Notas iniciais
Desculpem a demora e os erros. Espero muito que gostem e boa leitura! PS. Irei pular alguns dias e semanas para a história andar e não ficar muito parada e porque até mesmo a JK faz isso, então vamos a leitura:

Duas semanas se passaram desde que o treino de quadribol da Gryffindor fora interrompido para anunciar que algumas adolescentes haviam sido atacadas de forma bastante misteriosa e peculiar no corredor da Biblioteca de Hogwarts.

Violet Carver acabou por melhorar e recebeu alta, no dia seguinte ao incidente, porém ela acabara tendo que enfaixar o tornozelo enquanto ele desinchava devido sua queda. Os irmãos Frederich e Klaus ajudaram a menina a se locomover pelos arredores da escola, até que estivesse boa para caminhar sozinha.

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A jovem de cabelos longos e escuros envolvia seus braços ao redor de um garoto alto e de cabelos alourados enquanto pisava levemente no chão. Frederich segurava na cintura de Violet para ajudá-la a se locomover, assim colocando todo o peso da garota em si próprio.

—Hey, Freddie... Eu sei que o que você ta fazendo é incrível, mas acho que estou abusando demais de você... Além de que eu já estou melhorando... E já faz uma semana — Violet disse fazendo com que parassem de andar — Você foi ótimo esse tempo todo. De verdade, mas eu acho que consigo.

—Tem certeza? Não quero que se machuque — O garoto soltou levemente da menina e ela se virou para encará-lo.

Eles estavam próximos demais, portanto se afastaram por instinto e Violet depositou o peso do corpo totalmente na perna boa enquanto assentia com a cabeça e se voltava para o corredor. O garoto observou-a se esforçar como sempre fazia. Uma garota que nunca desistia. Ela nunca se dava por vencida. Violet suspirou e fixou o olhar antes de dar os primeiros passos. No início ela teve certo medo da dor que sentiria ao pisar no chão com o pé enfaixado, porém aos poucos foi se soltando e conseguiu andar normalmente. Freddie que estava à espera da garota caso precisasse ajudá-la, abriu os lábios em um sorriso.

—Eu consegui! — Violet comemorou — Obrigada, Freddie! Yay!

—Você foi ótima! — O garoto sorriu para ela que sorriu de volta ainda mais contente.

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Enquanto Glenda e Giselle não tiveram melhora. Elas permaneceram desacordadas durante todo o tempo, mesmo com Violet indo visitá-las todos os dias e pedindo para que fossem fortes e acordassem.

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—Vamos meninas... Eu sei que conseguem! Vocês são fortes e poderosas! Eu preciso de vocês, vamos, acordem! — A morena dizia enquanto segurava nas mãos das melhores amigas, uma de cada lado.

Infelizmente, elas nem se moveram. E apenas os lamentos baixinhos de Violet foram ouvidos e ecoaram em toda a Ala Hospitalar.

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Após Lary informar a enfermeira Betsy de que Marie havia desmaiado, a mulher não tardou a colocá-la em uma cama vazia e ajudá-la a voltar a si. Quando o fez a ruiva não conseguia se lembrar de nada do que havia acontecido depois de chegarem à ala hospitalar. Ela não conseguia entender, mas todos recomendaram que ela descansasse e não fizesse muitos esforços.

Apenas no dia seguinte, quando Lary e Maxwell foram recebê-la, quando já ganhara alta, foi que se lembraram e deram a devida importante no porquê Marie havia desmaiado.

Marie Weasley — POV's

—O que aconteceu de verdade comigo? — Perguntei enquanto Lary ajudava-me a levantar.

—Ah, você desmaiou e... — A loira começou, mas parou de repente e me encarou, logo em seguida — Hey, você... Fez uma coisa estranha ontem!

—Verdade! Foi assim que a Violet contou o que aconteceu... Você passou mal e... Teve uma premunição... Não, você fez uma profecia! — Maxwell concordou e exclamou — Precisamos levá-la até a diretora! Ela precisa saber!

