Aguiar, mas pode me chamar de Ams é claro. — Diz a garota que havia me percebido primeiro, ela ajeita a franja e me encara alegremente.
– Eu sou Thuane, mas pode me chamar de Thu, ou Thuthu, ou Thuthuzinha, ou... — Ela é interrompida pelo garoto, rindo.
– Ou Thuane mesmo, não é? — Diz ele, alegre, ele estende a mão pra mim novamente e o aperto. — Sou Matheus Freire, mas pode me chamar de Math. — Sorrio pra eles e começamos a conversar durante a viagem, sem perder noção do tempo.
~ Horas e horas e horas depois ~
Chegamos no Salão Principal onde haviam milhares de jovens rindo, comendo, conversando, e alguns nos observando. Sorrio e fixo o olhar nos professores, na ponta a esquerda iniciava com meu pai, conversando com um homem que ria com ele, ele havia o cabelo um pouco pra cima e girava a varinha transformando seu cálice em um rato e depois em um cálice novamente, ao lado do homem estava uma mulher jovem e bela, que ria conversando com um outro jovem ao seu lado, eles estavam brincando de quartzo, pergaminho ou pontadeira/pedra, papel e ou tesoura. Ao lado dos dois estava um homem sério, ele praticamente não ria e de vez em quando pegava besouros e os afogava no cálice. Ao seu lado estava uma mulher bonita, porém fria, ela era a diretora, devido ao fato de estar sentado na maior cadeira, feita de ouro; ao seu lado estava outra mulher séria, bonita nem feia, um pouco atraente, estava conversando com um homem idêntico ao outro que afogava besouros, a diferença é que o gêmeo ria e conversava com a moça; ao lado do mesmo estava uma mulher que conversava com o do lado que estava sujo de terra, aparentemente era o professor de Herbologia que meu pai havia mencionado meses atras, ele pegava uma coxa de galinha e a sujava de terra, comendo.
– Atenção a todos! — Diz a diretora, se levantando, todo Salão fica em silêncio e uma garota com um chapéu pontudo na cabeça aparece de trás da cadeira da diretora, ela parecia estar possuída pelo chapéu. — Vamos começar a cerimônia de iniciação, vou chamar os nomes e cada um vem até aqui para ser escolhido para tal casa, Gryffindor, Slytherin, Ravenclaw ou Hufflepuff. — Ela sorri e pisca para a garota possuída do chapéu, que vai com medo até a frente da mesa. A diretora pega um pergaminho e o desenrola lendo os nomes. — Cornélio Lestrange! — Ela diz e um garoto de cabelos castanho escuro passa por mim, ele se senta na cadeira e a garotinha do chapéu possuído bota a mão em sua cabeça.
– Hm... Esnobe, gosta de se aparecer... Slytherin! — Ela diz decidida, todos batem palmas e ele levanta, passa por mim e pisca, se sentando.
– Lexi McGonagall! — Agora a diretora diz bastante animada, ela sorri para a garota que se aproximava tímida e faz um gesto para a garota como se tudo iria dar certo. A garota se senta.
– Hm, Lexi... Gryffindor! — Ela diz dando um pulinho discreto e todos batem palmas alegre, ela passa saltitando e tropeça em mim, caindo em meu colo. Olho ela corando violentamente. Todos focam o olhar em nós, em silêncio.
– Érr... Me desculpa eu tava na sua frente e... — Digo com vergonha.
– Tudo bem, eu sou meio desastrada... — Ela diz, vermelha como um pimentão, percebo que a diretora nos encara e me levanto apressado com ela.
– Bom... Vamos voltar a cerimônia... — Ela tosse forçado me olhando seriamente. — Simon Lovegood. — Vou até a cadeira tímido com todos me encarando.
– Hm.... Garoto com mente poluída sobre minha sobrinha Lexi... Ravenclaw! — Ela diz um pouco sorridente, me levanto e todos da Ravenclaw batem palmas, sorrio e me sento com eles.
~ No outro dia ~
Após a noite de cerimônias ter acabado, acordei cedo no dia, o primeiro período era de Historia da Magia e não queria me atrasar, fui apressado para aula chegando no horário com todos. O garoto que estava brincando ontem de pedra, papel ou tesoura estava ali em sua poltrona nos esperando.
– Bom dia criançada, sou Felipe Longbottom Malfoy, professor de História da Magia, e esse ano vamos mergulhar em um mundo de conhecimento sobre o passado e blá blá blá... — Ele fala sorridente, se levanta e começa dar a aula. Simpatizei com ele apesar de ele dar alguns cortes loucos de vez em quando, quando o período acabou, fui até sua mesa e o chamei.
– Olá senhor, meu nome é Simon Lovegood! — Digo alegre tentando causa boa impressão.
– Ta e daí? — Diz ele arrumando as coisas esperando o próximo professor. Alguns alunos começam a rir da minha cara, os que estavam acordados.
– Nada eu só queria me apresentar e... — Digo cabisbaixo.
– Rapaz, eu tenho a lista de chamada pra que? Pra transforma-la em um taco de beisebol e rebater bolas? Deixa de ser puxa-saco. — Ele olha um homem encapuzado e percebo que seu sangue gela, ele anda de cabeça baixa até a porta e olha o homem. — Bom dia papai...
– Tchau, vai dar sua aula pro segundo ano. — O homem diz friamente batendo a porta, as velas se apagam e ele adentra a sala. — Lumos Máxima. — Uma bola de luz enorme sai da ponta da varinha do homem iluminando toda sala, ele fecha as janelas e nos encara. — Bom dia, sou o professor Richard Gaunt Malfoy, vou dar aulas de feitiços o ano todo nesta escola lendária em que todo mundo passa o rodo. — Ele da um sorriso forçado e todos riem dele, ele se senta e começa a ditar a aula usando alguns besouros de demonstração como ''peças'' históricas, me senti mal por aquilo e esperei o final da aula...
~ Final da aula de Feitiços ~
Todos estavam conversando e me levanto indo até o professor, cutuco ele e ele me olha calmamente.
– Olá senhor, ér.. Sou Simon Lovegood, eu vi você usando besouros como cobaias na aula e não gostei nem um pouquinho... Não acha que eles merecem uma vida? — Digo, com calma, achando que ele compreenderia.
– Não, não acho, filho do Eduardo. — Ele diz friamente e levanta, saindo dali. Uma mulher entra esbarrando no professor e lhe da um selinho, eles dão uma curta risada e ela entra sorrindo.
– Olá crianças, sou Jade Rebeca Longbottom, professora de Defesa Contra as Artes das Trevas e... — Ela olha a sala toda escura. — Meu Deus, ele não aprende, continua pálido porque deixa essa merda toda fechada! — Ela acena a varinha e tudo fica claro. — Bom, sou a professora de Defesa Contra as Artes das Trevas, vamos aprender tudo sobre Defesa Contra as Artes das Trevas e... — Ela é interrompida por risos da cara dela. — -30 pontos para... Slytherin, Ravenclaw, Gryffindor e Hufflepuff. — Todos ficam quietos e ela volta a explicar, dando a aula.
~ Depois de todos professores darem suas aulas ~
Finalmente as aulas acabaram, estava esgotado de energia, simpatizei bastante com os professores, um eram bacanas, outros nem tanto, alguns liberais, outros rígidos e por aí em diante. Estava indo para o Salão Principal sozinho quando uma águia enorme pousa em minha frente, se transformando em um homem.
– Olá Simon, por que está andando sozinho? — Era o professor Pedro Silva, de Transfiguração, sorrio pra ele e ando ao seu lado.
– Estava terminando sua atividade pra não ficar pra depois e ter mais tempo livre, por isso sai mais tarde da sala de aula. — Digo observando ele.
– Ah, entendi, vamos, eu te acompanho! — Ele sorri pra mim vamos conversando até o Salão. Depois de um tempo, ele se despedi de mim e se junta aos colegas do Corpo Docente, começa a conversar com meu pai, me sento e converso com Ams que pedia minha ajuda na atividade, no mesmo instante o correio vem, alguns ganham jornais Relíquia Diária, outros algumas cartas, etc. Recebo um diário e o pego no ar, não o abro e deixo para de noite, coloco sobre minha capa e volto a ajudar Ams.
~ Depois de horas de comilância, gritaria e tudo mais. ~
– Atenção a todos, antes de irem para suas comunais, a nossa vice-diretora tem um aviso para dar! — A diretora se senta após tais palavras e a mulher ao seu lado se levanta.
– O 3°Andar está permanentemente proibido este ano! Dois alunos foram encontrados mortos,e com o sangue dos mesmos havia marcas nas paredes e palavras, pra quem quiser se matar, pode entrar lar, mas se forem inteligentes, evitem o mesmo! As salas de aulas do mesmo andar serão fechadas, e os professores darão aulas em outras salas! — Ela diz calmamente e se senta, todos ficam se perguntando o porque daquele aviso e vão para as comunais juntos, com medo. Vou sozinho para a comunal calmamente. Entro no meu dormitório sem falar com os garotos e durmo.
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