—A minha tia? Mas porque... Eu não posso ter feito uma profecia... Eu nem tenho 17 anos, nem sou uma bruxa adulta ainda...

Não conseguia acreditar no que me diziam. Era quase impossível que eu previsse algo grandioso com a pouca idade e experiência que tinha, no entanto eles pareciam ter certeza do que diziam e, assim, me fizeram caminhar com eles até a sala de Rose Malfoy, minha tia, e contar sobre tudo que acontecera.

—O que? Marie... Você está bem, querida? — A mulher colocou a mão em meu rosto e me analisou para ter certeza de que eu não estava mal e pálida — Mas vocês estão dizendo... Vocês tem certeza? — Ela se voltou para o meu casal de amigos enquanto me abraçava pelos ombros.

—Sim, mamãe! — Lary interviu — Eu me lembro bem! Ela ficou estranha... Tonta e depois seus olhos ficaram brilhantes e arregalados — A loira produziu a cena com gestos — E foi nesse momento que eu e Maxwell nos aproximamos e ela começou a falar coisas... Não me lembro muito bem, mas...

Max se colocou à frente de Lary e se voltou para a diretora.

—Eu me lembro! Ela disse que Hogwarts estava em perigo e que não deveríamos deter o que quer que fosse com magia poderosa... E sim com os mais inocentes.

A mulher encarou-os por um tempo e, em seguida, se virou para mim. Segurando em meus ombros e me olhando diretamente nos olhos.

—Você não se lembra de nada?

—Não eu... To confusa... — Confessei e abaixei a cabeça.

—O que isso quer dizer, mãe?

—Lary, vocês ainda são jovens... Eu preciso fazer umas ligações... Tudo isso que ocorreu com a Srta. Carver e agora com a Marie... Preciso só... — a mulher pareceu nervosa e revirou sua mesa a procura de alguma coisa antes de se virar para nós e apontar diretamente para a porta — É melhor vocês irem. E tomem cuidado.

Dessa forma, uma Lary rabugenta, uma vez que a mãe não lhe dissera nada, e um Maxwell curioso deixaram o escritório junto a mim. Caminhamos pelo corredor em silêncio por um longo tempo, apenas encarando nossos pés e dando ouvidos aos nossos pensamentos. Eu fizera uma profecia. Hogwarts estava em perigo. Os mais inocentes seriam os únicos capazes de salvá-la. Isso... O que isso significava? O que estava realmente acontecendo e o que deveríamos fazer?

Jessie Potter — POV's

Fechei um grosso livro de Herbologia com força e uma nuvem de poeira atingiu meu rosto. Fechei os olhos e, sem conseguir me conter, espirrei duas vezes, antes de finalmente me ver livre de todo o pó. Faziam horas que estava na biblioteca revendo e pesquisando sobre a matéria para as provas finais dos NIEM's.

Senti um barulho advindo da região da barriga e me dei conta de que precisava comer alguma coisa e fazer uma pausa. Apanhei o livro ao qual estava estudando e mais dois do mesmo assunto antes de me levantar e caminhar para fora do grande salão, quase vazio, devido que a noite já caíra.

Enquanto dava a volta pelo corredor em direção aos lances de escadas que levavam até o Salão Principal, passei por dois garotos que estavam conversando entre si, porém minha cabeça estava tão longe que não me dei conta de quem eram, até que ouvi alguém chamar o meu nome. E reconheci aquela voz, então, parei de andar e me virei para encará-los.

—Jessie! — A voz vinha de Brendan e ao seu lado estava Klaus, ambos garotos da minha turma desde o primeiro ano — Hey!

—Olá, Jess! — O garoto ao seu lado acenou para mim.

Assim que os percebi, sorri amarelo em sua direção enquanto tentava de alguma maneira contornar o corredor e sair dali. Senti meu coração se acelerando e minhas palmas das mãos começarem a suar. Eu normalmente era uma garota completamente diferente, mas quando estava perto dele... De alguma forma sentia que o chão desaparecia de sob meus pés. Que estava tão alta que mal podia respirar e aquilo apenas me fazia querer sumir. Odiava me sentindo vulnerável e não conseguir controlar a mim mesma.

—Vem cá! — Brendan me chamou com um gesto.

—Queremos te perguntar uma coisa — Klaus continuou.

—Ah... Ta...

Respirei o mais fundo que pude e ainda agarrada aos livros em meus braços caminhei em sua direção. À medida que encurtava o espaço entre nós, sentia meu coração batendo cada vez mais rápido contra minhas costelas. Era uma sensação muito estranha e inexplicável.

—Bem, só estávamos pensando... — Brendan começou e apontou para ele e Klaus — Comentei com o Vicent aqui, que como vamos prestar os NIEM's precisamos rever a matéria dos sete anos...

—É realmente importante — O moreno concordou.

—E eu venho notado que você normalmente passa muito tempo com a cara nos livros, quer dizer, isso é uma coisa boa — Brendan continuou — E talvez, seria uma boa se todos estudássemos juntos. Poderíamos nos dar melhor, o que acha?

Engoli em seco e dividi o olhar entre ambos os garotos. Era como se tivesse perdido a fala. Eu não sabia se me sentia lisonjeada por eles terem me elogiado e contente por passar um grande tempo junto deles ou se me sentia pior por ter que me sentir desprevenida por passar ainda mais tempo ao lado... Dele. Aquele garoto me deixava sem graça apenas por olhá-lo e eu nunca havia me sentido assim antes... Não conseguia me controlar e isso me fazia sentir péssima. Era essa a explicação de estar tão distante nos últimos dias... Eu simplesmente me dera conta de que os estudos eram muito mais importantes e que ficar perto dele me deixaria pior... Por isso não estava mais conversando tanto com Klaus e Brendan como fazia, pois éramos colegas do mesmo ano, e ficava apenas com minhas irmãs embora os NIEM's fossem uma prioridade.

—E ai? Seria muito bom praticar com uma garota inteligente como você — Klaus sugeriu — Afinal você até é monitora.

—E uma ótima monitora, diria que você merecia o cargo de monitora-chefe, sem dúvidas — Brendan comentou e ambos me encararam quase como se fossem cachorrinhos perdidos.

Me senti mal por ter cogitado por um momento abandoná-los e desaparecer. Eles precisavam de mim e realmente... Com aquela expressão, "ele" estava ainda mais fofo do que de costume... Era quase impossível negar-lhe alguma coisa e por isso suspirei e assenti com a cabeça.

—Tudo bem...

Os dois abriram os lábios em sorrisos e fizeram um hi-5 antes de se virarem para mim e me abraçarem com força. Senti meus pulmões se contrariam enquanto prendia a respiração. Sentir seu corpo tão próximo ao meu era sufocante. Precisava arrumar alguma forma de me retirar dali, no entando, logo eles me soltaram e apenas sorriram para mim.

—Nos encontramos na sexta depois do treino de quadribol da Ravenclaw, na biblioteca? — Klaus sugeriu.

—Pode ser...

Estava sendo difícil encontrar palavras enquanto a única coisa em que conseguia pensar era que passaria muito mais tempo ao lado dele. E não teria saída dessa vez. Brendan piscou para mim, antes dos dois acenarem e saírem até o final do corredor e me deixarem para trás, com os livros nas mãos, a respiração falha e o coração saindo pela boca.

Senti uma mão em meu ombro e me voltei assustada. Não imaginava que mais alguém fosse aparecer, quando me deparei com as duas garotas que mais amava em todo o mundo. Minhas irmãzinhas, Julia e Hazel.

—O que estavam fazendo? — Hazel perguntou curiosa e sorridente como sempre.

—Ah... Nada.

—O que eles queriam? — Ju olhou por sobre os ombros, a tempo de vê-los virar o corredor.

—Ah... Só — Respirei fundo — Queriam ajuda, sabe, com os NIEM's.

—Essa com certeza é uma ótima escolha! — Haz comemorou — Você está se dedicando tanto que vai ser a primeira nessa prova!

—Obrigada Haz... Ahn... Vamos? — Perguntei tentando não parecer dispersa e comecei a caminhar em direção às escadas.

As meninas me acompanharam e enquanto descíamos em direção ao Saguão de Entrada, Hazel comentava o quão havia se divertido durante as aulas de Estudo dos Trouxas e Trato das Criaturas Mágicas.

—Vimos Unicórnios hoje! Unicórnios! Eles são realmente lindos e amáveis! E tem afinidade mais com as mulheres... Pudemos nos aproximar e até tocá-los! — Ela exclamava admirada com tudo o que vira.

Sorri fraco para ela. Era muito bom ver minha irmã se divertindo. Ela tinha um espírito vivo e inocente e isso a fazia realmente peculiar e especial. Sentia-me feliz por ela, mas não poderia deixar de pensar sobre o que acabara de acontecer. Ainda sentia vontade de desaparecer, porém não havia outro jeito senão encarar isso de frente. E eu não era assim, não poderia amarelar. Eu era forte e não desistiria.

Quando alcançamos o saguão, Hazel fora na frente caminhando até o salão, quando senti Julia me puxando pelo braço um pouco distante da mais nova. Ela se virou para mim e arqueou a sobrancelha esquerda.

—Eu sei o que ta escondendo.

—O-o que? — Perguntei confusa.

—Você ta agindo de forma estranha desde o final do ano passado e agora tudo está fazendo sentido... Eu sei qual é o seu segredo e não acredito que escondeu isso de nós. Somos suas irmãs e melhores amigas!

—Julia, eu... Não estou escondendo nada. Não há nada para esconder.

—Ah, é? Então porque você sempre parece distante e suspeita? Porque sempre se afasta quando nos aproximamos dele? Vai me dizer que não está apaixonada?

Engoli em seco. Como eu poderia sequer cogitar que minhas irmãs não perceberiam o que acontecia comigo? Elas me conhecem melhor do que eu mesma. Somos inseparáveis e eu não poderia mentir para elas. Nunca.

—Não estou apaixonada... Eu só... — Abaixei a cabeça. Era difícil admitir para mim mesma porque nem eu mesma sabia o que sentia de verdade.

—Meninas? O que aconteceu? Porque ainda estão aí? — Hazel se virou para nos encarar da porta do Salão Principal e fez com que voltássemos nossa atenção para ela.

—Ah, já estamos indo — Julia gritou de volta e se virou para mim, assim, abaixando o tom de voz — Ta bem, Jess. Vamos comer, mas eu sei o que ta acontecendo. Não pode esconder nada de mim. Sou sua irmã, eu te conheço bem — Ela colocou a mão sobre a minha, que apoiava os livros — E vamos conversar sobre isso depois. Todas nós. Precisamos ficar unidas e esclarecermos tudo. Não podemos ter segredos entre nós, ta lembrada?

Assenti e ela me abraçou pelos ombros antes de voltarmos a andar em direção a Haz e o jantar que estava a nossa espera. Eu nunca poderia esquecer sobre o que Julia se referira. Quando éramos pequenas e brincávamos no jardim de casa de esconde-esconde, todas as vezes que encontrávamos uma às outras, nós dizíamos isso. Dizíamos o quanto éramos importantes e que mesmo nos escondendo iríamos nos achar porque tínhamos uma grande ligação. Nós nunca estaríamos longe uma da outra e sempre contaríamos tudo as outras porque por mais que tentássemos nos esconder ou esconder os nossos segredos, não seríamos capazes de fazê-lo uma com as outras, pois a nossa ligação era mais poderosa e sempre seríamos encontradas, por mais longe que nos escondêssemos. Não precisávamos de magia para nos encontrarmos, nunca precisamos. Brincávamos como crianças trouxas, pois a nossa ligação era a forma mais poderosa de magia que poderíamos conhecer. E Júlia tinha razão quando dizia aquilo... Eu precisava delas. E já basta de mentiras e segredos, a única coisa de que precisamos é de uma as outras. E nada mais importa.

Malina Carver — POV's

Depois de tanto tempo do incidente com as melhores amigas de Violet, elas nem sequer haviam se movido. Não tiveram nenhuma reação, mas não estavam mortas. Longe disso... Era algo ainda mais complexo e eu não conseguia entender e odiava ver minha irmã triste. Todos estávamos essustados e tentávamos entender o que estava acontecendo. O que isso significava, apesar de que a diretora e todos os envolvidos não entrassem no assunto e tentassem abafar os boatos que rolavam pelo colégio.

Havíamos acabado de assistir a uma aula de Defesa Contra a Arte das Trevas; eu, Tom e Patrícia, quando uma ideia surgiu a minha mente. Assim, que todos os demais primeiranistas deixaram a classe, me aproximei da carteira da professora Eveline Cremont e meus amigos me seguiram.

—Prof. Cremont... Eu só queria te fazer uma pergunta — Comecei enquanto apertava uma mão contra a outra.

A mulher de cabelos negros e trajando um longo vestido preto e esvoaçante estava mexendo em uma gaveta em sua mesa, quando me ouviu quando me aproximei e, então, se virou para me encarar. Ela empurrou a gaveta e pousou às mãos na madeira.

—Alguma dúvida com a matéria Srta. Potter?

Balancei a cabeça.

—Então, o que seria tão importante?

Respirei fundo. Talvez não devesse tocar no assunto, mas eu realmente sentia que devia falar com alguém a respeito disso. Todos precisávamos de respostas e a professora de DCAT parecia a mais indicada no assunto.

—Na verdade, eu gostaria de falar sobre outra coisa... A senhora sabe que a minha irmã mais velha passou por umas coisas esses dias... E que as amigas dela ainda estão na ala hospitalar, não é?

—Todos sabemos e sentimos muito. O que aconteceu é algo realmente sério.

Assenti e continuei.

—E a Violet me contou que elas foram atacadas depois de apanharem algumas esferas misteriosas e que elas eram luminosas e densas, porém se tornaram foscas depois disso — Comentei e a mulher concordou com a cabeça — E foi a senhora quem as encontrou, certo? As esferas estão com você? Eu estou muito preocupada. Não faço ideia do que esta acontecendo...

Patricia colocou a mão no meu ombro e Tom também se aproximou.

—Acho que merecemos saber de alguma coisa. Há alguma coisa que possamos fazer? Queremos que as garotas acordem e não queremos mais ninguém em perigo! — Tiça disse.

—E não estamos em perigo, não é? — Tom arregalou os olhos e falou.

Eveline nos observou de cima a baixo, um por um e depois endireitou a postura. Ela entrelaçou as mãos, antes de abrir a boca em nossa direção:

—Certo. Parece que vocês estão à procura de respostas e sei bem que são jovens para se envolverem nesse assuntos. Saibam que a escola já está resolvendo tudo — Abaixei a cabeça. Eu imaginava que não fosse ser respondida, era óbvio que nos tratariam como crianças — Todavia há algumas coisas que posso lhes contar e que até seriam de bastante aprendizado em nossa matéria.

Levantei o olhar lentamente. Não esperava por aquilo. Ela parecia que realmente iria nos contar algumas coisas e aquilo me deixava realmente curiosa. Entrelacei o braço na morena ao meu lado e todos ativamos nossos ouvidos para o que a professora tinha a nos dizer.

—Primeiramente, sim, eu as levei até a Madame Betsy e também estou com as esferas. Estamos tentando descobrir do que se trata... Parece magia antiga. Em minhas pesquisas encontrei algo realmente sério. Talvez, isso possa ter sido criado por razões egoístas de algum bruxo realmente poderoso e devido ao seu efeito diria que seja magia das Trevas, por isso sou a pessoa mais experiente no assunto.

—Serio? Magia das Trevas? Wow! — Pati exclamou — Ah, eu pensei um pouco alto demais... — Ela sorrio amarelo, ao invés de parecer chocada, ela parecia mais admirada.

—Isso é muito perigoso, não é? O que vamos fazer? — Tom perguntou com a voz trêmula, talvez estivesse realmente assustado.

Segurei em sua mão para acalmá-lo e me voltei para a professora. Estava muito surpresa por descobrir que estávamos lidando com magia muito poderosa. Precisávamos descobrir alguma maneira de detê-la.

—Mas e quanto as meninas? Elas não estão melhorando... — Comentei me lembrando de ter visto Violet chorando enquanto as visitava todo dia.

—Claro, também estamos tentando descobrir o que aconteceu com as meninas... E o porquê de elas não estarem acordando ou reagindo. Elas têm sinais vitais e isso é ótimo, mas estão praticamente vegetando nessas duas semanas e tem que haver uma explicação e também uma solução para que possamos fazê-las melhorar. Mas não fiquem preocupados e com medo — Ela sorrir levemente em direção a Thomas — Estamos resolvendo isso e alguns dos melhores e mais poderosos bruxos estão residindo em Hogwarts, não sabemos como essa magia entrou no Castelo, contudo vamos conseguir detê-la.

Concordei com a cabeça e o garoto ao meu lado agradeceu, um pouco mais aliviado. Era realmente reconfortante saber que estávamos em meio a tantos bruxos poderosos.

—Agora é melhor vocês irem. Não se preocupem com isso.

A mulher acenou para nós e, por fim, nós voltamos para a porta e caminhamos juntos até o corredor. Ainda estava realmente curiosa e preocupada, porém também estava contente por termos esclarecido algumas coisas, embora ainda houvesse tanta coisa para ser feita. Hogwarts estava em perigo e consequentemente todos nós também, mas não estávamos sozinhos e isso era realmente reconfortante e me dava esperanças de que tudo ficaria bem, afinal.

Maxwell Potter — POV's

Durante duas semanas, eu, Marie, Leny e Lary estivemos a maior parte do tempo, nos intervalos, pensando a respeito da profecia que Marie fizera na ala hospitalar. Porque embora a diretora insistisse que éramos muito pequenos para entender e não deveríamos nos preocupar, era impossível ficarmos parados.

—Já sabemos que Hogwarts está em perigo, mas o que devemos fazer? — Lary questiona com as mãos na cintura.

—Tem que ter alguma coisa que ainda não pensamos... — Marie começou e levantei a mão entusiasmado para ela me cortou — Que ainda não pensamos Max, e não vamos invadir a sala da minha tia... Precisamos de outra coisa...

A ruiva mordeu o lábio inferior parecendo realmente pensativa e, ambos, eu, Leny e Lary encaramos-a esperançosos, quando o barulho de passos apressados e contínuos no corredor do segundo andar, ao qual estávamos, roubou nossa atenção.

—Hey! Marie! — Uma garota de mais ou menos 1,52 m e cabelos ondulados e esvoaçantes avermelhados vinha correndo em nossa direção, quando parou a nossa frente ela respirou fundo e continuou — Maxwell... Lary... Marie... Leny... — Nós cumprimentou e se virou para encarar a mais nova entre nós — Você está bem? Eu sei que estou atrasada... Mas só fiquei sabendo agora, ouvi alguns boatos do pessoal do meu dormitório e eles disseram que as meninas da Hufflepuff não for as únicas a passarem mal aquele dia... Na verdade me disseram também...

A ruiva hesitou a princípio. Essa era Coraliny, uma garota da Gryffindor e da minha turma, ela era neta de George Weasley e com certeza tinha uma personalidade bastante semelhante a dele e de minha irmãzinha Patrícia. Aposto que ela seria assim quando tivesse sua idade.

—Eu to legal... Não foi nada demais, porém o que mais você sabe?

Cora dividiu o olhar entre nós quatro e depois apanhou as mãos da garota a sua frente, ela olhou ao redor, provavelmente para se certificar de que estávamos sozinhos e, por fuma, continuou.

—Soube que você viu alguma coisa... Você é clarividente, certo? Não sei se é verdade e você é muito jovem, mas disseram que teve uma profecia! — Coraliny quase sussurrou, ela parecia admirada — É verdade? Se for eu acho que posso ajudar...

Marie olhou para mim, Leny e Lary. Ela parecia tentar se decidir se confiaríamos a mais alguém ou não. A garota de cabelos longos e loiros claros afirmou com a cabeça enquanto a de cabelos curtos e alourados negou. Então, Marie sorrir fraco e desistiu de enfrentar suas melhores amigas para enfrentar a mim, ela me puxou para trás das garotas.

—Só um segundo Coraliny — Leny tentou distrair a ruiva — Marie já vai falar com você.

Encarei a mais nova a minha frente e franzi levemente a testa curioso do porque ela tinha me chamado e não suas amigas para discutir sobre isso.

—Porque me chamou?

—Eu conheço bem minhas melhores amigas... Lary vai querer guardar segredo e Leny não vai ligar de contarmos com mais uma... Mas você vai desempatar e, não diga a Lary, mas sempre te achei um ótimo líder.

—Obrigado, Marie, isso significa muito... E você me ajudou a ser capitão e tudo mais... — Sorri para ela que sortiu de volta — Mas porque eu? Você é quem fez uma profecia! — Abaixei a voz e coloquei a mão em seu ombro — Você é quem deveria, nenhum de nós deveria decidir isso. Você é a única que deve.

A ruiva olhou de relance por trás dos ombros, para as meninas distraindo Coraliny e, em seguida, para minha mão. Ela permaneceu por alguns segundos em silêncio para finalmente levantar o olhar e me encarar confiante.

—Obrigada, Max. Confia mesmo em mim par isso?

Balancei a cabeça como se fosse a pergunta mais idiota e retirei minha mão de seu ombro, antes de sorrir e respondê-la com sinceridade:

—É lógico que confio. Você saberá o que fazer.

Dessa forma, caminhamos de volta até onde estavam as meninas e Marie respirou fundo. Lary e Leny pareciam ansiosas para saber qual sua resposta, porém antes ela me olhou de relance e encorajei-a com uma piscadela.

—Certo. Quer ajudar? Então, você é bem-vinda ao time, Coral — Ambas ruivas sorriram uma para outra.

Leny estendeu a mão para a novata no grupo, que apanhou a e foi bem recebida, por quase todos. Respeitei a decisão de Marie e sabia que ela seria capaz, porém Lary pareceu visivelmente emburrada com ter sido deixada de lado. Ela me fuzilou com o olhar como se eu fosse o real culpado por tudo aquilo e apenas dei de ombros para ela e me concentrei em Coraliny. A garota começou a declarar, então, sua ideia:

—Não sei se já pensaram nisso, só que eu estava na aula de Adivinhação mais cedo e o prof. Elliot Krum falou exatamente sobre profecias... Acho que a podemos perguntar a ela sobre a sua... talvez ele possa nos ajudar.

Todos nos entreolhamos e concordamos. Embora Lary ainda parecesse chateada, seguiu o grupo. Não conseguimos acreditar como não pensáramos nisso antes. Era uma brilhante ideia e como sempre Marie fizera uma ótima escolha. Era bom ter um novo cérebro na nossa operação. Precisávamos salvar Hogwarts.

Notas finais
Pessoal continuo o mais breve! E eu tenho muita coisa para trazer para essa fic e sobre as respostas que vocês me deram, serão de muita relevância e tentarei agradar a todos, mas além de suas preferências (no caso dos casais) levarei em conta o que colocaram na opção PAR da ficha e qual combina mais com a ficha do outro... Espero muito que tenham gostado! Agora tudo vai começar a ficar ainda mais emocionante... Muita ação por ai... Aparência da nova coadjuvante - Coraliny Weasley: https://68.media.tumblr.com/5235d02624e7f47bb02b49a82c71b3c5/tumblr_oa9o7w7gkt1sebccso1_1280.jpg XOXO